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*Histórico da estatística *Método cientifico *Método Experimental *Método Estatístico *Coleta de dados *Análise de resultados
Tipologia: Notas de estudo
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Toda pesquisa ou trabalho cientifico, nas mais variadas áreas, como sociologia, saúde, psicologia, etc., conta de modo geral, das seguintes etapas:
▪Coleta de dados, a partir de uma amostra escolhida da população; ▪Análise descritiva com resumo e interpretação dos dados coletados; ▪Escolha de um possível modelo explicativo para o comportamento do objeto em estudo, a fim de se fazer, numa etapa posterior, a análise confirmatória dos dados, conhecida como inferência.
A ciência que se dedica esse trabalho é a estatística. Muitos trabalhos estatísticos são amplamente divulgados nos meios de comunicação e, muitas vezes, têm relação bem próxima com o nosso cotidiano.
A Estatística divide-se em dois ramos distintos: a Estatística Descritiva, responsável pelo estudo das características de uma dada população; e a Estatística Indutiva, que generaliza um conjunto de resultados, tendo por base uma amostra de uma dada população ou universo, enunciando a(s) conseqüente(s) lei(s).
A estatística é definida por Costa Neto (1977) como a ciência que se preocupa com a organização, descrição e análise de dados experimentais e por este motivo tem aplicação em quase todas as atividades humanas.
A palavra “estatística” tem proveniência do Latim statisticum, que significa relativo ao estado. Porém não existe na literatura um consenso sobre quem ou qual civilização utilizou primeiramente o termo “estatística” tal como usamos nos dias atuais, ou seja, para designar uma área do saber ou um conjunto de medidas–resumo de um conjunto de dados.
Kendall (1978) argumenta que o primeiro uso da palavra “estatística” deu-se num trabalho do historiados italiano Girolamo Ghilini , em 1589, que versava sobre a descrição política. Por outro lado Porter (1986) afirma que a palavra “estatística” foi primeiramente usada como substantivo por Gottfried Achenwall em 1749.
Dada a controvérsia sobre o surgimento do termo “estatística”, o que se pode afirmar é que a utilização da idéia de caráter estatístico teve seu inicio na antiguidade, com a necessidade de os estados conhecerem os dados de sua população, território e outros atributos do poder.
O primeiro registro de recenseamento refere-se a civilização da Suméria ( de 5000 a 2000 a.C) para qual foram elaboradas em tábuas de argila listas dos homens e seus bens. Segundo Droesbeke e Tassi (1990), o poder egípcio, representado pelo faraó Amasis II ( por volta de 2700 a 2500 a.C) institucionalizou os recenseamentos com objetivo tributário, e nele todo individuo era obrigado a declarar sua fonte e atividade de renda, sob pena de morte a quem não fizesse.
Na china, muitos recenseamento foram realizados segundo Ferreira et al. (2002), o primeiro recenseamento foi feito 2238 a.C, pelo imperador Yu (ou Yao), com o objetivo de conhecer com exatidão o numero de habitantes para dividir o território, cobrar impostos, e recrutar homens para o serviço militar.
Na antiga Índia foi feito um tratado de recenseamento denominado tratado de Arthasástra, ou seja, tratado de ciência (sástra) e do progresso (artha). “Foi redigido pelo Kautilya, ministro do rei Candragupta (313-289 a.C) cujo objetivo era aumentar incessantemente seu reino.” Tudo o que for feito terá de ser conhecido: do efetivo da população até o número de elefantes, passando pelas matérias primas, os produtos fabricados, os preços do salário. (Ferreira et al, 2002, p.11).
Esses autores também relatam que em Roma, os recenseamentos foram realizados de 750 a.C. ate 476 d.C., e neles os cidadãos romanos eram obrigados a declarar suas fortunas, seus nomes, os de seus pais, a idade, o nome de suas esposas assim com os de seus filhos, a tribo que residiam e o número de escravos sob a pena de ficarem sem seus bens ou seus direitos de cidadão.
