Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


exercícios sobre colisões, Exercícios de Física

exercícios resolvidos sobre coliões do livro halliday vol 1

Tipologia: Exercícios

2021

Compartilhado em 12/02/2021

igor-caulyt
igor-caulyt 🇧🇷

5

(2)

3 documentos

1 / 20

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
Problemas Resolvidos de Física Prof. Anderson Coser Gaudio Depto. Física UFES
________________________________________________________________________________________________________
Resnick, Halliday, Krane - Física 1 - 4a Ed. - LTC - 1996. Cap. 10 Colisões
1
RESNICK, HALLIDAY, KRANE, FÍSICA, 4.ED., LTC, RIO DE JANEIRO, 1996.
FÍSICA 1
CAPÍTULO 10 COLISÕES
01. Na prova de resistência do pára-choques de um novo carro, o veículo, de 2.300 kg e a 15 m/s,
colide com o parapeito de uma ponte, sendo parado em 0,54 s. Determine a força média que
atuou no carro durante o impacto.
(Pág. 209)
Solução.
Considere o seguinte esquema:
Durante o curto tempo de duração da colisão a única força externa relevante que atua no carro é a
força do parapeito da ponte (F). Portanto:
d
dt
==
ext P
FF
Suponha que o referencial x aponta no sentido do movimento do carro. Em x:
x
dP
Fdt
=
x
dP Fdt=
(1)
De acordo com a Seção 10.3 (Pág. 195), a Eq. (1) é equivalente a:
x
P F t =
063.888,88 N
mv
Ft
= =
4
6,4 10 NF
02. Uma bola de massa m e velocidade v bate perpendicularmente em uma parede e recua sem
perder velocidade. (a) O tempo de colisão é t; qual a força média exercida pela bola na parede?
(b) Avalie numericamente essa força média no caso de uma bola de borracha de massa de 140 g
à velocidade de 7,8 m/s, sendo de 3,9 ms a duração do choque.
(Pág. 209)
v
m
x
F
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14

Pré-visualização parcial do texto

Baixe exercícios sobre colisões e outras Exercícios em PDF para Física, somente na Docsity!


1

RESNICK, HALLIDAY, KRANE, FÍSICA, 4.ED., LTC, RIO DE JANEIRO, 1996.

FÍSICA 1

CAPÍTULO 10 – COLISÕES

01. Na prova de resistência do pára-choques de um novo carro, o veículo, de 2.300 kg e a 15 m/s,

colide com o parapeito de uma ponte, sendo parado em 0,54 s. Determine a força média que atuou no carro durante o impacto.

( Pág. 209 )

Solução.

Considere o seguinte esquema:

Durante o curto tempo de duração da colisão a única força externa relevante que atua no carro é a

força do parapeito da ponte ( F ). Portanto:

d

dt

 ext^ =^ =

P
F F

Suponha que o referencial x aponta no sentido do movimento do carro. Em x :

dPx F dt

dPx = Fdt (1)

De acordo com a Seção 10.3 (Pág. 195), a Eq. (1) é equivalente a:

P (^) x = Ft

0 (^0 )^ (^0 )

0

p x p p m v^ v^ m^ v F t t t t t

 −^ −^ −

0 63.888,88 N

mv F t

4 F  − 6, 4  10 N

02. Uma bola de massa m e velocidade v bate perpendicularmente em uma parede e recua sem

perder velocidade. (a) O tempo de colisão é  t ; qual a força média exercida pela bola na parede?

(b) Avalie numericamente essa força média no caso de uma bola de borracha de massa de 140 g à velocidade de 7,8 m/s, sendo de 3,9 ms a duração do choque.

( Pág. 209 )

v

m

x

F


2

Solução.

