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Fazer monografia é moleza - José Abrantes, Notas de estudo de Cultura

Fazer monografia é moleza - José Abrantes

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 30/05/2011

perila-maciel-7
perila-maciel-7 🇧🇷

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JOSE ABRANTES Exemplos de ptojeto de pesquisa é de uma monografia completa de graduação José Abrantes FAZER MONOGRAFIA É MOLEZA O passo a passo de um trabalho científico editera CT bumbo i bumbo2 4 O 2007 by José Abrantes Gerente Editorial: Alan Kardec Pereira Editor: Waldir Pedro Revisão Gramatical: Luciola Medeiros Brasil Capa e Projeto Gráfico: Equipe 2ébom Design Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) AI43f Abrantes, José Fazer monografia é moleza: o passo a passo de um trabalho científico 1 José Abrantes. — Rio de Janeiro: Wak Ed., 2007, 140p.:21cm Apêndices Inclui bibliografia ISBN 978-85-88081-73-4 1, Pesquisa - Metodologia. 2. Bibliografia - Metodologia. 3. Redação Técnica L Título 07-2082 CDD 001.4 CDU 001.8 2007 Direitos desta edição reservados à Wak Editora Proibida a reprodução total e parcial. Os infratores serão processados na forma da lei. WAK EDITORA Av. N. Sra. de Copacabana 945 — sala 103 — Copacabana Rio de Janeiro — RJ - CEP 22060-001 Tels.: (21) 3208-6095 / 3208-6113 Fax (21) 3208-3918 wakeditora(Quol.com.br wwwwakeditora.com.br E [mei temor) ] ] T Em PROTO A» P—— — 6 José Abrantes Prefácio Entender as questões que envolvem a metodologia, para elaboração do trabalho cien- tífico na academia, com certeza é um desafio. Dentre estes trabalhos, um se destaca: a mono- grafia, que também pode ser chamada de projeto final ou trabalho de conclusão de curso. É muito comum alunos, tanto da graduação quanto da pós-graduação, com dúvidas e apavorados com a obrigação de desenvolver uma pesquisa, escrever, formatar e apresentar uma monografia. Qual a razão da monografia causar tanto problema? Será que é tão dificil e complexo escrever uma monografia? São os alunos ou os orientadores que estão despreparados? Entender as dificuldades dos discentes, no processo de transcrição do seu momento de criação, é de fato uma habilidade que poucos têm. O mérito, de entender e de contribuir para que essas dificuldades sejam superadas, é ponto significante para a academia. À transcrição tem dois momentos: o do autor e o do leitor. Se o autor conseguir passar cla- ramente as suas idéias e/ou se o leitor conseguir interpretar claramente o que está escrito, então teremos, com certeza, um ganho substancial do trabalho científico. De fato, essa obra vem para contribuir, em muito, a fim de que fatos como esses ocorram. O presente trabalho, tão brilhantemente apresentado pelo professor Abrantes, vem para clarear este processo, utilizando todo o seu conhecimento e experiência na área acadê- mica. Professor, pesquisador, educador, preocupado com a investigação científica, seu re- gistro e sua disseminação em todos os níveis, cumpre, nesse momento, mais uma etapa de seu projeto de vida. Finalmente, os leitores terão a oportunidade inicialmente de se deparar com uma obra de cunho prático e realística e terão um substancial trabalho, realizado a partir de uma metodologia de fácil assimilação e de grande resultado prático. Benny de Almeida (M.Sc.) Vice-Reitor Acadêmico UNISUAM —- Centro Universitário Augusto Motta (Junho de 2007) 31 SUMÁRIO A estrutura da educação no Brasil Como se faz um trabalho científico? Como se pesquisa? Tipos de pesquisas Figura 1.1: Tipos de pesquisas Quadro 1.1: Notas versus graus de satisfação Figura 1.2: Escala de graus de satisfação Etapas principais de uma