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O presente trabalho aborda sobre a morfologia e anatomia do fruto e da semente, baseando em estudos botânicos referentes a Fisiologia Vegetal.
Tipologia: Trabalhos
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Adérito Raimundo António Alzira Gilberto de Almeida Edson Abílio Bernardo Edson António Augusto Fidel Frederico Duarte Rosa Jacinto Romão Pércio Isaívas Martinho Sharon Vanessa de Melo Sara Elídio Anselmo 5 ⁰ GrupoGrupo Estudo do Fruto e da Semente Licenciatura em Agro-pecuária-Laboral
Adérito Raimundo António Alzira Gilberto de Almeida Edson Abílio Bernardo Edson António Augusto Fidel Frederico Duarte Rosa Jacinto Romão Pércio Isaías Martinho Sharon Vanessa de Melo Sara Elídio Anselmo Estudo do Fruto e da Semente Licenciatura em Agro-pecuária-Laboral
1.0. Introdução O presente trabalho da cadeira de Botânica Geral aborda sobre o estudo dos frutos, em conjunto com a semente. Pretendemos com o trabalho dar o conceito dos mesmos, descrever as suas características e as suas respectivas funções, as formas pelas quais são classificados os diferentes tipos de sementes e frutos existentes que estão a nossa volta, a Disseminação das sementes, assim como a sua importância e a partir destes aspectos engrandecer os conhecimentos nesta área da Biologia. Biologicamente, o fruto funciona como envoltório protetor da semente lhe conferindo a propagação e perpetuação das espécies. O fruto, segundo a definição clássica é o ovário desenvolvido e com sementes maduras. 2.0. Objectivos 2.1. Objectivo Geral Descrever a nível botânico o fruto e a semente. 2.2. Objectivos Específicos Descrever os constituintes do fruto e da semente; Descrever a propagação das sementes e os factores envolvidos; Referir a importância do fruto e da semente.
3.0. Metodologia O tipo de pesquisa a ser realizada neste trabalho foi classificado como sendo uma pesquisa bibliográfica, isto porque foi com bases a pesquisa em mãos a consulta de fontes bibliográficas e internet. A metodologia opcionada para a realização deste trabalho foi o método descritivo, esta opção justifica o facto do método escolhido permitir uma descrição clara e flexível em relação as ideias que foram reunidas e analisadas neste trabalho. No que se refere ao procedimento, o trabalho realizou-se por meio da observação directa e indirecta.
Sincárpicos: provenientes de gineceu gamocarpelar. DOMINGUES et al(2002). Ø Classificação Simples: resultam de um ovário apenas, de uma só flor( seja monocárpicos ou sincárpicos). Ex. Legume (monocárpico), hesperidío( sincárpico). Múltiplos: ou agregados; resultam dos diversos ovários de uma flor dialicarpelar. Cada ovário originando um aquênio ou uma drupa ou um folículo, etc. Ex. Morango. Compostos: ou infrutescências; resultam da concrescência dos ovários das flores de uma inflorescência, ex. Abacaxi. Complexos: ou pseudofrutos; resultam de uma só flor, quando outras partes florais (indúvias), além do ovário, participam da sua constituição, ex. Pêra, caju. Nota: partenocarpia é o desenvolvimento do fruto sem que haja fecundação, ex. Banana, etc. Os frutos das gimnospermas não são verdadeiros frutos, e daí não estarem aqui. Se os considerássemos como tais, seriam classificados como infrutescências: gálbula(ciprestes) e estróbilos( pinheiros).(IDEM). 4.3. Tegumento Tegumento é o envoltório protector da semente, originário dos tegumentos do óvulo. Sua resistência em geral, relaciona-se com a consistência do pericarpo. Ø Tipos de sementes quanto ao número de tegumentos Bitegumentadas: constituídas de testa(externo) e tegma (interno), ex.em Angiospermae. Unitegumentadas: constituídas de um tegumento, ex. Em Gimnospermae. Ategumentadas: sem tegumento, estando a amêndoa protegida directamente pelo pericarpo do fruto, ex: Gramnineae. Ø Tegumento Suplementar Arilo: excrescência carnosa que se forma no funículo, ou no hilo, cobrindo a semente total ou parcialmente, ex. Maracujá. Arilóide: excrescência que se origina no tegumento em torno da micrópila, ex. Noz-moscada. Carúncula: excrescência do tegumento, de pequenas dimensões, junto a micrópila, ex. Mamona.
Estrofiolo: excrescência formando a partir do funículo ou da rafe, junto ao hílo, ex. Feijão. Figura.01. Partes do fruto. Fonte: https://todamateria.com.br 4.4. Reservas da semente Podemos definir reservas da semente como o conjunto de substâncias que a planta armazena e utiliza para o seu desenvolvimento. Ø Tipos de reserva Albume ou endosperma secundário: já definido anteriormente. É posterior a fecundação. Pode ocorrer na semente os desaparecer durante a fase do embrião, ex: milho. Perisperma: tecido originário pela parte da nucela, persistente, durante a formação do albume. O perisperma pode ser a única reserva da semente: Cannaceae , ou ocorre juntamente com o albume, ex: Piperaceae. Endosperma: tecido originário a partir da célula-mãe dos macrósporos e , portanto, haplóide, e é anterior a fecundação, ex: Gimnospermae. Sementes quanto à presença de albume Albuminadas: as que contém tecido de reserva. Exalbuminadas : são as que não tem tecido de reserva, ex: orquídeas, Leguminosae.