Considere o seguinte esquema:

(a) A força média envolvida na colisão é:

px p p 0 m v (^ v 0^ ) m^ ( v^ v )

F

t t t t

 −^ −^ −^ −

2 mv F t

(b) O módulo da força média é:

3

2(0,140 kg)(7,8 m/s) 560 N (3,9 10 ms)

F = − =

2 F = 5,6  10 N

32. Uma bola de aço de 0,514 kg está amarrada a um fio de 68,7 cm e é solta quando este está na

horizontal (Fig. 32). No fim do arco de 90

o descrito pela bola, ela atinge um bloco de aço de

2,63 kg que está em repouso numa superfície sem atrito: a colisão é elástica. Determine (a) a

velocidade da bola e (b) a velocidade do bloco, ambas imediatamente após o choque. (c)

Suponha agora que na colisão metade da energia cinética mecânica seja convertida em energia interna e energia sonora. Determine as velocidades finais.

( Pág. 211 )

Solução.

Considere o seguinte esquema:

v

m

-v

m

x


4

m v 1 1 (^) B + 0 = m v 1 1 (^) C ' + m v 2 2 C '

1 1 1 1 ' 2 ' 2

B C C

m v m v v m

=^ (2)

Substituindo-se (2) em (1):

( )

( )

1 1 1 2 2 1 1 ' 1 2

B B C

m v v m m m v m m

São duas as possibilidades para v 1 C’ :

1 '

1 '

1,34768 m/s

2,54811 m/s

C

C

v

v

Como m 1  m 2 , sabe-se que v 1 C’  0. Logo:

v 1 (^) C '  −1,35 m/s

Substituindo-se (3) em (2):

( )

( )

1 2 1 1 1 2 2 1 2 ' 2 1 2

B B C

m m v m v m m m v m m m

Também são duas as possibilidades para v 2 C’ :

2 '

2 '

0, 219525 m/s

0,980907 m/s

C

C

v

v

Somente v 2 C’ = 0,980907... torna KC’ = KB /2 (verifique você!). Logo:

v 2 (^) C ' 0,981 m/s

40. Uma bola de massa m é lançada com velocidade v , no cano de uma espingarda de mola de

massa M , que está inicialmente parada numa superfície sem atrito, conforme a Fig. 34. A bola

fica agarrada ao cano no ponto de máxima compressão da mola e não há perda de energia por

atrito. (a) Qual a velocidade da espingarda depois que a bala pára no cano? (b) Que fração da

energia cinética inicial da bola fica armazenada na mola?

( Pág. 212 )

Solução.

Considere o seguinte esquema:


5

(a) Trata-se de um choque completamente inelástico ( v 1 f = v 2 f ). O momento linear em x é

conservado.

Pxi = Pxf

m v 1 1 (^) i + m v 2 2 (^) i = m v 1 1 (^) f + m v 2 2 f

mvi + 0 = mv (^) f + Mvf

f i

m v v m M

(b) A energia armazenada na mola é dada por KiKf. Logo, a fração da energia cinética inicial que

fica armazenada na mola é:

2 2

2

i f i f

i i

mv m M v K K f K mv

Substituindo-se (1) em (2) e simplificando-se:

M f m M

41. Um bloco de massa m 1 = 1,88 kg desliza ao longo de uma superfície sem atrito com velocidade

de 10,3 m/s. Diretamente em frente dele, e movendo-se no mesmo sentido, há um bloco de massa m 2 = 4,92 kg, cuja velocidade é 3,27 m/s. Uma dada mola de massa desprezível, cuja

constante elástica vale k = 11,2 N/cm está presa à traseira de m 2 , conforme a Fig. 35. Quando os

blocos se chocam, qual a compressão máxima da mola? ( Sugestão : No momento de compressão

máxima da mola, os dois blocos se movem juntos e o choque é completamente inelástico nesse

ponto; calcule então a velocidade comum.)

( Pág. 212 )

Solução.

