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Neste documento, aprenda sobre a educação bancária e problematizadora propostas por paulo freire. Entenda o conceito de 'saber' na educação bancária, como é transmitido e suas implicações. Conheça a educação problematizadora e como ela difere, incluindo a concepção de homem neste contexto.
Tipologia: Exercícios
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Na concepção de Paulo Freire, esse modelo de educação parte do princípio de que o aluno é totalmente leigo sobre o assunto, ou seja, não possui saber algum sobre o estudo e o professor é detentor do saber, criando-se assim uma relação vertical entre ambos. O Educador, por possuir o saber em questão, é o sujeito que emana o conhecimento e deposita-o na mente dos estudantes da forma que bem entender melhor, dando a possibilidade de facilitar a sua parte de ensinar e dificultar a parte do aprendizado e o educando é o que recebe este conhecimento. Se este tipo de educação for analisada, ela possui como meta a formação de indivíduos não questionadores, amedrontados e submetidos ao poder imposto pelo educador na sala de aula. Portanto, na visão bancária da educação, o “saber” é uma doação dos que se julgam sábios aos que julgam nada saber, a qual é fundida através de formas opressoras e ignorantes, ou seja, os que se julgam sábios se julgam acima dos que julgam não sábios.
Nesta visão de Educação Bancária os conteúdos são automaticamente desligados da situação existencial do aluno. Neste sentido, a transmissão do “saber” é realizada de acordo com o que o educador opressor julgar correto para ele, sem se importar se o conteúdo transmitido por ele está, de fato, sendo entendido pelo educando. Ao utilizar este método de ensino, os alunos acabam por ficar deficientes no quesito de questionar, ou seja, o educador transmite o conteúdo em questão de uma maneira que o aluno não saberia questionar se algo está incorreto ou correto ou até mesmo, realizar perguntas sobre explicações acerca do que está sendo ensinado, o que, se visto de uma maneira mais ampla, pode-se dizer que facilitaria o trabalho de transmissão de conhecimento do professor opressor, que não teria que se submeter a explicações detalhadas A comunicação é unilateral. A Metodologia Didática é a exposição oral pelo professor, teoria antidialógica, onde o opressor encontra sua possível ação, ou seja uma relação de poder unilateral. A avaliação tem como função, neste contexto, selecionar, classificar, contabilizar.
Oposto a educação bancária, Paulo Freire sugere como alternativa a eliminação de tal método e propõe a Educação Libertadora ou Educação Problematizadora, na qual o educador não é aquele que educa de maneira obsoleta e opressora, mas sim aquele que, enquanto educa, é também educado, em contato direto com o diálogo oferecido pelo educando que, ao ser educado, também educa. Neste tipo de educação, é aberto o espaço ao diálogo entre professor e aluno, possibilitando assim o levantamento de problemas, o questionamento e reflexão por ambas as partes, com o objetivo de aumentar a fonte de conhecimento e abrir espaço para a evolução no conteúdo na mente do educando e, como consequência, acaba por tornar a relação educador e educando uma relação horizontal, sem haver hierarquia ou opressão por parte daquele que se acharia superior na forma de educação bancária. Portanto, dessa forma, ambos os sujeitos acabam tornando-se construtores do conhecimento, o que cabe perfeitamente na seguinte frase de Paulo Freire: Ninguém educa a ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo.