





























































Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Planejamento estratégico, Variáveis qualitativas e quantitativas, Métodos tabulares e gráficos, Medidas de Posição, Variabilidade, Associação, Outliers.
Tipologia: Notas de aula
1 / 69
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!






























































I nformações S obre a D isciplina
- Apresentação: Cursando a disciplina de Estatística, o acadêmico poderá utilizar a ferramenta estatística
na tomada de decisões que tangem às funções empresariais ou acadêmicas, através de uma postura crítica e
reflexiva.
- Objetivos
e em consultorias empresariais.
- Metodologias e Recursos: Utilizar as técnicas estatísticas através de aulas expositivas, práticas em
laboratório de informática com uso do Microsoft Excel e possibilitando o discente na resolução de problemas
em sua área de atuação e formação.
- Sistema de Avaliação: Verificar no Portal da disciplina - Sistema de frequência: O aluno deve ter no mínimo 75% de frequência. Se o aluno tiver acima de 15
faltas estará reprovado por falta, visto que cada aula são três faltas ou três presenças, respectivamente. O
aluno deverá administrar as suas faltas.
B ibliografia R ecomendada
TRIOLA, M. F. Introdução à Estatística. 11ª Edição. Rio de Janeiro. Livros Técnicos e Científicos, 201 4.
MORETIN, L. G. Estatística básica: Probabilidade e Inferência. Volume único. São Paulo: Pearson,
LAPONNI, J.C. Estatística Usando o Excel. 4ª Edição. Editora Campus, 2005.
C alculadoras S ugeridas e O brigatórias
Modelo Casio fx 82 MS ou HP – Modelo: 12C
Modelo Casio fx 82 ES
N ota de A ula 1 – I ntrodução G eral à E statística
1. ESTATÍSTICA: É uma ciência que utiliza teorias probabilísticas para explicar a frequência da ocorrência
de eventos, tendo como objetivo maior obter, organizar e analisar dados, a fim de estimar a previsão de
fenômenos, conforme o caso estudado.
De forma prática e didática, a estatística se resume na:
A estatística é uma ciência importante, útil e com um escopo abrangente de aplicação em negócios,
administração política física e ciências sociais, dentre outras áreas, quase ilimitado.
Na prática empresarial e industrial, a Estatística é uma ferramenta-chave e segura para entender
sistemas variáveis, controlar processos, sumarizar dados e tomar decisões baseados nos mesmos.
1.1. Aplicações: Algumas ciências utilizam à estatística como uma ferramenta própria, possuindo-a com suas
terminologias próprias, como sendo:
Estatística Aplicada à Tecnologia da Informação: É um ramo da estatística que trabalha com a mineração
dos dados cadastrados em um banco de dados, a fim de encontrar anomalias ou tendências em séries
qualitativas ou quantitativas;
Bioestatística: É o planejamento, coleta, avaliação e interpretação de todos os dados obtidos em pesquisa
na área biológica, médica e áreas da saúde em geral;
Estatística Econômica ou Econometria: É um ramo da estatística direcionado para a análise de fenômenos
econômicos;
Estatística aplicada à Engenharia: É um ramo da estatística que estuda as suas aplicações no controle de
processos de produtos e serviços, no planejamento de novas estratégias de produção, nas vendas, no controle
de qualidade, em ensaios destrutivos e não destrutivos, com o objetivo de verificar a porcentagem de peças
não conforme as especificações ou a probabilidade de vida de equipamentos ou peças, dentre outras;
Estatística Física: É o ramo da física que através da estatística analisa sistemas físicos de alta complexidade,
com elevado número de entidades constituintes, como os átomos, as moléculas, os íons, entre outros;
Estatística Social: É o ramo da estatística que avalia fatores relativos à realidade social, econômica e
ambiental de um país e seu uso para a formulação e a avaliação de políticas públicas;
Coleta de Dados
Tratamento dos Dados
Apresentação dos Resultados
1.3. Variáveis: São as características associadas ao objeto de estudo investigado ou do experimento realizado.
Podendo ser:
Qualitativas ou Categorizadas: São variáveis que exprimem qualidade do elemento investigado.
