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Tipologia: Notas de estudo
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Entorces e fraturas
As lesões ligamentares (conhecidas como entorses ou torções) possuem graus de gravidade, sendo divididas em leves (o ligamento é tensionado, sem lesão da sua estrutura), moderadas (lesão de parte do ligamento ou complexo ligamentar) e graves (lesão completa). Os ligamentos mais comumente lesados são os do lado lateral, pois o mecanismo mais comum dos entorses é por inversão. O diagnóstico da lesão é dado pelo exame clínico e complementado pelos raios X. Ocasionalmente se utilizam o ultra-som ou a ressonância nuclear magnética para evidenciar as lesões porventura associadas.
O tratamento das lesões leves ou moderadas visa o controle da dor e retorno rápido às atividades, e consta de repouso, elevação do membro, imobilização por tempo restrito(quando a dor é importante), uso de analgésicos e gelo. O retorno às atividades de antes da lesão é baseado nos sintomas, e possível, em geral, após 1 semana nas lesões leves e até 5 semanas nas moderadas.
Para as lesões graves pacientes sem atividade física intensa são tratados da mesma forma, porém pacientes jovens e atletas devem ser submetidos ao tratamento cirúrgico na fase aguda. O período de recuperação é de 6 a 8 semanas. Os entorses podem se associar a outras lesões que necessitam de tratamento diverso, por essa razão a avaliação inicial e o acompanhamento adequados são necessários para que o tratamento tenha melhores resultados, e se permita um retorno às atividades pré lesão o mais rápido possível.
Fraturas É a quebra de um osso, causada por uma pancada muito forte, uma queda ou esmagamento. Há dois tipos de fraturas: Fraturas Fechadas, que apesar do choque, deixam a pele intacta, e o osso quebrado não é visível; Fraturas expostas (abertas), quando o osso fere e atravessa a pele. As fraturas expostas exigem cuidados especiais, portanto, cubra o local com um pano limpo ou gaze e procure socorro médico imediato. As Fraturas Fechadas caracterizam-se por Dor ou grande sensibilidade em um osso ou articulação. Incapacidade de movimentar a parte afetada, além do adormecimento ou formigamento da região. Inchaço e pele arroxeada, acompanhado de uma deformação aparente do membro machucado.
O que fazer Não movimente a vítima até imobilizar o local atingido. Solicite assistência médica, enquanto isso, mantenha a pessoa calma e aquecida. Verifique se o ferimento não interrompeu a circulação sangüínea. Imobilize o osso ou articulação atingido com uma tala ou com apoio de papelão, bengala, galho de árvore, revista dobrada, travesseiro, manta dobrada, etc. Amarre as talas com tiras de pano, de uma forma que fiquem firme, mas sem apertar. Mantenha o local afetado em nível mais elevado que o resto do corpo e aplique compressas de gelo para diminuir o inchaço, a dor e a progressão do hematoma.
Leve a vítima para o hospital, ou chame o serviço médico de emergência, imediatamente.
ProcedimentosBásicos DeTraumatologia
I)Traumatologia
Definição: É a área da medicina ,que tem por objetivo o estudo das lesões provocadas por traumatismos ( Sistema músculo-esquelético) sendo estas , lesões abertas ou fechadas. II) Contusão A)Definição: Traumatismo de baixa energia que,normalmente não causa impotência funcional B)Exame físico: -Edema
C)Diagnóstico: Exame físico ,radiografias D)Tratamento: - Crioterapia (gelo)
III) Entorses
sendo dividido em:
ligamentar porém sem perda da integridade.
ligamentares, com estruturas ainda intactas (fig. 1)
(fig. 2)
Fig.1 Grau I Fig.2 Grau III
a)G I e GII -Edema (leve e moderado)
b) G III - Edema ( intenso)
G I,G II – crioterapia, AINE, imobilização G III - tratamento cirúrgico, dependendo da área atingida , com reparação ligamentar
IV) Luxação
ligamentos e da cápsula articular ( fig.3 )
moles.