5.1. Funções da semente A principal função da semente é dar origem a uma nova plana, garantido a propagação da espécie. A semente, encerrada no fruto, representa a vida em latência. Após um período de determinado, ela libertar-se-á e, em condições ambientais propicias, dará origem a um novo ser. Como já foi dito anteriormente, diferente dos animais, as plantas são alimentadas em sua habilidade de procurar condições favoráveis para a sua vida. Como consequência, elas desenvolvem maneiras de dispersão e distribuição através de sementes. As sementes também possuem um mecanismo de protecção da próxima geração, evitando que a planta germine em condições desfavoráveis ao seu crescimento e desenvolvimento. Em muitos casos, a estratégia é mais simples: produzir o maior número de sementes. Esta estratégia funciona, mas exige o investimento de uma grande quantidade de energia por parte da planta. (IDEM). 5.2. Constituição da semente A semente é constituída por um embrião, substancia de reserva e um involucro externo protector, também chamado tegumento. Figura 03. Constituição da semente Fonte: www.agrolink.com.br 5.3. Classificação das sementes Cada semente possui na sua constituição folhas mais ou menos cheias de substâncias de reservas- os cotilédones. Assim sendo, existem sementes que tem um cotilédone (sementes das monocotiledóneas) e as que tem dois cotilédones. (sementes das plantas dicotiledóneas). Nos esquemas das figuras abaixo, representam-se, de forma esquemática, duas sementes – a do milho e a do feijoeiro, que são exemplos comuns de sementes, contendo, respectivamente, um e dois cotilédones.
Figura 04. Semente dicotiledónea & monocotiledónea. Fonte: www.frutasclasse.com A propósito das duas sementes representas na figuras, convirá, ainda, assinalar que: No caso das monocotiledóneas, as substâncias de reserva estão, praticamente, todas concentradas no cotilédones. Nas dicotiledóneas, o cotilédone é mais pobre em substâncias de reserva, que se acumulam à parte formando o chamado endoesperma. 5.4. Disseminação das sementes Por disseminação, entendemos a dispersão das sementes pela superfície do globo terrestre. Muitos factores favorecem ou participam directamente deste fenómeno, sendo chamados de agentes disseminadores, são eles: Ventos : estes transportam sementes pequenas e leves. Algumas possuem expansões (asas) que aumentam a sua superfície, diminuindo o seu peso específico. Isto concorre para que permaneçam ao longo do tempo suspensas no ar. Água : alguns frutos de vegetais aquáticos possuem cavidades cheias de ar, que permitem a flutuação dos mesmos nas correntes marinhas e rios. Animais do campo : estes podem transportar as sementes presas ao seu corpo por intermédio de espículas, dentículos, ganchos, etc., como ocorre com o picão e o carrapicho. Algumas sementes quando ingeridas pelo animal, com o respectivo fruto, passam intactas pelo tubo digestivo e são eliminadas com as suas fezes, ganhando propícias condições de desenvolvimento.
A semente deve estar madura: em geral, o amadurecimento da semente se coincide com o do fruto. Há casos, porém, que constituem excepções. Por exemplo, a semente do pêssego amadurece muitos meses depois do amadurecimento do fruto; com o feijão acontece o contrário, isto é, a semente amadurece antes do fruto. Quando satisfeitas as condições extrínsecas e intrínsecas, a semente germina. Na germinação há inicialmente um aumento de volume da semente devido à entrada de água. Depois, o tegumento se rompe; ao mesmo tempo, a radícula se desenvolve, procurando fixar-se. O Caulículo desenvolve-se na mesma direcção da raiz, mas em sentido oposto (a radícula para baixo e o caulículo para cima). Enquanto isso acontece, a gêmula inicia o seu desenvolvimento para dar origem ao caule e às folhas. 5.8. Importância da semente Cada semente tem uma composição diferente em relação aos nutrientes como proteínas, hidratos de carbono e lípidos. Devido a este facto, as sementes jogam um papel importante na dieta alimentar do homem. É também um facto de que a maioria das plantas cultivadas na actualidade, as quais ganharam importância no mercado mundial de alimentos e de outros produtos de origem vegetal, ser multiplicada através da semente. Consideram-se as sementes também como fornecedoras de de nicho ecológico de certas espécies de insectos assim como materiais com actividades medicinais bastante específicas. MULLER(2001).
6.0. Conclusão Após a compilação do trabalho, concluímos que o estudo do fruto é de extrema importância, visto que estes também constituem uma reserva de substâncias, como as vitaminas, minerais, diferentes tipos de fibras alimentares, compostos protectores que ajudam a regular o organismo, e também é a partir destes que podem ser disseminadas vários tipos de sementes para os diversos pontos do mundo, e assim proporcionar a continuidade da vida dos vegetais. De maneira geral o fruto é constituído de parede (pericarpo), que se divide em endocarpo (parede interna), epicarpo (parede externa) e mesocarpo ( parede intermediária).