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Potencial de Hidrogênio: Equilíbrio Ácido-Básico e Homeostasia do pH, Resumos de Fisiologia Humana

Uma análise detalhada do potencial de hidrogênio, incluindo a medida do ph, sua importância para o equilíbrio ácido-básico do corpo, fontes de ácido e base, mecanismos para a homeostasia do ph, desequilíbrios ácido-básicos e suas classificações, além de descrever as acidoses e alcaloses metabólicas e respiratórias. O documento também aborda os tampões, ventilação e regulação da função renal de h⁺ e hco₃⁻.

Tipologia: Resumos

2024

À venda por 06/05/2024

emilly.c.p.queiroz
emilly.c.p.queiroz 🇧🇷

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POTENCIAL DE HIDROGÊNIO
Equilíbrio acidobásico ou também
denominado homeostasia do pH;
O pH de uma solução é medido como
sua [H];
O pH varia numa escala de 0 a 14, na
qual:
Menor que 7 é ácido (alta [H]);
Igual a 7 é neutro;
Maior que 7 é básico ou alcalino
(baixa [H]).
O pH normal do corpo (LIC e LEC) fica
numa faixa entre 7,38 e 7,42
(ligeiramente alcalino);
O corpo tende a manter o pH sempre
dentro dessa faixa, pois grande
variações podem desencadear sérios
problemas, como a desnaturação de
proteínas;
Uma mudança de 1 unidade de pH
representa uma alteração de 10 vezes
na [H];
Os líquidos que se encontram
externos ao meio interno (LEC), como
os localizados no lúmen do trato
gastrointestinal ou nos túbulos renais,
podem ter um pH muito ácido.
OBS: o pH de uma solução é o inverso da sua concentração de
hidrogênio.
FONTES DE ÁCIDO E BASE
Ganho de ácidos:
Muitos produtos do metabolismo e
alimentos são ácidos orgânicos que se
dissociam e contribuem para a
liberação de H nos fluidos corporais.
Ex: aminoácidos, ácidos graxos, o
lactato produzido pelo metabolismo
anaeróbio e outros.
A maior fonte diária de ácidos é a
produção de CO2 durante a respiração
aeróbia.
Pois a união de dióxido de carbono
com a água forma o ácido carbônico,
que se dissocia e libera hidrogênio
(livre na circulação) e bicarbonato;
Esta reação ocorre em todas as
células e no plasma, mas a uma taxa
lenta;
No entanto, em algumas células essa
reação é mais rápida devido à
presença de uma grande quantidade
de anidrase carbônica (catalisa essa
reação/ estão presentes nas células
do túbulo renal);
Ganho de Base:
Através da ingestão de algumas frutas
e pela dissociação do ácido carbônico;
Os desequilíbrios básicos são muito
mais raros de acontecer do que os
ácidos, pelo fato de que diariamente
ingerimos e metabolizamos muito mais
ácidos;
Devido à concentração de HCO3
ser naturalmente elevada, o
aumento relativo nos níveis de HCO3
passa despercebido.
MECANISMOS PARA A
HOMEOSTASIA DO pH
Tampões:
Primeira linha de defesa;
Impede grandes oscilações;
São moléculas que atenuam, mas não
previnem alterações no pH, através da
sua combinação com H(acidose) ou da
liberação deste íon (alcalose);
Intracelular: proteínas celulares, íons
fosfatos, e hemoglobina;
Extracelular: bicarbonato (mais
importante tampão).
Ventilação:
Segunda linha de defesa;
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POTENCIAL DE HIDROGÊNIO

❑ Equilíbrio acidobásico ou também denominado homeostasia do pH; ❑ O pH de uma solução é medido como sua [H]; ❑ O pH varia numa escala de 0 a 14, na qual: ■ Menor que 7 é ácido (alta [H]); ■ Igual a 7 é neutro; ■ Maior que 7 é básico ou alcalino (baixa [H]). ❑ O pH normal do corpo (LIC e LEC) fica numa faixa entre 7,38 e 7, (ligeiramente alcalino); ■ O corpo tende a manter o pH sempre dentro dessa faixa, pois grande variações podem desencadear sérios problemas, como a desnaturação de proteínas; ■ Uma mudança de 1 unidade de pH representa uma alteração de 10 vezes na [H]; ■ Os líquidos que se encontram externos ao meio interno (LEC), como os localizados no lúmen do trato gastrointestinal ou nos túbulos renais, podem ter um pH muito ácido. OBS: o pH de uma solução é o inverso da sua concentração de hidrogênio.