Fig. 6 Fig. 7
Fig. 8
OBS: Indicação absoluta de tratamento cirúrgico
Fig. 9
a) Qualquer estrutura rígida pode ser utilizada entre elas:
Fig. 10 I ) Material necessário para á confecção de uma imobilização: ( fig. 11)
Fig. 11
fratura do fêmur distal
Com exercícios e hormônios, é possível prevenir a doença capaz de limitar a movimentação
Uma doença que atinge os ossos. Ocorre quando a quantidade de massa óssea diminui substancialmente e desenvolve ossos ocos, finos e de extrema sensibilidade, mais sujeitos a fraturas. Faz parte do processo normal de envelhecimento e é mais comum em mulheres que em homens A doença progride lentamente e raramente apresenta sintomas. Se não forem feitos exames
Coluna (1)
Pessoas idosas podem fraturar as vértebras da coluna com freqüência. A chamada ''corcunda de viúva'' é uma deformação comum e pode até levar à diminuição de tamanho do doente
Pulso (2)
Por ser um ponto de apoio, é uma área na qual as fraturas acontecem normalmente. Os ossos sensíveis têm pouca estrutura para sustentar o peso do corpo quando cai
Quadril (3)
Outro ponto fraco entre os que têm a doença. As fraturas de bacia são difíceis de cicatrizar e podem levar à invalidez. Estudos mostram que em torno de 50% dos que fraturam o quadril não conseguem mais andar sozinhos
Fêmur (4)
Também muito comum entre os que desenvolvem a doença. É
permitem que o cálcio, essencial para a formação óssea, saia do sangue e ajude a formar o osso
A densidade mineral (de cálcio) é reduzida de 65% para 35% quando a doença se instala. O canal medular central do osso torna-se mais largo. Com a progressão da osteoporose, os ossos podem ficar esburacados e quebradiços
As células ósseas doentes Com a osteoporose, o colágeno e os depósitos minerais são desfeitos muito rapidamente e a formação do osso torna-se mais lenta. Com menos colágeno, surgem espaços vazios que enfraquecem o osso
Fazer exercícios físicos regularmente. Atividades esportivas aeróbicas são as mais recomendadas
Dieta com alimentos ricos em cálcio — como leite e derivados; verduras, como brócolis e repolho, camarão, salmão e ostra
A reposição hormonal do estrógeno em mulheres na menopausa consegue evitar a osteoporose
Reposição hormonal Importante tanto durante a prevenção quanto durante o tratamento. O estrógeno reduz o risco de fraturas em mulheres com osteoporose
Administração de cálcio Para quem já tem a doença, o cálcio pode ser dado em dosagens de 1 mil a 1,5 mil miligramas por dia, com recomendação médica
Calcitina É um hormônio que tem a função de evitar que o cálcio saia dos ossos.Evita-se assim o processo de corrosão que a doença provoca no osso
Fratura: É toda solução de continuidade súbita e violenta de um osso. A fratura pode ser fechada quando não houver rompimento da pele, ou aberta (fratura exposta) quando a pele sofre solução de continuidade no local da lesão óssea. As fraturas são mais comuns ao nível dos membros, podendo ser únicas ou múltiplas. Na primeira infância, é freqüente a fratura da clavícula. Como causas de fraturas
citam-se, principalmente, as quedas e os atropelamentos. Localizações principais: (a) fratura dos membros, as mais comuns, tornando-se mais graves e de delicado tratamento quanto mais próximas do tronco; (b) fratura da bacia, em geral grave, acompanhando-se de choque e podendo acarretar lesões da bexiga e do reto, com hemorragia interna; (c) fratura do crânio, das mais graves, por afetar o encéfalo, protegido por aquele; as lesões cerebrais seriam responsáveis pelo choque, paralisia dos membros, coma e morte do paciente. A fratura do crânio é uma ocorrência mais comum nas grandes cidades, devido aos acidentes automobilísticos, e apresenta maior índice de mortalidade em relação às demais. O primeiro socorro precisa vir através de aparelho respiratório, pois os pacientes podem sucumbir por asfixia. Deve-se lateralizar a cabeça, limpar-lhe a boca com o dedo protegido por um lenço e vigiar a respiração. Não se deve esquecer que o choque pode também ocorrer, merecendo os devidos cuidados; (d) fratura da coluna: ocorre, em geral, nas quedas, atropelamentos e nos mergulhos em local raso, sendo tanto mais grave o prognóstico quanto mais alta a fratura; suspeita-se desta fratura, quando o paciente, depois de acidentado, apresenta-se com os membros inferiores paralisados e dormentes; as fraturas do pescoço são quase sempre fatais. Faz-se necessário um cuidado especial no sentido de não praticar manobras que possam agravar a lesão da medula; coloca-se o paciente estendido no solo em posição horizontal, com o ventre para cima; o choque também pode ocorrer numa fratura dessas. Obs: Jamais alinhe uma fratura
Imobilização no cotovelo
Braço imobilizado com apoio de uma bandagem triangular
Imobilização do braço esticado com uma tala e quatro bandagens.
