Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Eletronica fundamental, Esquemas de Eletrônica

O presente resumo aborda a fundamentação teórica da eletronica basica.

Tipologia: Esquemas

2021

Compartilhado em 18/04/2022

andre-sonivaj-10
andre-sonivaj-10 🇧🇷

5

(3)

4 documentos

1 / 12

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
Página 1 de 12
PROJETO DE UMA INSTALAÇÃO DE UTILIZAÇÃO
(RESUMO)
Instalações tipo C são instalações abastecidas a partir da rede pública de baixa tensão.
Estas instalações são certificadas pela Certiel Associação Certificadora de Instalações
Elétricas. Só é obrigatório projeto se a S > 50KVA
Sequência de procedimentos para o desenvolvimento de um projecto de uma
instalação de utilização de uma habitação unifamiliar.
Com base na planta da habitação e respectiva escala (Exemplo: escala 1:100 quer dizer que 1
cm na planta corresponde a 100 cm no real).
1º Definição da utilização a dar a cada divisão da casa
Sala, quarto, corredor, casa de banho, cozinha:
2º Desenhar o esquema arquitetural na planta da habitação
Localização
quadro de entrada (junto à entrada da habitação, no interior)
pontos de utilização (iluminação, tomadas, etc.)
equipamentos (interruptores, comutadores, caixas de derivação, etc.)
Desenhar um esquema arquitetural para:
- Iluminação
- Tomadas de uso geral
- Sinalização
- Equipamentos específicos (máquinas de lavar, forno, cilindro, placa vitrocerâmica, etc.)
NOTA: O traçado dos circuitos deve ser feito com linhas horizontais e verticais e também se deve representar o
número de condutores por circuito (em cada troço).
3º Calcular o número de circuitos
Como regra geral, os circuitos destinados a utilizações distintas (iluminação, tomadas de usos
gerais, tomadas de aquecimento, cozinha eléctrica, máquinas de lavar, etc.) devem ser
distintos.
Circuitos independentes para alimentação de máquinas com potência significativa (fornos,
fogões, máquinas de lavar roupa e louça, máquinas de secar roupa, placa vitrocerâmica, etc.).
Previsão de circuitos destinados a iluminação e tomadas de modo que cada circuito não
alimente mais do que 8 pontos de utilização.
Previsão de circuitos independentes para alimentação de aparelhos fixos de climatização
ambiente, de modo a que cada circuito não alimente mais de 5 aparelhos.
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Eletronica fundamental e outras Esquemas em PDF para Eletrônica, somente na Docsity!

PROJETO DE UMA INSTALAÇÃO DE UTILIZAÇÃO

(RESUMO)

Instalações tipo C – são instalações abastecidas a partir da rede pública de baixa tensão. Estas instalações são certificadas pela Certiel – Associação Certificadora de Instalações Elétricas. Só é obrigatório projeto se a S > 50KVA

Sequência de procedimentos para o desenvolvimento de um projecto de uma

instalação de utilização de uma habitação unifamiliar.

Com base na planta da habitação e respectiva escala (Exemplo: escala 1:100 quer dizer que 1 cm na planta corresponde a 100 cm no real).

1º Definição da utilização a dar a cada divisão da casa

Sala, quarto, corredor, casa de banho, cozinha:

2º Desenhar o esquema arquitetural na planta da habitação

Localização quadro de entrada (junto à entrada da habitação, no interior) pontos de utilização (iluminação, tomadas, etc.) equipamentos (interruptores, comutadores, caixas de derivação, etc.) Desenhar um esquema arquitetural para:

  • Iluminação
  • Tomadas de uso geral
  • Sinalização
  • Equipamentos específicos (máquinas de lavar, forno, cilindro, placa vitrocerâmica, etc.) NOTA: O traçado dos circuitos deve ser feito com linhas horizontais e verticais e também se deve representar o número de condutores por circuito (em cada troço).