FONTES DE ÁCIDO E BASE

❑ Ganho de ácidos: ■ Muitos produtos do metabolismo e alimentos são ácidos orgânicos que se dissociam e contribuem para a liberação de H nos fluidos corporais. ➭ Ex: aminoácidos, ácidos graxos, o lactato produzido pelo metabolismo anaeróbio e outros. ■ A maior fonte diária de ácidos é a produção de CO2 durante a respiração aeróbia. ➭ Pois a união de dióxido de carbono com a água forma o ácido carbônico, que se dissocia e libera hidrogênio (livre na circulação) e bicarbonato; ➭ Esta reação ocorre em todas as células e no plasma, mas a uma taxa lenta; ➭ No entanto, em algumas células essa reação é mais rápida devido à presença de uma grande quantidade de anidrase carbônica (catalisa essa reação/ estão presentes nas células do túbulo renal); ❑ Ganho de Base: ■ Através da ingestão de algumas frutas e pela dissociação do ácido carbônico; ■ Os desequilíbrios básicos são muito mais raros de acontecer do que os ácidos, pelo fato de que diariamente ingerimos e metabolizamos muito mais ácidos; ■ Devido à concentração de HCO3 já ser naturalmente elevada, o aumento relativo nos níveis de HCO passa despercebido.

MECANISMOS PARA A

HOMEOSTASIA DO pH

❑ Tampões: ■ Primeira linha de defesa; ■ Impede grandes oscilações; ■ São moléculas que atenuam, mas não previnem alterações no pH, através da sua combinação com H⁺ (acidose) ou da liberação deste íon (alcalose); ➭ Intracelular: proteínas celulares, íons fosfatos, e hemoglobina; ➭ Extracelular: bicarbonato (mais importante tampão). ❑ Ventilação: ■ Segunda linha de defesa;

■ Resposta rápida; ■ Pode regular até 75% dos distúrbios do pH; ■ Mudanças na ventilação podem corrigir alterações no equilíbrio ácido básico, mas também podem causá-las; ■ Esse mecanismo só ocorre se as alterações associadas ao pH ativam os centros respiratórios ■ Hipoventilação: ➭ Aumenta a P CO 2 ; ➭ Mais ácido carbônico é formado e a concentração de H sobe; ➭ Pode levar a uma acidose, pois promove a redução do pH. ■ Hiperventilação: ➭ O CO 2 está sendo eliminado, e consequentemente a P CO 2 reduziu; ➭ O que faz com que o bicarbonato se ligue com o hidrogênio, formando dióxido de carbono e água; ➭ Pode levar a alcalose, pois promove o aumento do pH. ❑ Regulação da função renal de H⁺ e HCO₃⁻ : ■ Terceira e última linha de defesa; ■ Mais lenta; ■ No entanto, é a mais eficiente contra qualquer distúrbio de pH restante; ■ Os rins realizam aproximadamente 25% da compensação que os pulmões não podem dar conta; ■ é mais lenta que a compensação respiratória, e seu efeito no pH pode não ser percebido antes de 24 a 48 horas. Contudo, uma vez ativada, a compensação renal controla de modo eficaz quase todas as alterações, exceto os distúrbios acidobásicos graves ■ Eles alteram o pH de duas maneiras (ocorrem ao mesmo tempo) - transporte ativo: ➭ Diretamente: através da excreção ou da reabsorção de H; ➭ Indiretamente: através da alteração da taxa, na qual o tampão HCO3 é reabsorvido ou excretado. ↑ Excreção de H e ↑ Reabsorção de HCO (acidose) ↑ Reabsorção de H e ↑ Excreção de HCO (alcalose)

DESEQUILÍBRIO ACIDOBÁSICO

❑ Podem ser de origem metabólica ou respiratória; ❑ São classificadas pela direção da mudança do pH e por sua origem; ❑ A compensação pode restabelecer a normalidade do pH, porém podem não conseguir corrigir o distúrbio completamente; ❑ Estão associados com distúrbios no equilíbrio do potássio; ■ Os rins geram um antiporte através da adição de H-K-ATPase na porção apical (acidose) ou na basal (alcalose). ■ Acidose: ■ pH do sangue menor que 7,38; ■ Rins excretam H e reabsorvem K; ■ Os neurônios tornam-se hiperexcitável, disparando potenciais de ação mesmo frente a pequenos sinais; ■ Sintomas: alterações sensoriais, como falta de sensibilidade ou formigamento, abalos musculares. Se a acidose é grave, as contrações musculares tornam-se sustentadas (tetania - câimbra) e paralisam os músculos