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Explorando a Educação: Saber vs. Educação Problematizadora, Exercícios de Física

Neste documento, aprenda sobre a educação bancária e problematizadora propostas por paulo freire. Entenda o conceito de 'saber' na educação bancária, como é transmitido e suas implicações. Conheça a educação problematizadora e como ela difere, incluindo a concepção de homem neste contexto.

Tipologia: Exercícios

2020

Compartilhado em 15/10/2021

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Instituto de Física - Universidade de São Paulo
Exercício 6
Elementos e Estratégia para o Ensino de Física - 4300356
Professor Doutor André Machado Rodrigues
Aluno: Lorenzo Philip Ramacciotti Vieira
N°USP: 11224014
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Exercício 6

Elementos e Estratégia para o Ensino de Física - 4300356

Professor Doutor André Machado Rodrigues

Aluno: Lorenzo Philip Ramacciotti Vieira

N°USP: 11224014

1. O que é o "saber” em uma educação bancária?

Na concepção de Paulo Freire, esse modelo de educação parte do princípio de que o aluno é totalmente leigo sobre o assunto, ou seja, não possui saber algum sobre o estudo e o professor é detentor do saber, criando-se assim uma relação vertical entre ambos. O Educador, por possuir o saber em questão, é o sujeito que emana o conhecimento e deposita-o na mente dos estudantes da forma que bem entender melhor, dando a possibilidade de facilitar a sua parte de ensinar e dificultar a parte do aprendizado e o educando é o que recebe este conhecimento. Se este tipo de educação for analisada, ela possui como meta a formação de indivíduos não questionadores, amedrontados e submetidos ao poder imposto pelo educador na sala de aula. Portanto, na visão bancária da educação, o “saber” é uma doação dos que se julgam sábios aos que julgam nada saber, a qual é fundida através de formas opressoras e ignorantes, ou seja, os que se julgam sábios se julgam acima dos que julgam não sábios.

2. Como se transmite esse "saber”?

Nesta visão de Educação Bancária os conteúdos são automaticamente desligados da situação existencial do aluno. Neste sentido, a transmissão do “saber” é realizada de acordo com o que o educador opressor julgar correto para ele, sem se importar se o conteúdo transmitido por ele está, de fato, sendo entendido pelo educando. Ao utilizar este método de ensino, os alunos acabam por ficar deficientes no quesito de questionar, ou seja, o educador transmite o conteúdo em questão de uma maneira que o aluno não saberia questionar se algo está incorreto ou correto ou até mesmo, realizar perguntas sobre explicações acerca do que está sendo ensinado, o que, se visto de uma maneira mais ampla, pode-se dizer que facilitaria o trabalho de transmissão de conhecimento do professor opressor, que não teria que se submeter a explicações detalhadas A comunicação é unilateral. A Metodologia Didática é a exposição oral pelo professor, teoria antidialógica, onde o opressor encontra sua possível ação, ou seja uma relação de poder unilateral. A avaliação tem como função, neste contexto, selecionar, classificar, contabilizar.

3. Como se dá a "educação problematizadora”?

Oposto a educação bancária, Paulo Freire sugere como alternativa a eliminação de tal método e propõe a Educação Libertadora ou Educação Problematizadora, na qual o educador não é aquele que educa de maneira obsoleta e opressora, mas sim aquele que, enquanto educa, é também educado, em contato direto com o diálogo oferecido pelo educando que, ao ser educado, também educa. Neste tipo de educação, é aberto o espaço ao diálogo entre professor e aluno, possibilitando assim o levantamento de problemas, o questionamento e reflexão por ambas as partes, com o objetivo de aumentar a fonte de conhecimento e abrir espaço para a evolução no conteúdo na mente do educando e, como consequência, acaba por tornar a relação educador e educando uma relação horizontal, sem haver hierarquia ou opressão por parte daquele que se acharia superior na forma de educação bancária. Portanto, dessa forma, ambos os sujeitos acabam tornando-se construtores do conhecimento, o que cabe perfeitamente na seguinte frase de Paulo Freire: Ninguém educa a ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo.