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#Espiritualidade e sabedorias#Espiritualidade e sabedorias#Espiritualidade e sabedorias#Espiritualidade e sabedorias#Espiritualidade e sabedorias#Espiritualidade e sabedorias
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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Dedico este livro aos colaboradores:
Carlos Dassaev - pela dedicada colaboração para a publicação deste trabalho.
Prof. Arthur Buchsbaum - pelo quanto tem colaborado na organização dos nossos temas.
Filipe Lima – Pelo zelo que tem dedicado ao nosso trabalho.
Pela V O H
JOSÉ LAÉRCIO DO EGITO.
" A APARÊNCIA ESMAGA A PRÓPRIA VERDADE ". SIMÔNIDES
1978 - 3326 T E M A 0.9 1 0
NÚMERO UM – DOIS – TRÊS
"O ÚNICO MISTÉRIO DO UNIVERSO É O MAIS E NÃO O MENOS..." FERNANDO PESSOA
1975 - 3328
Nestas palestras iniciais apresentaremos alguns conhecimentos místicos básicos sobre o simbolismo dos números. Focalizaremos alguns conhecimentos já ensinados pelas ciências herméticas, além de outros ainda não divulgados.
Iniciaremos pelos três primeiros números conforme são estudados pelos místicos. Procuraremos discuti-los usando alguns exemplos de caráter prático, fugindo tanto quanto possível daquela linguagem velada que normalmente é usado na divulgação de conhecimentos esotéricos, para que certas dúvidas e erros possam ser eliminados da compreensão dos discípulos da senda.
Sabemos que grande número de estudantes da senda tem dúvidas quanto ao significado esotérico dos números, e o que é pior, muitos têm idéias errôneas a respeito , ou simplesmente não entendem o real significado dos três primeiros números.
As idéias deformadas derivam, segundo o nosso entender, da leitura de muitos livros que mais confundem as pessoas do que ensinam as verdades do misticismo, por isto não é sem razão que as ordens autênticas recomendam muito cuidado quanto aquilo que é oferecido em forma de livros aparentemente sérios.
Nossa intenção é dar respostas às indagações que nos têm sido feitas sobre os princípios ensinados pelas Ordens Iniciáticas usando uma linguagem clara, fácil e lógica, para que a matéria seja acessível ao buscador de forma que ele possa ter alguma compreensão metafísica inerentes à natureza das coisas. Da maneira como o assunto atualmente vem sendo exposto em alguns livros, o buscador certamente nada consegue entender, acaba perdendo o seu precioso tempo, ou pior ainda fica sujeito a confundir verdades com superstições como conseqüência de ensinamentos deformados de numerologia.
Procuraremos usar uma forma de linguagem simples, com exemplos fáceis e claros, pois na natureza a verdade jamais é complexa. Onde há complexidade indubitavelmente há erros. As leis naturais são fundamentalmente simples e isso se comprova à medida que elas são devidamente estudadas.
No passado um tanto remoto os algarismos, assim como as letras, traziam um duplo sentido. Um sentido exotérico, comum, o que todos entendiam, profano, técnico, e concomitantemente um sentido
de cristal dentro dele. Então, se verificará que a lâmina aparentemente some, como que desaparece, isto é, a pessoa deixa de se dar conta dela, é como se a lâmina desaparecesse, deixasse de existir para o observador. Porém, se for modificada a cor da lâmina – condição DOIS – ou a cor diferente da água – então a lâmina se tornara visível. Criando-se uma segunda condição oposta à primeira – cor da lâmina – então o evento se torna conscientizável, se torna visível. No primeiro caso a lâmina é fase UM em relação ao meio liquido em que está imersa. Também poderia ser derramado um corante no recipiente o que faria com que a lâmina de vidro se tornasse visível. O corante age com segundo elemento – o DOIS
- sem o qual o evento não é detectado diretamente pelo sentido da visão. Erroneamente alguém poderá julgar que neste experimento o resultado é decorrente de uma incapacidade ou limitação da acuidade do sentido visual, contudo não é isto, pois se trata na verdade da aparente inexistência objetiva de qualquer fenômeno em fase UM.
