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O Evangelho segundo João. Um dos quatro Envangelhos que compõem o novo testamento da Sagrada Escritura.
Tipologia: Resumos
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1 No princípio era a Palavra, e a Palavra estava junto de Deus, e a Palavra era Deus. 2 Ela existia, no princípio, junto de Deus. 3 Tudo foi feito por meio dela, e sem ela nada foi feito de tudo o que existe. 4 Nela estava a vida, e a vida era a luz dos homens. 5 E a luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram dominá-la. 6 Veio um homem, enviado por Deus; seu nome era João. 7 Ele veio como testemunha, a fim de dar testemunho da luz, para que todos pudessem crer, por meio dele. 8 Não era ele a luz, mas veio para dar testemunho da luz. 9 Esta era a luz verdadeira, que vindo ao mundo a todos ilumina. 10 Ela estava no mundo, e o mundo foi feito por meio dela, mas o mundo não a reconheceu. 11 Ela veio para o que era seu, mas os seus não a acolheram. 12 A quantos, porém, a acolheram, deu-lhes poder de se tornarem filhos de Deus: são os que crêem no seu nome. 13 Estes foram gerados não do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. 14 E a Palavra se fez carne e veio morar entre nós. Nós vimos a sua glória, glória que recebe do seu Pai como filho único, cheio de graça e de verdade. 15 João dá testemunho dele e proclama: “Foi dele que eu disse: ‘Aquele que vem depois de mim passou à minha frente, porque antes de mim ele já existia’”. 16 De sua plenitude todos nós recebemos, graça por graça. 17 Pois a Lei foi dada por meio de Moisés, a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo. 18 Ninguém jamais viu a Deus; o Filho único, que é Deus e está na intimidade do Pai, foi quem o deu a conhecer.
19 Este é o testemunho de João, quando os judeus enviaram, de Jerusalém, sacerdotes e levitas para lhe perguntar: “Quem és tu?” 20 Ele confessou e não negou; ele confessou: “Eu não sou o Cristo”. 21 Perguntaram: “Quem és, então? Tu és Elias?” Respondeu: “Não sou”. – “Tu és o profeta?” – “Não”, respondeu ele. 22 Perguntaram-lhe: “Quem és, afinal? Precisamos dar uma resposta àqueles que nos enviaram. Que dizes de ti mesmo?” 23 Ele declarou: “Eu sou a voz de quem grita no deserto: ‘Endireitai o caminho para o Senhor!’”, conforme disse o profeta Isaías. 24 Eles tinham sido enviados da parte dos fariseus, 25 e perguntaram a João: “Por que, então, batizas, se não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta?” 26 João lhes respondeu: “Eu batizo com água. Mas entre vós está alguém que vós não conheceis: 27 aquele que vem depois de mim, e do qual eu não sou digno de desatar as correias da sandália!” 28 Isso aconteceu em Betânia, do outro lado do Jordão, onde João estava batizando.
29 No dia seguinte, João viu que Jesus vinha a seu encontro e disse: “Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo. 30 É dele que eu falei: ‘Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque antes de mim ele já existia’! 31 Eu também não o conhecia, mas vim batizar com água para que ele fosse manifestado a Israel”. 32 João ainda testemunhou: “Eu vi o Espírito descer do céu, como pomba, e permanecer sobre ele. 33 Pois eu não o conhecia, mas aquele que me enviou a batizar com água disse-me: ‘Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer, é ele quem batiza com o Espírito Santo’. 34 Eu vi, e por isso dou testemunho: ele é o Filho de Deus!”
35 No dia seguinte, João estava lá, de novo, com dois dos seus discípulos. 36 Vendo Jesus caminhando, disse: “Eis o Cordeiro de Deus”! 37 Os dois discípulos ouviram esta declaração de João e passaram a seguir Jesus. 38 Jesus voltou-se para trás e, vendo que eles o seguiam, perguntou-lhes: “Que procurais?” Eles responderam: “Rabi (que quer dizer Mestre), onde moras?” 39 Ele respondeu: “Vinde e vede”! Foram, viram onde morava e permaneceram com
chamou o noivo 10 e disse-lhe: “Todo mundo serve primeiro o vinho bom e, quando os convidados já beberam bastante, serve o menos bom. Tu guardaste o vinho bom até agora”. 11 Este início dos sinais, Jesus o realizou em Caná da Galiléia. Manifestou sua glória, e os seus discípulos creram nele. 12 Depois disso, Jesus desceu para Cafarnaum, com sua mãe, seus irmãos e seus discípulos. Lá, permaneceram apenas alguns dias.
13 Estava próxima a Páscoa dos judeus; Jesus, então, subiu a Jerusalém. 14 No templo, encontrou os que vendiam bois, ovelhas e pombas, e os cambistas nas suas bancas. 15 Então fez um chicote com cordas e a todos expulsou do templo, juntamente com os bois e as ovelhas; jogou no chão o dinheiro dos cambistas e derrubou suas bancas, 16 e aos vendedores de pombas disse: “Tirai daqui essas coisas. Não façais da casa de meu Pai um mercado”! 17 Os discípulos se recordaram do que está escrito: “O zelo por tua casa me há de devorar”. 18 Então os judeus perguntaram a Jesus: “Que sinal nos mostras para agires assim?” 19 Jesus respondeu: “Destruí vós este templo, e em três dias eu o reerguerei”. 20 Os judeus, então, disseram: “A construção deste templo levou quarenta e seis anos, e tu serias capaz de erguê-lo em três dias?” 21 Ora, ele falava isso a respeito do templo que é seu corpo. 22 Depois que Jesus fora reerguido dos mortos, os discípulos se recordaram de que ele tinha dito isso, e creram na Escritura e na palavra que Jesus havia falado.
23 Estando em Jerusalém, na festa da Páscoa, muitos creram no seu nome, vendo os sinais que realizava. 24 Jesus, no entanto, não lhes dava crédito, porque conhecia a todos 25 e não precisava de ser informado a respeito do ser humano. Ele bem sabia o que havia dentro do homem.
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1 Havia alguém dentre os fariseus, chamado Nicodemos, um dos chefes dos judeus. 2 À noite, ele foi se encontrar com Jesus e lhe disse: “Rabi, sabemos que vieste como mestre da parte de Deus, pois ninguém é capaz de fazer os sinais que tu fazes, se Deus não está com ele”. 3 Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade, te digo: se alguém não nascer do alto, não poderá ver o
Reino de Deus!” 4 Nicodemos perguntou: “Como pode alguém nascer, se já é velho? Ele poderá entrar uma segunda vez no ventre de sua mãe para nascer?” 5 Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade, te digo: se alguém não nascer da água e do Espírito, não poderá entrar no Reino de Deus. 6 O que nasceu da carne é carne; o que nasceu do Espírito é espírito. 7 Não te admires do que eu te disse: É necessário para vós nascer do alto. 8 O vento sopra onde quer e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim é também todo aquele que nasceu do Espírito”. 9 Nicodemos, então, perguntou: “Como pode isso acontecer?” 10 Jesus respondeu: “Tu és o mestre de Israel e não conheces estas coisas? 11 Em verdade, em verdade, te digo: nós falamos do que conhecemos e damos testemunho do que vimos, mas vós não aceitais o nosso testemunho. 12 Se não acreditais quando vos falo das coisas da terra, como ireis crer quando eu vos falar das coisas do céu? 13 Ninguém subiu ao céu senão aquele que desceu do céu: o Filho do Homem. 14 Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim também será levantado o Filho do Homem, 15 a fim de que todo o que nele crer tenha vida eterna”.
16 De fato, Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. 17 Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. 18 Quem crê nele não será condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho único de Deus. 19 Ora, o julgamento consiste nisto: a luz veio ao mundo, mas as pessoas amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. 20 Pois todo o que pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. 21 Mas quem pratica a verdade se aproxima da luz, para que suas ações sejam manifestadas, já que são praticadas em Deus.
