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Estudo de caso - DIAH, Exercícios de Desenvolvimento Humano

Estudo de caso sobre Desenvolvimento Humano

Tipologia: Exercícios

2020

Compartilhado em 12/06/2020

gabilorenna
gabilorenna 🇧🇷

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UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI
DESENVOLVIMENTO HUMANO NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA
Estudo de Caso.
Profª. Carolina Tiussi
GABRIELLE LORENA COELHO RA: 20760795
JAMILLY DO NASCIMENTO SANTOS RA: 21251798
MARIANA MARQUES PORTUGAL RA: 21352584
São Paulo
2020
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UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI

DESENVOLVIMENTO HUMANO NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA

Estudo de Caso. Profª. Carolina Tiussi GABRIELLE LORENA COELHO RA: 20760795 JAMILLY DO NASCIMENTO SANTOS RA: 21251798 MARIANA MARQUES PORTUGAL RA: 21352584 São Paulo 2020

1. Seria a adolescência uma fase “natural” do desenvolvimento humano ou uma construção histórica e social? Discuta e justifique. Podemos dizer que a adolescência é uma construção histórica e social que é abordada e estudada a partir de fatores naturais, mas também a partir de características que foram produzidas como respostas às mudanças sociais da modernidade. Como apontado no artigo, uma grande parcela de autores que abordam o tema adota uma concepção de adolescência natural, ou seja, consideram-na como uma fase biológica e universal, com características inerentes e inevitáveis. Entretanto, essa perspectiva acaba considerando todas as características como naturais, negligenciando os aspectos sociais e históricos envolvidos na formação de grande parte delas. O próprio estudo das mudanças corporais da adolescência só ganhou importância depois que a sociedade adotou a ideia de um período longo de transição entre a infância e a vida adulta, que surgiu a partir das mudanças trazidas pelo modelo capitalista e era inexistente em outros momentos históricos. A periodização do desenvolvimento de forma geral é uma construção, pois não existem limites claros e naturais entre um período e outro. É a necessidade de organizar os fenômenos para que se possa compreendê-los e manipulá-los que dá origem a esses conceitos, que, por sua vez, geram consequências sociais como certas características hoje atribuídas à adolescência. 2. Segundo o artigo, quais as características que marcam a adolescência na maior parte dos estudos em psicologia? A maior parte dos estudos descrevem a adolescência com características negativas e que, de forma geral, atribuem uma natureza de incompletude e imaturidade (exemplos: atitude compulsiva e agressiva, tormentos, crises, fragilidades psíquicas etc.). É também descrita como o momento de desenvolvimento físico onde ocorrem mudanças no corpo e o conhecimento dele através da sexualidade, onde acontece a definição e busca de identidade, marcada por grandes alterações de humor. Fase que chegou a ser definida por um dos autores como uma reestruturação (tanto psíquica quando corporal). 3. Por que algumas correntes criticam a característica naturalizante da adolescência? Tendo como base o materialismo histórico, a visão sócio-histórica de adolescência cria uma discussão de extrema relevância sobre as origens dessa fase do desenvolvimento. As principais críticas se referem justamente à falta de investigação dessas origens quando se assume que a fase é natural do ser humano e à consequente separação feita entre o subjetivo e o objetivo, pois, ao tomar as características estudadas como um potencial preestabelecido, colocam-se os fatores sociais/ambientais como secundários, só facilitam ou dificultam o desenvolvimento desse potencial. A problemática apontada nessa visão é a de que ela limita os profissionais e a própria sociedade, pois prescreve apenas a tolerância e a paciência com os adolescentes. Ela não

O jovem no Brasil poderá ter sua adolescência marcada de diversas formas, porém alguns dos pontos mais importantes atualmente são o livre acesso a quaisquer informações com facilidade, acesso à tecnologia desde cedo, maturação precoce, alta influência por terceiros (principalmente por pessoas da mídia), fase marcada por baixa autoestima, alto consumismo, má alimentação, alienação e erotização precoce, além de outras características. Apesar destes serem fatores marcantes também são generalizados, pois não há regra e principalmente no Brasil, existem muitas diferenças sociais. Existem muitos jovens que possuem fácil acesso à internet, ensino de qualidade, oportunidades e informação. Enquanto há àqueles que não obtém os mesmos acessos tecnológicos e educativos, dificultando mais tarde a oportunidade de um ensino superior e empregabilidade. Os jovens que se encontram nestas situações geralmente são de famílias de classes sociais menores e se veem sem opção, apesar de muitos ainda insistirem na educação tradicional, em alguns casos estes jovens optam iniciar a jornada de trabalho desde muito novo ou até mesmo entrar no mundo da criminalidade. Apesar de muitos destes adolescentes terem que enfrentar as responsabilidades da vida adulta desde cedo, todos vivem as mesmas experiências de alguma maneira, onde o jovem passa a desenvolver a sociabilidade, conhecer seu próprio corpo, explorar seus sentimentos e emoções, passa a se relacionar com parceiros, vivem novas experiências e passam a ficar mais responsáveis, além de outras experiências que todo adolescente deve viver por direito.