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O trabalho acadêmico apresenta a operação unitária - extração, os componentes do processo, a escolha do solvente, os tipos de processo, o controle, os tipos de equipamentos utilizados e os processos, propriamente ditos.
Tipologia: Trabalhos
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Curso Técnico em Exploração de Petróleo e Gás
Disciplina Operações Unitárias
Simões Filho-Ba 2009
Por: Abraão Erick Brito da Costa, Allan Santana, Ana Carolina Ribeiro Ramos, Jocimara Reis, Milena Silva, Rommel Ribeiro Godinho e Wilian de Oliveira.
Trabalho acadêmico proposto pela professora da disciplina Operações Unitárias, Elba Gomes dos Santos, como avaliação complementar ao seminário sobre o tema em destaque.
Palavras chaves: extração, soluto, solvente, coluna de extração
Soluto: produto ou produtos que se deseja extrair da carga.
Co-solvente: o outro ou os outros componentes da carga que não deve(m) ser extraído(s). Solvente: produto utilizado para a extração do soluto, o qual nele se solubiliza.
Escolha do Solvente
Os critérios para a escolha do solvente ideal para o processo de extração podem ser agrupados em classes, cada qual com sua importância relativa para cada processo. Estes critérios estão relacionados à:
O solvente deve ser capaz de provocar a formação de uma fase separada da fase rica em co-solvente, além de ser facilmente separável daquela fase. Cinco critérios estão relacionados a esta capacidade:
Considerando-se como performance a capacidade do solvente de extrair o soluto da carga, três fatores adquirem importância:
Entre os outros critérios que afetam a escolha do solvente, pois influem no custo do processo e na operação, temos:
material extraído é necessariamente um sólido, mas pode apresentar-se no sólido principal na forma líquida. A soja em flocos, por exemplo, é úmida devido à presença de olho extraível. Uma pasta é mais fácil de manejar e transportar que um sólido seco e, essa pasta pode ser obtida misturando-se o sólido adequadamente dividindo com um pouco de solvente de extração. A extração de óleo da soja ou de açúcar da beterraba é um exemplo de um processo de lixiviação no qual o objetivo é extrair um produto valioso de sólidos de pouco valor e a economia da operação freqüentemente demanda alta recuperação. No tipo mais simples de ESL há apenas um contato entre o sólido e o solvente de extração, depois do qual são separados. Extrações repetidas com porções frescas de solvente melhorarão a recuperação, mas à custa da produção de certos extratos muitos diluídos.
Controle do Processo
A operação normal da torre de extração se dá através do controle de variáveis do processo, principalmente a pressão, a vazão e da temperatura do soluto e co- soluto e do solvente.
A pressão é uma variável geralmente ajustada pelo operador, mesmo com as unidades automáticas, o operador deve manter uma cuidadosa observação. Alteração na pressão diminui a qualidade de todos os produtos, pois há uma mudança na volatilidade relativa dos componentes.
As vazões são as variáveis mais manipuladas para estabelecer as condições de operação desejadas na coluna de extração, a variação na vazão alterará a temperatura e isso, por sua vez, provocará uma variação na qualidade dos produtos.
A temperatura de trabalho é controlada por trocadores de calor localizados no topo das torres e ao longo do processo (externo).
É importante destacar que essas variáveis são definidas em função das substâncias contidas no processo, uma vez que, pode haver mudanças nas
solubilidades de forma diretamente ou inversamente proporcional a pressão, vazão e temperatura, conforme a substâncias – soluto, co-soluto e solvente.
O balanceamento destas variáveis é de fundamental importância para garantir a melhor eficiência do processo de extração, visto que garantirá a carga apropriada para o processo e a temperatura adequada para que ocorra a melhor solubilidade entre o soluto e solvente.
