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ELETROSTATICA-LEI DE COULOMB, Resumos de Física para Ensino Médio

LEI DE COULOMB-ELETROSTATICA-CARGA ELETRICA

Tipologia: Resumos

2011

Compartilhado em 08/05/2026

JOITON
JOITON 🇧🇷

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enemies rama Mp rito rt mr o emana pen a o metes ra mero nt vimento. Esta parte da Eletricidade, envolvendo relações entre as cargas elétricas e os fenômenos magnéticos, é denominada Eletromagnetismo. 17.1. Eletrização INTRODUÇÃO As primeiras descobertas das quais se tem notícia, relacionadas com fenô- menos elétricos, foram feitas pelos gregos, na Antiguidade. O filósofo e matemá- tico Thales, que vivia na cidade de Mileto no século VI a.C., observou que um pedaço de âmbar*, após ser atritado com uma pele de animal, adquiria a proprie- dade de atrair corpos leves (como pedaços de palha e sementes de grama). | Thales de Mileto (580-546 a.C.) Filósofo grego, conhecido por suas teorias cosmológicas baseadas na hi- pótese de ser a água o constituinte de toda a matéria existente no universo. Não há escritos sobre a vida de Thales, sendo, portanto, difícil o conheci- mento de sua obra. O historiador grego Heródoto fala sobre os trabalhos de Thales no campo da Geometria, que ele aprendeu com os egípcios, credi- tando-lhe a demonstração de cinco teoremas. Aristóteles, em seus escritos, atribui a Thales a afirmação de que o imã e o âmbar possuíam alma, porque podiam atrair coisas, isto é, Thales afirmava que até os objetos inanimados possuíam vida. Somente cerca de 2 000 anos mais tarde é que começaram a ser feitas ob- servações sistemáticas e cuidadosas de fenômenos elétricos, destacando-se os trabalhos do médico inglês W. Gilbert. Este cientista observou que vários ou- tros corpos, ao serem atritados, se comportavam como o âmbar e que a atração “O âmbar é uma pedra amarelada, que se origina na fossilização de resinas provenientes de árvores de ma- deira macia. exercida por eles se manifestava sobre qualquer outro corpo, mesmo que este não fosse leve. Como a palavra grega correspondente a âmbar é eléctron, Gilbert passou a usar o termo “eletrizado” ao se referir àqueles corpos que se comportavam como o âmbar, surgindo assim as expressões “eletrização”, “eletricidade” etc. William Gilbert (1544-1603) Nasceu em Essex, tornando-se o cientista de maior projeção na encara durante o reinado de Elizabeth |. Embora tenha estudado Medicina, tornando- se um médico de renome, seu trabalho mais importante está transcrito na obra publicada em 1600: De magnete, magneticisque corporibus et de magno mag ete tellure, isto é, Sobre os imãs, os corpos magnéticos e o grande imã terrestre. Nesta obra de Gilbert, publicada após vários anos de experiências, ele apresenta suas teorias sobre os corpos magnéticos e as atrações elétricas. Ele foi o primeiro a usar os termos atração elétrica, força elétrica e pólo do ímã. Muitos historiadores consideram Gilbert como o pai do estudo da Eletri- | cidade. Fig. 17-2: Quolquer subs- tância pode ser eletrizada 00 ser atritada com outra. - Modernamente sabemos que todas as substâncias podem apresentar com- portamento semelhante ao âmbar, isto é, podem ser eletrizadas ao serem atritadas com outra substância. Por exemplo: uma régua de plástico se eletriza ao ser atritada com seda e atrai uma bola de isopor (fig. 17-2-a); um pente se eletriza ao ser atritado nos cabelos de uma pessoa e atrai estes cabelos (fig. 17-2-b) ou um filete de água (fig. 17-2-c); uma roupa de náilon se eletriza ao se atritar com nos- so corpo; um automóvel em movimento se eletriza pelo atrito com o ar etc. CARGA POSITIVA E CARGA NEGATIVA “+ 1“ Fig. 17.3: Quando uma barra de vidro é atritado com seda, a barra fica eletri- zado positivamente. Fig. 17-4: Quando uma barra de borro- cha é atritada com lã, a