Como foi sugerido no enunciado, no momento da compressão máxima da mola os blocos viajam à

mesma velocidade (colisão inelástica). Aplicando-se a conservação do momento linear:

Pxi = Pxf

x

vi

M m

vf

Inicial

Final


7

Uma consideração importante a ser feita é que, embora o enunciado tenha fornecido a velocidade do

gato em relação ao trenó, as velocidades utilizadas na aplicação da conservação do momento linear

são em relação ao solo. A velocidade do gato em relação ao solo ( vg ) vale:

vg = vt + vgt (1)

Na Eq. (1) vt é a velocidade do trenó, que será substituída por v 1 (trenó 1) e v 2 (trenó 2) e vgt é a

velocidade do gato em relação ao trenó (que é uma velocidade de sinal negativo, pois tem o sentido

contrário ao do trenó). O momento linear do sistema na direção x é conservado devido à ausência de

forças externas nessa direção. Nos estados A e B temos:

PxA = PxB

PgA + P 1 (^) A = PgB + P 1 B

0 = m vg gB + Mv 1 B (2)

Substituindo (1) em (2):

0 = mg ( v 1 B + vgt )+ Mv 1 B

1 B gt

m v v m M

Estados B e C :

PxB = PxC

PgB + P 1 (^) B + P 2 (^) B = PgC + P 1 (^) C + P 2 C

Temos que P 2 B = 0 e P 1 B = P 1 C. Logo:

PgB = PgC + P 2 C

mvgB = mv (^) gC + Mv 2 C (4)

Substituindo (1) em (4):

m v ( 1 B + v gt )= ( m + M ) v 2 C (5)

Substituindo (3) em (5):

gt gt (^ ) 2 C

m m v mv m M v m M

 −^ +^ =^ +

2 C (^) 2 gt

mM v v m M

Estados C e D :

A
B
C
D
E

v2A = 0

v2B = 0

v2C

v2D

v 2E =v2D

v1A = 0

v1B

v 1C =v1B

v 1D =v1B

v1E

vgB

vgD


8

PxC = PxD

PgC + P 1 (^) C + P 2 (^) C = PgD + P 1 (^) D + P 2 D

Temos que P 1 C = P 1 D. Logo:

PgC + P 2 (^) C = PgD + P 2 D

( m^ +^ M v ) 2^ C =^ mvgD^ + Mv 2 D^ (7)

Substituindo (1) e (6) em (7):

2 gt^^ (^2 D^ gt^ )^2 D

mM m M v m v v Mv m M

gt gt (^ ) 2 D

mM v mv m M v m M

2

2 D (^) 2 gt 0, 0591785^ m/s

m v v m M

= − =

v 2 (^) D 5,92 cm/s

Estados D e E :

PxD = PxE

PgD + P 1 (^) D + P 2 (^) D = PgE + P 1 (^) E + P 2 E

Temos que P 2 D = P 2 E. Logo:

PgD + P 1 (^) D = PgE + P 1 E

mvgD + Mv 1 (^) B = (^) ( m + M v ) 1 E (9)

Substituindo (1) e (3) em (9):

( (^2) D gt ) gt^ (^ ) 1 E

m m v v M v m M v m M

2 D gt gt (^ ) 1 E

mM mv mv v m M v m M

Substituindo-se (8) em (10):

3

2 gt^ gt^ gt^^1 E

m mM v mv v m M v m M m^ M

− + − = +

2

1 E (^) 3 gt 0, 0515484^ m/s

m M v v m M

= = −

v 1 (^) E  −5,15 cm/s

A prova de que esse cálculo está certo pode ser feita somando-se o momento linear final do sistema,

que deve ser igual ao inicial, ou seja, zero:

Pf = Pg + P 1 (^) + P 2 (^) = ( m + M v ) 1 (^) E + Mv 2 D

2 2

f 3 gt 2 gt

m M m P m M v M v m M m M


10

0 59, 4654 km/h cos

A A

A B

m v v

m m 

v 59,5 km/h

47. Dois objetos A e B se chocam. A massa de A é de 2,0 kg e a de B , 3,0 kg. Suas velocidades antes

da colisão eram respectivamente viA = 15 i + 30 j e viB = − 10 i + 5,0 j. Após o choque, vfA =

−6,0 i + 30 j ; todas as velocidades as~em m/s. (a) Qual a velocidade final de B? (b) Quanta energia cinética foi ganha ou perdida na colisão?

