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Uma análise sobre o livro Estrada Nova, de Cyro Martins
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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Personagens Teodoro : Estancieiro conservador e aterrorizado com a expansão mundial do comunismo; Ricardo : Jovem contabilista, morador da capital, que visita seu pai na estância e acaba confrontando Teodoro;
Seu Osório : Amigo de Janguta, pai de Celeste; Honorina : Esposa de Seu Osório; Celeste : Filha de Seu Osório; Amélia : Negrinha que trabalhava na Estância; Abel : Negrinho que também trabalhava na Estância; Miguel : Capataz de Teodoro; Lobo : Sub-Prefeito
Enredo A história começa com o suicídio de Policarpo. Ricardo, jovem contabilista, morador de Porto Alegre, com medo de que o pai terminasse seus dias sozinho e na miséria, como Policarpo, resolve visitá-lo na estância. A estância onde mora o pai de Ricardo pertence ao coronel Teodoro. Ele quer o fim do arrendamento e ordena ao delegado de polícia que expulse Janguta imediatamente. Ricardo, recém-chegado, enfrenta o latifundiário. .
Linguagem A Linguagem da obra é formada por termos gaúchos que já caíram em desuso, misturado com termos e dialetos em espanhol, que também marcaram as outras obras do autor. "Não hay mais estância de três léguas? Hum! E no galope em que vamos, não vai haver demais.“ "- Como le guste. E agora, abanque-se e vamos matear no manso, que a vida hay de levar pelegueando ..."
Espaço O livro se passa em dois locais do Rio Grande do Sul : Porto Alegre, onde morava Ricardo, e Alegrete, onde ficava a Estância Velha, de Teodoro
Política ." É feita uma critica à política da época, tanto por se passar na época do estado novo, crise de 37, entre outros episódios na política brasileira. " Hoje em dia, não. Ainda mais depois dos anos de Estado Novo! O pessoal desaprendeu de votar. Havia movimento político, sim, nos últimos anos, a contar a queda do Getúlio, mas era diferente, mui diferente." "Felizmente o governo de Marechal Dutra tinha posto freio pesado nesses desordeiros."
Relação com os animais O gaúcho mostra, grande apreço pelos animais e para com a natureza, seu cavalo era como um grande amigo, figura de liberdade, respeito e poder. Vender o cavalo era o ápice da degradação de um gaúcho e maltratar um bicho era algo hediondo. "O gaúcho ficou arreliado com a sua malvadeza, estranhando-se. A troco de que santo, judiar assim do seu cavalo, do seu amigaço, como um piá desalmado? Se aquilo era cousa que um homem fizesse!”
Interesse das Pessoas Em estrada nova, Cyro Martins fala do abismo existente entre as pessoas. Sobre como algumas pessoas não estavam preocupadas com as outras e sim, estavam preocupadas em sair vencendo. "Desalojou família e famílias. Para quê? E o pior era que ignorava a sorte desastrada de quase todas. Agora, paciência... O mundo era assim mesmo."
Otimismo Na obra há o otimismo com perspectiva de melhora e esperança, Ricardo consegue ativar o otimismo de Osório em um diálogo, abrindo para ele, uma “nova estrada”. "-Entonces, pelo que você diz, hay um jeito da gente sair deste atoleiro? -Claro que sim. - Afirmou Ricardo sem pestanejar, mas tranquilo. -Puxa, pensei que se estivesse encurralado para sempre! Pensei ... Barbaridade! O que a gente pensa de ruim numa entaladela destas!... Agora, duma hora para outra, graças ao amigo, vejo uma fresta de esperança pela frente."