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Resolução de Exercícios de Física: Osciladores e Forças, Exercícios de Física

Este documento contém a resolução de exercícios de física sobre os temas de osciladores harmônicos e forças. Inclui a análise de um problema de queda de uma paraquedista, o cálculo da velocidade vertical em função do tempo, a determinação das condições iniciais para o movimento do oscilador sem transiente, a maximização da amplitude do movimento, o cálculo das potências dissipadas em diferentes frequências e a análise do movimento de um oscilador em ressonância.

Tipologia: Exercícios

2021

Compartilhado em 22/06/2021

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e-Física
Ensino de Física Online
03 – Oscilações Forçadas
Exercícios Resolvidos
Exercício Resolvido 3.1
Uma paraquedista, com massa m = 50 kg, se lança de um avião com velocidade vertical nula. Durante a
queda, ela fica sujeita à força de atrito:
Fb
v
a

onde b = 100 kg/s. Encontre a velocidade vertical da paraquedista em função do tempo desde o salto.
Resolução:
Fisicamente, o movimento da paraquedista exemplo é bem distinto de um oscilador harmônico. A solução
matemática é semelhante, entretanto. Adotado o sentido descendente como positivo, a segunda lei de Newton
nos dá a igualdade:
m
dv
dt
bv mg
y
y
 (3.01.1)
Essa equação independe da posição y. Convém, portanto, escolher s = 0, de forma que:
zv
y
=
(3.01.2)
Com isso, a equação (3.01.1) se reduz à equação diferencial:
dz
dt zg
(3.01.3)
onde g = b / m = 2s
–1.
Como na equação dz
dt
sz est
dze
dt
st


()
()
, o lado esquerdo pode ser escrito como o produto de uma
função do tempo por uma derivada:
dz
dt
ze dze
dt
t
t

()
(3.01.4)
Assim, a equação (3.01.3) pode ser escrita na forma
dze
dt
ge
t
t
()
(3.01.5)
Podemos agora integrar os dois lados em relação ao tempo para encontrar o resultado:
zte
()
(3.01.6)
pf3
pf4
pf5

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Baixe Resolução de Exercícios de Física: Osciladores e Forças e outras Exercícios em PDF para Física, somente na Docsity!

03 – Oscilações Forçadas

Exercícios Resolvidos

Exercício Resolvido 3.

Uma paraquedista, com massa m = 50 kg , se lança de um avião com velocidade vertical nula. Durante a queda, ela fica sujeita à força de atrito:

Fa   bv

onde b = 100 kg/s. Encontre a velocidade vertical da paraquedista em função do tempo desde o salto.

Resolução:

Fisicamente, o movimento da paraquedista exemplo é bem distinto de um oscilador harmônico. A solução matemática é semelhante, entretanto. Adotado o sentido descendente como positivo, a segunda lei de Newton nos dá a igualdade:

m

dv dt

y   bv (^) y  mg (3.01.1)

Essa equação independe da posição y. Convém, portanto, escolher s = 0, de forma que:

z = vy (3.01.2)

Com isso, a equação (3.01.1) se reduz à equação diferencial: dz dt

  z  g (3.01.3)

onde g = b / m = 2 s –1.

Como na equação dz dt

s z e

s t dzedts t

  

( ) (^  ) , o lado esquerdo pode ser escrito como o produto de uma

função do tempo por uma derivada:

dz dt

z e d ze dt

    t^ (^  t )^ (3.01.4)

Assim, a equação (3.01.3) pode ser escrita na forma d ze dt

ge (  t )  t  (3.01.5)

Podemos agora integrar os dois lados em relação ao tempo para encontrar o resultado:

z t e ( )  t^^ g e  t c 

Para encontrar a constante de integração c , basta lembrar que em t = 0 a velocidade vy é nula. Em outras palavras, z (0) = 0. Da equação (3.01.6), vemos então que c = – g / g. Substituído esse valor na mesma equação, concluímos que:

z t ( )  v (^) y ( ) t  g^ (  e  t ) 

ou

v (^) y ( ) t  5 1(  e ^2 t^ ) (3.01.8)

Em t = 0, o lado direito é nulo, como esperado. Para t  , por outro lado, a velocidade vy tende ao valor limite v (^) y (  ) 5 m / s. Sem o atrito, a velocidade vertical aumentaria sem limite até a paraquedista colidir com o solo. O atrito do paraquedas com o ar faz com que a velocidade, mesmo depois de muito tempo, seja moderada.

Exercício Resolvido 3.

Que condições iniciais deve satisfazer o oscilador, sujeito à força na equação dz dt

s z e

s t dzedts t

  

( ) (^  ) ,

para que não haja transiente? Dito de outra forma, quais devem ser as condições iniciais para que o oscilador entre imediatamente no regime estacionário?

Resolução:

A parte transiente do movimento descrito pela equação:

z t z F m

s s

e F m

e s

s t i^ t 

    ^  

cos 0 0 2 0 2 0 20 ^0 

sen ^   ^ 

 (^)    i

e s i

i t  

  0

é o primeiro termo à direita. Para que não haja transiente, o fator entre parênteses naquele termo deve anular- -se, isto é,

z F m

s (^0) s

 

cos  sin   (3.02.01)

Como há dois valores para s, a equação (3.02.01) se desdobra em duas:

v s x F m

s s

( ) 0  ( ) 0  0 cos^20  2 sin^0    

e

v s x F m

s s

( ) 0  ( ) 0  0 cos^20  2 sin^0    

Para encontrar a posição inicial, basta subtrair as duas igualdades membro a membro. A velocidade inicial é cancelada e resulta que:

x F m s s

s s

s s

0 0 cos^0 sin^0 cos^ sin  (^)  2 2 20 2 0

 

 

Exercício Resolvido 3.

