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Execução de projeto, Manuais, Projetos, Pesquisas de Engenharia Civil

Execução de projeto

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

Antes de 2010

Compartilhado em 08/07/2010

Amanda_90
Amanda_90 🇧🇷

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL
SETOR DE ESTRUTURAS
Cálculo de uma viga
de ponte rolante
pré-fabricada protendida
CIV 457 – Concreto Protendido
Trabalho Final
Professor
Gustavo de Souza Veríssimo
Aluno
José Carlos Lopes Ribeiro
Viçosa - MG
Setembro / 2000
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL

SETOR DE ESTRUTURAS

Cálculo de uma viga

de ponte rolante

pré-fabricada protendida

CIV 457 – Concreto Protendido

Trabalho Final

Professor

Gustavo de Souza Veríssimo

Aluno

José Carlos Lopes Ribeiro

Viçosa - MG

Setembro / 2000

Conteúdo

    1. DESCRIÇÃO DO ELEMENTO ESTRUTURAL ..................................................................................................
    • 1.1 N OME DO ELEMENTO ...........................................................................................................................................
    • 1.2 FUNÇÃO E RELAÇÃO COM OUTROS ELEMENTOS DO SISTEMA ................................................................................
    • 1.3 D ADOS DA SEÇÃO TRANSVERSAL E SEÇÃO LONGITUDINAL ...................................................................................
    • 1.4 AÇÕES SOBRE O ELEMENTO..................................................................................................................................
    1. DESCRIÇÃO DO PROCESSO DE FABRICAÇÃO E MONTAGEM................................................................
    • 2.1 T IPO DE PROTENSÃO UTILIZADO ...........................................................................................................................
    • 2.2 P OSICIONAMENTO DA ARMADURA E PRÉ - TRAÇÃO ................................................................................................
    • 2.3 LANÇAMENTO E ADENSAMENTO DO CONCRETO ...................................................................................................
    • 2.4 CURA DO CONCRETO ............................................................................................................................................
    • 2.5 T RANSPORTE INTERNO À FÁBRICA........................................................................................................................
    • 2.6 E STOCAGEM .........................................................................................................................................................
    • 2.7 T RANSPORTE EXTERNO À FÁBRICA.......................................................................................................................
    • 2.8 M ONTAGEM E FIXAÇÃO DOS ELEMENTOS .............................................................................................................
    1. MATERIAIS..............................................................................................................................................................
    • 3.1 CONCRETO ...........................................................................................................................................................
    • 3.2 AÇO DE PROTENSÃO ( ARMADURA ATIVA) ............................................................................................................
    1. CARACTERÍSTICAS GEOMÉTRICAS E MECÂNICAS DA SEÇÃO TRANSVERSAL ..............................
    • 4.1 CARACTERÍSTICAS DA SEÇÃO DE CONCRETO ........................................................................................................
    • 4.2 CARACTERÍSTICAS DA SEÇÃO HOMOGENEIZADA ( A SER ATUALIZADA APÓS O CÁLCULO DA ARMADURA).............
    1. CÁLCULO DOS ESFORÇOS E TENSÕES DE REFERÊNCIA.........................................................................
    • 5.1 E SFORÇOS DEVIDO AO PESO PRÓPRIO ...................................................................................................................
    • 5.2 E SFORÇOS DEVIDO ÀS CARGAS MÓVEIS ..............................................................................................................
    • 5.3 T ENSÕES DEVIDO AO PESO PRÓPRIO ...................................................................................................................
    • 5.4 T ENSÕES DEVIDO À CARGA MÓVEL: ...................................................................................................................
    1. CÁLCULO DA FORÇA DE PROTENSÃO E DA ARMADURA ATIVA........................................................
    • 6.1 COMBINAÇÕES QUASE PERMANENTES ( ESTADO LIMITE DE DESCOMPRESSÃO)....................................................
    • 6.2 COMBINAÇÕES FREQÜENTES ( ESTADO LIMITE DE FORMAÇÃO DE FISSURAS ).......................................................
    • 6.3 T ENSÕES NO E STADO EM V AZIO ........................................................................................................................
    • 6.4 T ENSÕES NO E STADO EM SERVIÇO .....................................................................................................................
    • 6.5 V ERIFICAÇÃO DO CONCRETO .............................................................................................................................
    • 6.6 CÁLCULO DA ARMADURA ATIVA .......................................................................................................................
    • 6.7 CÁLCULO DAS P ERDAS .......................................................................................................................................
    1. ESTADOS LIMITES DE UTILIZAÇÃO ................................................................................................................
    • 7.1 E STADO LIMITE DE D ESCOMPRESSÃO ................................................................................................................
    • 7.2 E STADO LIMITE DE FORMAÇÃO DE FISSURAS .....................................................................................................
    • 7.3 E STADO LIMITE DE COMPRESSÃO E XCESSIVA ....................................................................................................
    • 7.4 E STADO LIMITE DE D EFORMAÇÃO E XCESSIVA ...................................................................................................
    1. ESTADOS LIMITES ÚLTIMOS ..........................................................................................................................
    • 8.1 E STADO LIMITE Ú LTIMO DE RUPTURA OU ALONGAMENTO P LÁSTICO E XCESSIVO .............................................
    • 8.2 V ERIFICAÇÃO SIMPLIFICADA DO E STADO LIMITE Ú LTIMO DE RUPTURA NO ATO DA P ROTENSÃO ......................
    • 8.3 E STADO LIMITE Ú LTIMO D EVIDO A SOLICITAÇÕES T ANGENCIAIS ......................................................................
    1. DETALHAMENTO................................................................................................................................................
    • 9.1 LONGITUDINAL...................................................................................................................................................
    • 9.2 SEÇÃO T RANSVERSAL ........................................................................................................................................
    • 9.3 Q UADRO DE FERROS ..........................................................................................................................................
    • 9.4 CONSUMO DE CONCRETO ...................................................................................................................................