22 Depois disso, Jesus e seus discípulos foram para a região da Judéia. Ele ficava lá com eles e batizava. 23 João também estava batizando, em Enon, perto de Salim, onde havia muita água. As pessoas iam lá para serem batizadas. 24 João ainda não tinha sido lançado na prisão. 25 Surgiu então, da parte dos discípulos de João, uma discussão com um judeu, a respeito da purificação. 26 Eles foram falar com João: “Mestre, aquele que estava contigo do outro lado
respondeu: “Todo o que beber desta água, terá sede de novo; 14 mas quem beber da água que eu darei, nunca mais terá sede, porque a água que eu darei se tornará nele uma fonte de água jorrando para a vida eterna”. 15 A mulher disse então a Jesus: “Senhor, dá-me dessa água, para que eu não tenha mais sede, nem tenha de vir aqui tirar água”. 16 Ele lhe disse: “Vai chamar teu marido e volta aqui!” 17 – “Eu não tenho marido”, respondeu a mulher. Ao que Jesus retrucou: “Disseste bem que não tens marido. 18 De fato, tiveste cinco maridos, e o que tens agora não é teu marido. Nisto falaste a verdade”. 19 A mulher lhe disse: “Senhor, vejo que és um profeta! 20 Os nossos pais adoraram sobre esta montanha, mas vós dizeis que em Jerusalém está o lugar em que se deve adorar”. 21 Jesus lhe respondeu: “Mulher, acredita-me: vem a hora em que nem nesta montanha, nem em Jerusalém adorareis o Pai. 22 Vós adorais o que não conheceis. Nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus. 23 Mas vem a hora, e é agora, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade. Estes são os adoradores que o Pai procura. 24 Deus é Espírito, e os que o adoram devem adorá-lo em espírito e verdade”. 25 A mulher disse-lhe: “Eu sei que virá o Messias (isto é, o Cristo); quando ele vier, nos fará conhecer todas as coisas”. 26 Jesus lhe disse: “Sou eu, que estou falando contigo”.
27 Nisto chegaram os discípulos e ficaram admirados ao ver Jesus conversando com uma mulher. Mas ninguém perguntou: “Que procuras?”, nem: “Por que conversas com ela?”. 28 A mulher deixou a sua bilha e foi à cidade, dizendo às pessoas: 29 “Vinde ver um homem que me disse tudo o que eu fiz. Não será ele o Cristo?” 30 Saíram da cidade ao encontro de Jesus. 31 Enquanto isso, os discípulos insistiam com Jesus: “Rabi, come!” 32 Mas ele lhes disse: “Eu tenho um alimento para comer, que vós não conheceis”. 33 Os discípulos comentavam entre si: “Será que alguém lhe trouxe alguma coisa para comer?” 34 Jesus lhes disse: “O meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e levar a termo a sua obra. 35 Não dizeis vós: ‘Ainda quatro meses, e aí vem a colheita!’? Pois eu vos digo: levantai os olhos e vede os campos, como estão dourados, prontos para a colheita! 36 Aquele que colhe já recebe o salário; ele ajunta fruto para a vida eterna. Assim, o que semeia se alegra junto com o que colhe. 37 Pois nisto está certo o provérbio ‘Um é o que semeia e outro é o que colhe’: 38 eu vos enviei para colher o que não é fruto do vosso cansaço; outros se cansaram e vós entrastes no que lhes custou tanto cansaço”.
Jesus entre os samaritanos
39 Muitos samaritanos daquela cidade acreditaram em Jesus por causa da palavra da mulher que testemunhava: “Ele me disse tudo o que eu fiz”. 40 Os samaritanos foram a ele e pediram que permanecesse com eles; e ele permaneceu lá dois dias. 41 Muitos outros ainda creram por causa da palavra dele, 42 e até disseram à mulher: “Já não é por causa daquilo que contaste que cremos, pois nós mesmos ouvimos e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo”.
43 Passados os dois dias, Jesus foi para a Galiléia. (44 Jesus mesmo tinha declarado, de fato, que um profeta não é reconhecido em sua própria terra.) 45 Quando então chegou à Galiléia, os galileus o receberam bem, porque tinham visto tudo o que fizera em Jerusalém, por ocasião da festa. Pois também eles tinham ido à festa. 46 Jesus voltou a Caná da Galiléia, onde tinha mudado a água em vinho. Havia um funcionário do rei, cujo filho se encontrava doente em Cafarnaum. 47 Quando ouviu dizer que Jesus tinha vindo da Judéia para a Galiléia, ele foi ao encontro dele e pediu-lhe que descesse até Cafarnaum para curar o seu filho, que estava à morte. 48 Jesus lhe disse: “Se não virdes sinais e prodígios, nunca acreditareis”. 49 O funcionário do rei disse: “Senhor, desce, antes que meu filho morra!” 50 Ele respondeu: “Podes ir, teu filho vive”. O homem acreditou na palavra de Jesus e partiu. 51 Enquanto descia para Cafarnaum, os empregados foram-lhe ao encontro para dizer que seu filho vivia. 52 O funcionário do rei perguntou a que horas o menino tinha melhorado. Eles responderam: “Ontem, à uma da tarde, a febre passou”. 53 O pai verificou que era exatamente nessa hora que Jesus lhe tinha dito: “Teu filho vive”. Ele, então, passou a crer, juntamente com toda a sua família. 54 Também este segundo sinal, Jesus o fez depois de voltar da Judéia para a Galiléia.