Equipamentos Utilizados no Processo de Extração
Os equipamentos que fazem a extração em múltiplos estágios são semelhantes a uma torre de destilação, podendo ou não conter recheios ou ainda bandejas. Os principais tipos de equipamentos são:
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Coluna de extração Filtros de extração
Aplicações
Desasfaltação a propano
É um processo de extração de asfalto a partir do óleo pelo uso de propano como solvente. Neste processo são separadas as frações pesadas que produzem óleo lubrificante pesado, insumo para craqueamento catalítico e asfalto. No processo, o insumo e o propano líquido são bombeados para uma torre de extração e a separação ocorre em um contactor de disco rotativo. Os produtos são evaporados e o vapor é lavado para recuperar o propano, que é reciclado. Esse processo também remove alguns compostos de enxofre e nitrogênio, metais, resíduos de carbono e parafinas do insumo.
Seção de Extração
A seção de extração consiste em torres de extração líquido-líquido, e seus equipamentos acessórios (bombas, permutadores, entre outros). O resíduo de
vácuo é alimentado na seção superior da torre, e o propano entra próximo à base. Devido à diferença de densidade entre os dois líquidos (propano = 0,5; resíduo de vácuo = 1,0), estabelece-se um escoamento contracorrente no interior da torre, o que permite o contato do solvente com o óleo e a dissolução dos hidrocarbonetos parafínicos pelo propano. De modo a aumentar a eficiência no contato entre os líquidos, utilizam-se atualmente torres providas de discos rotativos (RDC), possibilitando maiores rendimentos e melhor qualidade do produto extraído. Próximo ao topo da torre, existem serpentinas de aquecimento, para o controle da temperatura de extração. No contato entre os dois líquidos, formam-se duas fases distintas, de densidades diferentes. A primeira, rica em solvente, de baixa densidade, composta de propano e óleo desasfaltado, sai pelo topo da extratora e é conhecida como Fase Extrato. Pelo fundo da torre sai a outra fase, pobre em solvente e de alta densidade, composta de asfalto e uma pequena quantidade de propano, conhecida como Rafinado. O solvente contido nas fases extrato e rafinado necessita ser recuperado por razões econômicas e de especificações dos produtos. Isto é, feito nas seções de recuperação de solvente do extrato e do rafinado. As duas principais variáveis da extração são temperatura de trabalho e relação solvente/carga. A temperatura de trabalho é controlada pelas serpentinas localizadas no topo das torres. Ao contrário dos solventes convencionais, cuja solubilidade aumenta com a temperatura, um aumento desta propriedade diminui o rendimento do óleo desasfaltado, Convém ressaltar que para o propano, devido à proximidade do seu ponto crítico nas condições de trabalho, a relação solubilidade x temperatura é invertida. Assim, a solubilidade decresce com o aumento da temperatura. A temperatura de extração varia normalmente de 65 a 90ºC, dependendo da carga. Outra variável de grande importância, quando o processo visa à obtenção de lubrificantes básicos, é a relação solvente/carga ou propano/ óleo, pois a viscosidade e o resíduo de carbono devem ser rigidamente controlados. O efeito da relação propano/óleo parece depender bastante da temperatura de operação. Parece existir uma temperatura crítica de tratamento, própria de cada carga, acima da qual um aumento na relação propano/óleo implica em aumento no rendimento, e abaixo da qual o rendimento decresce com o aumento da relação propano/óleo. Independentemente de temperatura de tratamento, um aumento da relação propano/óleo aumenta sempre a seletividade da extração, produzindo um gasóleo de melhor qualidade. A relação propano/óleo costuma variar normalmente entre 4:1 e 8:1 (volume). Para a produção de cortes
e são resfriadas, condensando-se. São acumuladas em um tambor de alta pressão, onde mais tarde o propano liquefeito é bombeado de volta às torres de extração. O propano recuperado à baixa pressão e o recuperado por retificação contêm uma razoável quantidade de vapor d’água, que deve ser eliminado do solvente. Essas correntes passam inicialmente por resfriadores, onde a água é condensada, porém a pressão é razoavelmente baixa para que o propano se condense. Assim, os gases vão para um tambor de média pressão, onde a água é separada. Os vapores de propano, que saem pelo topo do tambor, são succionados por um compressor e têm sua pressão elevada a cerca de 45 kg/cm². A descarga do compressor é reunida à corrente de propano das torres de alta e média pressão, passa em resfriadores, é condensada e acumulada no tambor de alta pressão, estando apta a ser reciclada às extratoras.