borra fica eletri- Roda negativamente. Realizando-se experiências com vários corpos eletrizados, verificou-se que eles po- dem ser separados em dois grupos distintos: DRRSEUREM constituído pelos corpos que têm comportamento igual ao de uma barra de vidro atritada com seda. Verifica-se que todos os corpos eletrizados deste grupo repelem-se uns aos outros. Diz-se que estes corpos estão eletrizados positivamente ou que, ao serem atritados, adquiriram uma carga elétrica positiva (fig. 17-3). constituído pelos corpos que se comportam como uma barra de borracha atritada com um pedaço de lã. Verifica-se também que todos os corpos deste grupo re- pelem-se uns aos outros, mas atraem os cor- pos do grupo anterior. Dizemos que os corpos deste 2º. grupo estão eletrizados negativamente ou que possuem carga negativa (fig. 17-4). Atualmente sabemos que a teoria de Franklin era, pelo menos, parcialmente correta. De acordo com as descobertas realizadas neste século, sabe-se que real- mente o processo de eletrização consiste na transferência de carga elétrica entre os corpos que se atritam. Entretanto, esta transferência não é feita através do fluido elétrico imaginado por Franklin mas, sim, pela passagem de elétrons de um corpo para outro. Como você já deve saber, a moderna teoria atômica nos ensina que toda “matéria é constituída, basicamente, pelas partículgs denominadas prótons, nêu- trons e elétrons. Os prótons possuem carga positiva, os nêutrons não possuem car- ga elétrica e os elétrons possuem carga negativa. Em um corpo neutro (não eletrizado) o número de prótons é igual ao nú- mero de elétrons. Ao atritarmos dois corpos entre si, há transferência de elétrons de um corpo para o outro. Aquele que perde elétrons apresenta-se com excesso de prótons, isto é, fica cletrizado positivamente. É claro que o outro corpo ficará eletrizado negativamente, pois apresenta-se com excesso de elétrons. Podemos, então, destacar: um corpo em seu estado normal, não eletrizado, possui um número de prótons igual ao número de elétrons. Se este corpo perder elétrons, estará com excesso de prótons, isto é, apresentar-se-á eletrizado positivamente. Se ele receber elétrons, possuirá um excesso destas partículas e estará eletrizado negativamente. COMENTÁRIOS 1) Devemos observar, no processo de eletrização, que o número total de prótons e elétrons não se altera, havendo apenas uma separação das cargas elétricas. Não há, portanto, criação nem destruição de carga elétrica, isto é, a carga total é conservada, como pensava Franklin. 2) Como você sabe, os prótons e os nêutrons estão localizados no núcleo do átomo e não podem ser deslocados de suas posições pelo simples atrito de um corpo com outro. Pelo atrito, apenas os elétrons podem ser trocados entre os dois corpos. 3) O atrito entre os corpos é uma maneira de fazer com que eles se aproxi- mem bastante para que os átomos de um possam interagir com os átomos do outro. Perderá elétrons o átomo que exercer menor força sobre eles. Assim, um mesmo corpo poderá se eletrizar positivamente ou negati- vamente, dependendo do corpo com o qual for atritado. Por exemplo: a seda, que atritada com vidro adquire carga negativa (porque retira elé- trons do vidro), quando atritada com borracha adquire carga positiva (perde elétrons para a borracha). A título de curiosidade apresentamos, na tabela 17-1, algumas substâncias, ordenadas de tal modo que qualquer uma delas adquire carga positiva quando atritada com as substâncias que a seguem e adquire carga negativa quando atritada com as que a precedem. As forças que martêm ligados as partículas de um corpo | Sabemos que é necessário exercer forças para - Tobelo 1-1. | quebrar um objeto sólido qualquer, como, por a | exemplo, para dividir o lápis da fig. T, ao longo da linha AB. Portanto, devem existir forças de atração [E e