3º Calcular o número de circuitos

Como regra geral, os circuitos destinados a utilizações distintas (iluminação, tomadas de usos gerais, tomadas de aquecimento, cozinha eléctrica, máquinas de lavar, etc.) devem ser distintos. Circuitos independentes para alimentação de máquinas com potência significativa (fornos, fogões, máquinas de lavar roupa e louça, máquinas de secar roupa, placa vitrocerâmica, etc.). Previsão de circuitos destinados a iluminação e tomadas de modo que cada circuito não alimente mais do que 8 pontos de utilização. Previsão de circuitos independentes para alimentação de aparelhos fixos de climatização ambiente, de modo a que cada circuito não alimente mais de 5 aparelhos.

Pontos de utilização recomendados numa habitação Salas: 1 tomada de usos gerais por cada 5m de parede; 1 ou 2 pontos de iluminação; 1 caixa terminal para ligação do aparelho de climatização (ar condicionado ou aquecedor eléctrico). Quartos: 3 tomadas para usos gerais; 1 ponto de iluminação; 1 caixa terminal para ligação do aparelho de climatização (ar condicionado ou aquecedor elétrico).

Cozinhas: 5 tomadas para usos gerais; 1 tomada para máquina de lavar louça; 1 ou 2 pontos de iluminação; 1 caixa terminal para ligação da placa vitrocerâmica; 1 caixa terminal para ligação do forno; 1 caixa terminal para ligação do exaustor; 1 caixa terminal para ligação do aparelho de climatização (ar condicionado ou aquecedor elétrico).

Lavandaria: 1 tomada para usos gerais; 1 tomada para máquina de lavar roupa; 1 tomada para máquina de secar roupa; 1 ponto de iluminação.

Casa de banho: 2 pontos fixos de iluminação; 2 tomadas de uso geral (uma junto ao lavatório - volume 2 - e outra no volume 3).

Corredores e vestíbulos: 1 ou 2 pontos de iluminação; 1 tomada de usos gerais por cada 6 metros.

Arrecadações e garagens: 1 tomada de usos gerais; 1 ponto de iluminação.

4º Dimensionamento dos circuitos

a) Potência previsível com base no número de compartimentos São considerados compartimentos todas as áreas superiores a 4 m^2 com excepção das cozinhas, casas de banho e corredores. Na ausência de informação mais precisa relativamente aos equipamentos a considerar e com base no número de compartimentos podem-se considerar as seguintes potências mínimas em monofásico:

Exemplo : Potência contratada: 13,8 KVA Tensão monofásica: 230 V S = U x I → 13800 = 230 x I → I = 13800 / 230 → I = 60 A O DCP com regulação 30-45-60 será regulado para 60A.

5º Dimensionar a secção dos condutores de entrada a partir da corrente

estipulada

“Condutores isolados em condutas circulares (tubos) embebidas nos elementos da construção, em alvenaria.” Utilização de condutores isolados a policloreto de vinilo (PVC) dos tipos H07V-R ou H07V-U com uma secção que regulamentarmente não pode ser inferior a 6 mm^2.

Correntes admissíveis, em amperes para dois condutores carregados isolados a policloreto de vinilo (PVC).

Exemplos : Para uma corrente estipulada de 30A a secção mínima do condutor deverá ser de 6 mm2 , porque a secção mínima nas entradas é de 6 mm2 segundo as RTIEBT.

Para uma corrente estipulada de 45A a secção mínima do condutor deverá ser de 10 mm.

Para uma corrente estipulada de 60A a secção mínima do condutor deverá ser de 16 mm.