Imobilização do braço dobrado com uma tala e quatro bandagens e uma bandagem de apoio.
F 0 7 6 Procure deformações (angulações, encurtamentos, etc.) F 0 7 6 Palidez e cianose nas extremidades F 0 7 6 Espasmos na musculatura F 0 7 6 Ferimentos F 0 7 6 Dor á manipulação delicada (solicite que o paciente movimente, não force o movimento) F 0 7 6 Enchimento capilar lento (edema) F 0 7 6 Comprometimento da sensibilidade
Algumas fraturas de extremidade podem oferecer risco imediato, por causa de complicações associadas, como por exemplo:
F 0 7 6 Esmagamento com contaminação (graxa, terra, etc.) F 0 7 6 Fratura exposta nos cotovelos e joelhos podem resultar em trauma vascular grave F 0 7 6 Amputações traumática de membros
O que fazer :
Fratura fechada : F 0 7 6 Alinhar o membro, quando possível (tracionando ) F 0 7 6 Se encontrar grande resistência, imobilize na posição encontrada. F 0 7 6 Imobilizar com tala ou material rígido (a imobilização deve atingir uma articulação acima e outra abaixo da fratura) F 0 7 6 Use maca na remoção (movimente a parte afetada o menos possível) Fratura exposta : F 0 7 6 Alinhar o membro, se possível (tracionando) F 0 7 6 Se encontrar grande resistência, imobilize na posição encontrada. F 0 7 6 Curativo com gaze ou pano limpo no local do ferimento F 0 7 6 Controle a hemorragia F 0 7 6 Imobilize com tala ou material rígido F 0 7 6 Remova a vítima com maca Fratura no crânio : Traumatismo craniano, acompanhado de sangramento no cérebro, se não tratado a tempo e adequadamente pode levar à morte. Sinais e sintomas de fratura no crânio (TC) F 0 7 6 Dores F 0 7 6 Hematomas na calota craniana F 0 7 6 Vômito F 0 7 6 Hemorragia nasal, pela boca e/ou ouvidos F 0 7 6 Alteração do ritmo respiratório e/ou parada cardíaca F 0 7 6 Inconsciência
O que fazer :
F 0 7 6 Manter monitoramento dos sinais vitais F 0 7 6 Levar imediatamente para um hospital Fratura de coluna :
Traumatismos violentos podem levar a fratura de coluna, com possibilidade de lesão na medula espinhal e comprometimento neurológico irreversível ( em casos de acidentes por desaceleração ou choque violento, previna sempre esta possibilidade) O que fazer : F 0 7 6 Não vire ou flexione pessoa com suspeita de lesão na coluna F 0 7 6 Imobilize o pescoço com colete cervical, na falta deste, improvise F 0 7 6 Transporte o paciente sobre superfície plana e rígida, fixado de maneira a permanecer imóvel, evite qualquer situação que possa movimentar a vítima e o deslocamento da coluna (freadas, balanços, etc.) F 0 7 6 Monitore os sinais vitais. Fratura nas costelas : As fraturas nas costelas podem produzir lesão interna e nos pulmões, causando pneumotórax (ar dentro da cavidade pleural) ou hemorragias, comprometendo a dinâmica respiratória. Sinais e sintomas : F 0 7 6 Respiração difícil F 0 7 6 Dores a cada movimento respiratório
O que fazer :
F 0 7 6 Fazer a vítima expirar e imobilizar o tórax com ataduras, sem apertar muito para impedir o movimento respiratório. F 0 7 6 Levar a vítima para um hospital FRATURAS DE MEMBRO SUPERIOR E INFERIOR
Define-se fratura como sendo uma interrupção na continuidade do osso, que pode ser um rompimento completo ou incompleto (fenda). Existem dois tipos principais de fraturas: fechada (não há comunicação entre a superfície externa do corpo e a fratura) e aberta (há comunicação entre a fratura e a pele) e várias subdivisões que são denominadas de acordo com a posição das partes fraturadas do osso.