Examinemos o problema com outro exemplo. A produção de energia hidrelétrica. Suponhamos um lago em uma planície. Lago e terra sem qualquer potencial utilizável. Então elevemos o lago para um planalto e surgirá potencial hidrelétrico capaz de gerar energia. Lago e terra nos dois casos, porém na última situação há o acréscimo de uma segunda situação (DOIS) que é o desnível. O lago pode ser o mesmo, ele pode não mudar em nada quanto a sua natureza de uma para outra situação. A única diferença é que no segundo caso foi introduzida uma situação a mais, independentemente da natureza própria do lago.
No reino animal, nós vamos encontrar o princípio da imanifestabilidade do UM exatamente no mimetismo dos animais. Mimetismo é a capacidade que têm certos animais de tomar as cores do ambiente para se camuflarem e não serem percebidos pelos predadores. Certos lagartos e insetos confundem-se com o meio ambiente tornando-se "invisíveis" ao assumirem a mesma cor da superfície em que repousam. Forma um conjunto de uma só cor, razão pela qual torna-se de difícil visualização objetiva. Em essência o que acontece naquela situação é que o animal se torna uno com o meio, ou seja, ele fica na fase UM em relação ao ambiente.
A partir desse ponto queremos salientar algo muito importante. O UM não significa esotericamente algo inexistente. A fase UM existe realmente, mas apenas ela não pode ser diretamente conscientizada. Nos exemplos que demos é fácil admitir que a eletricidade existe num só fio, que a lâmina embora invisível existe no recipiente, que o animal embora oculto existe verdadeiramente sobre a superfície com a qual se confunde. Por meio de instrumentos que sejam capazes de estabelecer alguma forma de contraste o UM se torna detectável. Assim sendo podemos afirmar que a fase UM existe, mas nunca ela é detectada diretamente. Quando um instrumento a detecta é porque o seu mecanismo estabeleceu alguma forma de contraste, de oposição, que se constituiu uma segunda condição.
Agora suponhamos um hipotético país em que só houvesse uma temperatura uniforme para todas as coisas. Em conseqüência, aquilo que chamamos temperatura jamais seria conscientizado lá. Nunca as pessoas se aperceberiam de algo para denominar temperatura onde ela só se manifestasse em UM só nível. Naquele lugar os seres somente teriam consciência de temperatura se houvessem variações térmicas. Se tudo tivesse uma só temperatura, se todos os climas e todos os objetos tivessem uma temperatura uniforme, constante, digamos 20º C., as pessoas por certo não teriam consciência dela e evidentemente não criariam sequer uma palavra, e muito menos um aparelho, para medir temperatura. Mas, mesmo as pessoas não se dando conta da existência da temperatura, mesmo assim aquele nível de calor existia. Tanto isto é verdade que se alguém de um outro lugar onde existissem variações térmicas lá chegasse ele teria por certo se daria conta da temperatura ambiente e até poderia determiná-la por meio de um termômetro. Para os nativos não haveria consciência de calor, de modo algum eles poderiam entender aquilo que o visitante estivesse falando ou medindo, pois somente conhecendo um nível térmico é que eles teriam consciência de calor. Este seria UM para eles. Certamente nunca se usaria um termômetro num hipotético mundo de uma só temperatura, pois, se descendência ali o calor,
jamais surgiria a necessidade de medi-la e de construir um instrumento para medir algo que nem sequer suspeitava-se existir. Este tipo de descoberta só poderia ser feito por raciocínio dedutivo e não por registro objetivo.Temperatura uniforme 20º C seria fase UM.
Como podemos ver, a primeira manifestação de qualquer coisa é exatamente aquilo que se pode definir como o um esotérico.
Se todas as coisas do mundo, por exemplo, fossem igualmente verdes ninguém se aperceberia daquilo que chamamos cor, embora ela existisse realmente. Se num dado momento surgisse uma outra cor, o azul, por exemplo, só então as pessoas se aperceberiam de que algo estava existindo, perceberia que duas coisas estavam existindo, o verde e o azul, e então haveria a consciência de cor.
Diante de uma situação isolada nunca será perceptível a fase um por isto se diz que o um não tem existência real. Tem existência num sentido absoluto – como uma atualidade – pois desde que é passível de ser detectado dedutivamente, ou por meio de instrumentos, etc., mas num sentido relativo, isto é, em relação à consciência objetiva dos seres tudo se passa como se não existisse.
