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Neste documento, aprenda sobre a determinação da curva de solubilidade do cloreto de potássio (kcl) através de um experimento simples. Saiba quais são os princípios básicos da solubilidade, como a importância da cristalização seletiva e do equilíbrio de solubilidade, além do papel dos solventes na purificação de substâncias. Adquirirá conhecimentos práticos sobre a dissolução de sólidos, a recristalização e as características desejáveis de um solvente para essa finalidade.
Tipologia: Esquemas
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EXPERIMENTO 2 – DETERMINAÇÃO DA CURVA DE SOLUBILIDADE DO KCl
1. Princípios básicos
Os depósitos de vários sais comercialmente importantes encontrados em várias partes do mundo formaram-se na natureza por evaporação de soluções de sais produzidos por processos geológicos. A própria água do mar constitui uma fonte inesgotável, porém diluída de muitos sais importantes. A produção industrial de vários sais, a partir dessas fontes, depende dos princípios de cristalização seletiva (ou fracionada) que, por sua vez, depende dos princípios de equilíbrio de solubilidade de misturas de sais e dos efeitos da temperatura e da concentração sobre esse equilíbrio. A solubilidade de um sólido (ou soluto), em um certo solvente, pode ser especificada pela massa do sólido que, dissolvido em 100 g de solvente, a uma dada temperatura, produz uma solução saturada (solução que colocada em presença do soluto sólido não sofre variação de composição, isto é, a solução e o soluto estão em equilíbrio). Com a determinação da solubilidade de uma substância pode-se avaliar a pureza da mesma. O processo de dissolução de um sólido em um solvente requer que a estrutura do sólido seja destruída e que suas partículas constituintes (moléculas e íons) sejam dispersas no solvente. Uma substância que, ao se dissolver, liberta energia (dissolução exotérmica) terá sua solubilidade diminuída por um aumento na temperatura. Se a dissolução for endotérmica, o aumento da temperatura aumenta a solubilidade. Um dos métodos para se separar substâncias utiliza diferenças de solubilidade e o mais simples consiste em adicionar o solvente a uma dada temperatura, na qual a impureza seja solúvel, separando-a, depois, por filtração. Mas, desse modo, é difícil obter-se uma substância de alto grau de pureza, uma vez que as impurezas retidas dentro da estrutura cristalina não poderiam ser eliminadas. Seria, então, melhor dissolver toda a mistura, quer se utilizando um volume muito grande de solvente, quer aumentando a solubilidade pela variação de temperatura e, depois, conseguir a cristalização seletiva da substância de interesse, evaporando-se, parcialmente, o solvente ou variando a temperatura. A técnica de recristalização, na sua forma mais simplificada e para sólidos que se dissolvem endotermicamente, pode ser resumida da seguinte maneira: (a) Dissolve-se a substância a ser purificada no solvente à temperatura de ebulição ou perto desta; (b) Filtra-se a solução à quente para remover partículas de material insolúvel; (c) Deixa-se que a solução esfrie até a cristalização da substância desejada. As impurezas solúveis presentes não devem cristalizar neste solvente a esta temperatura; 7
(d) Separam-se por filtração os cristais da solução sobrenadante (solução-mãe) (e) Seca-se o sólido obtido. As características mais desejáveis de um solvente para recristalização são: (a) Alto poder de dissolução para a substância a ser purificada à temperaturas elevadas e um poder comparativamente baixo de dissolução à temperatura do laboratório ou abaixo dela (isto permite que o soluto cristalize como resfriamento); (b) Deve dissolver as impurezas completamente (isto impede a recristalização das impurezas) ou apenas em uma extensão muito pequena (isto permite separá-las por filtração); (c) Deve ser de fácil remoção dos cristais do composto purificado, isto é, possuir um ponto de ebulição relativamente baixo. É suposto que o solvente não reage quimicamente com a substância a ser purificada. Se existir mais de um solvente que preencha esses requisitos deve-se levar em conta na seleção, fatores como facilidade de manipulação, toxidez, inflamabilidade, custo, etc. Nesta experiência serão coletados dados que permitam construir a curva de solubilidade do KCl.
2. Objetivos específicos Aprender a determinar a curva de solubilidade de um sal inorgânico e extrair corretamente informações contidas nesta curva. 3. Materiais necessários
Cada grupo poderá trazer uma lanterna para facilitar a visualização de novos cristais.
4. Procedimento experimental
1. Separar 7 tubos de ensaio, numerá-los e carregá-los com as quantidades de KCl indicadas na tabela a seguir:
Tubos Massa de KCl (g) Volume de água (mL) Temperatura ppt 1 1,2 0 2, 2 1, 15 2, 5 3 1, 10 2, 4 1 , 05 2, 5 1,00 2, 6 0,95 2, 7 0,90 2,
2. Coloque os tubos contendo KCl em banho-maria, eleve a temperatura da água até a completa dissolução do sal agitando as soluções. 3. Retire o tubo 1 do banho-maria e insira imediatamente o termômetro em seu interior, mantendo-o dentro da solução porém sem tocar o fundo do tubo. 4. Quando os primeiros cristais de sal se tornarem visíveis, anote na tabela o valor da temperatura da solução em que está ocorrendo o fenômeno. 5. Tomar o tubo número 2 e repetir o procedimento até chegar ao tubo 7.
5. Atividade Complementar
1 ) A partir dos dados coletados durante o experimento, calcular o coeficiente de solubilidade do KCl, expressando-o em g(KCl)/100g H 2 O, e montar uma tabela e um gráfico (em papel milimetrado ou em algum programa de computador específico para gráfico) destes valores em função da temperatura, ajustando os pontos em uma linha; 2 ) A partir do gráfico obtido no exercícios 1 determine: a) qual o valor do coeficiente de solubilidade do KCl a 40oC? b) quantos gramas de KCl estariam solubilizados a 40 oC?