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1 Depois disso, houve uma festa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém. 2 Ora, existe em Jerusalem, perto da Porta das Ovelhas, uma piscina com cinco pórticos, chamada Bezata em hebraico. 3 Muitos doentes, cegos, coxos e paralíticos ficavam ali deitados. [3b-4]. 5
condenação. 30 Eu não posso fazer nada por mim mesmo. Julgo segundo o que eu escuto, e o meu julgamento é justo, porque procuro fazer não a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.
31 “Se eu dou testemunho de mim mesmo, o meu testemunho não é verdadeiro. 32 Um outro é quem dá testemunho de mim, e eu sei que o testemunho que ele dá de mim é verdadeiro. 33 Vós mandastes perguntar a João, e ele deu testemunho da verdade. 34 Ora, eu não recebo testemunho da parte de um ser humano, mas digo isso para a vossa salvação. 35 João era a lâmpada que iluminava com sua chama ardente, e vós gostastes, por um tempo, de alegrar-vos com a sua luz. 36 Mas eu tenho um testemunho maior que o de João: as obras que o Pai me concedeu realizar. As obras que eu faço dão testemunho de mim, pois mostram que o Pai me enviou. 37 Sim, o Pai que me enviou dá testemunho a meu favor. Mas vós nunca ouvistes a sua voz, nem vistes a sua face, 38 e não tendes a sua palavra morando em vós, pois não acreditais naquele que ele enviou. 39 Examinais as Escrituras, pensando ter nelas a vida eterna, e são elas que dão testemunho de mim. 40 Vós, porém, não quereis vir a mim para terdes a vida! 41 Eu não recebo glória que venha dos homens. 42 Pelo contrário, eu vos conheço: não tendes em vós o amor de Deus. 43 Eu vim em nome do meu Pai, e vós não me recebeis. Mas, se um outro viesse em seu próprio nome, a esse receberíeis. 44 Como podereis acreditar, vós que recebeis glória uns dos outros e não buscais a glória que vem do Deus único? 45 Não penseis que eu vos acusarei diante do Pai. Há alguém que vos acusa: Moisés, no qual colocais a vossa esperança. 46 Se acreditásseis em Moisés, também acreditaríeis em mim, pois foi a meu respeito que ele escreveu. 47 Mas, se não acreditais nos seus escritos, como podereis crer nas minhas palavras?”
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1 Depois disso, Jesus foi para o outro lado do mar da Galiléia, ou seja, de Tiberíades. 2 Uma grande multidão o seguia, vendo os sinais que ele fazia a favor dos doentes. 3 Jesus subiu a montanha e sentou-se lá com os seus discípulos. 4 Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus. 5 Levantando os olhos e vendo uma grande multidão que vinha a ele, Jesus disse a
Filipe: “Onde vamos comprar pão para que estes possam comer?” 6 Disse isso para testar Filipe, pois ele sabia muito bem o que ia fazer. 7 Filipe respondeu: “Nem duzentos denários de pão bastariam para dar um pouquinho a cada um”. 8 Um dos discípulos, André, irmão de Simão Pedro, disse: 9 “Está aqui um menino com cinco pães de cevada e dois peixes. Mas, que é isso para tanta gente?” 10 Jesus disse: “Fazei as pessoas sentar-se”. Naquele lugar havia muita relva, e lá se sentaram os homens em número de aproximadamente cinco mil. 11 Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu aos que estavam sentados, tanto quanto queriam. E fez o mesmo com os peixes. 12 Depois que se fartaram, disse aos discípulos: “Juntai os pedaços que sobraram, para que nada se perca!” 13 Eles juntaram e encheram doze cestos, com os pedaços que sobraram dos cinco pães de cevada que comeram. 14 À vista do sinal que Jesus tinha realizado, as pessoas exclamavam: “Este é verdadeiramente o profeta, aquele que deve vir ao mundo”. 15 Quando Jesus percebeu que queriam levá-lo para proclamá-lo rei, novamente se retirou sozinho para a montanha.
