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fatores que levam ao envelhecimento
Tipologia: Resumos
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NOVAS TECNOLOGIAS
Assim como em toda área da saúde, a todo tempo surgem novas técnicas, novas fórmulas, novas tendências e aparelhos que buscam inovar e proporcionar a cura de determinada patologia. Nesta disciplina iremos abordar algumas técnicas utilizadas na Podologia e descrever suas funções.
INTRODUÇÃO
Os fundamentos da Eletroterapia estão amparados numa longa trajetória do emprego da corrente elétrica com fins terapêuticos (AGNE, 2013). Os fenômenos físicos que envolvem eletricidade vêm sendo utilizado desde a antiguidade. Nos últimos séculos pesquisadores como Aristóteles e Platão já tinham conhecimento das ondas de choque. A partir do século XVIII estudos de maior complexidade foram feitos para comprovar a eficácia das correntes elétricas no tratamento de dor de cabeça, gota e dor ciática. A eletricidade é uma forma de energia (um fluxo de elétrons) que, quando está em movimento, exibe efeitos magnéticos, químicos ou térmicos. Um dos maiores estudiosos da estimulação elétrica foi Guillaume Duchenne, que em 1835 utilizou a corrente farádica no tratamento de diversas patologias. A eletricidade gerada dentro do corpo serve para controlar e operar nervos, músculos, ossos, tecidos e órgãos. Segundo MAIO (2011), a eletroterapia consiste no uso de correntes elétricas dentro da terapêutica. Os aparelhos de eletroterapia utilizam uma intensidade de corrente muito baixa, na escala de miliampères e microampères. Os eletrodos podem ou não serem aplicados diretamente sobre a pele, tendo o organismo como condutor. Na eletroterapia, devemos considerar parâmetros como resistência, intensidade, voltagem, potência e condutividade. Nos equipamentos atuais podemos encontrar diferentes tipos de correntes num mesmo equipamento. A energia eletromagnética é então conduzida através de cabos condutores até os eletrodos que ficam em contato direto ou não, com a pele do cliente. Os eletrodos podem ter variadas formas, desde eletrodos autoadesivos a agulhas de acupuntura. Existe uma diversidade de correntes que podem ser utilizadas na eletroterapia, cada qual com particularidades próprias quanto às indicações e contraindicações. Mas todas possuem um objetivo comum: produzir algum efeito no tecido a ser tratado, que é obtido através das reações fisiológicas que o tecido desenvolve ao ser submetido à terapia. Estas reações também são chamadas de efeitos fisiológicos. Desta maneira, a corrente elétrica pode ser usada de maneira direta, como a utilização de microcorretes para a estimulação elétrica das células ou de maneira indireta através da produção de ozônio oriundo de uma descarga elétrica. Abaixo descreveremos algumas das técnicas mais utilizadas na Podologia para tratamentos de patologias comuns no nosso dia a dia.
CORRENTE ELÉTRICA
O fluxo da eletricidade ao longo de um condutor é chamado de corrente elétrica (fluxo e movimento ordenado de elétrons entre dois pontos de um condutor). Todas as substâncias podem ser classificadas como condutoras ou isolantes, dependendo da sua facilidade para transmitir a corrente elétrica.
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Condutor: Qualquer substância que propaga a eletricidade. Os condutores podem ser classificados como mau ou bom condutor, a maioria dos metais são bons condutores.
Isolante ou não condutor: Substância que não permite a passagem da corrente elétrica. Borracha, seda, madeira, vidro e cimento são ótimos exemplos de isolantes.
EFEITOS DE CORRENTE ELÉTRICA
FISIOLÓGICO: corresponde à passagem da corrente elétrica por organismos vivos. A corrente age diretamente no sistema nervoso, provocando contrações musculares. TÉRMICO: também conhecido como efeito joule, é causado pelo choque dos elétrons livres contra os átomos dos condutores. QUÍMICO: corresponde a certas reações químicas que ocorrem quando a corrente elétrica atravessa as soluções eletrolíticas. MAGNÉTICO: é aquele que origina um campo magnético na região em torno da corrente. TERAPÊUTICO: resposta aos efeitos fisiológicos. Ex.: reparação tecidual, analgesia, anti- inflamatório, bactericida, resolução edema.