6º Dimensionar o diâmetro do tubo de entrada, a partir do número de

condutores e respetivas secções

95 232 120 269

70 192

50 151

35 125

25 101

16 76

10 57

6 41

4 32

2,5 24

1,5 17,

Intensidade da corrente (A)

Secção do condutor (mm^2 )

95 232 120 269

70 192

50 151

35 125

25 101

16 76

10 57

6 41

4 32

2,5 24

1,5 17,

Intensidade da corrente (A)

Secção do condutor (mm^2 )

EXEMPLO:

Suponhamos uma alimentação monofásica com uma corrente estipulada de 45A, logo a secção mínima do condutor será de 10 mm2.

Consultando a tabela, verificamos que o diâmetro do tubo seria de 25 mm para 3 condutores (Fase, Neutro e PE) de 10 mm2 no entanto, como segundo as RTIEBT nas entradas (monofásicas ou trifásicas) destinadas a alimentar locais residenciais ou de uso profissional não podem ser empregues canalizações com tubos de diâmetro nominal inferior a 32 mm , o tubo a usar terá de ter 32 mm e não 25 mm de ø.

CANALIZAÇÕES

As canalizações instaladas nas paredes, embebidas ou à vista, devem ser sempre estabelecidas em traçados verticais ou horizontais (não são permitidas diagonais).

CONDUTORES E CABOS

Condutores de fases: 3 fases: Preto - preto – castanho, ou preto - castanho - castanho 1 fase : preto ou castanho. Condutor neutro: azul claro Condutor de proteção: verde e amarelo.

Circuitos de saída 1 – Iluminação 2 – Iluminação 3 – Iluminação 4 – Sinalização 5 – Tomadas 6 – Tomadas 7 – Máquina de lavar 8 – Termoacumulador

Nota:  Os quadros devem ser equipados com barramentos de fase, de neutro e de terra ou ligador de terra devidamente identificado.  Todos os circuitos deverão ser dotados de condutor de protecção (PE)

Secção mínima dos condutores :

Sinalização e comando: 0,5 mm^2 Iluminação e estores eléctricos: 1,5 mm^2 Tomadas, termoacumulador, máquinas de lavar/secar, climatização ambiente, portão eléctrico, banheira de hidromassagem: 2,5 mm^2 Fogão/forno: 4 mm^2 ou 6 mm^2

Disjuntores

Intensidades estipuladas: 6 10 16 20 25 32 40 50 63 (A) Poder de corte estipulado normalizado: 1,5 3 4,5 6 10 (KA) Os aparelhos de corte e protecção contra sobreintensidades dos circuitos de saída dos quadros devem ter os seguintes calibres

Circuito de saída (mm^2 ) 1,5 2,5 4 6 Disjuntor (A) 10 16 20 32

10A10A 10A 6A16A16A16A16A

1 2 3 4 5 6 7 8

10A10A 10A 6A16A16A16A16A

1 2 3 4 5 6 7 8

  • No que se refere ao regime de neutro , para estas instalações, o esquema de ligações típico é o esquema TT (ligação das massas à terra em associação com o aparelho diferencial)

O poder de corte é a corrente máxima de curto-circuito que o disjuntor é capaz de interromper sem se danificar.

Sensibilidade do aparelho diferencial

  • A proteção de pessoas contra contactos indirectos é tipicamente realizada por meio de aparelhos diferenciais ( ID – Interruptor diferencial ou DDR – Disjuntor diferencial) de sensibilidade adequada. A seleção da sensibilidade ( IΔn ) do aparelho diferencial deve ter em conta os valores máximos da resistência de terra previsível e ainda as tensões limite convencionais (UL=25V cozinhas, casas de banho, locais húmidos e molhados em geral - UL=50V para os restantes casos).

Tensão limite convencional de contacto UL= 50 V : Aplicável às instalações em locais de habitação, tipo industrial, comercial e outros não classificados como locais especiais. UL= 25 V : Aplicável às instalações e locais especiais.