1. DESCRIÇÃO DO ELEMENTO ESTRUTURAL

1.1 Nome do elemento

Viga pré-moldada para apoio de ponte rolante.

1.2 Função e relação com outros elementos do sistema

Serve de apoio para os trilhos de uma ponte rolante em um galpão que será utilizado como laboratório de estruturas. A viga em questão se apoia em consolos engastados nos pilares conforme mostrado na FIGURA 1.

1.3 Dados da seção transversal e seção longitudinal

- seção transversal:

40,0 cm

6,7 7,3 12,0 7,3 6,

40,0 cm

10,

10,

95, 47,

5,

22,

6,0 (^) 6,

cg

20

(a)

(b)

FIGURA 2 - Seção transversal da viga.

Observações:

  1. Em alguns pontos a seção transversal possui furos para fixação da ponte rolante, como mostra a FIGURA 2a.
  2. Para o cálculo do peso próprio, utiliza-se a seção transversal da FIGURA 2b e para o cálculo das características geométricas da seção, considera-se a seção transversal da FIGURA 2a.

15,0 m

FIGURA 3 - Seção longitudinal da viga.

1.4 Ações sobre o elemento

  • carga permanente: peso próprio
  • (^) carga acidental: carga móvel da ponte rolante

A carga máxima por roda da ponte rolante considerada é de 69 kN e a distância mínima entre rodas é de 3,6 m conforme esquema abaixo:

3600 mm

69 kN 69 kN

FIGURA 4 - Trem tipo.

2. DESCRIÇÃO DO PROCESSO DE FABRICAÇÃO E MONTAGEM

2.1 Tipo de protensão utilizado

Para a produção de elementos pré-moldados em pistas de protensão utiliza-se protensão com aderência inicial.

Será utilizada protensão limitada, uma vez que a viga está sujeita a cargas móveis; a utilização de protensão completa levaria a situações críticas de "estado em vazio". Essa medida está em acordo com a NBR 7197 que permite protensão limitada em ambiente pouco agressivo.

2.2 Posicionamento da armadura e pré-tração

Os fios ou cordoalhas de aço especial são posicionados (normalmente próximos à face inferior da peça), e estirados com o auxílio de macacos hidráulicos. As peças são então concretadas

2.3 Lançamento e adensamento do concreto

O lançamento e adensamento do concreto é feito através de carros vibratórios. Pode-se utilizar vibradores de imersão com diâmetro de 60 mm.

2.8 Montagem e fixação dos elementos

Na montagem deve-se respeitar também as recomendações do item 2.5. As vigas devem ficar apoiadas sobre aparelhos de neoprene sobre os consolos.

3. MATERIAIS

3.1 Concreto

⇒ Resistência à compressão aos 28 dias e aos j dias de idade

Utiliza-se concretos com f (^) ck mais elevado devido aos seguintes fatores:

  • (^) a introdução da protensão pode causar tensões prévias muito elevadas;
  • redução das dimensões das peças diminuindo seu peso próprio;
  • maior módulo de deformação, o que implica em menor deformação lenta, menor retração e menores perdas de protensão.