16 Ao anoitecer, os discípulos desceram para a beira-mar. 17 Entraram no barco e foram na direção de Cafarnaum, do outro lado do mar. Já estava escuro, e Jesus ainda não tinha vindo a eles. 18 Soprava um vento forte, e o mar estava agitado. 19 Os discípulos tinham remado uns cinco quilômetros, quando avistaram Jesus andando sobre as águas e aproximando-se do barco. E ficaram com medo. 20 Jesus, porém, lhes disse: “Sou eu. Não tenhais medo!” 21 Eles queriam receber Jesus no barco, mas logo o barco atingiu a terra para onde estavam indo.
22 No dia seguinte, a multidão que tinha ficado do outro lado do mar notou que antes havia aí um só barco e que Jesus não tinha entrado nele com os discípulos, os quais tinham partido sozinhos. 23 Entretanto, outros barcos chegaram de Tiberíades, perto do lugar onde tinham comido o pão depois de o Senhor ter dado graças. 24 Quando a multidão percebeu que Jesus não estava aí, nem os seus discípulos, entraram nos barcos e foram procurar Jesus em Cafarnaum. 25 Encontrando-o do outro lado do mar, pergunta-ram-lhe: “Rabi, quando chegaste aqui?” 26 Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade, vos digo: estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes saciados. 27 Trabalhai não pelo alimento que perece, mas pelo alimento que permanece até à vida eterna,
51 “Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem come deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne, entregue pela vida do mundo”. 52 Os judeus discutiam entre si: “Como é que ele pode dar a sua carne a comer?” 53 Jesus disse: “Em verdade, em verdade, vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. 54 Quem se alimenta com a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. 55 Pois minha carne é verdadeira comida e meu sangue é verdadeira bebida. 56 Quem se alimenta com a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim, e eu nele. 57 Como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo por meio do Pai, assim aquele que de mim se alimenta viverá por meio de mim. 58 Este é o pão que desceu do céu. Não é como aquele que os vossos pais comeram – e no entanto morreram. Quem se alimenta com este pão viverá para sempre”.
59 Jesus falou estas coisas ensinando na sinagoga, em Cafarnaum. 60 Muitos discípulos que o ouviram disseram então: “Esta palavra é dura. Quem consegue escutá-la?” 61 Percebendo que seus discípulos estavam murmurando por causa disso, Jesus perguntou: “Isso vos escandaliza? 62 Que será, então, quando virdes o Filho do Homem subir para onde estava antes? 63 O Espírito é que dá a vida. A carne para nada serve. As palavras que vos falei são Espírito e são vida. 64 Mas há alguns entre vós que não crêem”. Jesus sabia desde o início quem eram os que acreditavam e quem havia de entregá-lo. 65 E acrescentou: “É por isso que eu vos disse: ‘Ninguém pode vir a mim, a não ser que lhe seja concedido pelo Pai’”. 66 A partir daquele momento, muitos discípulos o abandonaram e não mais andavam com ele. 67 Jesus disse aos Doze: “Vós também quereis ir embora?” 68 Simão Pedro respondeu: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. 69 Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o Santo de Deus”. 70 Jesus respondeu: “Não vos escolhi a vós, os Doze? Contudo, um de vós é um diabo!” 71 Ele falava de Judas, filho de Simão Iscariotes, pois este, um dos Doze, iria entregá-lo.
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1 Depois disso, Jesus percorria a Galiléia; não queria andar pela Judéia, porque os judeus procuravam matá-lo. 2 Estava próxima a festa dos judeus, chamada das Tendas. 3 Os irmãos de Jesus disseram-lhe: “Sai daqui e vai para a Judéia, para que também os teus discípulos vejam as obras que fazes. 4 Ninguém faz algo em segredo quando procura ser publicamente conhecido. Já que fazes essas coisas, manifesta-te ao mundo”. 5 Pois nem os seus irmãos acreditavam nele. 6 Jesus, então, disse a eles: “Ainda não chegou o tempo certo para mim. Para vós, ao contrário, é sempre o tempo certo. 7 A vós, o mundo não pode odiar, mas a mim odeia, porque eu dou testemunho dele, mostrando que suas obras são más. 8 Vós podeis subir para a festa. Eu não subo para esta festa, porque meu tempo ainda não se cumpriu”. 9 Dito isso, permaneceu na Galiléia. 10 Depois que seus irmãos subiram para a festa, Jesus subiu também, não publicamente, mas em segredo. 11 Os judeus, no entanto, o procuravam na festa e perguntavam: “Onde está ele?” 12 Muito se murmurava a seu respeito no meio do povo. Uns diziam: “Ele é bom!”, outros: “Não, ele engana a multidão!” 13 Ninguém, entretanto, falava dele publicamente, por medo dos judeus.