Podendo ser:
Nominal: Quando o dado se apresenta sob o aspecto qualitativo e não importa a ordem de disposição
delas, ou seja, não há uma hierarquia embutida.
Exemplos: Tipo de espécie de uma planta, Tipo de adubo utilizado, Área da Biologia pretendida, Gênero
de pacientes de um hospital, dentre outros.
Ordinal: Quando há uma hierarquia embutida, ou seja, um grau de relevância de um indivíduo para
outro mediante suas características.
Exemplos: Classe social, Grau de instrução, Desempenho (ótimo, bom, regular, ruim e péssimo), Cargo
dos funcionários na empresa, Grau de dor (forte, moderada ou leve), dentre outros.
Quantitativas ou Numéricas: São atributos resultantes de uma contagem ou mensuração. Podendo ser:
Discreta: São todas as variáveis numéricas cujos valores se obtém a partir de procedimento de
contagem originado de um conjunto amostral finito ou enumerável. As variáveis discretas assumem
valores inteiros. Exemplos: Número de peixes encontrados em um rio, Número de pacientes vacinados
contra uma doença, dentre outros.
Contínua: São variáveis numéricas cujos valores são obtidos por procedimento de mensuração (ou
não enumerável), de sorte que ao menos teoricamente, os resultados das medidas são capazes de
variações insensíveis ou contínuas. As variáveis contínuas podem assumir qualquer valor num intervalo
contínuo e são quantificadas em uma escala infinita de valores, por isso, diz-se que as variáveis contínuas
são muito informativas. Exemplos: Peso, Altura, Temperatura, Espessura, Velocidade, Idade, Renda (em
Reais), dentre outros.
N ota de A ula 2 – I nferência E statística - A mostragem
O profissional, na grande maioria das vezes, trabalha com limitações de tempo, escassez financeira,
de recursos humanos, de produtos, de materiais, dentre outros, impedindo-o de analisar afundo o processo
como um todo, mas de um lado não se faz necessário estudá-lo por inteiro, pois a Estatística defende que
apenas o estudo de uma parcela deste pode atender de forma eficaz às necessidades desejadas.
Desta forma, quando se deseja estudar uma população ( ou universo) específica, o pesquisador tem
duas formas possíveis de fazê-lo, ou de forma censitária, o que exige a observação de todos os elementos que
formam essa população, ou analisar apenas uma parcela que represente este universo, ou seja, uma amostra.
A finalidade da amostragem é permitir fazer suposições, predições, generalizações ( ou inferências)
acerca de características de uma população com base na análise de apenas alguns de seus elementos. Essa
técnica é amplamente utilizada em diversas situações do dia-a-dia das empresas e de vários pesquisadores, de
várias áreas profissionais, pois proporciona economia de recursos, de tempo, rapidez nos resultados e maior
controle. No caso das indústrias, a verificação da qualidade de seus produtos, é um exemplo disto, pois é
impossível analisar todos os produtos fabricados, pois muitos deles após a análise não podem ser mais
comercializados, desta forma, isto implica em prejuízo para a empresa, portanto recorrer a um estudo de
amostragem é o indicado. Outro exemplo, é analisar a opinião de moradores de um determinado bairro de
um município em que analisar todos além de alto custo, é demorado e inacessível a todos.
Desta forma, conhecer e entender os procedimentos básicos aplicáveis à realização de estudos
estatísticos por inferência e por consequência utilizando uma amostra significativa, é uma condição si ne qua
non para qualquer profissional de qualquer área, que queira ter uma segurança e consistência nas tomadas de
decisões. Assim, para se inteirar do assunto, alguns conceitos iniciais são necessários:
2.5. Estimativa: É o valor numérico do estimador obtido com base nos resultados amostrais. Um exemplo
prático de estimativa é a Idade média de uma parte significativa dos alunos de uma sala de aula, ou seja, a
média amostral ( x ), a variância amostral ( S ²), são exemplos de estimadores.
de dados, sempre apresentará uma “falha” embutida nas suas análises, visto que não se analisou todo o
universo. Essa “falha” é conhecida como margem de erro ( ou erro amostral), e tem uma relação forte e
inversamente proporcional com o tamanho da amostra e dos resultados que foram obtidos com a pesquisa,
ou seja, quanto maior for a quantidade de elementos pesquisados, menor a quantidade de erros cometidos, ou
seja, menor a margem de erro, mas em contrapartida, maior o custo financeiro da mesma. E vice-versa
quando o tamanho amostral for menor.