( Pág. 212 )

Solução.

(a) Admitindo-se que haja conservação do momento linear durante a colisão:

Pi = Pf

p (^) Ai + p (^) Bi = p (^) Af + pBf

mA v (^) Ai + mB vBi = mA v (^) Af + mB vBf

A ( )

B

m

m

v (^) Bf = vAiv (^) Af + vBi

v (^) Bf = i + j − − i + j + − i + j

vBf = 4,0 i +5,0 j

(b)

(^1 2 1 2 1 2 )

2 2 2 2

K K (^) f Ki m vA Af m vB Bf m vA Ai m vB Bi

K =  m^ A vAfvAi + mB vBfvBi 

Normalmente calcularíamos vAf^2 como sendo igual a vAxf^2 + vAyf^2. Porém, neste problema não ocorre

variação do momento linear na coordenada y. Portanto, pode-se considerar, para fins do cálculo de

K , vAf

2 = vAxf

2

. Logo:

K =  m^ A vAxfv (^) Axi + mB vBxfvBxi 

(2,0 kg) ( 6,0 m/s) (15 m/s) (3,0 kg) (4,0 m/s) ( 10 m/s) 2

 K =  − −  +  − − 
 K = −315 J

K  −0,32 kJ

A resposta apresentada no livro (+700 J) é incoerente, pois indica ganho de energia cinética pelo

sistema. Desprezando-se a atuação de forças externas durante a colisão e considerando-se que

nenhuma energia potencial elástica eventualmente acumulada no sistema converta-se em energia

cinética, a energia cinética do sistema só pode permanecer como está (colisão elástica) ou diminuir

(colisão inelástica).

51. Um próton (massa atômica 1,01 u) choca-se elasticamente, a 518 m/s, com outro próton parado.

O primeiro próton é desviado 64,0o^ de sua direção inicial. (a) Qual a direção da velocidade do


11

próton-alvo após o choque? (b) Quais as velocidades dos prótons depois do impacto?

( Pág. 212 )

Solução.

Considere o seguinte esquema:

Na ausência de força externa resultante o momento linear será conservado em x e em y. Em x :

Pxi = Pxf

p 1 (^) xi + p 2 (^) xi = p 1 (^) xf + p 2 xf

mv 1 (^) i + 0 = mv 1 (^) f cos + mv 2 f cos

v 1 (^) iv 1 (^) f cos = v 2 f cos (1)

Em y :

Pyi = Pyf

p 1 (^) yi + p 2 (^) yi = p 1 (^) yf + p 2 yf

0 + 0 = − mv 1 (^) f sen + mv 2 f sen

v 1 (^) f sen = v 2 f sen (2)

As Eqs. (1) e (2) possuem três incógnitas e, por conseguinte, há necessidade de uma terceira

equação para resolver o sistema. A terceira equação vem da informação dada no enunciado do

problema, que disse ser o choque entre os prótons elástico. Logo:

K (^) i = Kf

K 1 (^) i + K (^) 2 i = K 1 (^) f + K 2 f

2 2 2 1 1 2

mv (^) i + = mv (^) f + mvf

2 2 2 v 1 (^) i = v 1 (^) f + v 2 f (3)

Dentre os vários caminhos que podem ser seguidos para resolver o sistema de equações (1), (2) e

(3), adotaremos o seguinte. Tomemos o quadrado de (1):

2 2 2 2 2

v 1 i − 2 v v 1 i 1 f cos + v 1 f cos = v 2 f cos  (4)

Tomemos também o quadrado de (2):

2 2 2 2

v 1 f sen = v 2 f sen  (5)

Adicionando-se (4) e (5) e reconhecendo-se que sen^2  + cos^2  = 1 e sen^2  + cos^2  = 1:

2 2 2 v 1 (^) i − 2 v v (^1) i 1 (^) f cos + v 1 (^) f = v 2 f (6)

Substituindo-se v2f^2 de (3) em (6):

2 2 2 2 v 1 (^) i − 2 v v (^1) i 1 (^) f cos + v 1 (^) f = v 1 (^) iv 1 f

v 1 (^) f = v 1 i cos =227, 076 m/s

x

y

v1i

m (^) m

v2i = 0

v2f

v1f


13

Na colisão entre m 1 e m 2 o efeito das forças externas é desprezível. Portanto, o momento linear é

conservado:

PBi = PBf

p 1 (^) Bi + p 2 (^) Bi = p 1 (^) Bf + p 2 Bf

m v 1 1 (^) B + 0 = (^) ( m 1 (^) + m 2 (^) ) v 12 B (2)

Na Eq. (2), v 12 B é é a velocidade inicial do conjunto m 1 - m 2 após a colisão. Substituindo-se (1) em

(2):

1 12 1 2

B

m gd v m m

Após a colisão, o movimento do conjunto ocorre com energia mecânica constante:

EB = EC

K (^) B + U (^) B = KC + UC

2 1 2 12 1 2

m + m v (^) B + = + m + m gh (3)

Substituindo-se (2) em (3):

2 1

1 2

m h d m m

  =    + 

60. (a) Mostre numa colisão elástica unidimensional a velocidade do centro de massa de duas

partículas, de massas m 1 e m 2 , que têm velocidade inicial v 1 e v 2 , respectivamente, é expressa por

1 2 1 2 1 2 1 2

CM i i

m m v v v m m m m

(b) Aplique as Eqs. 15 e 16 para v 1 f e v 2 f (as velocidades das partículas após o choque), a fim de

deduzir o mesmo resultado para vCM após o impacto.

( Pág. 214 )

Solução.

(a) A posição do centro de massa de duas partículas, m 1 e m 2 , cujas posições iniciais são,

respectivamente, x 1 i e x 2 i , é dado por:

1 2

x CM m x (^) i m xi m m

Derivando-se ambos os membros de (1) em relação ao tempo:

1 1 2 2

1 2 1 2

i i CM

m dx m dx v m m dt m m dt

1 2 1 2 1 2 1 2

CM i i

m m v v v m m m m

(b)

1 2 2 1 1 2 1 2 1 2

f i i

m m m v v v m m m m


14

1 2 1 2 1 2 1 2 1 2

f i i

m m m v v v m m m m

A velocidade do centro de massa das duas partículas após a colisão é, de acordo o resultado do item

(a):

1 2 1 2 1 2 1 2

CMf f f

m m v v v m m m m

Substituindo-se (15) e (16) em (2):

1 1 2 2 2 1 2 1 1 2 1 2 1 2 1 2 1 2 1 2 1 2 1 2

CMf i i i i

m m m m m m m m v v v v v m m m m m m m m m m m m

2 2 1 1 2 1 2 1 2 2 1 2 2 1 2 1 2 2 2 2 1 2 1 2 1 2 1 2

2 2 CMf i i i i

m m m m m m m m m m v v v v v m m m m m m m m

− − = + + +

2 2 1 1 2 2 1 2 2 1 2 2 1 2 1 2

CMf i i

m m m m m m v v v m m m m

= +

1 2 1 2 1 2 1 2

CMf i i

m m v v v m m m m

61. No laboratório, uma partícula de massa 3,16 kg, move-se a 15,6 m/s para a esquerda e se choca

frontalmente com outra partícula de massa 2,84 kg, que tem velocidade de 12,2 m/s para a

direita. Determine a velocidade do centro de massa do sistema de duas partículas após a colisão.

( Pág. 214 )

Solução.

Considere o esquema a seguir:

Como não há forças externas agindo sobre o sistema, o centro de massa não é acelerado.