O UM representa a primeira fase da evolução de qualquer coisa que só se torna manifesta e conscientizável quando surge uma diferença de nível, uma polarização, uma segunda situação que lhe sirva de contraste.
NÚMERO DOIS
Para que algo seja conscientizado é necessária uma segunda condição, ou seja, uma fase dois. Vamos chamar dois aquela condição que surge para complementar a manifestação da fase um. Nos exemplos dados a fase dois é o solo ou o segundo fio com diferença de potencial, no exemplo da ave; é a modificação de coloração do liquido ou da lâmina; é o desnível no do lago, etc. O pássaro só será eletrocutado com o surgimento de uma segunda – dois – condição, se tocar um outro fio; o lago só terá potencial hidrelétrico se estiver num nível elevado e o animal mimetizado só será visto se surgir um contraste entre ele e o ambiente.
Agora vale notar que a fase dois complementa a fase um , mas não é de natureza diferente. A fase dois sempre é de idêntica natureza da fase um. Só se tem idéia daquilo que se chama "grande" porque existe o seu oposto, o "pequeno”; o escuro só é percebido porque existe o seu oposto, o claro; o bom, porque existe o ruim; o bonito, porque existe o feio; o rico porque existe o pobre, e assim por diante.
Como se pode perceber, o dois é o contraste do um. Sem o dois o um pode existir, mas não pode ser conscientizado, não pode se manifestar objetivamente por falta de um contraste. O um existe sem se manifestar, sem que se tenha consciência da sua existência até que surge a fase dois que é o seu oposto. O dois por si só também não se manifesta, pois é equivalente ao um. É necessário salientar que a fase dois é oposta à fase um, mas ambos nunca são de naturezas diferentes. São idênticas em natureza, mas situados em extremos opostos. O UM e o DOIS constituem apenas pólos opostos de uma mesma coisa.
Pensemos profundamente no seguinte: quantas coisas devem existir no Universo, mesmo em torno de nós, das quais não temos a menor consciência, exatamente por estarem na fase um em relação a nós.
Nos dois fios elétricos citados não existem coisas diferentes em cada um deles e sim uma mesma coisa, que é o fluxo de elétron. O que acontece é que num dos fios o fluxo é mais intenso em um que em outro. Disto decorre que quando se toca ao mesmo tempo nos dois fios há uma corrente de elétrons oriundo do fio de maior fluxo para o de menor fluxo, mas em ambos a coisa é a mesma, tão somente fluxo de elétron. O lago, tanto no planalto quanto na planície, é uma mesma coisa, água e terra. Toda diferença reside no desnível que faz a água fluir do ponto mais elevado para o menos elevado. O grande e o pequeno são uma mesma coisa, pois aquilo que sobra em um corresponde exatamente aquilo que falta no outro.
Conscientização de coisas abstratas:
Como já citamos em alguns exemplos, mesmo as coisas abstratas, as percepções abstratas são também trinas em manifestação. Exemplo: grandeza é uma idéia abstrata, ela nada mais é do que a resultante de duas condições também abstratas que são a idéia do grande e a idéia do pequeno. Beleza é a conscientização de duas situações abstratas opostas; feio e bonito. Assim, se pode afirmar que toda idéia abstrata também É suscetível de ser desdobrada em duas componentes. Se este desdobramento não for possível, certamente estaremos diante de uma idéia composta por várias trindades passíveis de sucessivos desdobramentos.
Conscientização de coisas concretas:
Também no campo da conscientização de coisas concretas a Lei do Triângulo é soberana. Quando algo não for susceptível de ser desdobrado em duas componentes certamente ele é complexo e precisa sofrer vários desdobramentos secundários.
Tomemos como exemplo as cores. Aparentemente elas são inúmeras, mas após vários desdobramentos restará só três delas: Vermelho , Amarelo e Azul. Qualquer nuance de cor existente, essencialmente é o resultando de uma combinação em partes variáveis daquelas três cores fundamentais.