TIPOS DE CORRENTE ELÉTRICA
São encontrados dois tipos de corrente elétrica Quando uma corrente é constante que se desloca apenas em uma direção (fluxo unidirecional), é chamada de Corrente contínua (CC), Corrente Direta (DC) ou Corrente Galvânica. Exemplos: Lanternas, celulares e ferramentas elétricas sem fio usam a corrente contínua produzida pelas baterias. A bateria do carro armazena energia elétrica. Sem ela, o carro não dá a partida. A corrente alternada (CA) é uma corrente bidirecional, fluindo primeiro em uma direção e depois na oposta. Essa mudança de direção, na corrente residencial, ocorre 60 vezes por segundo. Exemplos: Os secadores e chapinhas, usados em salões de beleza, usam a corrente alternada.
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ELETRODOS
Os eletrodos possuem a função principal de transmitir ao cliente a corrente que está sendo gerada no equipamento. Podendo ser confeccionados em materiais diversos como: silicone-carbono, autoadesivos, metálicos, esponjas, canetas, esferas, vidros e de diversas formas: redondas, quadradas ou retangulares.
TIPOS DE ELETRODOS
BORRACHA OU SILICONE-CARBONO: Feito de carbono para proporcionar a condutividade; é necessária a utilização de um gel para facilitar a passagem da corrente elétrica. Considera-se necessária a troca periódica dos eletrodos, dependendo da frequência de uso, em torno de uma vez ao ano.
ADESIVO OU SILICONE: Dispensa o uso de gel, porém possui um tempo de vida útil de aproximadamente 10 a 15 utilizações, devendo ser descartada posteriormente.
ESPONJA: É necessário molhar, retirar o excesso de água e depois aplicar no cliente; apresenta excelente condutividade. Na prática do profissional de estética, há a necessidade de se envolver o eletrodo silicone-carbono (borracha) no eletrodo esponja,
ELETRODO DE VIDRO: Tendo o vidro como isolante, quando aproximado ou em contato com a pele do cliente provoca a eletrização do corpo do cliente por indução.
TERAPIAS ATRAVÉS DA MICROCORRENTES
É uma técnica que também é conhecida como MNES (Micro Electro Stimulation), trata-se de uma corrente galvânica pulsada que utiliza parâmetros de baixa frequência e intensidade na faixa dos microampères. O plano de atuação da microcorrente pode variar, desde planos superficiais até profundos. Assim, atua no plano cutâneo e subcutâneo, podendo atingir nível muscular. O modo normal de aplicação da microcorrente ocorre em níveis incapazes de ativar as fibras nervosas sensoriais subcutâneas, tendo como resultado a ausência da sensação de formigamento tão conhecida nos tratamentos eletroterapêuticos (BORGES, 2006). Segundo Soriano et al (2002), os efeitos da microcorrente promovem regeneração nas células, aumenta a produção do colágeno e da elastina, aumenta a circulação sanguínea local o que consequentemente aumenta a oxigenação celular, clareando a pele, tonificando o tecido e combatendo a hipotonia cutânea (flacidez). Possui efeito de normalização, nutrição, estimulação do
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processo de reparo tecidual, inibição celular e, além disso, a microcorrente também tem efeito sobre o sistema linfático. Na Podologia a eletroterapia é utilizada principalmente para o tratamento de feridas como úlceras e onicocriptoses. Para isso são utilizados dois tipos distintos de equipamentos.