pesquisa Fontes de pesquisa Financiamento de pesquisas Publicação de pesquisas Descrição dos tipos de trabalhos científicos e acadêmicos Fichamento Resumo € abstract Resenha Artigo científico Paper Informe científico Ensaio científico Projeto de pesquisa Monografia de graduação e pós-graduação fato sensu Monografia de mestrado (dissertação) Monografia de doutorado (tese) Periódicos científicos (revistas, boletins etc.) Reuniões acadêmicas e científicas (congressos, simpósios etc.) Aptesentação gráfica das monografias (detalhes das folhas) Figura 3.1 — Apresentação gráfica de monografias Detalhes das folhas pré-textuais (exemplos) Capa 10 n 12 1 13 13 15 16 17 18 19 19 20 21 2 2 23 23 23 26 21 28 30 32 33 33 37 37 Passim (que significa aqui e ali, como diversas citações) 66 Loco citado ou loc. cit. (que significa no mesmo lugar citado) 66 Sequentia ou et. seg (que significa sequencia ou que se segue) 67 Notas de rodapé 67 Citação de informação verbal (entrevista, palestra, debate etc.) 68 Citação de trabalhos em elaboração 68 Citação indireta de diversas obras de um mesmo autor (na mesma citação) 69 Citação indireta de diversas obras de vários autores (na mesma citação) 69 Citações de diversos documentos de um mesmo autor, publicados em um mesmo ano 69 Conclusão (folha exemplo) 7% 3.3 Detalhes das folhas pós-textuais A! 3.3.1 Referências a De livros 2 De periódicos 73 De artigos (inclusive em meio eletrônico) 74 De monografias (incluindo dissertações, teses e trabalhos acadêmicos) 75 De mensagem eletrônica (e-mail) 76 Referências (folha exemplo) 7 3.3.2 Glossário (folha exemplo) 78 3.3.3 Apêndice (folha com exemplo de resenha crítica) 79 3.3.4 Anexo (folha exemplo) 80 3.3.5 Índice (folha exemplo) 81 4 Entrega da parte escrita e defesa oral da monografia 83 A parte escrita e a banca examinadora. 83 Como ocorre a defesa oral da monografia? 8s Referências 89 Apêndice A — Exemplo de projeto de pesquisa (Área de Educação) 92 Anexo A — Exemplo de monografia de graduação (Área de Administração) 105 10 José Abrantes A estrutura da educação no Brasil (Segundo dados oficiais de 2007) Até para se entender o nivel e a complexidade dos trabalhos cientificos, é importan- te se falar sobre como está estruturada a educação brasileira, nos seus mais diversos níveis, lembrando que está subdividida em Educação Básica e Ensino Superior. Creche (Zero a 3 anos de idade) Educação Infantil (4 a 5 anos de idade) Educação Básica Ensino Fundamental (Após 6 anos de idade) ear Ensino Médio (1º a 3º série) 1º 205º Ano 6º ao 9º Ano Ensino Profissional de nivel médio (minimo 3 anos) Bacharelado (exige monografia)* Graduação Licenciatura (exige monografia)* Curta duração (não exige monografia)* (forma tecnólogo) Extensão (Sem limite de horas) Ensino Superior Livré as Aperfeiçoamento (Minimo 160 horas) , Especialização (MBA) Lato sensu — (Mínimo 360 horas) sentido amplo) (exige monografia) Pós-Graduação , Mestrado acadêmico (exige dissertação) Mestrado profissional (não exige dissertação, exige trabalho final) Stricto sensu (sentido restrito) *Algumas faculdades e cursos não exigem monografia, mas Doutorado (exige tese) sim um trabalho de conclusão de curso — TCC ou projeto Pós-dontorado (não exige monografia, final, por exemplo, em cursos nem dissertação € nem de engenharia e informática. tese) 12 José Abrantes após uma certa idade. Eu estou convencido de que todos nós temos, sim, várias “inteligências” e que todas ou muitas podem ser estimuladas, mesmo após uma certa idade. Não estou falando de “aumentar” a inteligência, mas de “desenterrá-la” de algum ponto escondido em nossa mente! A história da humanidade está repleta de