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EMILE DURKHEIM VIDA E OBRAS E O FATO SOCIAL
Tipologia: Esquemas
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Thalisson Ramires de Souza Joao Lucas Coelho Felicio da Silva Ryan Rocha de Castro Lucas Gabriel Castro da Silva Jonivaldo de Oliveira Moreira UM TOQUE DE CLÁSSICOS: EMILE DURKHEIM RIO BRANCO – ACRE 30/06/
Emile Durkheim foi um sociólogo francês considerado um dos fundadores da sociologia moderna. Ele nasceu em 1858 e faleceu em 1917. Durkheim foi um dos primeiros a aplicar métodos científicos para o estudo da sociedade, buscando entender os fenômenos sociais de forma objetiva e sistemática. Tornando-se, assim, o primeiro a determinar o objeto de estudo da sociologia. Alguns movimentos foram fundamentais para que Dhurkeim desenvolvesse suas obras: O Iluminismo, a Revolução Francesa, a Revolução Industrial e a Primeira Guerra Mundial foram eventos históricos que tiveram um impacto significativo nas relações sociais e foram fundamentais para o desenvolvimento das obras de Émile Durkheim. O Iluminismo, que ocorreu no século XVIII, foi um movimento intelectual que defendia a razão, a liberdade e a igualdade. Os filósofos iluministas questionaram as estruturas sociais e políticas da época, promovendo ideias de progresso e emancipação. Essas ideias influenciaram Durkheim ao enfatizar a importância da razão e da ciência na compreensão da sociedade. A Revolução Francesa, ocorrida entre 1789 e 1799, foi um marco na história, pois derrubou a monarquia absolutista e estabeleceu princípios como a igualdade, a liberdade e a fraternidade. Durante esse período, houve uma reorganização social e política, com a ascensão da burguesia como classe dominante. Essa mudança social e política, foram fundamentais para Durkheim, pois ele estudou a divisão do trabalho e a solidariedade social, conceitos que se tornaram centrais em suas obras.A Revolução Industrial foi um período de transformação significativa na história da humanidade, que ocorreu entre o século XVIII e XIX. Esse processo trouxe mudanças profundas nas relações sociais, econômicas e políticas, e teve um papel fundamental no desenvolvimento das obras de Émile Durkheim, um dos principais sociólogos clássicos. Antes da Revolução Industrial, a sociedade era predominantemente agrária, com a maioria das pessoas vivendo em áreas rurais e trabalhando na agricultura. Com a chegada da industrialização, houve uma migração em massa das áreas rurais para as cidades, em busca de emprego nas fábricas. Esse movimento populacional resultou em um crescimento urbano sem precedentes e na formação de grandes concentrações de pessoas nas áreas urbanas. Essa mudança demográfica teve um impacto profundo nas relações sociais. Nas áreas rurais, as pessoas viviam em comunidades pequenas e próximas, onde as relações eram baseadas em laços familiares e de vizinhança. Com a urbanização, esses laços foram enfraquecidos, e as relações sociais passaram a ser mais impessoais e fragmentadas. As pessoas passaram a viver em ambientes desconhecidos, rodeadas por estranhos, o que gerou um sentimento de
A solidariedade, por sua vez, é o sentimento de união e interdependência entre os membros de uma sociedade. Durkheim identificou dois tipos principais de solidariedade: a mecânica e a orgânica. A solidariedade mecânica é caracterizada por uma forte semelhança entre os indivíduos, que compartilham crenças, valores e formas de vida semelhantes. Essa forma de solidariedade é comum em sociedades tradicionais, onde as pessoas têm papéis sociais rígidos e pouca divisão do trabalho. Por outro lado, a solidariedade orgânica é caracterizada pela interdependência entre os indivíduos, que desempenham diferentes papéis e têm habilidades especializadas. Essa forma de solidariedade é mais comum em sociedades modernas, onde a divisão do trabalho é mais complexa. A solidariedade orgânica é baseada na interação e na cooperação entre os indivíduos, que dependem uns dos outros para o funcionamento eficiente da sociedade. Durkheim argumentou que a solidariedade era essencial para a coesão social. Ele acreditava que a solidariedade era alcançada através da consciência coletiva, que é o conjunto de crenças, valores e normas compartilhados por uma sociedade. A consciência coletiva fornece