Valor adotado: f (^) ck = 30 MPa

Na data da protensão, devido à cura a vapor e ao uso de cimento ARI, pode-se considerar que o concreto atingiu 75% da resistência aos 28 dias de idade.

f (^) ck = 0,75 × 30 = 22,5 MPa

⇒ Resistência à tração aos 28 dias e aos j dias de idade

NBR 6118: f^ tk = 0,06^ f^ ck + 0,7 (em MPa),^ se^ f^ ck > 18,0 MPa

f (^) tk = 0,06 × 30 + 0,7 = 2,5 MPa

Na data da protensão: f (^) tkj = 0,75^ f (^) tk

f (^) tkj = 0,75 × 2,5 = 1,875 MPa

⇒ Módulo de deformação longitudinal

E (^) c = 0 9, × 21000. fck + 35

E (^) c 28 = 0 9, × 21000. 300 + 35 =345 926 8. , kgf / cm = 34.592,68 MPa

2

E (^) cj = 0 9, × 21000. 225 + 35 =304 753 3. , kgf / cm = 30.475,33 MPa

2

3.2 Aço de protensão (armadura ativa)

⇒ tipo CP 190 RB (catálogo Belgo Mineira anexo)

f (^) ptk = 190 kN/cm

2

f (^) pyk = 171 kN/cm

2

⇒ forma de apresentação e cuidados com a estocagem

As cordoalhas são fornecidas em rolos com as seguintes dimensões:

diâmetro interno = 760 mm

diâmetro externo = 1.270 mm

Estocar em área coberta, ventilada e sobre piso de cimento ou tablado de madeira; em outras situações cobrir com lona plástica. Estocagem máxima = 2 alturas.

4. CARACTERÍSTICAS GEOMÉTRICAS E MECÂNICAS DA SEÇÃO TRANSVERSAL

4.1 Características da seção de concreto

área líquida: Ac = 1.994 cm^

2 (descontados os furos dos trilhos)

momento de inércia: I = 2.030.289 cm

4

centro de gravidade: ycg = 46,40 cm (a partir da borda inferior)

4.2 Características da seção homogeneizada (a ser atualizada após o cálculo da armadura)

A rigor, a avaliação das tensões e deformações numa peça estrutural composta por dois materiais com propriedades físicas diferentes deve ser feita a partir da compatibilização dos materiais.

Nos casos de estruturas de concreto armado ou protendido e estruturas mistas, deve-se transformar um dos materiais em uma porção equivalente do outro. Por exemplo, no caso de vigas mistas, a mesa de concreto é transformada numa porção fictícia equivalente de aço.

No caso de peças de concreto armado/protendido, usualmente converte-se a armadura numa porção equivalente de concreto.

A transformação da armadura numa quantidade equivalente de concreto é feita multiplicando-se a área de aço Ap pela relação entre os módulos de elasticidade do aço e do concreto, α e = Ep / Ec. Como Ep , em geral, é maior que Ec , ao se multiplicar Ap × α e tem-se um aumento da seção transversal. Se a armadura ativa é excêntrica, o baricentro da seção homogeneizada se desloca da posição original em direção ao baricentro da armadura ativa. Isso resulta na diminuição das tensões, uma vez que

A

N

σ = e W

M

σ =

Conclui-se, então, que utilizar as propriedades originais da seção (sem efetuar a homogeneização) é um procedimento conservador e aceitável, uma vez que o aumento da seção em geral é pouco significativo. Neste caso, obtém-se tensões ou pouco maiores nos bordos da seção, o que, eventualmente, pode levar ao dimensionamento de mais armadura e, ou, de um concreto mais resistente.

A NBR7197 recomenda usar α e = 15 para praticamente todas as verificações dos estados limites de utilização (não é feita nenhuma recomendação com relação aos estados limites últimos).

Supondo Ap = 4,0 cm

2

Ac_liq = Ac - Ap = 1.994 - 4,0 = 1.990 cm

2

Aci = Ac_liq + α p Ap = Ac + ( α p - 1 ) Ap

α p

p

c

E

E

Neste projeto, optou-se por utilizar α e = 6,40 , a favor da segurança, em detrimento do valor α e = 15 recomendado pela NBR7197.