 FExt^ =^ M aCM =^0

Logo:

vCM =Constante

v (^) CM i = v (^) CM f = vCM

Por definição:

1 2

m m m m

v (^) CM v 1 v 2

1 2

f m^ m m m

v (^) CM v1i v2i

Como o choque é unidimensional (coordenada x ), temos:

1 2

vCMf m v (^) i m vi 2, 44133 m/s m m

vCMf  −2, 44 m/s

x

v1i

m 1 m 2 v2i


Tipler, Mosca - Física para Cient e Eng - 6 a^ Ed. - LTC - 2009. Cap. 0 8 – Conservação da Quantidade de Movimento Linear

16

No caso da chapa, a situação é semelhante à da bala e o resultado é similar.

vc (^) 2 = 2 gH ( 2 )

(b) Nas configurações 1 e 2 há conservação da quantidade de movimento linear na coordenada 𝑦.

Portanto, podemos aplicar esta lei de conservação:

P 1 (^) y = P 2 y

mvb (^) 1 + Mvc (^) 1 = mvb (^) 2 + Mvc 2

mvb (^) 1 + 0 = mvb (^) 2 + Mvc 2 ( 3 )

Substituindo-se (1) e (2) em (3) e dividindo-se (3) por 𝑚, teremos:

b 1 2 2

M

v gh gH m

Devemos notar que a velocidade da bala está relacionada à altura que ela consegue chegar sob ação

da gravidade e à quantidade de energia que ela transfere ao compensado.

(c) Por definição, a energia mecânica do sistema na configuração 1 é:

2 2 1 1 1 1 1 1 1 1 1

E K U K b Ub Kc Uc mvb mvb

Substituindo-se (4) em (5):

2

1

M

E m gh gH m

2 2 (^1 )

M M

E m gh g hH gH m m

Logo:

2

1 2

M

E mgh gH Mg hH m

Na expressão acima, que corresponde à energia da bala antes da colisão com o compensado, essa

energia é representada em três termos. O primeiro é a energia que levará a bala até a altura ℎ. O

segundo e o terceiro termos estão relacionados à elevação do compensado à altura 𝐻, ao trabalho de

perfuração do compensado e ao calor que será dissipado para ambos os corpos. Não dá para separar

essas energias, pois foram geradas na forma de termos cruzados quando elevamos ao quadrado a

Eq. 4.

Na Configuração 2, teremos:

2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2

E K U K b U (^) b Kc Uc mvb Hvc

2 2 2 2 2

E = mv b + Mvc ( 7 )

Substituindo-se (1) e (2) em (7):

2 (^ )^ (^ )

E = m gh + M gH

E 2 = mgh + MgH ( 8 )

(d) A energia dissipada (𝐸𝑑) corresponde à variação observada na energia mecânica do sistema.


Tipler, Mosca - Física para Cient e Eng - 6 a^ Ed. - LTC - 2009. Cap. 0 8 – Conservação da Quantidade de Movimento Linear

17

Ed =  E = E 2 (^) − E 1 ( 9 )

Substituindo-se (6) e (8) em (9):

2

d^2

M

E mgh MgH mgh Mg hH H m

Expandindo, teremos:

2

d^2

M

E mgh MgH mgh Mg hH gH m

Dividindo-se por 𝑀𝑔𝐻 e simplificando:

2

d^2

M

E gH Mg Hh MgH m

Compare este resultado com a Eq. 6. Para chegar à energia dissipada, precisamos subtrair a energia

potencial do compensado que estava embutida nos dois últimos termos da Eq. 6. O primeiro sinal

negativo da expressão acima refere-se ao caráter de perda de energia mecânica.