Um exemplo prático de margem de erro é visto nas pesquisas eleitorais em que através de uma
amostragem de eleitores um determinado candidato aparece com um percentual de tantos por centos de
aceitação ao pleito, levando-se em consideração a margem de erro tolerável de tantos pontos percentuais para
mais ou para menos, ou seja, ele estará entre x % e y % dentro da margem de erro, isso quer dizer que, se fosse
analisada toda a população de eleitores, existem uma possibilidade de que no dia da eleição o resultado
percentual do candidato fique entre x % e y %.
A margem de erro é definida, na grande maioria das vezes, antes da coleta de dados, para evitar
assim retrabalho aos pesquisadores do estudo, pois caso a margem de erro fique muito alta (acima de 5% para
mais ou para menos), o retrabalho é inevitável ocasionando um custo a mais a quem encomendou a pesquisa,
e isso ocorre, na prática, por falta de planejamento amostral adequado ao estudo almejado.
Assim, para planejar um estudo estatístico com uso de amostragem faz-se necessário conhecer dois
processos básicos de amostragens, as amostras não probabilísticas e as probabilísticas.
3.1. Amostras não probabilísticas:
Uma amostra é não probabilística ( ou não casual ou não aleatória), quando a probabilidade de seleção
de cada unidade amostral da população é desconhecida. Nesse caso, não se podem supor os resultados
obtidos para o universo da população, visto que a amostra, por ser não probabilística é não significativa.
Desta forma, devem ser evitadas, porque além de não conhecer a margem de erro e a confiabilidade,
introduzem tendenciosidade ( ou viés ou vício) na seleção das unidades e estimação das mesmas, ou seja,
distorcendo os dados do estudo para uma determinada direção.
As amostras não probabilísticas mais comuns são:
a) Amostras por Conveniência: As amostras por conveniência ocorrem quando as unidades a serem
analisadas estão mais acessíveis ao pesquisador de acordo com as conveniências sociais, econômicas, de
tempo, dentre outras. É um tipo de amostragem que é vantajosa por ser rápida, de baixo custo e de fácil
acessibilidade, mas não há nada que a credite estatisticamente.
b) Amostras por Cotas: São amostras em que se leva em conta a porcentagem de alguma(s) característica(s)
da população de origem.
c) Amostras por Julgamento ou Intencional: É uma forma de amostragem por conveniência na qual os
elementos populacionais são selecionados com base no julgamento arbitrário do pesquisador, ou seja, o
pesquisador identifica os elementos que corroborarão com o objetivo do seu estudo sem o risco de fugir
deste objetivo pré-definido, ou seja, não há uma escolha aleatória dos elementos pesquisados e sim o
contrário.
d) Amostras de Voluntários: Quando a pesquisa inclui alguns procedimentos perigosos, difíceis ou
dolorosos, desta forma a amostragem de sujeitos voluntários é a mais indicada, pois somente voluntários
estarão dispostos a participar.
O problema deste tipo de amostragem é que ao ser colocado um anúncio em uma rede social, por
exemplo, para recrutar voluntários, só responderão pessoas muito especiais, como por exemplo, pessoas
aventureiras, ou as pessoas mais corajosas ou as mais motivadas. E muita das vezes, este tipo de pessoa, nem
faz parte do público-alvo do estudo.
OBS 1: O n 0 representa a primeira aproximação do tamanho da amostra ( n ) caso não se conheça o N.
OBS 2: Caso conheça o N seja muito grande (tender para o infinito), não é necessário considerar o seu
tamanho exato. Neste caso, o cálculo da primeira aproximação ( n 0 ) já é suficiente para o cálculo.
