


















Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Neste documento, aprenda a calcular medianas e distribuições proporcionais em estudos epidemiológicos. Saiba como utilizar valores resumos, como a média aritmética e a mediana, para descrever a ocorrência de uma doença em diferentes grupos de pessoas, como por idade, sexo e estado civil. Este material é destinado apenas a uso para o programa de educação continuada e é proibida qualquer forma de comercialização.
Tipologia: Notas de estudo
1 / 26
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!



















Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para este Programa de Educação Continuada, é proibida qualquer forma de comercialização do mesmo. Os créditos do conteúdo aqui contido são dados a seus respectivos autores descritos na Bibliografia Consultada.
Após a obtenção dos dados, temos que agrupá-los segundo as variáveis que achamos mais importantes ( p. ex. idade, sexo, estado civil, ocupação ) para explicar a diferente ocorrência da doença, respondendo aquelas perguntas: Quem?, Quando? Onde? Como? Para isso temos que apresentar esses dados de maneira resumida para que sua visualização e interpretação seja simples.
MEDIDAS DE TENDENCIA CENTRAL
Muitas vezes, em epidemiologia, é necessário utilizar um valor resumo que representa uma série de valores em seu conjunto. Esta representação é obtida através das medidas de tendência central dos dados: Moda, mediana, média aritmética. Por exemplo, para indicar que na rubéola o período de incubação é de 15 a 21 dias, geralmente 18 dias, foi necessário observar uma grande quantidade de casos de doença, desde o contato de uma pessoa sã com um doente até o aparecimento dos sinais e sintomas da doença no novo hospedeiro, e medir este período em dias para indicar qual era a tendência central desses dados. Exemplo: Períodos de incubação da rubéola em 11 crianças.
Criança 1 - 19 dias Criança 2 - 16 dias Criança 3 - 37 dias Criança 4 - 15 dias Criança 5 - 16 dias Criança 6 - 32 dias
Quando os valores estão como na tabela abaixo:
Para calcular a mediana de idade neste caso em que os dados estão agrupados aplica-se a seguinte fórmula:
N.º total de casos – 1 = 188 - 1 187 = 93, 2 2 2 O caso número 93 está no grupo de 15-24 anos de idade, que é a mediana para este conjunto de valores. Finalmente, a média aritmética também é muito útil e no caso seria obtida por cálculo simples (soma de todos os valores dos períodos de incubação e divisão pelo número de crianças).
15 + 15 +15 + 16 + 16 + 16 + 16 + 19 + 20 + 32 + 37 = 217 = 19, 11 11
O resultado 19,7 dias é maior que os valores da moda e mediana uma vez que a média aritmética, levando em conta os valores de todos os casos, sofreu a influência dos dois valores com 32 e 37 dias de incubação. As medidas de tendência central são de grande utilidade também para comparar grupos de valores. Por exemplo, dois grupos de pessoas:
um grupo que adoeceu depois de uma ceia e outro que não apresentou nenhum sinal ou sintoma, tendo também participado da mesma ceia. As idades das pessoas nos grupos foram as seguintes:
Doentes: 8, 12, 17, 7, 9,11, 6, 3 e 13 Sadios : 19, 33, 7, 26, 21, 36, 33 e 24 As médias aritméticas calculadas foram: Doentes: 8 + 12 + 17 +_7 + 9 + 11 + 6 + 3 +13 = 10 anos 9 Sadios: 19 + 33 + 7 + 26 + 21 + 36 + 33 + 24 = 25 anos 8 Portanto a doença atacou mais as crianças que os adultos. As crianças eram mais susceptíveis ou utilizaram mais o alimento contaminado.
Distribuição Proporcional A distribuição proporcional indica, do total de casos ou mortes ocorridas por uma determinada causa, quantos se distribuem, por exemplo, entre os homens e quantos entre as mulheres, quantos ocorreram nos diferentes grupos de idade, etc. Os cálculos são sempre feitos em porcentagem. A distribuição proporcional não mede o risco de adoecer ou morrer (como no caso dos coeficientes), mas somente indica como se distribuem os casos entre as pessoas afetadas. Exemplo: Em um surto de gastroenterite, em uma determinada população, adoeceram 38 pessoas, sendo 24 homens e 14 mulheres. O número total de homens e de mulheres nesta população é desconhecido. Qual é a distribuição proporcional de casos segundo o sexo?