60. A Figura 8-54 mostra um canhão da Primeira Guerra Mundial montado sobre um vagonete e

preparado para atirar uma bala a um ângulo de 30° acima da horizontal. Com o vagão inicialmente em repouso sobre um trilho horizontal sem atrito, o canhão dispara uma bala de

200 kg a 125 m/s. (Todos os valores são no referencial do trilho.) (a) O vetor quantidade de

movimento do sistema vagão– canhão – bala será o mesmo justo antes e justo após a bala ser

disparada? Explique sua resposta. (b) Se a massa de vagão mais canhão é igual a 5000 kg, qual

será a velocidade de recuo do vagão sobre o trilho, após o disparo? (c) A bala se eleva até a uma altura máxima de 180 m em sua trajetória. Neste ponto, sua rapidez é de 80,0 m/s. Com base

nesta informação, calcule a quantidade de energia térmica produzida pelo atrito do ar com a

bala, da boca do canhão até a altura máxima.

( Pág. 279 )

Solução.

Considere o seguinte esquema da situação:


Tipler, Mosca - Física para Cient e Eng - 6 a^ Ed. - LTC - 2009. Cap. 0 8 – Conservação da Quantidade de Movimento Linear

19

117. Uma sequência de contas elásticas de vidro, cada uma de massa 0,50 g, sai de um tubo

horizontal a uma taxa de 100 por segundo (veja a Figura 8-57). As contas caem de uma altura

de 0,50 m sobre um prato de uma balança e repicam de volta à sua altura original. Que massa

deve ser colocada no outro prato da balança, para manter o ponteiro no zero?

( Pág. 280 )

Solução.

Para equilibrar os pratos da balança, é preciso aplicar uma força vertical para baixo no prato

esquerdo e que tenha a mesma intensidade da força que é exercida pela massa 𝑚 no prato direito. A

segunda lei de Newton nos diz que a aplicação de uma força sobre um corpo gera sobre ele uma

taxa de variação no momento linear. No presente caso, o prato esquerdo da balança está recebendo

sucessivos choques, sendo que cada choque corresponde a uma pequena transferência de momento

linear para o prato (Δ𝑝⃗ ).

Se a transferência de momento fosse contínua (por exemplo, se alguém pressionasse com o dedo o

prato esquerdo para equilibrar a balança) a força gerada seria constante e invariável. Mas como a

transferência de momento é quantizada, ou seja, em pequenas partes sucessivas, dizemos que as

contas geram uma força média 𝐹⃗𝑚𝑒𝑑 sobre o prato.

Na expressão acima, Δ𝑃⃗⃗ é a variação total do momento que ocorre ao longo do intervalo de tempo

Δ𝑡. Como pretendemos analisar cada colisão no prato (Δ𝑝⃗ ), teremos Δ𝑃⃗⃗ = 𝑁Δ𝑝⃗ , em que 𝑁 é o

número de colisões que ocorrem no intervalo Δ𝑡. Veja o esquema simplificado da situação, em que

𝒗⃗⃗⃗𝑖 = 𝑣𝑥𝑖𝒊̂ + 𝑣𝑦𝑖𝒋̂ e 𝒗⃗⃗⃗𝑓 = 𝑣𝑥𝑓𝒊̂ + 𝑣𝑦𝑓𝒋̂. Devemos notar que, como os choques são elásticos, a

magnitude de 𝒗⃗⃗⃗𝑖 é igual à de 𝒗⃗⃗⃗𝑓.

Na coordenada 𝑦, teremos:

NΔ𝑝𝑦
N
N
N
[𝑚𝑐𝑣𝑦 − 𝑚𝑐(−𝑣𝑦)]
N

Tipler, Mosca - Física para Cient e Eng - 6 a^ Ed. - LTC - 2009. Cap. 0 8 – Conservação da Quantidade de Movimento Linear

20

Na situação de equilíbrio, os torques sobre a balança devem ser anulados.

Igualando-se as Eqs. (1) e (2), teremos:

Como as contas caem a partir do repouso (vertical, não horizontal) em queda livre sobre o prato de

uma altura ℎ, a rapidez vertical com que colidem no prato é:

Logo:

Substituindo-se os valores numéricos, teremos:

    1. ( 0 , 50 × 10 −^3 kg)

( 1 , 0 s)

2 ( 0 , 50 m)

( 9 , 81 m/s^2 )

= 0 , 3192 … kg