Um oscilador é constituído por uma massa m = 1 kg presa a uma mola de constante k = 100 N/m e sujeita a atrito viscoso com coeficiente b = 1 kg/m. Ele está sujeito a uma força externa F ( t ) = cos (w t ) N. Encontre as potências dissipadas nas frequências w = 1 rad / s , 10 rad / s e 100 rad / s.

Resolução:

Dos dados, extraímos os seguintes parâmetros:

 0 ^ k  10 m

rad / s (3.04.1)

  b   m

1 s 1 (3.04.2)

F

m

0 W

2

0

2

3 2

  ^ (3.04.3)

Quando w = 1 rad / s , a razão w / w 0 vale 0,1. Substituído esse valor no denominador da segunda fração à direita na equação:

P F m

02 (^020) 0

2

0

encontramos que:

P ( 1 rad / s )  5 1 10,  ^5 W (3.04.5)

Quando w = 10 rad / s , a razão w / w 0 vale 1. Da equação: P F m

02 (^020) 0

2

0

encontramos então que:

P ( 10 rad / s ) = 0 5, W (3.04.6)

Finalmente, quando w = 100 rad / s , a razão w / w 0 vale 10, e a equação: P F m

0

2

(^020) 0

2

0

mostra que a potência é igual à encontrada na equação (3.04.5):

P ( 100 rad / s )  5 1 10,  ^5 W (3.04.7)

A potência média na frequência 10 rad / s é quase 10 mil vezes maior do que nas duas outras frequências. Isso porque, como w 0 = 10 rad / s , a frequência na equação (3.04.06) está ressonância, o assunto da próxima seção.

Exercício Resolvido 3.

Calcule o fator de qualidade do oscilador do exercício 3.4.

Resolução:

Da equação (3.04.4), podemos ver que:

Q    

Embora relativamente modesto, esse fator de qualidade é responsável pela enorme magnificação da potência média encontrada no exercício 3.4.

Exercício Resolvido 3.

Compare a força externa na ressonância com a força de atrito.

Resolução:

A força de atrito é Fv = – bv. A velocidade é dada pela equação:

v t dx dt

F

m

( ) t ( ) ( )

0

2 2 2 2 0 0

sen  

Temos então que:

F t bF m v ( )^ t ( ) ( )

0

2 2 2 2 0 0

sen    (3.06.1)

Na ressonância, com w = w 0 , o primeiro dentro da raiz quadrada à direita se anula, e resulta que:

F t bF m v ( )^ ^0 (^ t ^0  0 ) 

sen    (3.06.2)

Lembramo-nos agora de que g = b / m e de que, na ressonância, q 0 = p / 2. Resulta que:

Fv ( ) t   F 0 (^) cos(  t  0 ) (3.06.3)

que é o negativo da força externa, dada pela equação:

F t ( )  F 0 (^) cos(  t  0 )

A força de atrito, portanto, neutraliza a força externa.

A semelhança entre as equações (3.07.4) e (3.07.9) mostra que, para altas frequências, tudo se passa como se não existissem mola ou atrito viscoso. A força externa trabalha quase que exclusivamente para vencer a inércia da massa.

Exercício Resolvido 3.

O oscilador do exercício 3.7 está agora sujeito à força F  100 cos(  t ), no Sistema Internacional, onde ^   8 rad / s. Mostre que o seu movimento equivale ao de um corpo sem inércia sujeito apenas ao atrito viscoso.

Resolução:

Se a massa m não tivesse inércia e estivesse apenas sujeita ao atrito viscoso, seu movimento seria descrito pela equação:

F t ( ) = bv t ( ) (3.08.1) isto é,

100 cos( 8 t ) 8 dx dt

Para encontrar a posição em função do tempo, devemos apenas integrar os dois lados da equação (3.08.2) em relação ao tempo. Isso feito, vemos que:

x t ( )  1 5625. sen ( 8 t ) c (3.08.3)

onde c é uma constante que pode ser desconsiderada porque queremos que a massa oscile em torno da origem. Assim, a equação (3.08.3) pode ser escrita na forma:

x t ( ) = 1 5625. sen ( 8 t ) (3.08.4)

No entanto, o oscilador tem inércia e está sujeito a uma terceira força: a da mola. A análise mais rigorosa conduz, como já vimos, à equação (3.36) com as constantes w 0 , g, F 0 e m encontradas no exercício 3.7. Como ^   8  0 , estamos na ressonância. O ângulo q 0 é, portanto, p / 2 rad , e a equação:

x t F
m
( )  e i^ t

    ^ 

0  ^ ^  

2 02 2 2

0 0

  

assume a forma:

x t F
m
( )  sen ( t )

e a substituição dos valores encontrados no exercício 3.7 conduz a resultado idêntico à equação (3.08.4). Na ressonância, a força da mola é exatamente suficiente para neutralizar a inércia da massa, e a força externa precisa apenas neutralizar o atrito viscoso – a mesma conclusão a que chegamos no exercício 3.6. Na ressonância, tudo se passa como se Aristóteles tivesse tomado o lugar de Newton. Em lugar de a força externa ser proporcional à aceleração, a força externa é proporcional à velocidade. É como argumentava a filosofia grega.