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Espetáculo da Miscigenação, Notas de estudo de Sociologia do Gênero

Resumo do texto o Espetáculo da Miscigenação.

Tipologia: Notas de estudo

2020

Compartilhado em 22/01/2020

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Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP
Instituto de Ciências Humanas e Sociais – ICHS
Curso de Pedagogia
Professor: Erisvaldo Pereira dos Santos
Aluna: Thalita Mol Barbosa – 15.1.3604
Atividade sobre o texto “Espetáculo da miscigenação”
SCHWARCZ, Lilian Moritz. Espetáculo da Miscigenação. Estudos Avançados 8(20) 1994, p. 137-152.
Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ea/v8n20/v8n20a17.pdf
Questão 1: Quais foram os viajantes estrangeiros que estiveram no Brasil? O que eles
escreveram sobre a situação populacional?
Em finais do século XIX o Brasil recebeu a visita de dois estrangeiros, Gustave
Aimard e Louis Agassiz, que descreveram o país como uma imensidão mestiça, um caso
extremo e único visto por eles até então.
Para Louis, o Brasil tinha se tornado o paraíso dos naturalistas, e que viessem aqui
aqueles que duvidassem dos males da mestiçagem. Um país que para eles, ia apagando
muito rapidamente as melhores qualidades do branco, restando apenas um tipo indefinido
de raça, deficiente de energia física e mental.
Questão 2: Que motivo levou o Conde de Gobineau a afirmar que a população brasileira
era assustadoramente feia?
O Conde de Gobineau que permaneceu no Brasil por pouco mais de um ano em
missão oficial, afirmava ser um país com uma população assustadoramente feia, por se
tratar de pessoas em sua maioria mulatas e de uma mestiçagem enorme cujas
características não eram conhecidas por ele até então. Ele acreditava que a beleza estava
em ser branco e aqueles que fugiam a esse padrão não possuíam qualidades.
Questão 3: Em quais contextos social, político e científico se inscrevem a reflexão de Lilia
Schwarcz?
De acordo com a autora, a imagem do Brasil no final do século XIX era de um
grande laboratório racial. Imagem essa construída pelos inúmeros viajantes que aqui
estiveram. Essa alusão a um país de raças híbridas era partilhada também entre os
cientistas nacionais, que se concentravam nos diversos centros de ensino e pesquisa: os
institutos históricos e geográficos, os museus etnográficos, as faculdades de direito e de
medicina. Adotando modelos do determinismo racial coube a esses intelectuais, porém, o
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Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP Instituto de Ciências Humanas e Sociais – ICHS Curso de Pedagogia Professor: Erisvaldo Pereira dos Santos Aluna: Thalita Mol Barbosa – 15.1. Atividade sobre o texto “Espetáculo da miscigenação” SCHWARCZ, Lilian Moritz. Espetáculo da Miscigenação. Estudos Avançados 8(20) 1994, p. 137-152. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ea/v8n20/v8n20a17.pdf Questão 1: Quais foram os viajantes estrangeiros que estiveram no Brasil? O que eles escreveram sobre a situação populacional? Em finais do século XIX o Brasil recebeu a visita de dois estrangeiros, Gustave Aimard e Louis Agassiz, que descreveram o país como uma imensidão mestiça, um caso extremo e único visto por eles até então. Para Louis, o Brasil tinha se tornado o paraíso dos naturalistas, e que viessem aqui aqueles que duvidassem dos males da mestiçagem. Um país que para eles, ia apagando muito rapidamente as melhores qualidades do branco, restando apenas um tipo indefinido de raça, deficiente de energia física e mental. Questão 2: Que motivo levou o Conde de Gobineau a afirmar que a população brasileira era assustadoramente feia? O Conde de Gobineau que permaneceu no Brasil por pouco mais de um ano em missão oficial, afirmava ser um país com uma população assustadoramente feia, por se tratar de pessoas em sua maioria mulatas e de uma mestiçagem enorme cujas características não eram conhecidas por ele até então. Ele acreditava que a beleza estava em ser branco e aqueles que fugiam a esse padrão não possuíam qualidades. Questão 3: Em quais contextos social, político e científico se inscrevem a reflexão de Lilia Schwarcz? De acordo com a autora, a imagem do Brasil no final do século XIX era de um grande laboratório racial. Imagem essa construída pelos inúmeros viajantes que aqui estiveram. Essa alusão a um país de raças híbridas era partilhada também entre os cientistas nacionais, que se concentravam nos diversos centros de ensino e pesquisa: os institutos históricos e geográficos, os museus etnográficos, as faculdades de direito e de medicina. Adotando modelos do determinismo racial coube a esses intelectuais, porém, o

estranho papel de difundir um extremo pessimismo no que tange ao futuro dessa nação mestiça. Questão 4: Qual era o problema da miscigenação? O problema da miscigenação era a própria mistura de raças, que de acordo com os intelectuais do final do século XIX juntamente com a elite brasileira, causava angústia, pois, balizados na interpretação racista das origens mestiçadas do povo brasileiro, seríamos incapazes ao desenvolvimento e ao progresso. O que por consequência, trouxe como saída a ideia do branqueamento. Questão 5: Quais foram os intelectuais brasileiros que se posicionaram em relação à questão da raça no final do século XIX? O debate com o tema racial se deu em vários territórios: as escolas médicas de Recife e do Rio de Janeiro, as faculdades de Direito, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, os museus Etnológicos e a Literatura, partilhavam de uma interpretação interna bastante consensual. A começar pelo crítico literário Silvio Romero da Escola de Recife, ao comentar que a população brasileira tinha em sua composição étnica e antropológica uma característica singular e, passou a defender, do lado jurídico, que seria de importância fundamental uma mistura europeia e, assim, os euro-descendentes brasileiros, sem perder seus atributos originais, incorporariam o legado dos outros grupos raciais, absorvendo suas melhores qualidades. Da mesma forma, o então diretor do Museu Nacional do Rio de Janeiro, como representante e convidado de um Congresso Internacional para se tratar do assunto de raças, deixa claro que a solução para o Brasil era uma mudança operante, na qual o país mestiço entraria numa política de branqueamento que em um século traria resolução e saída para o problema da miscigenação. Partindo dos recintos médicos, o representante maranhense-baiano Nina Rodrigues assumia um darwinismo racial que preconizava a separação das raças: a seleção natural daria cabo, no processo competitivo, das inferiores, que seriam postas sob controle ou eliminadas. Com ele, a medicina adquiriu foros políticos na medicina legal, e exemplos de embriaguez, alienação, epilepsia, violência, passaram a comprovar os modelos darwinistas sociais em sua condenação do cruzamento, em seu alerta à imperfeição da hereditariedade mista. Questão 6: Quais instituições apresentaram posições sobre a situação brasileira? Como dito anteriormente, o debate com o tema racial se deu em vários territórios: as escolas médicas de Recife e do Rio de Janeiro, as faculdades de Direito, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, os museus Etnológicos e a Literatura, partilhavam de uma interpretação interna bastante consensual.