No Universo, com relação àquela condição objetiva que denominamos "tempo" há três situações a serem consideradas: Passado, Presente, Futuro. É pela comparação dos dois pólos passado e futuro que vamos encontrar o presente. O presente é uma idéia metafísica de concepção difícil e impossível de existir no Mundo Imanente. O que é o presente? Onde termina o passado e começa o futuro para que se possa situar o presente? Por menor que seja intervalo de tempo considerado sempre é possível que aquilo seja o passado. O "agora" somente existe em função das limitações sensoriais. O presente é apenas a conscientização das duas situações, passado e futuro. Por outro lado também podemos dizer que praticamente o futuro não existe porque sempre que atingimos um momento que antes considerávamos futuro ele se torna presente. No sentido relativo o passado é UM, futuro é DOIS e presente é TRÊS. Como no sentido absoluto só existe o Presente, logo só existe o TRÊS, mas como ele está só, então só existe o UM.
Tudo aquilo que existe é constituído de três partes, duas das quais constituem um bipólo. Existimos num Universo, de mais de três dimensões, mas para a nossa mente objetiva ele se manifesta por três delas. A mente necessita apenas de três dimensões, por isto somos seres de um mundo tridimensional. Esta é a razão pela qual tudo que basicamente existe para o nosso intelecto é trino em essência, num mundo de mais dimensões a regra é outra conforme o seu número básico.
O Triângulo é a representação gráfica deste princípio fundamental da constituição das coisas susceptíveis de conscientização. Somente aquilo capaz de ser representado graficamente por um triângulo pode ter existência real para o nosso intelecto porque somos adaptados a um Universo de três dimensões básicas.
“O IGNORANTE AFIRMA, O SÁBIO DUVIDA E REFLETE”. ARISTÓTELES.
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Os números encerram muitos mistérios – desconhecimentos – que não são considerados pelos matemáticos, mesmo que tenham uma importância fundamental no sentido do conhecimento sobre a natureza do Mundo e da problemática da existência dos seres. Esse lado dos números tem sido estudado pelos Iniciados de todos os tempos, em especial pelos Pitagóricos.
A Matemática tem se aprofundado imensamente na operacionabilidade dos números, mas não na natureza deles; ela nem ao menos indaga desde quando os números existem e como eles passaram a se constituir elemento importante na gênese das coisas existentes.
Nada se pode dizer dos números, ou de quaisquer coisas em nível da inefabilidade; no máximo se pode especular sobre o primeiro nível da sua manifestação, que é o da Consciência. Tudo está nela contido como “É”, e nesse caso incluem-se os números, contudo, em tal nível, apenas existe o Um. Evidentemente a Unicidade não pode conter mais que uma unidade. Pelo que já temos estudado sobre os números, evidentemente na unicidade a Mente é incapaz de perceber algo. Para isso ela tem que desdobrar a unicidade, dividi-la em partes. Assim aconteceu com a unicidade, foi preciso a ocorrência perceptiva da descontinuidade para que fosse possível se dar conta da sua existência.
Quando ocorreu a descontinuidade, simultaneamente houve o surgimento dos números e naturalmente também da contagem, ou seja, da existência da numeração. Como já assinalamos várias vezes a Mente é incapaz de perceber qualquer coisa em fase Um, para que ela possa se dar conta de algo é preciso a ocorrência de polarização, pois não pode haver polarização sem descontinuidade (A Mente funciona analogicamente). O Um não pode se afastar em pólos, isso só é possível com o desdobramento em pelo menos dois. Disso decorre que os números só existem em função da descontinuidade , que, por sua vez, é fruto da percepção limitada da Mente. É muito importante considerar que se a descontinuidade não existe realmente, por ser fruto da percepção parcial, consequentemente realmente não há coisas para serem contadas, e então os números são meras especulações. Os números, e, consequentemente, a contagem, é mais um dos engodos oferecidos pela Mente. Pura creação mental, pois na verdade só existe o Um. O dois , assim como os demais números, são fantasias, determinações de algo que realmente não existe.
Por que a Mente não percebe o Um? – Exatamente porque Ele é unicidade e a Mente somente percebe a multiplicidade. Ela existe porque a percepção é sempre limitada; porque o Um é unicidade, é totalidade, e o alcance da mente não chega a esse nível; ela só tem ciência das coisas limitadas, fracionadas. Na verdade ela existe como resultado do fracionamento (aparente) da existência Una.