Desaromatização com solvente
O processo de desaromatização, ou extração de aromáticos, separa aromáticos, naftenos e impurezas da corrente de produto por dissolução ou precipitação. O insumo é primeiramente secado e então tratado usando uma operação de tratamento de solventes por contracorrente contínua. O produto pode ser lavado com um líquido no qual as substâncias a serem removidas são mais solúveis do que no produto, ou são adicionados solventes selecionados para fazer as impurezas se precipitarem. O solvente é separado da corrente por aquecimento, evaporação ou fracionamento, e resíduos são removidos subseqüentemente do refinado por lavagem por vapor ou flasheamento a vácuo. Precipitação elétrica pode ser usada para a separação de compostos inorgânicos. O solvente então é regenerado para ser usado novamente no processo.
Na unidade de extração ou recuperação de aromáticos (URA), procuram-se extrair compostos aromáticos da carga por meio de solventes. Os aromáticos leves, como benzeno, toluenos e xilenos ( BTX ’s), presentes na gasolina atmosférica ou na corrente proveniente da unidade de reforma catalítica, possuem
um alto valor de mercado na indústria petroquímica, e são comercializados a preços duas ou três vezes superiores ao da nafta. Em função das condições do processo escolhido, a extração é realizada com tetra-etileno-glicol (TEG), ou N- metil-pirrolidona (NMP) associada ao mono-etileno-glicol (MEG), ou o Sulfolane (dióxido de tetrahidrotiofeno). Após destilação dos aromáticos para remoção do solvente, o produto é estocado e destinado a comercialização. Os não aromáticos são utilizados como componentes da gasolina.
Desaromatização a Furfural
A desaromatização a furfural é uma operação tipicamente realizada no processo de produção de lubrificantes, em que se emprega o furfural como solvente de extração de compostos aromáticos polinucleados de alto peso molecular. Como os lubrificantes são utilizados sob condições variáveis de temperatura, procuram- se desenvolver formulações que apresentem comportamento uniforme frente as variações de viscosidade, a qual sofre maiores flutuações devido à presença de compostos aromáticos. O objetivo, portanto, é o aumento do índice de viscosidade dos óleos lubrificantes, pois quanto maior esse valor, menor será a variação da viscosidade do produto com a temperatura. O produto principal é o óleo desaromatizado, que é armazenado para processamento posterior. Como subproduto, tem-se um extrato aromático, na forma de um óleo pesado e viscoso. O processo é bastante semelhante à desasfaltação, contendo seções de extração, recuperação de solvente do extrato e recuperação de solvente do refinado. Em particular, deve-se observar uma etapa prévia de desaeração, em que se promove a retirada de oxigênio da carga aquecida antes de seu envio às torres extratoras. O oxigênio, nesse caso, poderia reagir com o furfural e formar compostos ácidos de elevado poder corrosivo, sendo necessária sua remoção.
Considerações Finais
pages.com/AulaII-TeoriaPOU2008.pdf. Acessado em 20/09/2009, às 16:00.
Extração com solvente: extração liquido – liquido: aula04. Disponível em: http:// www.qmc.ufsc.br/qmc5230/aula04/liquido.html. Acessado em 18/09/2009, às 21:00.
Planejamento de emergência em refinarias. Disponível em: http://www.scribd.com/
doc/7303929/PLANEJ-EMERGENCIA-REFINARIAS. Acessado em 20/09/2009, às 20:00.