A maioria das fraturas é devida a algum tipo de trauma. Pode ser um choque direto com força considerável, como pode ser um acidente de automóvel, queda de uma certa altura ou um peso que cai sobre a mão ou o pé. Outras fraturas podem ser causadas por violência indireta como uma queda sobre a mão superestirada, que pode fraturar a extremidade distal do rádio, ou por um dos pés preso em um buraco quando se está correndo, que pode gerar uma força torcional, a qual resulta em fratura da tíbia e da fíbula. As fraturas por estresse ou fadiga são provocadas por trauma pequeno repetido, que pode ocorrer após marcha por longas distâncias e em geral afetam um ou mais metatársicos. Essas fraturas em geral são confinadas aos membros inferiores e podem afetar a fíbula ou a tíbia, assim como os metatársicos, dependendo do tipo de atividade. As fraturas patológicas ocorrem como resultado de uma doença que afeta a composição do osso, tornando-o propenso à fratura, com freqüência, como resultado de uma lesão relativamente simples. Existem várias desse tipo, porém as mais
comuns como as do rádio. Uma fratura da extremidade próxima da ulna pode ocorrer em conjunto com luxação da cabeça do rádio e esse tipo de lesão pode exigir uma redução a céu aberto. Tratamento Fisioterápico: o fisioterapeuta deve ver esses pacientes o mais cedo possível após a redução. Há possibilidade de haver um edema considerável nos dedos e o paciente pode ter dificuldades em movê-los por causa da dor. Esse edema deve ser reduzido e o movimento dos dedos e do braço deve ser encorajado, senão podem surgir aderências, o que prolonga o programa de reabilitação após a remoção do aparelho de fixação. Também é importante verificar se o movimento do ombro não está limitado, pois é difícil mobilizá-lo nos idosos, e isso poderia afetar o uso da mão assim como de outras atividades do braço. O fisioterapeuta deve aliviar o paciente e continuar o tratamento até que a tumefação diminua e o paciente possa usar o braço o mais normalmente possível dentro dos limites do aparelho de fixação. Se o paciente compreendeu a importância dos exercícios e pode realizá-los sem supervisão, então não há necessidade de continuar o tratamento.
Se a fratura consolidou normalmente, sem qualquer deformidade residual, a tumefação foi reduzida e o paciente usou o membro durante o período de imobilização, então a recuperação pode ocorrer muito rapidamente. Contudo, pode haver rigidez do punho e dos dedos e perda de supinação nas articulações radioulnares, acompanhadas por fraqueza muscular, o que, então, requer um período de reabilitação mais longo. Quanto aos idosos, o trabalho deve concentrar-se na restauração da função para as atividades cotidianas. No entanto, muitos pacientes idosos são muito ativos e o fisioterapeuta deve considerar as necessidades de cada paciente.
Fraturas do Braço As fraturas dos côndilos do úmero são encontradas principalmente em crianças, como resultado de uma queda. Uma fratura supracondilar é o tipo mais comum e requer um tratamento muito cuidadoso por causa das possíveis complicações. Após a redução, o braço deve ser imobilizado. Algumas fraturas dos côndilos podem invadir as superfícies articulares e nessa condição causar problemas adicionais. Uma das lesões mais sérias que podem ocorrer é a lesão braquial, que pode ser seccionada ou contundida. Por isso, é preciso fazer uma observação muito cuidadosa da circulação e o paciente pode ter que permanecer no hospital por pelo menos 24 horas. A deterioração da circulação requer tratamento de emergência, pois a oclusão pode provocar efeitos irreversíveis dentro de poucas horas. Se a circulação não for restaurada, pode desenvolver-se contratura isquêmica de Volkmann. Outro problema que pode surgir é a ossificação pós-traumática. Se houver lesão grave, fragmentos do periósteo podem ser deslocados do osso, resultando em sangramento e formação de hematoma. Os primeiros sinais que a ossificação está se desenvolvendo podem ser dor e perda de movimento. As fraturas que se estendem para as superfícies articulares e causam lesão da cartilagem podem provocar uma rigidez permanente, levar ao desenvolvimento da osteoartrose ou ambos. Tratamento Fisioterápico: normalmente, as crianças recuperam os movimentos rapidamente uma vez removido o sistema de imobilização e o tratamento pode não ser necessário. Contudo, às vezes, é bom que o fisioterapeuta ensine exercícios simples livres á criança e aos pais.
