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Explorando Teorias da Trad., Notas de estudo de Teorias da Tradução

No capítulo 2, Pym discorre sobre equivalência natural, um dos subparadigmas da equivalência. Pym exemplifica a equivalência natural, que seria a possibilidade de traduzir com quantidades iguais de palavras e as palavras em si, algo de uma língua A para uma língua B, mantendo o sentido.

Tipologia: Notas de estudo

2019

Compartilhado em 19/10/2019

gabisantos
gabisantos 🇧🇷

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Os capítulos 2 e 3 do livro Explorando as Teorias da Tradução abordam
o conceito de equivalência do ponto de vista teórico.
No capítulo 2, Pym discorre sobre equivalência natural, um dos
subparadigmas da equivalência. Pym exemplifica a equivalência natural, que
seria a possibilidade de traduzir com quantidades iguais de palavras e as
palavras em si, algo de uma língua A para uma língua B, mantendo o sentido.
Os problemas dessa perspectiva de equivalência se fazem presentes quando
a cultura entra em campo. Conforme Pym, o tradutor se depara com os
seguintes dilemas:
1. Traduzir literalmente, sem considerar o valor e a carga cultural.
2. Fazer uma “domesticação” para atender o público-alvo.
São citados dois exemplos de problema cultural; o dia do azar, nas
culturas de língua inglesa, é considerado sexta-feira 13, em contrapartida,
nas de cultura espanhola, é terça-feira. Em uma tradução, caso o tradutor
considere o aspecto cultural espanhol, optará por deixar terça-feira treze
(equivalência formal), mas se o tradutor optar pela segunda opção e deixar
sexta-feira treze seria uma equivalência dinâmica, pois entende-se que o
público-alvo do texto tem conhecimento de que esse é o dia do azar para a
cultura inglesa.
O outro exemplo foi o da diferença gramatical entre línguas, no caso dos
falsos cognatos, citando o exemplo do Canadá em que slow nas estradas,
foi traduzido para lentement, diferente em extensão de letras e no que é
utilizado na França para indicar a redução de velocidade. Conclui o capítulo
afirmando que apesar de ser um conceito forte, não assegura que a
tradução seja “verdadeira” ou “válida”.
No capítulo 3, Pym trata da equivalência direcional. Essa equivalência
seria assimétrica pois indica que não é pelo fato de se traduzir do A para o
B, e depois fazer uma tradução C para remeter ao A que o resultado final
será, de fato, igual ao A. Para exemplificar essa ideia, citou que na relação
mãe e filha, a filha pode ser parecida com a mãe, mas não a mãe como a
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Os capítulos 2 e 3 do livro Explorando as Teorias da Tradução abordam o conceito de equivalência do ponto de vista teórico.

No capítulo 2, Pym discorre sobre equivalência natural, um dos subparadigmas da equivalência. Pym exemplifica a equivalência natural, que seria a possibilidade de traduzir com quantidades iguais de palavras e as

palavras em si, algo de uma língua (^) A para uma língua (^) B, mantendo o sentido.

Os problemas dessa perspectiva de equivalência se fazem presentes quando a cultura entra em campo. Conforme Pym, o tradutor se depara com os seguintes dilemas:

  1. Traduzir literalmente, sem considerar o valor e a carga cultural.
  2. Fazer uma “domesticação” para atender o público-alvo. São citados dois exemplos de problema cultural; o dia do azar, nas culturas de língua inglesa, é considerado sexta-feira 13, em contrapartida, nas de cultura espanhola, é terça-feira. Em uma tradução, caso o tradutor considere o aspecto cultural espanhol, optará por deixar terça-feira treze (equivalência formal ), mas se o tradutor optar pela segunda opção e deixar sexta-feira treze seria uma equivalência dinâmica, pois entende-se que o público-alvo do texto tem conhecimento de que esse é o dia do azar para a cultura inglesa. O outro exemplo foi o da diferença gramatical entre línguas, no caso dos falsos cognatos, citando o exemplo do Canadá em que slow nas estradas, foi traduzido para lentement, diferente em extensão de letras e no que é utilizado na França para indicar a redução de velocidade. Conclui o capítulo afirmando que apesar de ser um conceito forte, não assegura que a tradução seja “verdadeira” ou “válida”. No capítulo 3, Pym trata da equivalência direcional. Essa equivalência seria assimétrica pois indica que não é pelo fato de se traduzir do (^) A para o B , e depois fazer uma tradução^ C para remeter ao^ A que o resultado final será, de fato, igual ao (^) A. Para exemplificar essa ideia, citou que na relação mãe e filha, a filha pode ser parecida com a mãe, mas não a mãe como a

filha. As percepções e conhecimentos do tradutor comandam esse processo.