Masculino : 24 x 100 = 63, 38 Feminino : 14 x 100 = 36,
CASOS DE LEPTOSPIROSE SEGUNDO IDADE E SEXO – LUGAR X, ABRIL, 1978 Grupos de Idade (anos) Homens Mulheres Total
Percentagem Mulheres
Percentagem Homens
Percentagem Total 0 – 9 10 – 19 20 – 29 30 – 39 40 – 49 50 – 59 60 e +
1 15 35 12 7 5 9
0 6 3 5 1 1 2 1 21 38 17 8 6 11
Total 84 18 102 17.6 82.4 100.
Os eixos dos gráficos e dos diagramas devem ser adequadamente definidos, os títulos e as escalas devem estar claramente rotulados. O eixo vertical de um gráfico é chamado de eixo do Y, ou das ordenadas, enquanto o eixo horizontal chamado de eixo do X, ou das abscissas. O eixo horizontal mostra a ordem de nascimento, iniciando pelo valor 1 e aumentando de 1 em 1 até que se atinja a maior ordem de nascimento registrada na amostra. O eixo vertical mostra a freqüência dos indivíduos, apresentada em intervalos de 10 indivíduos. Assim, a primeira barra do diagrama (rotulada ”A”) indica que havia 50 crianças primogênitas (primeiro (a) filho (a) na ordem dos nascimentos) na amostra, e apenas cinco crianças haviam sido o quinto (a) filho (a) ou posterior, na ordem dos nasci- mentos da família. Convenções ou rótulos são necessários em gráficos que contenham mais de uma linha, isto é, quando são apresentados dados de mais de um grupo, para identificar os diferentes grupos que estão sendo comparados. As notas de rodapé são usadas para indicar a fonte da informação original. Em relatórios é muito comum reproduzir ou adaptar diagramas ou gráficos de outras fontes para ilustrar as questões que estão sendo discutidas.
Estes são os tipos de figuras mais comumente usadas, principalmente para mostrar dados numéricos, tais como o número de partos por mês, a percentagem de crianças vacinadas por ano ou o número de novos casos por mês de urna doença, como doença de Chagas ou doença do sono. Abaixo temos um gráfico com a tendência ao longo do tempo no número total de algumas categorias de trabalhadores da saúde durante um período de 10 anos. Esta mostra que o número de enfermeiro (a) foi o que mais aumentou, de menos do que 3. para aproximadamente 6.000, seguido pelo número de parteiras e de médicos. Observe, no entanto, que em termos percentuais, o número de farmacêuticos aumentou muito mais rapidamente, apresentando um crescimento de cerca de 3 vezes, de 100 para
Incidência média anual de surtos iniciais de febre reumática para o grupo etário de 5 – 19, por raça, em Baltimore, de 1960 a 1981.
COEF./ 100. 25
20 Negros
15
10 Brancos
5
0 1960 – 64 1968 – 70 1977 – 81
Como traçar um gráfico de linhas expressando freqüências
Um exemplo é mostrado abaixo.
CASOS NOTIFICADOS DE CAXUMBA, POR SEMANAS, LUGAR X, 1974 - 1976 1974 100 − 1975 90 − 1976 C 80 − A 70 − S 60 − O 50 − S 40 − 30 − 20 − 10 − 0 4 8 12 16 20 24 28 32 36 40 44 48 52 SEMANAS
Esses gráficos são úteis para comparar duas distribuições de freqüência, por exemplo, casos notificados de caxumba em diferentes períodos. Neste caso, em 1976, foi o ano em que foram notificados menos casos de caxumba em relação aos anos de 74 e 75, ainda que as curvas mostrassem distribuição semelhante ao longo do tempo.
Gráficos de freqüência acumulada Este tipo de gráfico mostra uma distribuição acumulada, freqüentemente expressa como números absolutos ou como percentuais. É um gráfico muito útil para mostrar o progresso na implementação de uma atividade planejada, como vacinações. Como as freqüências crescem progressivamente, aumentando (ou pelo menos permanecendo constante) ao longo do tempo, os gráficos de freqüência acumulada jamais apresentam declínios. Se durante um intervalo de tempo não ocorrer nenhum evento adicional, a curva do gráfico simplesmente ficará nivelada, paralela ao eixo X.
HISTOGRAMA Este tipo de diagrama muito utilizado para apresentar informações. A seguir é mostrado um histograma típico. Uma característica importante é que as barras do histograma são contíguas, isto é, cada barra é imediatamente seguida pela outra sem nenhum espaço entre elas. Isto mostra que a escala no eixo horizontal é uma escala de medida contínua.