14 Lá pelo meio da festa, Jesus subiu ao templo e começou a ensinar. 15 Os judeus comentavam admirados: “Como ele é tão letrado, sem nunca ter recebido instrução?” 16 Jesus respondeu: “O meu ensinamento não vem de mim mesmo, mas daquele que me enviou. 17 Se alguém quiser fazer-lhe a vontade, saberá se meu ensinamento é de Deus ou se falo por mim mesmo. 18 Quem fala por si mesmo procura a sua própria glória; mas quem procura a glória daquele que o enviou é verdadeiro e nele não há falsidade. 19 Moisés não vos deu a Lei? No entanto, nenhum de vós cumpre a Lei. Por que procurais matar-me?” 20 A multidão respondeu: “Tu tens um demônio! Quem é que te quer matar?” 21 Jesus replicou: “Fiz uma obra só, e vós todos ficastes espantados. 22 Moisés vos deu a circuncisão (embora ela não venha de Moisés, mas dos patriarcas); por isso, fazeis a circuncisão mesmo no dia de sábado. 23 Então, se alguém pode receber a circuncisão num dia de sábado, para não faltar com a Lei de Moisés, por que estais indignados comigo por ter curado um homem todo em dia de sábado? 24 Não julgueis pelas aparências; julgai de acordo com a justiça”. 25 Alguns de Jerusalém diziam: “Não é este a quem procuram matar? 26 Olha, ele fala publicamente e ninguém lhe diz nada. Será que os chefes reconheceram que realmente ele é o Cristo? 27 Mas este, nós sabemos de onde é. O Cristo, quando vier, ninguém saberá de onde é”. 28 Enquanto, pois, ensinava no templo, Jesus exclamou: “Sim, vós me conheceis, e sabeis de onde eu sou.
53 Depois que cada um voltou para sua casa,
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1 Jesus foi para o Monte das Oliveiras. 2 De madrugada, voltou ao templo, e todo o povo se reuniu ao redor dele. Sentando-se, começou a ensiná-los. 3 Os escribas e os fariseus trouxeram uma mulher apanhada em adultério. Colocando-a no meio, disseram a Jesus: 4 “Mestre, esta mulher foi flagrada cometendo adultério. 5 Moisés, na Lei, nos mandou apedrejar tais mulheres. E tu, que dizes?” 6Eles perguntavam isso para experimentá-lo e ter motivo para acusá-lo. Mas Jesus, inclinando-se, começou a escrever no chão, com o dedo. 7 Como insistissem em perguntar, Jesus ergueu-se e disse: “Quem dentre vós não tiver pecado, atire a primeira pedra!” 8 Inclinando-se de novo, continuou a escrever no chão. 9 Ouvindo isso, foram saindo um por um, a começar pelos mais velhos. Jesus ficou sozinho com a mulher que estava no meio, em pé. 10 Ele levantou-se e disse: “Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?” 11 Ela respondeu: “Ninguém, Senhor!” Jesus, então, lhe disse: “Eu também não te condeno. Vai, e de agora em diante não peques mais”.
12 Jesus falou ainda: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não caminha nas trevas, mas terá a luz da vida”. 13 Os fariseus então disseram: “O teu testemunho não é verdadeiro, porque dás testemunho de ti mesmo”. 14 Jesus respondeu: “Embora eu dê testemunho de mim mesmo, o meu testemunho é verdadeiro, porque eu sei de onde venho e para onde vou. Mas vós não sabeis de onde venho, nem para onde eu vou. 15 Vós julgais segundo a carne; eu não julgo ninguém, 16 e se eu julgo, o meu julgamento é verdadeiro, porque eu não estou só, mas o Pai que me enviou está comigo. 17 Na vossa Lei está escrito que o testemunho de duas pessoas é verdadeiro. 18 Ora, eu dou testemunho de mim mesmo, e também o Pai, que me enviou, dá testemunho de mim”. 19 Eles, então, perguntaram: “Onde está o teu Pai?” Jesus respondeu: “Vós não conheceis nem a mim, nem a meu Pai. Se me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai”. 20 Ele falou essas coisas enquanto ensinava no templo, junto à sala do tesouro. Ninguém o prendeu, porque sua hora ainda não tinha chegado.