Fraturas na Diáfise do Úmero Essas fraturas geralmente ocorrem no terço médio do osso e podem ser devidas a trauma direto ou indireto. O trauma direto pode gerar uma fratura oblíqua ou transversal com ou sem desvio dos fragmentos e, às vezes, apresenta-se como uma
fratura cominutiva. O trauma direto tende a imprimir uma força rotacional que resulta em uma fratura espiral, a qual geralmente consolida mais rapidamente que uma fratura transversal. Algumas complicações podem incluir o retardo de consolidação ou a pseudo-artrose, porém não são muito freqüentes. Tratamento Fisioterápico: na fase de imobilização, o tratamento depende do tipo de fixação e se os movimentos do ombro são permitidos. Os movimentos dos dedos e as contrações estáticas para os músculos que atuam sobre as articulações imobilizadas devem começar imediatamente e continuar por todo esse período. Se o paciente for capaz de fazê-los sozinho, não há necessidade de freqüentar o fisioterapeuta até que o aparelho de fixação seja removido. No entanto, se os movimentos do ombro são iniciados precocemente, o paciente ode precisar de ajuda do fisioterapeuta. As sessões podem começar com movimentos ativos assistidos e mudar para ativos livres quando o paciente tiver potência muscular suficiente para tanto e não sentir nenhuma dor. Os movimentos de abdução e rotação devem vir por último.
Uma vez consolidada a fratura, o paciente deve ser reavaliado e o tratamento para readquirir o arco total de movimento deve ser iniciado, para a cintura escapular, articulação do ombro e do cotovelo. A potência muscular deve ser normalizada com exercícios progressivos, embora seja preciso ter cuidado, no inicio desse estágio, para não pressionar o local da fratura. O tratamento diário intensivo é ideal, mas, se o paciente é capaz de voltar ao trabalho antes do programa terminar, então pode ser preciso reduzir as consultas.
Fraturas da Extremidade Próxima do Úmero Existem duas fraturas neste grupo que são de particular importância para o fisioterapeuta: fratura do tubérculo maior e fratura do colo cirúrgico. As fraturas do tubérculo maior, em geral, são causadas por uma queda sobre o ombro e podem ocorrer em qualquer idade. Se não houver desvio dos fragmentos, o aparelho de fixação é desnecessário, mas o paciente deve usar tipóia ou colar com manguito para aliviar a dor. As fraturas do colo cirúrgico geralmente ocorrem nas pessoas idosas, como resultado de uma queda sobre a mão em superextensão. O ombro rígido no idoso pode ser um problema sério, por exigir um período longo de tratamento e, mesmo assim, a função pode ficar prejudicada. A fratura do tubérculo maior pode levar à síndrome do arco doloroso, particularmente se houver uma área espessada de osso, que interfere com a abdução. Uma complicação do colo cirúrgico fraturado pode ser a lesão do nervo axilar, que resulta em neuropraxia ou axonotmese. Tratamento Fisioterápico: a mobilização precoce é a chave para o tratamento dessas fraturas, para evitar o desenvolvimento do ombro rígido. A mobilização deve ser iniciada logo que a dor diminui o suficiente para permitir os movimentos. O tratamento deve sempre ser guiado por movimentos funcionais, de modo que o paciente possa ficar independente o mais rapidamente possível.
Fraturas da Clavícula e Escápula Essas fraturas raramente requerem fisioterapia, a menos que as complicações levem a uma redução do arco de movimento na cintura escapular ou na articulação do ombro e fraqueza muscular.
Os ossos do membro inferior na maioria apoiam carga e, assim, a fratura pode causar uma perda de mobilidade, pois o paciente fica incapaz de andar e pode precisar de muletas, bengala ou de um andador.