Exercício 1 – Estudo sobre abertura de um empreendimento: Um empreendedor foi ao SEBRAE
(Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) buscar informações sobre os procedimentos
para abertura de uma nova loja de matérias de construção em um determinado bairro de Fortaleza, Ceará. O
consultor de marketing informou que o primeiro passo seria fazer uma pesquisa de mercado para verificar se o
negócio teria sucesso ou não na região desejada. Assim, o empreendedor conseguiu identificar que no bairro
há 2.35 6 residências. Assim, quantas residências deverão ser pesquisadas para responder aos questionamentos
do empreendedor a fim de que o mesmo tome a decisão de montar ou não o seu empreendimento após a
análise estatística, se for considerado:
a) Uma margem de erro de 4%, com uma confiança de 95%?
b) Se diminuirmos a margem de erro para 2%, qual será o tamanho da amostra ( n ), mantendo a mesma
confiança de 95%?
c) E se pesquisássemos 2000 residências, qual seria a margem de erro, com a confiança de 95%?
Baseado nos itens anteriores:
d) Se para o empreendedor o que importa é o resultado estatístico da pesquisa, qual das alternativas (“ a ”,
“ b ” e “ c ”) você aconselharia ela a utilizar? Por quê?
e) Se para o empreendedor o que importa é o quanto ela vai pagar pela pesquisa, ou seja, o custo da mesma,
qual das alternativas (“ a ”, “ b ” e “ c ”) você aconselharia ela a utilizar? Por quê?
f) Se para o empreendedor o que importa é o resultado estatístico da pesquisa e ao mesmo tempo com
menor custo , qual das alternativas (“ a ”, “ b ” e “ c ”) você aconselharia ela a utilizar? Por quê?
b) Amostra Aleatória Estratificada (AAE): Muitas vezes a população se divide em subpopulações ( ou
estratos), sendo razoável supor que em cada estrato a variável de interesse analisada apresenta um
comportamento substancialmente diverso, ou seja, a população é considerada heterogênea, mas homogêneo
dentro de cada estrato.
Assim, deve-se adotar um tipo de amostragem que represente bem as diferentes características
dentro de cada um dos grupos, podendo ser, por exemplo, proporcional ao tamanho de cada um deles.
Exercício 2 – Um investidor deseja verificar se em um determinado bairro de Fortaleza vale a pena ou não a
construção e implantação de um restaurante mediante uma aceitação expressiva do público-alvo analisado.
Caso o nível de aceitação a este tipo de empreendimento seja acima de 70% o investidor estudará a
possibilidade de instalação da empresa. Assim, o investidor conseguiu levantar junto com a prefeitura a
quantidade de domicílios no bairro e verificou que é de 2.550. Estes domicílios cadastrados são os que pagam
anualmente o IPTU, onde 1.500 deles são residenciais e 1.050 são comerciais. Assim, com confiança de
96 % , quantos deles serão pesquisados, por categoria, utilizando uma amostra aleatória estratificada , se a
margem de erro for de 3%?
c) Amostra Sistemática (AS): Esse tipo de amostragem é uma variação da amostragem aleatória simples,
mas que exige que um sistema aleatoriamente seja definido.
Segue abaixo outros tipos de exemplos de amostras sistemáticas:
Exemplo 1 : Um engenheiro de controle da qualidade seleciona cada centésima fonte de computador que passa
em uma esteira transportadora.
Exemplo 2 : Um professor retira da população para compor a amostra os alunos aleatoriamente escolhidos que
possuem o algarismo “0” como último número da sua matrícula.
d) Amostra por Conglomerado: Primeiramente, na amostra por conglomerado, a população-alvo é dividida
em estratos mutuamente exclusivos e coletivamente exaustivos. Após isso, reduz-se, arbitrariamente, a
quantidade de estratos a serem analisados. Após isso, sorteiam-se quais grupos serão pesquisados e por fim,
define-se qual o tipo de amostra probabilística deverá ser utilizada (AAS, AAE ou AS). Podendo também, se
assim o pesquisador desejar, utilizar o censo nos grupos selecionados para coleta de dados. Com isso, a
amostragem por conglomerado tem duas grandes vantagens: a viabilidade e o baixo custo, ou seja, a que traz
o menor custo-benefício, se comparado às outras técnicas probabilísticas disponíveis.
2.1. Média Aritmética Simples: É definida como sendo o quociente da soma de todos os valores de um
conjunto de dados pelo total de valores deste conjunto.
Média amostral Média populacional
n
x
X
n
i
i ^1 N
x
N
i
i ^1 , Onde
x i = Valores da variável
n = Número de valores da amostra
N = Número de valores da população
OBS 1 : A média por ser influenciada por todos os valores do conjunto de dados é considerada como uma
medida sensível, ao contrário das outras medidas de tendência central existentes.