21 De novo, Jesus lhes disse: “Eu me vou, e vós me procurareis; mas morrereis no vosso pecado. Para onde eu vou, vós não podeis ir”. 22 Os judeus, então, comentavam: “Acaso ele irá se matar? Pois ele diz: ‘Para onde eu vou, vós não podeis ir’”. 23 Ele continuou a falar: “Vós sois daqui de baixo; eu sou do alto. Vós sois deste mundo; eu não sou deste mundo. 24 Eu vos disse que morrereis nos vossos pecados. De fato, se não acreditais que ‘eu sou’, morrereis nos vossos pecados”. 25 Eles lhe perguntaram: “Quem és tu, então? Jesus respondeu: “De início, isto mesmo que vos estou falando. 26 Tenho muitas coisas a dizer a vosso respeito, e a julgar também. Mas, aquele que me enviou é verdadeiro, e o que ouvi dele é o que eu falo ao mundo”. 27 Eles, porém, não compreenderam que estava lhes falando do Pai. 28 Por isso, Jesus continuou: “Quando tiverdes elevado o Filho do Homem, então sabereis que ‘eu sou’, e que nada faço por mim mesmo, mas falo apenas aquilo que o Pai me ensinou. 29 Aquele que me enviou está comigo. Ele não me deixou sozinho, porque eu sempre faço o que é do seu agrado”. 30 Como falasse estas coisas, muitos passaram a crer nele.
31 Jesus, então, disse aos judeus que acreditaram nele: “Se permanecerdes em minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos, 32 e conhecereis a verdade, e a verdade vos tornará livres”. 33 Eles responderam: “Nós somos descendentes de Abraão e nunca fomos escravos de ninguém. Como podes dizer: ‘Vós vos tornareis livres’?” 34 Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade, vos digo: todo aquele que comete o pecado é escravo do pecado. 35 O escravo não permanece para sempre na casa, o filho nela permanece para sempre. 36 Se, pois, o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres. 37 Bem sei que sois descendentes de Abraão. No entanto, procurais matar-me, porque minha palavra não encontra espaço em vós. 38 Eu falo do que vi junto do Pai; e vós fazeis o que ouvistes do vosso pai”.
39 Eles responderam: “Nosso pai é Abraão”. Jesus, então, lhes disse: “Se fôsseis filhos de Abraão, praticaríeis as obras de Abraão! 40 Agora, no entanto, procurais matar-me, porque vos falei a verdade que ouvi de Deus. Isto Abraão não fez. 41 Vós fazeis as obras do vosso pai”. Eles disseram então a Jesus: “Nós não nascemos da prostituição. Só temos um pai: Deus”. 42 Jesus respondeu: “Se Deus fosse vosso pai, certamente me amaríeis, pois é da parte
4 É preciso que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia. Vem a noite, quando ninguém poderá trabalhar. 5 Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo”. 6 Dito isso, cuspiu no chão, fez barro com a saliva e aplicou-a nos olhos do cego. 7 Disse-lhe então: “Vai lavar-te na piscina de Siloé” (que quer dizer: Enviado). O cego foi, lavou-se e voltou enxergando.