A partir do século XIII a estatística começa a caminhar para os moldes da ciência que conhecemos hoje. Na França, por volta de 1300 as famílias e/ ou lares foram utilizados como elemento essencial para estimular a sua população.
Depois desse século, segundo Jozeau (2001), existiam três correntes estatísticas separadas geograficamente: A estatística descritiva Alemã, a Aritmética Política inglesa, e os jogos e probabilidades na França.
social, onde quer que se pretendam medir o grau de correlação entre dois ou mais fenômenos.
A primordial função desse método é a representação e explicação sistemática das observações quantitativas numéricas relativas a fatores oriundos das Ciências Sociais, como padrão cultural, comportamental, condições ambientais, físicas, psicológicas, econômicas etc., que ocorrem em determinada sociedade, ou de fenômenos de diversas naturezas pertencentes a outras ciências, como na Física,
Química, Biologia, entre outras. São aqueles fatos que envolvem uma multiplicidade de causas e por fim são representados sob forma analítica, geralmente através de gráficos, tabelas, quadros estatísticos.
O método Estatístico fundamenta-se na aplicação da teoria estatística da probabilidade e constitui importante auxílio para a investigação. Porém, as explicações obtidas mediante a utilização do método estatístico não podem ser consideradas absolutamente verdadeiras, mas dotadas de boa probabilidade de serem verdadeiras.
Mediante a utilização de testes estatísticos, torna-se possível determinar, em termos numéricos, a probabilidade de acerto de determinada conclusão, bem como a margem de erro de um valor obtido. Portanto, o método estatístico passa a caracterizar-se por razoável grau de precisão, o que o torna bastante aceito por parte dos pesquisadores com preocupação de ordem quantitativa.
Os procedimentos estatísticos fornecem considerável reforço às conclusões obtidas, sobretudo mediante a experimentação, a observação, análise e prova.
Dentre as diversas maneiras para coletar dados, a amostragem é a mais freqüente, particularmente nas pesquisas sabre fenômenos sociais e econômicos.
Uma amostra é probabilística quando os elementos amostrais são escolhidos com probabilidades conhecidas. Na amostragem aleatória simples, todos os elementos da população têm igual probabilidade de compor a amostra, e a seleção de um particular individuo, ou objeto, não afeta a probabilidade de qualquer outro ser escolhido.
Se a população é infinita, como, por exemplo, toda a produção futura de uma máquina, podemos considerá-la um processo probabilístico, compondo as amostras aleatórias na ordem em que ocorrem. Enquanto o processo se mantiver estável, faremos nossas observações, admitindo que a probabilidade de cada possível resultado se mantenha constante.
Se a população é finita, tal como os livros de biblioteca, estudantes de uma faculdade, empresas em certa região etc. a escolha de uma amostra aleatória envolve a compilação de uma lista de todos os elementos da população, e a realização de sorteios para escolher os itens que irão compor a amostra. Caso não se tenha uma lista completa da população (cadastro) alternativas de amostragens são possíveis.
Existem varias fontes para obter dados e informações:
▪ Dados publicado pelo governo, indústria ou indivíduos. ▪Dados oriundos de experiências (experimentos) ▪Dados oriundos de pesquisa (survey) ▪Dados oriundos de observações de comportamentos, atitudes etc.
São considerados dados secundários aqueles já coletados que se encontram organizados em arquivos, banco de dados, anuários estatísticos, publicações etc., são denominados dados primários aqueles colhidos diretamente na fonte das informações e dados.
A última fase do trabalho estatístico é a mais importante e delicada. Está ligada essencialmente ao cálculo de medidas e coeficientes, cuja finalidade principal é descrever o fenômeno (estatística descritiva). Na estatística indutiva a interpretação dos dados se fundamenta na teoria da probabilidade.
Bibliografia
▪O nascimento da Estatística e sua relação com o surgimento da Teoria de Probabilidade. Cláudia Borim da Silva Cileda de Queiroz e Silva Coutinho ftp://ftp.usjt.br/pub/revint/191_41.pdf
▪Matemática Volume único Gelson Lezzi Osvaldo Douce