Neste gráfico, a distribuição dos valores, é similar ao de um sino, indicando uma distribuição normal. É possível calcular a média, baseando-se em todos os valores individuais de hemoglobina.
Como fazer um histograma
GRAFICOS DE BARRAS
Coeficiente de mortalidade (/1.000) por todas as causas, por grupos etários e sexo. Estado de São Paulo, 1980.
Coeficiente / 1. 70
60
50
40
30
20
10
0 0-4 5-14 15-24 25-34 35-44 45-54 55-64 65 e + Grupo etário (anos) Feminino Masculino
Como pode ser observado o Coeficiente de mortalidade (/1.000) por todas as causas no estado de São Paulo, em 1980, foi sempre maior no sexo masculino em todas as faixas etárias, em relação ao sexo feminino.
GRÁFICO DE SETORES
As Figuras 11.10 e 11.11 mostram exemplos típicos de gráficos de setores, também chamados de gráficos de “tortas” ou “pizzas”. Estes são diagramas circulares cortados em vários segmentos ou pedaços, representando a distribuição de freqüência dos vários grupos ou categorias de urna variável descritiva. Os gráficos de setores usam freqüentemente distribuições percentuais de forma que um hemisfério representa 50% (metade do círculo), um quadrante 25%, e assim por diante. Para fazer uni diagrama de setores é necessário o uso de um compasso e de um transferidor para marcar os segmentos. Os gráficos de setores também podem ser usados para comparar duas ou mais
distribuições. Estes gráficos são muito usados para dar informações de um modo claro a pessoas que não estão acostumadas a lidar com números.
Os diagramas de dispersão, ou de correlação, são muito úteis para exibir a informação relativa à distribuição bivariada de duas variáveis relacionadas, por exemplo, peso ao nascer e idade gestacional. Um diagrama de dispersão é feito quando as distribuições bivariadas são marcadas por pontos, que identificam simultaneamente o peso ao nascer no eixo vertical e a idade gestacional no eixo horizontal, mostrando a correlação entre duas variáveis na amostra. Cada ponto traçado no diagrama de dispersão representa um par de medidas feitas em um mesmo bebê. Assim, na figura abaixo, o ponto marcado com um círculo representa uma criança cuja idade gestacional era de 35 semanas e cujo peso ao nascer foi 3 kg. Os diagramas de dispersão são úteis para mostrar visualmente se existe uma associação ou correlação entre as duas variáveis. Pode-se verificar que existe uma associação Positiva entre peso ao nascer e idade gestacional. Uma criança com uma
Os mapas de um distrito são de grande valor, principalmente para mostrar uma distribuição geográfica. Eles podem ilustrar, por exemplo, a distribuição de certas doenças no distrito (por ex., hanseníase, esquistossomose), ou dos locais onde há atividades de programas de saúde (por ex., localização de centros de saúde, ou de fontes de água tratada). Os mapas podem mostrar claramente a distribuição geográfica dos casos numa epidemia, e o padrão de disseminação pode sugerir qual doença a está causando. O governo pode também publicar mapas para mostrar a distribuição de doenças por distrito, ou permitir comparações entre diferentes distritos em termos de variáveis como mortalidade infantil ou cobertura vacinal.
Acima podemos ver o valor dos mapas locais. Durante uma análise dos registros do Centro de Saúde detectou-se que a maioria dos casos de oncocercose provinha da área A e alguns da B, enquanto que a maioria dos casos de infecção por Schistosoma mansoni nas áreas C e D, com alguns outros provindo da área B. Um estudo mostrou que as moscas Similium (o vetor da oncocercose) estavam se reproduzindo no rio principal, enquanto o caramujo Biomphalaria (um hospedeiro intermediário da esquistossomose) estava vivendo no riacho. Uma vez que um conhecimento detalhado da transmissão da doença tenha sido obtido, as medidas de controle podem ser implementadas nos locais apropriados.
Seguem alguns exercícios para prática.
EXERCÍCIO:
FEBRE TIFÓIDE EM TRINIDAD
As ilhas de Trindad e Tobago são países independentes, membros da comunidade Britânica e estão situadas no mar Caribe Sul a 7 milhas das costas da Venezuela. Nas tabelas 1 e 2 estão apresentados as distribuição da população por sexo, grupo de idade e por área administrativa, respectivamente. A febre tifóide é endêmica em Trindad e os casos de saúde do governo. As notificações feitas uma vez por semana e os boletins são recolhidos por pessoas do Centro de Saúde nos serviços de sua área.