Aci = 1.994 + (6,40 - 1)×4,0 = 2.015,60 cm

2

Reações de apoio devido ao peso próprio:

Va =^ Vb = 5,6475^ × 15 / 2 = 42,356 kN

Momento fletor devido ao peso próprio:

Mgs 1 = 42,356 × 1,5 - 5,6475(1,5)

2 / 2 = 57,181 kN.m

Mgs 2 = 42,356 × 3,0 - 5,6475(3,0)

2 / 2 = 101,654 kN.m

Mgs 3 = 42,356^ × 4,5 - 5,6475(4,5)

2 / 2 = 133,421 kN.m

Mgs 4 = 42,356 × 6,0 - 5,6475(6,0)

2 / 2 = 152,481 kN.m

Mgs 5 = 42,356 × 7,5 - 5,6475(7,5)

2 / 2 = 158,834 kN.m

Força cortante devido ao peso próprio:

Vgs 1 = 42,356 - 5,6475 × 1,5 = 33,885 kN

Vgs 2 = 42,356 - 5,6475^ × 3,0 = 25,414 kN

Vgs 3 = 42,356 - 5,6475 × 4,5 = 16,942 kN

Vgs 4 = 42,356 - 5,6475 × 6,0 = 8,471 kN

Vgs 5 = 42,356 - 5,6475 × 7,5 = 0,0 kN

Diagramas de esforços devido ao peso próprio

s 1 s 2 s 3 s 4 s 5

57,

101, 133, 152,481 (^) 158,

42, 33, 25, 16, 8,

DMF

DEC

(kN.m)

(kN)

5.2 Esforços devido às cargas móveis

Cargas admissíveis para apoio de ponte rolante:

3,60 m

69 kN 69 kN

Linhas de influência para os momentos:

a b

L

δ

δ =

a b

L

s 1 s 2 s 3 s 4 s 5

1,35 0,^

L.I.Ms 1

2,40 1,

L.I.Ms 2

3,

2,

L.I.Ms 3

3,

2,

L.I.Ms 4

3,

1,

L.I.Ms 5

3,6 m

3,6 m

3,6 m

3,6 m

3,6 m

Força Cortante devido à carga móvel:

Vqs 1 = 69 (0,90+0,66) = 107,64 kN

Vqs 2 = 69 (0,80+0,56) = 93,84 kN

Vqs 3 = 69 (0,70+0,46) = 80,04 kN

Vqs 4 = 69 (0,60+0,36) = 66,24 kN

Vqs 5 = 69 (0,50+0,26) = 52,44 kN

Vq_apoio = 69 (1,00+0,76) = 121,44 kN

5.3 Tensões devido ao peso próprio

Bordo inferior (i):

W

J

y

i

h

i

. , cm

3

Bordo superior (s):

3

  1. 467 , 65 cm 48 , 68

s

h s y

J

W

Na seção mais solicitada:

σ gi

gmax

i

M

W

×

2 ,

. ,

kN.cm

cm

3 kN / cm

2

σ gs

gmax

s

M

W

×

2 ,

. ,

kN.cm

cm

3 kN / cm

2

5.4 Tensões devido à carga móvel:

Teste para determinar a seção crítica:

Na seção S 4 :

Mgs 4 + Mqs 4 = 152,48 + 397,44 = 549,92 kN.m

Na seção S 5 :

Mgs 5 + Mqs 5 = 158,83 + 393,30 = 552,13 kN.m

seção crítica (^) ⇒ S (^5)

σ qi

qmax

i

M

W

×

2 ,

. ,

kN.cm

cm

3 kN / cm

2

σ qs

qmax

s

M

W

×

2 ,

. ,

kN.cm

cm

3 kN / cm

2

6. CÁLCULO DA FORÇA DE PROTENSÃO E DA ARMADURA ATIVA

Considerando que será utilizada protensão limitada com aderência inicial (pré-tração), optou-se por tentar utilizar um cabo de protensão reto, com uma excentricidade igual à adotada na figura do item 4.2: yp = 5 cm. Daí temos:

ep = y2 – yp = 46,32 – 5,00 ∴ ep = 41,32 cm (do eixo baricêntrico para o bordo inferior)

Cálculo das tensões devido à protensão:

∞ ∞

∞ ∞ ∞ ∞ = 

P

P

P P

Ws

P ep

Aci

P

σ ps

∞ ∞

∞ ∞ ∞ ∞ =− 

P

P

P P

Wi

P ep

Aci

P

σ pi

6.1 Combinações quase permanentes (estado limite de descompressão)

σ (^) g + σ p +ψ 2 ⋅σ q ≤ σ ctM (a carga da ponte não é quase permanente)