Fraturas no Pé As falanges e os metatarsos tem mais probabilidade de serem fraturados pela queda de um objeto pesado sobre o pé. Isso também causa dano nos tecidos moles e,
Essas fraturas são freqüentes e podem ocorrer em todas as idades, como resultado de trauma direto ou indireto. Em geral, são fraturas expostas por causa de violência direta ou da situação superficial da tíbia e os fragmentos podem ficar expostos. Pode ser cominutiva e complicada ainda mais por lesão dos tecidos moles. As fraturas causadas por uma força rotatória, geralmente são espirais e a fratura dos dois ossos é observada em níveis diferentes. Nas fraturas com desvio, a tíbia deve ser reduzida e qualquer lesão dos tecidos moles deve ser reparada com prioridade. As fraturas da tíbia ou da fíbula isoladas não são muito comuns. A tíbia pode ser a sede de uma fratura por estresse, devido a pequenos traumas repetidos. A fratura da fíbula pode complicar-se por uma ruptura do ligamento tibiofibular distal. Tratamento Fisioterápico: a prioridade número um é reduzir o edema, especialmente quando há dano grave nos tecidos moles. Se o paciente estiver no hospital com a perna elevada, o fisioterapeuta deverá encorajar os movimentos dos artelhos e do quadril e as contrações estáticas dos músculos próximos do tornozelo e do joelho.
Após a remoção do aparelho de fixação, um programa intensivo de tratamento é necessário para readquirir a função total. Inicialmente, o programa inclui um número maior de exercícios sem carga e a seguir progride para apoio parcial e total com carga, quando o paciente ganha arco de movimento e potência muscular.
Fraturas na Região do Joelho Elas incluem fraturas dos côndilos tibiais, da patela e dos côndilos femorais. A lesão nos côndilos tibiais em geral afeta o côndilo lateral e pode compreender uma fratura cominutiva por compressão ou uma fratura com achatamento do platô. As fraturas da patela podem ser provocadas por um choque direto no joelho ou por uma contração violenta do quadríceps. As fraturas dos côndilos femorais não são muito comuns, mas a fratura supracondilar ocorre mais freqüentemente e em geral como resultado de violência considerável. Tratamento Fisioterápico: inicialmente os artelhos e movimentos do quadril são realizados com uma tala na região potencial do joelho. As contrações estáticas para o quadríceps e músculos da "pata de ganso" são iniciadas e seguidas por movimentos ativos assistidos e, a seguir, por movimentos ativos livres do joelho, logo que a dor permita. Assim que o paciente possa ficar em pé, o fisioterapeuta deve ensiná-lo a usar aparelhos como gesso funcional , muletas ou bengala e a seguir reeducar a marcha quando o paciente suportar carga total.
No caso das fraturas da patela, o paciente deve ser ensinado a fazer contrações estáticas para os músculos que funcionam acima do joelho. Após a remoção do gesso deve se concentrar na reaquisição do arco completo de movimento do joelho, potência muscular total e marcha normal.
No caso das fraturas supracondilares, se o paciente estiver em tração, os movimentos ativos para os artelhos e tornozelo podem ser iniciados imediatamente com contração estática para os músculos quadríceps e glúteo. O fisioterapeuta pode manter os exercícios do membro com carga e deve ser capaz de procurar adquirir um bom arco de movimento do joelho antes de remover o dispositivo ortopédico e de iniciar o apoio com carga total.
Fraturas da Diáfise do Fêmur Essas fraturas comumente são resultado de traumatismos graves e podem ocorrer em qualquer parte da diáfise e ser de qualquer tipo: transversal, oblíqua, espiral e cominutiva. Em geral, os desvios são acentuados com sobreposição dos fragmentos, que podem provocar encurtamento se não forem corrigidos. Tratamento Fisioterápico: durante a mobilização, o tratamento depende do tipo de fixação e se há alguma outra lesão. Se o membro se encontra sob tração continua, o
objetivo do fisioterapeuta é tentar minimizar os problemas que podem surgir da imobilização prolongada. Os exercícios para os artelhos e tornozelos, juntamente com as contrações estáticas para os músculos glúteos, podem ser iniciados imediatamente, e é importante observar as complicações que poderiam surgir como resultado do dano nas artérias e nervos. Logo que a dor diminui, o paciente pode ser orientado para realizar contrações estáticas do quadríceps e dos músculos da "pata de ganso". Os movimentos do joelho podem ser iniciados durante o período de tração, embora a quantidade de flexão do joelho em geral seja restrita a cerca de 60o^. Quando é utilizado gesso funcional, o fisioterapeuta deve preparar o paciente para andar com carga parcial e muletas. Uma vez removido o sistema de fixação, o programa de reabilitação deve ser direcionado para os problemas de cada paciente especificamente e suas necessidades.