5 A 10 Ω 5 Ω

6 mA 8330 Ω 4167 Ω

12 mA 4170 Ω 2083 Ω

Alta 30 mA 1670 Ω 833 Ω sensibilidade

100 mA 500 Ω 250 Ω

300 mA 167 Ω 83,3 Ω

Média 500 mA 100 Ω 50 Ω sensibilidade

1 A 50 Ω 25 Ω

3 A 17 Ω 8,3 Ω

10 A 5 Ω 2,5 Ω

Baixa 20 A 2,5 Ω 1,25 Ω sensibilidade

Valor máximo da resistência de terra UL= 25 V

Valor máximo da resistência de terra UL= 50 V

Corrente residual -diferencial estipulada (IΔn)

Sensibilidade

5 A 10 Ω 5 Ω

6 mA 8330 Ω 4167 Ω

12 mA 4170 Ω 2083 Ω

Alta 30 mA 1670 Ω 833 Ω sensibilidade

100 mA 500 Ω 250 Ω

300 mA 167 Ω 83,3 Ω

Média 500 mA 100 Ω 50 Ω sensibilidade

1 A 50 Ω 25 Ω

3 A 17 Ω 8,3 Ω

10 A 5 Ω 2,5 Ω

Baixa 20 A 2,5 Ω 1,25 Ω sensibilidade

Valor máximo da resistência de terra UL= 25 V

Valor máximo da resistência de terra UL= 50 V

Corrente residual -diferencial estipulada (IΔn)

Sensibilidade

EXEMPLO:

Valor máximo da resistência de terra em função da sensibilidade do aparelho de proteção diferencial, por exemplo, se for de 500mA: R x IDn ≤ 50V → R ≤ 50 / 0,5 → R ≤ 100Ω R x IDn ≤ 25V → R ≤ 25 / 0,5 → R ≤ 50Ω

NOTA : Na medida do possível a resistência de terra não deve exceder 100 Ω.

ANEXO 2

EXERCICIO DE APLICAÇÃO

Com um circuito independente do quadro elétrico, pretendemos alimentar com condutor

H07V-U enfiado em tubo VD embebido na parede, uma máquina de lavar roupa com uma

potência aparente (S) de 3,3 KVA.

a) Determine a corrente de serviço. b) Verifique se a secção mínima do condutor para o circuito de tomadas (2,5 mm^2 ) é suficiente.

c) Determine a queda de tensão na linha, sabendo que o comprimento do condutor de cobre

que alimenta a máquina é de 10 metros.

d) Prove que a queda de tensão determinada na alínea anterior está dentro da queda de

tensão admitida pelo Regulamento.

Notas: A resistividade do cobre é de 0,0225 Ω.mm2/m.

A queda de tensão máxima admissível nos circuitos de tomadas e/ou força motriz é de ∆U = 5%

SOLUÇÃO

a) S = U x I → I = S / U → I = 3300 / 230 → I = 14,3 A

b) O condutor H07V-U de 2,5 mm^2 , tem a mínima secção para máquina de lavar (ver tabela).

Por outro lado, a secção deste condutor admite uma corrente máxima superior a 14,3A (ver

tabela). Logo é a secção é suficiente, considerando a corrente.

c) R = (ρ x l) / s → R = (0.0225 x 10) / 2,5 → R = 0,09 Ω

∆U = R x I → ∆U = 0,09 x 14,3 → ∆U = 1,3 V

d) A queda de tensão máxima admissível é 5% x 230 V = 11,5V. A queda de tensão no

condutor H07V-U é ∆U = 1,3V. Então a queda de tensão no condutor porque é inferior satisfaz

o Regulamento. Logo a secção é suficiente, considerando a queda de tensão.

Conclusão : a seção satisfaz o Regulamento porque é igual ou superior à dimensão mínima (2,5 ≥ 2,5), a

corrente de serviço é inferior à corrente máxima admissível no condutor (14,3 < 24), a queda

de tensão no condutor de 10 metros é inferior a queda máxima regulamentar ( 1,3 < 11,5).

  • ANEXO
  • ANEXO