σ g + σ p ≤ 0

σ (^) p ≤− σ g

0,

-0,

(g)

(p)

2097,

P∞

703,

  • P∞

= (g+p)

0,

0,

  • P kN

P

∞ (p/ não haver tensões de tração no bordo inferior)

  • P kN

P

∞ (p/ não haver tensões de tração no bordo superior)

6.2 Combinações freqüentes (estado limite de formação de fissuras)

σ g + σ p +ψ 1 ⋅ σ q ≤ 1 , 2 ⋅ f ctk

σ g + σ p + 0 , 6 ⋅ σ q ≤ 1 , 2 ⋅ 0 , 25

+0,

-0,

(g)

(p)

2097,

P∞

703,

  • P∞

= (1,2 fctk)

+0,

0,6. 0,

-0,6. 0,

  • (0,6 g)

6.6 Cálculo da Armadura Ativa

Com P∞ = 411,13 kN, para pré-tração com aço RB e admitindo-se 20% de perdas, temos:

  • 

2

2

f kN cm

f kN cm

pyk

ptk σ pi

  • kN perdas

P

Pi 513 , 91 1 0 , 20

2 3 , 339 153 , 90

cm

Pi A pi

p = = = σ

Designação Bitola (mm) Área (cm²) n n x Ap (^) efet Folga (%)

CP 190 RB 9,5 9.5 0.548 7 3.836 14. CP 190 RB 11 11 0.742 5 3.710 11. CP 190 RB 12,7 12.7 0.987 4 3.948 18. CP 190 RB 15,2 15.2 1.400 3 4.200 25.

Adotou-se 5^ φ^ 11,0 →^ Apefet = 3,710 cm²

  • Pi = Ap ⋅σ pi = 3 , 710 ⋅ 153 , 90 = 570 , 97 kN

Pi

P

FolgaFolga = 28 %

6.7 Cálculo das Perdas

6.7.1 Perdas por Acomodação da Ancoragem

Considerando-se que numa pista de protensão com o sistema de pré-tração é mais econômico e prático protender e ancorar só de um lado, tem-se:

δ (^) = 6 mm

L = 15,0 m + 2 * 1,0 m (1m de folga em cada extremidade da viga para facilitar o manuseio das formas) L = 17,0 m

2 6 , 882 / 17 , 0

19500 kN cm L

Ep Ep L

p

p p c = → ∆ = ⋅ = ⋅ =

δ σ

σ δ ε ε

pi

p

σ

σ ∴∴∴∴ Perdas = 4,47 %

6.7.2 Perdas por Deformação Imediata do Concreto

Po = Pi ⋅ ( 1 − Perdas ) = 513 , 91 ⋅( 1 − 0 , 0447 ) = 490 , 94 kN

2

(^22)

4 , 154 / 2067324

6 , 4 kN cm J

P e

Aci

P

h

o o p p e = 

∆σ =α ⋅ − −

pi

p

σ

σ ∴∴∴∴ Perdas = 2,70 %

6.7.3 Perdas por Atrito

No sistema de protensão na qual se utiliza pré-tração com cabos retilíneos, não se tem perdas de protensão por atrito.

Total das perdas imediatas: 4,47 + 2,70 = 7,17 %

Po = Pi ⋅ ( 1 − Perdas ) = 513 , 91 ⋅( 1 − 0 , 0717 ) = 477 , 06 kN

6.7.4 Perdas por Retração do Concreto

Dados Adotados:

  • (^) umidade relativa do ar: U = 60 %
  • temperatura média anual: T = 22

o C

  • abatimento do tronco de cone: slump = 8 cm
  • tempo inicial: to = 7 dias
  • tempo final: tf = 3000 dias (aproximadamente 8 anos)
  • perímetro em contato com o ar: uar = 304,14 cm
  • área da seção transversal: A = 1994,0 cm²
  • retração → α = 1

4 4

2 4

2

1 10 4 ,^0198210 1590

− − − ⋅ =− ⋅ 

U U

ε s

  • Para U ≤ 90% →

( ) ( ) 1 1 1 , 165

7 , 80 , 1 7 , 80 , 160 = + = + =

− + ⋅ − + ⋅ e e

U γ

  • cm m u

Ac h ar

fic^15 ,^2760 ,^15276 304 , 14

=γ⋅

fic

fic s h

h ε

4 4 1 2 4 ,^01982100 ,^9513 ,^822810

− − ε cs ∞ = ε s ⋅ ε s =− ⋅ ⋅ =− ⋅

4 3 2

3 2

3

3 2

E h h h h

D h h h

C h h

B h h h

A h hfic m

Idade Fictícia do Concreto:

  • t dias

T

t (^) o fic o 7 7 , 467 30

=α⋅

  • t dias

T

t (^) f fic f 3000 3200 30

=α⋅

Sendo:

o

o d t t

t t β

3 2

3 2

3 2

3 2

D h h h

C h h h

B h h h

A h h h h hfic m

Sendo: ( ) t C t D

t A t B f t

  • ⋅ +

2 β

temos:

  • ( ) 0 , 3527 22 , 4 349 , 099 22 , 4 6612 , 234

2

2

  • ⋅ +

β f tofic =

  • ( ) 0 , 9844 9600 349 , 099 9600 6612 , 234

2

2

  • ⋅ +

β f tf fic =

O coeficiente de fluência é dado por:

  • φ ( t , to () =) φ ( ) af ∞⋅(β (^) f t −β f to ) +φ d ∞⋅ β d

φ ( t , to ) = 0 (, 2845 + 3 , 8164 ⋅) 0 , 9844 − 0 , 3527 + 0 , 4 ⋅ 0 , 9948

φ( t , to ) = 3 , 093

Na altura correspondente aos cabos:

2

(^22)

0 , 631 / 2067324

kN cm J

P e

Aci

P

h

o o p cPo =

σ =− −

2 128 , 588 / 3 , 710

kN cm Ap

Po σ Po = = =

2

2 41 , 32 0 , 317 / 2067325

e kN cm J

M

p h

g cg ⋅ =

σ = ⋅ =

( ) (^) ( ) 2 6 , 756 /

kN cm

Po

cPo

cg cPo P =−

 

φ

σ

σ α

α φ σ σ σ (^) φ

pi

p

σ

σ (^) φ ∴∴∴∴ Perdas = 4,39 %

6.7.6 Perdas por Relaxação do Aço de Protensão

tempo inicial: to = 7 dias tempo final: tf = 3000 dias

Aço de baixa relaxação: RB

= = → ψ 1000 =

σ

ptk

pi

f

( )

( ) 0 , 06835 1000

0 , 15 0 , 15 0 0 1000  = 

t t ψ tt ψ

( ) ( )

2 ∆σPr i t , t 0 =ψ t , t 0 ⋅σ Pi = 0 , 06835 ⋅ 153 , 90 = 10 , 519 kN / cm

, 2 Pr Pr^9 ,^621 / 153 , 90

1 10 , 519 1 kN cm Pi

Ps i = 

σ

σ σ σ

φ

pi

pr

σ

σ ∴∴∴∴ Perdas = 6,25 %

6.7.7 Total de Perdas

Tipo de Perda Valor (%) Ancoragem 4, Atrito dos Cabos 0, Deformação Imediata do Concreto 2, Retração do Concreto 4, Fluência do Concreto 4, Relaxação do Aço 6, Total de Perdas (^) 21,96 %

A folga dada inicialmente, depois do ajuste das armaduras para 5 φ11,0 mm foi de 28 %. Devido à

grande diferença (6,04 %), tentou-se recalcular as perdas através da adoção de uma folga menor, por volta

de 18 % (entre 19 e 28% de folga, sempre teremos 5 φ11,0 mm como sendo a armadura mais econômica),

obtendo-se:

Perdas admitidas = 18% Po = 501,38 kN As = 3,258 cm

2 → 6 φ9,5 mm (As (^) efet = 3,288 cm

2 )

Folga obtida pelo ajuste das armaduras = 18,8 %

Novas perdas: Tipo de Perda Valor (%) Ancoragem 4, Atrito dos Cabos 0, Deformação Imediata do Concreto 2, Retração do Concreto 4, Fluência do Concreto 4, Relaxação do Aço 6, Total de Perdas 21,66 %

Como as perdas são maiores que a folga obtida, ao adotar-se esta solução não se terá no tempo

infinito a força de protensão necessária P∞. Daí, optou-se por manter a consideração inicial de 5^ φ11,0 mm,

com um total de perdas de 21,96 %.

P ∞ = Pi ⋅ ( 1 − perdas ) = 570 , 97 ⋅( 1 − 0 , 2196 ) = 445 , 58 kN