O Infinito não pode ser percebido, pois se o fosse estaria limitado, e o limitado contradiz o sentido de Infinito. Por isso jamais o Infinito pode ser percebido, jamais a mente pode percebe-lo e disso resulta que apenas parcialidades podem ser mentalmente registradas.
Vemos, então, porque as Doutrinas Tradicionais dizem que só existe o Um e que tudo está nele contido. Todos os números são meras limitações na percepção do Um como todo. Todos os números estão contidos no Um. Sabendo-se que as formas – geometria – são expressões espaciais dos números, logo tudo se resume à expressão geométrica do Um , o ponto.
“ TUDO AQUILO QUE A NATUREZA DISPÔS SISTEMATICAMENTE NO UNIVERSO PARECE, SIDO DETERMINADO E HARMONIZADO PELO NÚMERO”. Nicômano de Gerasasua Matemático Pitagórico
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qual a Matemática e a Geometria servem de base como estudo para o entendimento da natureza do Universo. De um modo geral, podemos dizer que tudo quanto se manifesta na composição do Universo não é fruto de um processo aleatório, tudo se efetivou segundo normas, em obediência a determinadas leis. O Hermetismo diz que antes do início do Mundo Imanente existiam duas naturezas, dois aspectos do Absoluto que as religiões chamam de Deus – que os Sacerdotes do Antigo Egito denominaram de RA e MA cujas naturezas são inconcebíveis para o entendimento do ser humano.
humano. Tudo o que pode ser dito sobre MA é que se trata de uma “essência” inconcebível e susceptível de vibrar pela ação de RA – o lado impulsionador da vibração. RA atuando sobre MA determina uma vibração e, conforme o nível coisas vem a ser detectadas.
outra linguagem, o Absoluto é a própria Consciência Cósmica a qual existe como Eterno Agora e donde tudo é tirado pela Mente. Nesse conceito, RA e MA seriam inerência da própria Consciência.
afirmativa, ele diz diferente, diz que O Absoluto não exerceu um ato de querer, porque se houve a necessidade de crear então o Absoluto não seria pleno, desde que não se pode conceber algo pleno que sinta necessidade de algo, ele tem que ser a totalidade. Só se sente necessidade do que, de alguma forma, esteja faltando, e coisa alguma poderia faltar a Deus, pois se tal acontecer Ele não seria Absolto. Por isso o Hermetismo prefere não falar de creaçáo propriamente, mas sim da manifestação do que existe no Absoluto, de algo que pode ser comparado a uma forma de afloramento de algo eternamente existente.
Imanência não interessando serem elas realidades ou ilusões. Falaremos da creação, quer isso diga respeito a uma creação real, ou como o Hermetismo afirma, de uma ilusão – imanência.
sobre MA provocando um estado de vibração que determinou a origem do mundo e que segundo a freqüência vibratória as coisas surgiram. Cabe uma indagação: A creação seria fruto de um processo aleatório ou ordenado?
construção – “Planta Arquitetônica”, a qual é representada precisamente pelo esquema da “Árvore da Vida” da Cabala.
construção – Localização (espaço tempo) – Planta Arquitetônica – Quantidade e proporções de cada material. Aplicando-se isso ao Universo teremos: O Grande Arquiteto do Universo (Consciência Cósmica) – RA e MA
(“Material da Grande Obra”), – Princípios Herméticos (Leis inerentes à construção) – Espaço/Tempo (localização a obra) - Árvore da Vida (Planta arquitetônica) - Proporções Numéricas ( números).
construção, além do material e do local se fazem precisas quantificações no tocante ao material. A creação exigiu quantidades e proporcionalidade do “material” para haver harmonia, pois se assim não fosse ocorreria uma creação desordenada, algo totalmente caótico. Visando o estabelecimento de uma ordenação houve, então, a necessidade de valores numéricos, dando isso origem aos números. Não bastaram apenas números visando a contagem de unidades, de parcelas, mas envolvendo qualidades básicas. Daí a grande diferença entre numeração quantitativa e numeração qualitativa, esta corresponde ao lado exotérico dos números. Para efeito de contagem os números se distribuem em series e são em numero ilimitado, contudo em natureza eles são apenas sete (= nove). Neste contexto cada número apresenta propriedades extrínsecas. É nesse sentido que vamos estudar os números e não sob o ponto de vista quantitativo, e sim qualitativo – operativo.