Propriedades:
a) A média de um grupo de dados sempre será única, independente da sua localização;
b) O resultado de multiplicar a média pela quantidade “ n ” de valores da variável x é igual a soma dos “ n ”
valores da variável;
c) A soma algébrica dos desvios tomados em relação à média é sempre nula:
n
i
xi X 1
d) Somando-se ou subtraindo-se uma constante “ c ” (valor invariável) a todos os valores de uma variável, a
média do conjunto ficará aumentada ou diminuída dessa constante, respectivamente, de forma análoga, se
multiplicar ou dividir, a média ficará multiplicada ou dividida, respectivamente.
n
x c
X
n
i
i
1 e
n
x c
X
n
i
i
1
e n
c
x
n
i
i
1
Falando ainda de média, há a média aparada, que não é tão utilizada na prática estatística pois a
mesma tende a manipular o resultado final desta medida de tendência central, mas vale a pena conhecer o que
é este tipo de medida como segue no próximo tópico.
2.1.1. Média Aparada: Uma média aparada é calculada aparando-se certa porcentagem dos maiores ou
menores valores do conjunto de dados. Por exemplo, para calcular a média aparada de 10%, deve-se eliminar
10% dos valores maiores e 10% dos valores menores, e então calcular a média dos valores que sobraram.
Podendo-se usar de forma arbitrária a porcentagem a ser retirada da amostra para um novo cálculo. Ao
contrário da média aritmética, a média aparada é uma medida resistente, pois não sofre influência dos valores
extremos.
A segunda medida de tendência central a analisar é a moda, como segue no próximo tópico.
bastante. Na Estatística, como o próprio nome sugere, a Moda é aquele elemento que mais vezes aparece no
conjunto de dados. Não é muito sensato dizer que a moda é uma medida de tendência central, pois nem
sempre ela representa o centro do conjunto de dados, visto que ela identifica o(s) valor(es) que ocorre(m)
com maior frequência, podendo ser único, se existir, como pode também não existir. Nesse caso, é mais
correto chamá-la de medida de posição.
Quando dois valores ocorrem com a mesma frequência máxima, cada um deles é uma moda.
Das diferentes medidas de tendência central, a moda é a única medida que pode ser usada com
dados em nível nominal de mensuração, conforme o exemplo 1:
Exemplo 1: Um estudo sobre tempos de reação de pessoas em um teste foi composto por 30 canhotos, 50
destros e 20 ambidestros. Embora não possamos tomar a média numérica dessas características, podemos
afirmar que a moda é destro, que é a característica com maior frequência.
Quando no conjunto há apenas um valor que se repete além dos demais de forma máxima, chama-
se este conjunto de unimodal, bem como se tiver dois valores que se repete além dos demais, de forma
máxima e na mesma quantidade é bimodal, assim acima de 2 modas é multimodal. Se o conjunto de dados
não tiver nenhum valor que se repete além dos demais de forma máxima, o conjunto de dados é amodal.
OBS 2 : Se o conjunto de dados tiver os valores: 1, 1, 2, 2, 3, 3, o conjunto é multimodal, pois todos os valores
se repetem 2 vezes, ou seja, a frequência é a mesma para todos. Agora se for: 1, 2, 3, 4, é amodal, pois não há
repetição de valores.
E se for: 10, 10, 10, 10 é unimodal, pois o valor 10 é o que ocorre com maior frequencia.
A terceira medida de tendência central a ser analisada é a mediana. Muitos confundem a mediana
com a média, mas são medidas completamente diferente, tanto na sua forma de encontrar quanto na sua
interpretação, como segue no próximo tópico.
sim alguns ou nenhum dos valores (amodal), apresentado resultados “distorcidos” da realidade dos dados
apresentados.
Quando se descreve os dados, além das medidas de tendência central, é necessário analisar a
variabilidade dos dados, pois através destas pode-se tirar algumas conclusões mais consistentes na tomada de
decisão. Assim, o próximo item mostrar as medidas de variabilidades mais utilizadas no campo estatístico.
Ao se fazer a descrição dos dados, além de verificar o centro da distribuição deles através das
medidas de tendência central é prescindível verificar também se os dados se comportam de forma
homogênea ou heterogênea, e isso será possível através das medidas de dispersão.
