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Eletronegatividade: Definição, Fatores Influentes e Determinação, Resumos de Química Inorgânica

Eletronegatividade é a tendência de um átomo de se atrair elétrons, influenciada por seu tamanho e número de camadas de eletrosfera. Pauling e mulliken apresentaram métodos diferentes para determinar a eletronegatividade, que influencia a natureza de ligações químicas. Pauling baseou-se na constante da ligação, enquanto mulliken utilizou a energia de ionização e afinidade eletrônica.

Tipologia: Resumos

2021

Compartilhado em 02/06/2022

HellenaSabino
HellenaSabino 🇧🇷

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ELETRONEGATIVIDADE
Eletronegatividade pode ser definida como a tendência que um átomo tem de atrair elétrons em sua direção, quando
combinado, formando um composto. Na tabela periódica, a eletronegatividade aumenta da esquerda para a direita e de
baixo para cima, ou seja, quanto menor for o período, menor é o número de camadas da eletrosfera dos elementos, e me-
nor será seu raio, no geral, átomos pequenos atraem mais fortemente os elétrons que os átomos grandes, portanto, áto-
mos pequenos são mais eletronegativos, isso ocorre por haver uma aproximação menor entre os elétrons a serem com-
partilhados e o núcleo do átomo, que exerce o ponto de atração. A eletronegatividade é uma grandeza relativa, um deter-
minado tipo de átomo estará em ambientes diferentes e em moléculas diferentes, isso significa que é muito difícil medir
os valores de eletronegatividade.
Pauling criou um método para determinar a eletronegatividade ao indicar que, uma vez que reações do tipo A2 + B2
=2AB são sempre exotérmicas, a ligação entre os dois átomos deve ser mais forte que a média das energias das ligações
simples das moléculas. O orbital ligante para AB(ɸAB) é formado por contribuições das funções de onda dos orbitais
atômicos apropriados (ΨA) e (ΨB), sendo:
ɸAB = A) + constante (ΨB)
Se a constante for maior que 1, o átomo B terá uma carga parcial negativa, ocasionando em uma ligação parcialmente
polar. Entretanto, se a constante for menor que 1, o átomo A terá uma carga parcial negativa. Graças a esse caráter iôni-
co parcial, a ligação A-B será mais forte do que uma ligação covalente pura, tendo uma energia de ligação adicional, o
que faz a ligação ser mais forte. A energia de ligação adicional é representada por Δ, sendo:
Δ = (energia de ligação real) - (energia de uma ligação 100% covalente)
Caso dois átomos apresentem tendências semelhantes de atrair elétrons, a ligação entre eles será predominantemente co-
valente. De outra maneira, uma grande diferença de eletronegatividade leva a uma ligação de caráter com um elevado
grau de caráter polar, isto significa que a ligação será predominantemente iônica. Como foi observado, Pauling instau-
rou a idéia de que o caráter iônico de uma ligação varia com a diferença de eletronegatividades dos elementos, o que
nos permite caracterizar uma ligação como predominantemente covalente ou predominantemente iônica, ao invés de ca-
cacteriza-la como sendo puramente iônica ou puramente covalente.
Mulliken sugeriu uma interpretação alternativa para eletronegatividade, baseada na energia de ionização e na afinidade
eletrônica dos átomos. Essa interpretação consiste em mostrar que se um átomo A doar um elétron para um átomo B, a
variação de energia será igual à diferença entre a energia de ionização do átomo A(IA) e a afinidade eletrônica do átomo
B(EB), em outras palavras, IA - EB, o mesmo valendo para o contrário, IB - EA. Sendo assim, Mulliken deduziu que a ele-
tronegatividade poderia ser determinada pela média aritimética entre a energia de ionização e a afinidade eletrônica de
um determinado átomo. Tendo:
Eletronegatividade = (I+E)/2
Mulliken utilizou valores de I e E medidos em elétronvolt, obtendo valores cerca de 2,8 vezes maiores que os obtidos
por Paulling.
Referências
LEE, J. D. Química Inorgânica não tão Concisa. São Paulo: Editora Blucher, 1999.
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ELETRONEGATIVIDADE

Eletronegatividade pode ser definida como a tendência que um átomo tem de atrair elétrons em sua direção, quando combinado, formando um composto. Na tabela periódica, a eletronegatividade aumenta da esquerda para a direita e de baixo para cima, ou seja, quanto menor for o período, menor é o número de camadas da eletrosfera dos elementos, e me- nor será seu raio, no geral, átomos pequenos atraem mais fortemente os elétrons que os átomos grandes, portanto, áto- mos pequenos são mais eletronegativos, isso ocorre por haver uma aproximação menor entre os elétrons a serem com- partilhados e o núcleo do átomo, que exerce o ponto de atração. A eletronegatividade é uma grandeza relativa, um deter- minado tipo de átomo estará em ambientes diferentes e em moléculas diferentes, isso significa que é muito difícil medir os valores de eletronegatividade. Pauling criou um método para determinar a eletronegatividade ao indicar que, uma vez que reações do tipo A 2 + B 2 =2AB são sempre exotérmicas, a ligação entre os dois átomos deve ser mais forte que a média das energias das ligações simples das moléculas. O orbital ligante para AB(ɸAB) é formado por contribuições das funções de onda dos orbitais atômicos apropriados (ΨA) e (ΨB), sendo: ɸAB = (ΨA) + constante (ΨB) Se a constante for maior que 1, o átomo B terá uma carga parcial negativa, ocasionando em uma ligação parcialmente polar. Entretanto, se a constante for menor que 1, o átomo A terá uma carga parcial negativa. Graças a esse caráter iôni- co parcial, a ligação A-B será mais forte do que uma ligação covalente pura, tendo uma energia de ligação adicional, o que faz a ligação ser mais forte. A energia de ligação adicional é representada por Δ, sendo: Δ = (energia de ligação real) - (energia de uma ligação 100% covalente) Caso dois átomos apresentem tendências semelhantes de atrair elétrons, a ligação entre eles será predominantemente co- valente. De outra maneira, uma grande diferença de eletronegatividade leva a uma ligação de caráter com um elevado grau de caráter polar, isto significa que a ligação será predominantemente iônica. Como foi observado, Pauling instau- rou a idéia de que o caráter iônico de uma ligação varia com a diferença de eletronegatividades dos elementos, o que nos permite caracterizar uma ligação como predominantemente covalente ou predominantemente iônica, ao invés de ca- cacteriza-la como sendo puramente iônica ou puramente covalente. Mulliken sugeriu uma interpretação alternativa para eletronegatividade, baseada na energia de ionização e na afinidade eletrônica dos átomos. Essa interpretação consiste em mostrar que se um átomo A doar um elétron para um átomo B, a variação de energia será igual à diferença entre a energia de ionização do átomo A(IA) e a afinidade eletrônica do átomo B(EB), em outras palavras, IA - EB, o mesmo valendo para o contrário, IB - EA. Sendo assim, Mulliken deduziu que a ele- tronegatividade poderia ser determinada pela média aritimética entre a energia de ionização e a afinidade eletrônica de um determinado átomo. Tendo: Eletronegatividade = (I+E)/ Mulliken utilizou valores de I e E medidos em elétronvolt, obtendo valores cerca de 2,8 vezes maiores que os obtidos por Paulling. Referências LEE, J. D. Química Inorgânica não tão Concisa. São Paulo: Editora Blucher, 1999.