um senso de identidade e propósito comum, que une os indivíduos e os motiva a agir de acordo com as normas e valores da sociedade. Durkheim também enfatizou a importância das instituições sociais na promoção da coesão social e da solidariedade. As instituições, como a família, a religião e a educação, desempenham um papel fundamental na socialização dos indivíduos e na transmissão dos valores e normas da sociedade. Elas fornecem estruturas e regras que orientam o comportamento dos indivíduos e promovem a coesão social. Em resumo, a coesão social e a solidariedade são conceitos fundamentais na teoria sociológica de Émile Durkheim. A coesão social refere-se à força que mantém os indivíduos unidos como membros de uma sociedade, enquanto a solidariedade é o sentimento de união e interdependência entre os membros da sociedade. A coesão social e a solidariedade são alcançadas através de normas, valores e instituições compartilhados, que fornecem um senso de identidade e propósito comum. Durkheim argumentou que a coesão social e a solidariedade eram essenciais para a manutenção da ordem social e da estabilidade. Durkheim definiu o fato social como um fenômeno que existe externamente aos indivíduos e que exerce controle sobre eles. Ele acreditava que os fatos sociais são formas de comportamento, pensamento e sentimento que são compartilhados por membros de uma sociedade e que têm uma existência independente dos indivíduos. Uma das características dos
fatos sociais, segundo Durkheim, é a coercitividade. Isso significa que os fatos sociais exercem uma pressão sobre os indivíduos para que eles se conformem às normas e valores da sociedade. Por exemplo, as leis são um exemplo de fatos sociais coercitivos, pois impõem regras que devem ser seguidas por todos os membros da sociedade. Outra característica dos fatos sociais é a generalidade. Isso significa que os fatos sociais são compartilhados por um grande número de pessoas em uma sociedade. Por exemplo, a língua é um fato social que é compartilhado por todos os membros de uma sociedade e que permite a comunicação entre eles. Durkheim também destacou a exterioridade como uma característica dos fatos sociais. Isso significa que os fatos sociais existem independentemente dos indivíduos e têm uma influência sobre eles. Por exemplo, as instituições sociais, como a família e a religião, são exemplos de fatos sociais que existem independentemente dos indivíduos e exercem influência sobre eles. Além disso, Durkheim enfatizou a objetividade dos fatos sociais. Isso significa que os fatos sociais podem ser estudados de forma científica, pois têm uma existência objetiva e podem ser observados e analisados. Por exemplo, os padrões de comportamento em uma sociedade podem ser estudados e analisados para compreender as normas e valores dessa sociedade. Durkheim também argumentou que os fatos sociais são uma parte fundamental da vida em sociedade e desempenham um papel importante na manutenção da ordem social. Ele acreditava que os fatos sociais são uma expressão da consciência coletiva de uma sociedade e que ajudam a regular o comportamento dos indivíduos. Durkheim argumenta que o suicídio não é apenas um ato individual, mas também um fenômeno que está enraizado nas estruturas sociais. Para ele, o suicídio é um fato social, ou seja, um comportamento que é coletivo, exterior ao indivíduo e que exerce uma influência sobre ele. Ele identifica quatro tipos de suicídio: o egoísta, o altruísta, o anômico e o fatalista. O suicídio egoísta ocorre quando o indivíduo se sente desconectado e isolado da sociedade, sem laços sociais fortes. O suicídio altruísta ocorre quando o indivíduo se sacrifica em prol do grupo, como em casos de suicídio em guerras. O suicídio anômico ocorre quando há uma falta de normas e valores sociais que orientem o indivíduo, levando-o a se sentir perdido e sem propósito. O suicídio fatalista ocorre quando o indivíduo se sente oprimido e sem perspectivas de mudança em uma sociedade extremamente regulada. Para Durkheim, o suicídio é um indicador do estado de saúde de uma sociedade. Ele argumenta que taxas de suicídio mais altas podem ser encontradas em sociedades com baixa coesão social, onde há falta de solidariedade e integração entre os indivíduos. Por outro lado, taxas de suicídio mais baixas