Fratura da Extremidade Proximal do Fêmur As fraturas trocantéricas quase sempre acontecem em pacientes idosos, como resultado de uma queda. A fratura do colo do fêmur, é uma lesão comum e freqüentemente é devida a um trauma trivial. A razão pela qual isso pode resultar em fratura é porque o osso se apresenta osteoporótico em muitas pessoas idosas. A fratura resultante em geral mostra desvio com rotação lateral da diáfise, de modo que o membro se apresenta rodado para fora em comparação com o membro oposto. Ocasionalmente, os fragmentos ficam impactados em ligeira abdução e o paciente pode ser capaz de levantar-se e andar após a lesão. Tratamento Fisioterápico: como a maioria das fraturas ocorre em idosos, a prioridade número um do tratamento é readquirir a função e a independência o mais breve possível. Após a fixação interna para uma fratura trocantérica, o paciente deve fazer exercícios ativos para o membro e ser encorajado a mover-se na cama. Quando o paciente é submetido a cirurgia, o fisioterapeuta deve avaliar o tórax e tentar evitar as complicações. Uma vez que o paciente tem permissão para andar com carga parcial, o fisioterapeuta deve escolher um dispositivo auxiliar adequado - muletas ou um andador - e concentrar-se em readquirir a independência.
As visitas e o acompanhamento são necessárias para garantir que o paciente está se mantendo independente ou se os parentes têm que ajudá-lo quando necessário.
Classificação das fraturas quanto a exposição de acordo com GUSTILO-ANDERSON MODIFICADA:
Tipo I: F 0 7 6Fratura: F 0 D 8 Exposta; F 0 D 8 Limpa; F 0 D 8 Exposição < 1 cm.
Tipo II: F 0 7 6Fratura:
♣ Tratamento das fraturas :
Basear-se nos princípios gerais:
♣ Métodos específicos de tratamento das fraturas:
Fig.20 – Fratura do 1/3 médio traço de fratura oblíquo e 3º fragmento com fixação haste bloqueada Faculdade de Medicina Ribeirão Preto (FMRP).
F 0 7 6 Tratamento: executar redução dos fragmentos, restabelecendo o mais perfeitamente a morfologia do osso, proceder à imobilização da fratura reduzida, garantindo a reparação terminada a consolidação obter a recuperação funcional, corrigir as conseqüências do traumatismo.
Perda da contigüidade das superfícies ósseas das articulações. Necessita forte trauma. Exemplos de Luxação: Fig. De nº 21 à 31. Características da luxação do ombro:
Fig.21-A-Luxação de cotovelo e B- pós-redução
Fig.22– Luxação inter falangiana proximal Fig.23- O “ombro em dragona”
deformidade – Característica da luxação escápulo-umeral.
Fig. 24- Luxação do ombro Fig. 25- Luxação do joelho
Fig.26- Radiografia de luxação Fig.27- Luxação voluntária do Fig. 28- Luxação do quadril
do joelho ombro
Fig.29- Luxação do Tornozelo Fig. 30- Luxação do tornozelo Fig. 31- Luxação do quadril
Como corrigir a luxação do ombro: I-Tração, rotação externa, adução; II-Rotação interna; III-Imobilizar: Velpeau gessado por 3 semanas (“Kocher”).
Elementos de estabilidade: F 0 A 7 Contornos recíprocos de articulação (Ex: Fêmur) F 0 A 7 Ligamentos internos e externos (Ex: Joelhos) F 0 A 7 Cápsula articular potente F 0 A 7 Músculos (Ex: Mm. que envolvem o ombro).
♣ Etiologia: trauma direto, indireto, congênita, luxação habitual. ♣ Tipo: fechada, aberta. ♣ Quadro clínico: dor menos intensa e por curto período, impotência funcional absoluta, deformidades típicas.