8 Os vizinhos e os que sempre viam o cego pedindo esmola diziam: “Não é ele que ficava sentado pedindo esmola?” 9 Uns diziam: “Sim, é ele”. Outros afirmavam: “Não é ele, mas alguém parecido com ele”. Ele, porém, dizia: “Sou eu mesmo”. 10 Então lhe perguntaram: “Como é que se abriram os teus olhos?” 11 Ele respondeu: “O homem chamado Jesus fez barro, aplicou nos meus olhos e disse-me: ‘Vai a Siloé e lava-te’. Eu fui, lavei-me e comecei a ver”. 12 Perguntaram-lhe ainda: “Onde ele está?” Ele respondeu: “Não sei”. 13 Então levaram aos fariseus aquele que tinha sido cego. 14 Ora, foi num dia de sábado que Jesus tinha feito barro e aberto os olhos do cego. 15 Por sua vez, os fariseus perguntaram ao homem como tinha recuperado a vista. Respondeu-lhes: “Ele aplicou barro nos meus olhos, e eu fui lavar- me e agora vejo!” 16 Alguns dos fariseus disseram então: “Esse homem não vem de Deus, pois não observa o sábado”; outros, no entanto, diziam: “Como pode um pecador fazer tais sinais?” E havia divisão entre eles. 17 Voltaram a interrogar o homem que antes era cego: “E tu, que dizes daquele que te abriu os olhos?” Ele respondeu: “É um profeta”. 18 Os judeus não acreditaram que ele tivesse sido cego e que tivesse começado a ver, até que chamassem os pais dele. 19 Perguntaram-lhes: “Este é o vosso filho que dizeis ter nascido cego? Como é que ele está enxergando agora? 20 Os seus pais responderam: “Sabemos que este é o nosso filho e que nasceu cego. 21 Como está enxergando, não sabemos. E quem lhe abriu os olhos, também não sabemos. Perguntai a ele; é maior de idade e pode falar sobre si mesmo”. 22 Seus pais disseram isso porque tinham medo dos judeus, pois estes já tinham combinado expulsar da sinagoga quem confessasse que Jesus era o Cristo. 23 Foi por isso que os pais disseram: “Ele é maior de idade, perguntai a ele”. 24 Os judeus, outra vez, chamaram o que tinha sido cego e disseram-lhe: “Dá glória a Deus. Nós sabemos que esse homem é um pecador”. 25 Ele respondeu: “Se é pecador, não sei. Só sei que eu era cego e agora vejo”. 26 Eles perguntaram: “Que é que ele te fez? Como foi que ele te abriu os olhos?” 27 Ele respondeu: “Já vos disse e não me escutastes. Por que quereis ouvir de novo? Acaso quereis tornar-vos discípulos dele?” 28 Os fariseus, então, começaram a insultá-lo, dizendo: “Tu, sim, és discípulo dele. Nós
somos discípulos de Moisés. 29 Nós sabemos que Deus falou a Moisés; mas esse, não sabemos de onde é”. 30 O homem respondeu-lhes: “Isto é de admirar! Vós não sabeis de onde ele é? No entanto, ele abriu-me os olhos! 31 Sabemos que Deus não ouve os pecadores, mas se alguém é piedoso e faz a sua vontade, a este ele ouve. 32 Jamais se ouviu dizer que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença. 33 Se esse homem não fosse de Deus, não conseguiria fazer nada”. 34 Eles responderam-lhe: “Tu nasceste todo em pecado e nos queres dar lição?” E o expulsaram. 35Jesus ficou sabendo que o tinham expulsado. Quando o encontrou, perguntou-lhe: “Tu crês no Filho do Homem?” 36 Ele respondeu: “Quem é, Senhor, para que eu creia nele?” 37 Jesus disse: “Tu o estás vendo; é aquele que está falando contigo”. 38 Ele exclamou: “Eu creio, Senhor!” E ajoelhou-se diante de Jesus. 39 Então, Jesus disse: “Eu vim a este mundo para um julgamento, a fim de que os que não vêem vejam, e os que vêem se tornem cegos”. 40 Alguns fariseus que estavam com ele ouviram isso e lhe disseram: “Porventura também nós somos cegos?” 41 Jesus respondeu-lhes: “Se fôsseis cegos não teríeis culpa; mas como dizeis: ‘Nós vemos’, o vosso pecado permanece”.
10
1 “Em verdade, em verdade, vos digo: quem não entra pela porta no redil onde estão as ovelhas, mas sobe por outro lugar, esse é ladrão e assaltante. 2 Quem entra pela porta é o pastor das ovelhas. 3 Para este o porteiro abre, as ovelhas escutam a sua voz, ele chama cada uma pelo nome e as leva para fora. 4 E depois de fazer sair todas as que são suas, ele caminha à sua frente e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. 5 A um estranho, porém, não seguem, mas fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos”. 6 Jesus contou-lhes esta parábola, mas eles não entenderam o que ele queria dizer.
7 Jesus disse então: “Em verdade, em verdade, vos digo: eu sou a porta das ovelhas. 8 Todos aqueles que vieram antes de mim são ladrões e assaltantes, mas as ovelhas não os escutaram. 9 Eu sou a porta. Quem entrar por mim será salvo; poderá entrar e sair, e encontrará pastagem. 10 O ladrão vem só para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância.