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Estudo de reflexos somáticos, Notas de estudo de Farmácia

Reflexos somáticos superficiais (plantar e corneal) e profundos (patelar, aquileu e tricipital)

Tipologia: Notas de estudo

2012

Compartilhado em 19/03/2012

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louise-cristina-freitas-saraiva-1 🇧🇷

4.5

(16)

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1 INTRODUÇÃO
Muitos dos sistemas de controle homeostático do organismo têm como base fisiológica
uma sequência de estímulo-resposta, o reflexo. Embora em muitos reflexos o indivíduo tenha
consciência do estímulo e/ou da resposta, em outros, nomeadamente nos que regulam o meio
interno, não existe qualquer consciência por parte do indivíduo.
A via que medeia um determinado reflexo constitui o seu arco reflexo.
O arco reflexo é a resposta involuntária rápida, consciente ou não, que visa uma
proteção ou adaptação do organismo sendo originado de um estímulo externo antes mesmo
do cérebro tomar conhecimento do estímulo periférico, consequentemente, antes deste
comandar uma resposta. Os atos reflexos são comandados pela substância cinzenta da medula
espinhal e do bulbo.
O arco reflexo é constituído por um órgão sensitivo, um neurônio aferente, uma ou mais
sinapses numa estação de integração, um neurônio eferente e um efetor. Nos mamíferos, a
conexão entre os neurônios aferentes e eferentes somáticos ocorre geralmente no sistema
nervoso central (SNC).
A atividade no arco reflexo tem início num receptor sensitivo com um potencial
receptor (um dos tipos de potencial gradativo), cuja amplitude é proporcional à intensidade do
estímulo. Se o estímulo for suficientemente intenso, gera-se em seguida um potencial de ação
no nervo aferente. Os potenciais de ação dos nervos aferentes originam, no SNC, potenciais
sinápticos inibitórios ou excitatórios (IPSP e EPSP, respectivamente). No nervo eferente, por
sua vez, são gerados novamente potenciais de ação. Quando estes atingem o efetor, originam
uma resposta (ex. contração muscular; secreção glandular). A atividade do reflexo pode
também ser modificada através de múltiplas aferências que convergem nos neurônios
eferentes.
Com base nessas informações, estudaram-se as manifestações reflexas somáticas
superficiais e profundas em indivíduos da espécie humana, para observar como ocorrem estes
reflexos e concluir se as respostas observadas fizeram-se presentes e se foram normais ou
anormais.
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1 INTRODUÇÃO

Muitos dos sistemas de controle homeostático do organismo têm como base fisiológica uma sequência de estímulo-resposta, o reflexo. Embora em muitos reflexos o indivíduo tenha consciência do estímulo e/ou da resposta, em outros, nomeadamente nos que regulam o meio interno, não existe qualquer consciência por parte do indivíduo. A via que medeia um determinado reflexo constitui o seu arco reflexo. O arco reflexo é a resposta involuntária rápida, consciente ou não, que visa uma proteção ou adaptação do organismo sendo originado de um estímulo externo antes mesmo do cérebro tomar conhecimento do estímulo periférico, consequentemente, antes deste comandar uma resposta. Os atos reflexos são comandados pela substância cinzenta da medula espinhal e do bulbo. O arco reflexo é constituído por um órgão sensitivo, um neurônio aferente, uma ou mais sinapses numa estação de integração, um neurônio eferente e um efetor. Nos mamíferos, a conexão entre os neurônios aferentes e eferentes somáticos ocorre geralmente no sistema nervoso central (SNC). A atividade no arco reflexo tem início num receptor sensitivo com um potencial receptor (um dos tipos de potencial gradativo), cuja amplitude é proporcional à intensidade do estímulo. Se o estímulo for suficientemente intenso, gera-se em seguida um potencial de ação no nervo aferente. Os potenciais de ação dos nervos aferentes originam, no SNC, potenciais sinápticos inibitórios ou excitatórios (IPSP e EPSP, respectivamente). No nervo eferente, por sua vez, são gerados novamente potenciais de ação. Quando estes atingem o efetor, originam uma resposta (ex. contração muscular; secreção glandular). A atividade do reflexo pode também ser modificada através de múltiplas aferências que convergem nos neurônios eferentes. Com base nessas informações, estudaram-se as manifestações reflexas somáticas superficiais e profundas em indivíduos da espécie humana, para observar como ocorrem estes reflexos e concluir se as respostas observadas fizeram-se presentes e se foram normais ou anormais.

2 MATERIAL E MÉTODOS

2.1 MATERIAL

Martelo de borracha Bocal de caneta Lenço de papel Cadeira

2.2 EXPERIÊNCIAS

No primeiro reflexo realizado, o reflexo plantar, constatou-se que a resposta mais comum aos estímulos foi a extensão dos pododáctilos, porém identificou-se também como resposta a flexão plantar do pé, a extensão do pé e houve também ausência de resultados em um dos indivíduos.

No reflexo corneal, observou-se que ao toque da córnea, o indivíduo responde piscando o olho. Posteriormente, constatou-se que o ato de piscar em resposta ao toque da esclerótica esteve presente, porém ocorreu de forma menos brusca que no toque da córnea.

A terceira experiência realizada foi a do reflexo patelar. A resposta reflexa identificada nessa experiência foi a extensão do joelho e concluiu-se que foi mais efetiva quando o ângulo de flexão do membro inferior era próximo de 90°. Quando em ângulo maior que 90° a resposta encontrada foi pouco efetiva e a um ângulo menor que 90° não foi detectado nenhum tipo de resposta por parte do indivíduo pesquisado. Ao pedir para o indivíduo realizar a manobra de Jendrassik a resposta foi ainda mais intensa do que quando realizada sem a manobra, com a perna flexionada em ângulo próximo a 90°. Isso ocorreu porque a manobra desviou a atenção do indivíduo para a manobra.

No reflexo aquileu, a percussão do martelo sobre os tendões calcâneos direito e esquerdo gerou a mesma resposta, a flexão plantar do pé.

No quinto e último reflexo, na percussão do martelo no tendão de inserção do tríceps braquial a resposta flexora identificada com unanimidade entre os indivíduos pesquisados foi a extensão do cotovelo.

4 DISCUSSÃO

Quando um músculo normal é alongado passivamente, suas fibras resistem à extensão contraindo-se. O alongamento pode ser causado por gravidade, manipulação ou outros estímulos. Nas respostas reflexas, a contração decorre de estimulação dos órgãos sensoriais no músculo, quer direta ou indiretamente por um estímulo aplicado aos seus tendões, ao osso ao qual ele está fixado ou à pele sobrejacente. (CAMPBELL, 2007) O reflexo plantar é um estímulo de pressão que toma como referência a planta do pé. A resposta mais freqüente a este estímulo é a flexão plantar dos pododáctilos. A extensão dos pododáctilos no reflexo plantar em adultos é chamada de sinal de Babinsky e pode indicar lesão superior no neurônio motor da medula espinhal na região torácica ou lombar, ou pode indicar doença cerebral - constituindo lesão no trato corticoespinhal, exceto em crianças de até dois anos de idade, nas quais é normal.

Devido à grande força aplicada no pé durante a realização da prática, a extensão dos pododáctilos caracterizou neste caso, não uma resposta anormal, mas uma ação de retirada contra a grande pressão que foi exercida.

O reflexo corneal é um piscar brusco em resposta ao toque da córnea. O reflexo corneal é dado pelo V nervo e a resposta do fechamento das pálpebras é função do nervo facial. A prática dessa experiência é importante, pois a partir dela é possível observar se houve paralisia ou não do nervo facial. O comprometimento do nervo impossibilitará o fechamento da pálpebra, esta permanece aberta e o olho roda, reflexivamente, para cima constatando-se o sinal de Bell. (CAMPBELL, 2007) Este reflexo é importante para proteger o globo ocular contra a entrada de corpos estranhos que possam vir a prejudicá-lo.

Os reflexos têm função protetora, especialmente em atividades como ficar de pé e andar; eles ajudam a contrabalançar quaisquer forças inesperadas. Devido ao seu papel crítico na manutenção da postura ereta os músculos extensores das pernas, quadríceps e músculos da panturrilha têm reflexos extensores mais bem desenvolvidos que os flexores. Essa fisiologia é explorada clinicamente aplicando uma extensão artificial por uma batida no tendão do músculo com um martelo de reflexos. (MACHADO, 2002) No reflexo patelar os receptores são mais profundos do que nos dois anteriores; são do tipo proprioceptores, que de forma geral localizam-se principalmente nas articulações, músculos e tendões.

O reflexo patelar é a contração do músculo quadríceps femoral, com conseqüente extensão do joelho, em resposta a percussão do tendão patelar. A contração do quadríceps causa um movimento rápido para cima, juntamente com a extensão da perna. Se o paciente encontra-se tenso ou apresenta resposta patelar fraca, realiza-se a manobra de Jendrassik, fazendo o paciente agarrar suas próprias mãos, uma na outra, puxando-as vigorosamente, isso permite a facilitação dos reflexos. A ausência do reflexo patelar é designado como sinal de Westphal. Um reflexo invertido pode ser

De acordo com os resultados obtidos e sua devida comparação com a literatura apresentada pode-se afirmar que os indivíduos examinados apresentam-se normais, fato observado pelos reflexos somáticos referentes ao reflexo plantar, corneal, patelar, aquileu e tricipital, que conjuntamente ou não se definem como poderosas ferramentas no pré- diagnóstico de algumas doenças nervosas.

REFERÊNCIAS

ALEXANDRE, N. M. C.; MORAES, M. A. A. Modelo de avaliação físico-funcional da coluna vertebral. Rev. Latino-Am. Enfermagem vol.9 n°.2 Ribeirão Preto Mar./Abr. 2001.

CAMPBELL, W. W. O exame neurológico. 6ª Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.

MACHADO, ANGELO. Neuroanatomia Funcional. 2ª Ed. São Paulo. Editora Atheneu,

Reflexos osteotendinosos. Serviço de Fisiologia da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.