Essa verificação é importante, pois através delas podem-se tomar decisões mais consistentes e
eficazes. Um exemplo disso eram que os bancos, há uns anos atrás, costumavam exigir que os clientes
formassem filas separados para os diversos guinches, mas atualmente passaram adotar a fila única. O motivo
dessa modificação foi que o tempo médio de espera era o mesmo para ambos os formatos de filas, não
afetando a eficiência dos caixas, mas a adoção de fila única ocorreu ao fato de os clientes preferirem tempos
de espera com menor variação. Assim, é que milhares de bancos efetuaram essa modificação que resultou em
uma variação menor (e clientes mais satisfeitos), mesmo que a média de tempo de atendimento não tenha
sido afetada.
Com isso, pode-se concluir que as medidas de dispersão avaliam a variabilidade dos dados com
relação à sua média. As medidas de dispersão mais usadas são a amplitude total, variância, desvio padrão e
coeficiente de variação.
A variância é uma medida de dispersão que mensura a variabilidade dos dados, através da soma do
quadrado dos desvios pela quantidade de valores da variável menos um ( n - 1) no caso amostral, e por N se for
populacional.
Pela propriedade “ b ” da média aritmética, verifica-se que a soma dos desvios será sempre zero,
fazendo com que o pesquisador suponha que não há desvio (ou variabilidade) no conjunto de dados
analisado, mas se todos os valores não forem iguais, haverá variabilidade sim, mas mesmo assim sempre
somando os desvios o resultado será zero. Nesse caso, para que esse problema seja contornando, eleva-se os
desvios ao quadrado, ocasionando a não anulação dos mesmos.
Com isso, a notação matemática da variância é:
Variância amostral Variância populacional
1
2
2
n
x X
S
n
i
i ^
x
n
i
i
2
2
, onde
x i = Valores da variável x i = Valores da variável
X = Média aritmética simples μ = Média populacional
n = Número de valores da amostra N = Número de valores da população
Propriedades:
a) A variância de uma constante “ c ” é igual a zero;
b) Ao somar ou subtrair uma mesma constante “ c ” a todos os valores do conjunto de dados, a variância não
ficará alterada;
c) Se multiplicar ou dividir cada valor do conjunto de dados por uma mesma constante “ c ”, a variância ficará
multiplicada ou dividida, respectivamente, pela constante ao quadrado ( c ²).
Mas, mesmo elevando os desvios ao quadrado, surge o seguinte questionamento: E se ao invés de
elevar cada desvio ao quadrado e depois somar, não seria melhor utilizar o módulo, em que os desvios
resultam em valores absolutos e depois utilizar a soma deles? Ou seja, assim:
n
i
xi X 1
? E após isso, dividir
tudo pela quantidade de valores ( n ), obtendo aí o desvio médio dado pela seguinte notação
n
x X
DM
n
i
i
A resposta para essa pergunta é não, pois o módulo fará com que os desvios negativos fiquem
positivos, apresentando uma realidade distorcida dos dados.
Ao elevar ao quadrado, todos os desvios são elevados ao quadrado e não somente alguns, portanto,
o melhor a ser utilizado é a variância porque ela dá certeza absoluta que as amostras são diferentes. Já o
módulo não dá essa informação de variabilidade, ao contrário, ele nos dá evidências de que as amostras são
iguais. Por exemplo: Suponha que uma turma fez uma prova e a média desta foi 7,0, e um aluno tirou 8,0, ou
seja, a dispersão foi de 1 ponto para mais (8 - 7 = 1 ponto). Se outro aluno tirar 6,0, a dispersão é 1 ponto
para menos (6 – 7 = - 1 ponto). Se usar o módulo, a dispersão ao invés de ser - 1 e 1, será 1 e 1, mostrando
que não há dispersão das notas dos dois alunos, ou seja, ao invés de um aluno ter tirado a nota 6 e o outro a
nota 8, ambos tiraram a nota 8, pois o desvio com o uso do módulo foi 1 ponto para mais.
Mas mesmo a variância sendo considerada a ideal para tomar decisões sobre a variabilidade dos
dados, a mesma apresenta um grande problema com unidade de medida dos dados que a compõem, pois
estes serão elevados ao quadrado, dificultando assim a sua interpretação, pois se a unidade de medida for em
metro, será metro quadrado, se for em centímetro, ficará centímetro ao quadrado e assim por diante.