MICROCORRENTE
A eletroestimulação por microcorrentes tem como principal característica a atuação a nível celular e de microestruturas, produzindo microestimulações aumentando a produção de ATP (função essencial é armazenar energia para as atividades vitais básicas das células). Seus efeitos fisiológicos estão baseados no estímulo da microcirculação cutânea, com consequente melhora na nutrição e oxigenação do tecido, que gera um efeito revitalizante nos tecidos. As células tem seu próprio potencial elétrico. Quando ocorre uma lesão tecidual esse potencial diminui significativamente, com isso, a utilização de correntes bem similares ao nível fisiológico acelera o processo cicatricial estimulando os seguintes efeitos: Restabelecimento bioelétrico dos tecidos; Incremento do transporte pela membrana plasmática; Aumento da síntese de ATP (Adenosina Trifosfato); Aumento do transporte de aminoácidos; Aceleração da síntese de proteínas (princialmente colágeno e elastina); Aceleração no estímulo de crescimento do tecido conjuntivo; Aumento da oxigenação Aceleração do processo de reparação tecidual; Anti-inflamatório; Bactericida; Incremento na circulação local; Alívio do quadro álgico.
TÉCNICA DE APLICAÇÃO
É possível afirmar que a técnica de estimulação com microcorrentes seja uma das mais simples e segura no âmbito da eletroterapia, graças ao controle dos parâmetros nos equipamentos e pela ação da corrente. Os parâmetros determinados são basicamente relacionados as intensidade da corrente, ao tempo de estimulação, tipos e posicionamento dos eletrodos (AGNE, 2013). Em relação à frequência, caso tenha a disponibilidade de escolha, a mesma deverá estar de acordo com a camada que deseja produzir o efeito fisiológico e terapêutico. Intensidade de 100 μA a máximo de 500 μA. Não existe definição de tempo em uma sessão, sendo que determinados estudos sugerem aplicações com mínimo de 20 minutos e não ultrapassar uma hora. A escolha do tipo do eletrodo, bem como sua colocação e polaridade, não obedece critérios específicos mas deve ser adequado ao objetivo do tratamento e ao tecido tratado. Em alguns estudos e manuais podemos encontrar a colocação de quatro eletrodos posicionados de forma cruzada (AGNE, 2013). Quanto aos equipamentos, é possível encontrar o equipamento mais simples disponibilizando um ou dois canais e eletrodos autoadesivos, e outros com a disposição de canetas e ainda no formato de
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Recebe o íon (ativo cosmético) a ser transferido. Eletrodo ativo = (igual) a polaridade da solução doadora (princípio ativo)
ELETRODO DISPERSIVO
Esponja umida proxima a area a ser tratada com finalidade de fechar o circuito e permitir que a corrente passe pelo tecido biologico. Eletrodo dispersivo polaridade # (diferente) da soluçao doadora (princípio ativo).
Para que a técnica possa ser aplicada e tenha eficácia é necessário observar a lei de Du Fay que permite entender a força exercida por esta corrente galvânica sobre a substância ionizável.
DRENAGEM LINFÁTICA SEQUENCIAL OU ELETRÔNICA
Aparelho que utiliza correntes elétricas sequenciais, gerando movimentos ascendentes que ativam a circulação sanguínea e linfática. Age da mesma forma que a drenagem manual, sendo feita por um aparelho. Atua, também, em edemas de membros inferiores (MMII), caimbras e dores nas pernas diminuindo a retenção de liquidos e aumentando o sistema imune e auxiliando o processo de cicatrização. A drenagem linfática sequencial ou eletrônica é realizada respeitando o trajeto da linfa, do sentido distal ao proximal do membro inferior. Os eletrodos são posicionados nos pés, pernas até chegar na fossa poplítea (parte posterior do joelho), depois da coxa até os linfonodos inguinais. A corrente é liberada de forma sequencial. Obedecendo a ordem numérica dos canais (1, 2, 3...). OBS: Os gânglios linfáticos, ou linfonodos, são encontrados em todo o corpo. Eles são parte importante do sistema imunológico e devem ser estimulados manualmente.
BENEFÍCIOS
Redução de edemas. Aumento do grau de hidratação e nutrição. Aumento da cicatrização de ferimento pelo aumento da vascularização. Aumento da capacidade de absorção de hematomas. Melhora do retorno de sensibilidade em cirurgias plásticas. Diminuição da retenção de líquido nos tecidos, prevenindo a úlceras Produz relaxamento
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CONTRAINDICAÇÕES
Portadores de marca-passos e problemas cardíacos severos. Portadores de processos neoplásicos e tumores. Diabetes ou pressão arterial não controlada Estado infeccioso local ou sistêmico. Tecidos lesionados isquêmicos. Doenças trombóticas ou hemorrágicas.
OZÔNIO
A ozonioterapia utiliza uma mistura de oxigênio-ozônio (O 2 -O 3 ) mediante a passagem de oxigênio puro por uma descarga elétrica de alta voltagem e alta frequência. Após penetrar no organismo, o ozônio é capaz de melhorar a oxigenação e, consequentemente, o metabolismo corporal (HADDAD et al., 2009 apud Recio del Pino et al., 1999). Possui propriedades bactericida, fungicida e viricida, melhora as propriedades hemorreológicas e a circulação através dos capilares e ativa o sistema enzimático (HADDAD et al., 2009 aput Veranes et al., 1999; Giunta et al., 2001; Pérez et al., 2003). Também reduz a agregação plaquetária, além de atuar como antiálgico, anti-inflamatório e estimulante do sistema reticuloendotelial (HADDAD et al., 2009 apud Hernández e González, 2001). Em humanos, a ozonioterapia pode ser realizada por via intravenosa, intramuscular, subcutânea e intra-articular, e por insuflação vaginal e retal. Pode ainda ser aplicada na forma de autohemotransfusão (extração e ozonização extracorpórea do sangue, que posteriormente é administrado ao paciente) e como tratamento tópico (com gás ou óleo ozonificado) (HADDAD et al., 2009 apud Veranes et al., 1999).
TERAPIAS ATRAVÉS DO OZÔNIO
O ozônio (O3) foi descoberto pelo químico alemão Cristian Friedrick Schönbein, em 1834, que reconheceu inicialmente o odor e passou a investigá-lo. Ele percebeu que, ao liberar a descarga elétrica sobre a água, era produzido um odor diferente, nomeado ozon, do grego ozein. Foi descrito como uma substância oxidante e também desinfetante. Em 1857, o químico Dr. Werner Von Siemens desenvolveu o gerador de alta frequência, aparelho que forma o gás ozônio através de descargas elétricas em átomos de oxigênio (OLIVEIRA, 2012). A terapia com ozônio ficou praticamente restrita à Alemanha e à Áustria, e somente a partir da década de 1980 se expandiu para outros países. O tratamento médico com ozônio foi introduzido no Brasil, em 1975, pelo médico paulista Dr. Henz Konrad, que utiliza esse método com sucesso até os dias atuais. Hoje, após 125 anos de uso, a ozonioterapia é uma modalidade terapêutica reconhecida em muitos países (OLIVEIRA, 2012). Sendo um potente oxidante, o ozônio, quando em contato com fluídos orgânicos, promove a formação de moléculas reativas de oxigênio, as quais influenciam eventos bioquímicos do metabolismo celular, o que pode proporcionar benefícios à reparação tecidual, além do efeito antimicrobiano, bactericida e fungicida (OLIVEIRA, 2012). A ozonioterapia é a técnica que emprega ozônio como um agente terapêutico. Atualmente, sua utilização é descrita nas seguintes ocorrências: osteomielites, abscessos, úlceras de decúbito, pé
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pode ser utilizado para melhorar o trofismo dérmico, pois se sabe que a regeneração tecidual pode ser prejudicada pela presença de bactérias. Em virtude da ação bactericida e do aumento da vascularização periférica do tecido, o aparelho pode apresentar um efeito anti-inflamatório em regiões superficiais.
TIPOS DE ELETRODOS
Saturador (tem uma “mola” dentro): utilizado no faiscamento indireto é o único indicado para ser utilizado com cosméticos, pois aumenta a vascularização da pele.
Standart (cebolinha ou colher): usa-se em faiscamento direto ou fluxação (também chamado de efluviação).
Esférico (cebolão): seu formato anatômico facilita a sua passagem, usado em fluxação ou faiscamento direto.
Forquilha: utilizado na regição das pernas em faiscamento direto ou fluxação.
Fulgurador ou cauterizador: efeito homeostático.
Poço: aplica-se em onicomicoses.
Rabo de Peixe: aplica-se interdigitos e na região do hiponiquio.
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TÉCNICAS DE APLICAÇÃO
FLUXAÇÃO OU EFLUVIAÇÃO: técnica usada com passagem lenta e por igual dos eletrodos, geralmente eletrodos com superfície plana, em contato direto sobre a pele. Esta forma de aplicação promove efeito descongestivo e calmante, diminuindo a hiperemia (vermelhidão).
FAISCAMENTO DIRETO: o eletrodo é aplicado um pouco afastado da pele provocando faíscas. Esta técnica deve estar em alguns poucos milímetros distante da área tratada.
FAISCAMENTO INDIRETO: o cliente segura o eletrodo saturador em uma das mãos e a bobina na outra, (retirar objetos de metal que o cliente esteja usando) o profissional atua na pele deste cliente realizando manobras de tamborilamento ou pinçamento. Essa técnica permite tonificar e estimular as terminações nervosas da pele, além de permitir a permeação de ativos cosméticos.
FULGURAÇÃO: técnica que utiliza o eletrodo fulgurador com o faiscamento direto. Nessa aplicação obtêm-se a retração da pele (no local da extração) que agirá na cicatrização e no estancamento de sangue (efeito homeostático) (BORGES E SCORZA, 2016).
CONTRAINDICAÇÕES
As contraindicações são raras, como presença de marca-passo cardíaco. O uso em pacientes com câncer, pela possibilidade de estimulação de células neoplásicas é questionável. O FDA não tem nenhuma informação sobre a segurança de uso durante a gravidez. Outras advertências sugeridas incluem o uso em pacientes com problemas cardíacos graves, epilepsia, pessoas com distúrbios de sensibilidade, diabéticos descompensados (AGNE, 2013).
VAPOR DE OZÔNIO
O vapor de ozônio é um equipamento destinado à nutrição, hidratação, emoliência e limpeza da pele. Equipamento que emite calor úmido obtido pela liberação de vapor ao ferver a água contida num recipiente interno do aparelho. Na função ozônio, quando acionada, há liberação de uma corrente de alta frequência que, em contato com o vapor de agua libera gás ozônio, com funções bactericida, fungicida e oxigenante. O tempo de utilização gira em torno de 5 a 10 minutos (BORGES; SCORZA, 2016).
CONTRAINDICAÇÕES
Doenças vasculares agudas Peles sensíveis Telangectasias / micro vasos (em grande quantidade) Neuropatia periférica (sem sensibilidade) Neoplasias Púrpura senil
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ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO – as frequências de luz que são visíveis ao olho humano são chamadas de espectro visível, essas ondas têm comprimentos entre 400 nm e 700 nm.
CROMÓFOROS – são células ou moléculas que confere a capacidade de uma substância absorver uma luz específica na célula, a absorção ocorre na mitocôndria, graças ao citocromo e oxidase que absorve os fótons. Os cromóforos são: água, hemoglobina, melanina, oxihemoglobina e colágeno.
FOTOBIOMODULAÇÃO – utiliza fontes de luz monocromáticas (laser e LEDs) para realizar a modulação de processos bioquímicos relacionados ao metabolismo celular, cujo efeito pode ser bioestimular ou bioinibir com objetivos terapêuticos. São efeitos gerados pela fotobiomodulação: Aumento de 22% na produção de ATP; Aumento de fibras colágenas; Regeneração de vasos sangüíneos; Aumento na velocidade de crescimento de nervos; Regeneração de vasos sangüíneos; Aumento da reepitelização; Estimulação da regeneração em vários tipos deferida; Alívio da dor.
LASER
Considera-se, atualmente, que a história do LASER começou em 1917, com a publicação de “On The Quantum Theory of Radiation” (Sobre a Teoria Quântica da Radiação), de Albert Einstein. Porém a história da busca desse dispositivo começou efetivamente alguns séculos antes. Mesmo sem saber, Galileu (1564-1642), Newton (1642-1727) e até os filósofos da Antiguidade colaboraram com o primeiro “disparo”, em 1960, movido apenas por um objetivo: a necessidade de compreender o
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mundo tal qual ele verdadeiramente se apresentava, sem a interferência dos dogmas e convenções do teocentrismo medieval ou demais instituições de outras épocas (HADDAD et al ., 2009). Laser é a abreviação da expressão inglesa de Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation. Que significa amplificação de luz estimulada da radiação. A geração da onda eletromagnética depende da excitação dos elementos constituintes do material (sólido, líquido ou gasoso) por uma corrente elétrica, proporcionando a emissão de fótons idênticos, os quais amplificam a emissão da radiação (GIRRO; GIRRO, 2004). O laser é um emissor de luz: Coerente; Monocromática; Com grande concentração de energia; Capaz de provocar alterações físicas e biológicas.
COERÊNCIA: Dá-se devido ao alinhamento das ondas eletromagnéticas no tempo e no espaço (GIRRO; GIRRO, 2004).
MONOCROMÁTICA: Dá-se porque a luz emitida possui um único comprimento de onda que oscila na mesma frequência e consequentemente apresenta uma única cor, diferente da luz branca que é formada pela composição de várias cores (vários comprimentos de onda) (GIRRO; GIRRO, 2004).
CONCENTRAÇÃO DE ENERGIA: A união da coerência com a unidirecionalidade dos fótons possibilita a elevação da concentração de energia (GIRRO; GIRRO, 2004).
ALTERAÇÕES FÍSICAS E BIOLÓGICAS: A absorção de luz vermelha e infravermelha é realizada por cromóforos contidos nos componentes proteicos da cadeia respiratória localizado nas mitocôndrias, ao absorverem a energia desencadeiam uma cascata de eventos bioquímicos, resultando no aumento da atividade enzimática, produção de adenosina trifosfato (ATP), síntese proteica, proliferação celular, deposição e organização do colágeno (FREITAS1 et al., 2013).
Na Podologia utilizamos o laser de baixa intensidade, este desde a década de 1960 tem sido utilizado com uma radiação tão baixa que os efeitos biológicos que ocorrem são devido ao efeitos diretos da radiação e não como o resultado do aquecimento (GIRRO; GIRRO, 2004).
TIPOS DE LASER
Existem dois tipos mais comuns de Laser: HeNe : estimula diretamente a mitocôndria, aumentando a produção de ATP, age superficialmente nos tecidos, por esse motivo é o mais utilizado no processo de cicatrização. AsGa : age mais na membrana celular, estimulando a bomba de sódio e potássio, aumentando o metabolismo celular por consequência. Este age de forma mais profunda atingindo músculos profundos e tendões. Com indicações de tratamento de disfunções musculares, articulares e tendíneas.
FORMAS DE INTERAÇÃO COM O TECIDO
REFLEXÃO: Pode ocorrer na interface entre os diferentes estratos, devido a diferença do índice de reflexão dos mesmos (GIRRO; GIRRO, 2004).
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levando à produção de radicais livres (reação do tipo I) ou por transferência de energia ao oxigênio (reação do tipo II), levando à produção de oxigênio singlete (^1 O 2 ). Ambos os caminhos podem levar à morte celular e à destruição do tecido doente. O 1 O 2 reage com quase todos os componentes celulares uma vez que os compostos orgânicos insaturados são, de forma geral, suscetíveis à ação de (^1) O 2 (PERUSSI, 2007).
DENSIDADE ENERGÉTICA
É a relação da energia e a área, expressa em joules por centímetro quadrado (J/cm^2 ). Ação anti-inflamatória 1 a 3 J/cm^2 Ação circulatória 1 a 3 J/cm^2 Ação antálgica 2 a 4 J/cm^2 Ação regenerativa 3 a 6 J/cm^2 Ação inibitória (Terapia Photo dinâmica) 10 a 15 J/cm^2
CONTRAINDICAÇÕES
Neoplasias Tratamentos sobre infecções Tratamentos sobre áreas hemorrágicas Tratamentos sobre áreas sensíveis ou fotossensíbilizadas da pele Gravidez
LED
A ledterapia é um tratamento que utiliza o LED – Light Emitting Diode – energia luminosa que se comporta em ondas de fluxo de partículas denominadas fótons, através de equipamentos com cristais semicondutores. Com as doses e comprimentos de onda adequados, os LEDs são terapêuticos e auxiliam na renovação tecidual, principalmente quando associado a cosméticos que ajudam a reparar e regenerar os componentes celulares. Quando aplicado sobre a pele, o LED atua em nível celular, ativando alguns fotorreceptores das células e promovendo um aumento do metabolismo celular, através de reações fotoquímicas causadas pela penetração da luz nos tecidos cutâneos. O LED é um emissor de luz Não Coerente; Não Colimado; Monocromática; Capaz de provocar alterações físicas e biológicas.
Os LEDs são ondas de energia que podem ser de diversos comprimentos, mudando também sua coloração. Veja os mais utilizados na ledterapia:
LED AZUL (400 - 470NM): eficaz no tratamento de pele por suas propriedades bactericida e cicatrizante promovendo o aumento da hidratação e oxigenação tecidual da pele sendo também eficiente no clareamento da pele.
LED VERDE (470-550NM): inibe os melanócitos que promovem a hiperpigmentação cutânea bem como promove o aumento da síntese de fibroblasto;
LED ÂMBAR (570-590NM): promove a síntese de colágeno e elastina, melhorando a elasticidade das suas fibras e protegendo-as de rupturas. Apresenta ainda como efeitos: aumento da
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microcirculação, estímulo do metabolismo celular, efeito desintoxicante, drenante, calmante e combate aos danos do fotoevelhecimento;
LED VERMELHO (630-700NM): possui propriedades anti-inflamatórias e cicatrizantes que atuam na prevenção de queloides, além de estimular a liberação de substâncias endógenas vasodilatadoras de forma natural, melhorando a microcirculação sanguínea.
CONTRAINDICAÇÕES
Dermatose por fotossensibilidade Paciente submetido a ácidos sintetizados a partir da vitamina a (ácido retinóico, retinola, vitanola, tretinoina, isotretinoína) Antibióticos a base de tetraciclinas Histórico de câncer nolocal Gravidez Áreas com implante metálico
TÉCNICAS DE AVALIAÇÃO BIOMECÂNICA
É muito importante que o Podólogo entenda as disfunções biomecânicas e para isso existem algumas tecnologias que facilitam o atendimento e a detecção de patologias e desordem biomecânicas.
PLANTÍGRAFO
A plantigrafia é a impressão grafada em papel das superfícies plantares dos pés com a carga do peso corporal. Essa técnica é utilizada para mensurar as regiões do plantares e classificá-las como normal, plano ou cavo (CANTALINO; MATTOS, 2008).
BAROPODÔMETRO
A baropodometria computadorizada é uma técnica posturográfica de registro, utilizada no diagnóstico e na avaliação da pressão plantar, tanto em posição estática, em repouso, quanto em dinâmica, em deambulação, que registra pontos de pressão exercidos pelo corpo (CANTALINO; MATTOS, 2008).
PODOSCÓPIO
A podoscopia é realizada por um instrumento composto de armação metálica com vidro e espelhos, denominado podoscópio. Para a realização do exame, o indivíduo fica na posição bípede sobre o vidro da armação metálica e as áreas plantares são refletidas no espelho, sendo possível analisar as áreas plantares submetidas ao peso corporal do indivíduo o que torna a avaliação mais efetiva (BORGES; FERNANDES; BERTONCELLO, 2013).