casos de pessoas que foram “rotuladas” de incapacidade intelectual, mas tempo depois se destacaram em uma ou mais áreas do conhecimento. Albert Einstein talvez seja o melhor e mais forte exemplo. Fica dificil acreditar que algum dia um “pro- fessor” tenha dito que Einstein era incapaz e que não seria grande coisa na vida. Tipos de pesquis. Do ponto de vista global, as pesquisas são classificadas como de ciência pura (ou básica) ou aplicada, onde na pesquisa pura trabalha-se com conhecimentos e estudos espe- cíficos, não havendo a previsão de uma aplicação prática. Normalmente este tipo de pesqui- sa, até por envolver muitos recursos financeiros, só é realizado por instituições superespecializadas e praticamente só no âmbito governamental. Já, na pesquisa aplicada, procura-se a solução de problemas concretos da sociedade, sendo o tipo de pesquisa mais comum, principalmente nos meios acadêmicos de graduação. A figura 1.1 mostra as dife- rentes formas de se classificar uma pesquisa. EXPLORATÓRIAS SEGUNDO OS DESCRITIVAS ———» EXPLICATIVAS OBJETIVOS A ANALÍTICAS PESQUISAS CIENTÍFICAS DE CAMPO (APLICADAS OU DE SEGUNDO AS R CIÊNCIA PURA) FONTES DE DE LABORATÓRIO DADOS BIBLIOGRÁFICA UANTITATIVA LEVANTAMENTO <” E DE DADOS QUALITATIVA SEGUNDO A eme COLETA DE BIBLIOGRÁFICA Da DOCUMENTAL ESTUDO DE CASO EXPERIMENTAL PESQUISA-AÇÃO APÓS O FATO (EX POST FACTO) Figura 1.1: Fipos de pesquisas (Fonte: SANTOS, 2004. p. 25- 40) Fazer Monografia é moleza | 143 De forma geral, as pesquisas podem ser qualitativas ou quantitativas. Em ambos os casos, os dados coletados têm de ser analisados, para que sejam feitas considerações e/ou obtidas conclusões. Pesquisas quantitativas estão relacionadas ao levantamento de dados numéricos, que seguem regras matemáticas. Vejamos alguns exemplos: variação do custo de estocagem de um produto, em função do tipo e da quantidade estocada. Variação da altura de pessoas entre o nascimento e os 21 anos de idade. Variação do consumo de queijos, em função da taxa de inflação, em um determinado período. Variação da resistência de um material, em função da temperatura de trabalho. Pesquisas qualitativas não estão, diretamente, relacionadas ao levantamento de da- dos numéricos. Vejamos alguns exemplos: variação do índice de produtividade de uma empresa, em função das condições ambientais de trabalho (ruídos, temperatura € odores). Como o ambiente organizacional interfere na motivação das pessoas para o trabalho. Como as condições climáticas (meteorológicas) interferem com o humor das pessoas. Deve ser ressaltado que mesmo pesquisas com dados qualitativos podem ter um tratamento matemático, especialmente usando-se análises estatísticas. Imagine que se quei- ra analisar a “qualidade” do grau de satisfação de funcionários, de um determinado setor de uma empresa. Pouco adianta simplesmente perguntar se as pessoas estão satisfeitas ou não. Pode-se, por exemplo, criar uma escala numérica de “graus de satisfação”, variando de 1 a 7. Com isto, são atribuídas “notas” à satisfação e, assim, pode-se dar todo um tratamento matemático e estatístico, isto para uma pesquisa e análise qualitativa. Nota, Grau de satisfação Bastante insatisfeito Insatisfeito Levemente insatisfeito Neutro Levemente satisfeito Satisfeito Bastante satisfeito Quadro 1.1: notas versus graus de satisfação ajojulajowlo|— Figura 1.2: escala de graus de satisfação Fazer Monografia é moteza | 15 principalmente da área tecnológica (Engenharia, Física, Química etc.). As fontes não es- critas são muito utilizadas em pesquisas da área de artes, como música, cinema, teatro, dança, pintura etc. Na pesquisa experimental, manipulam-se diretamente as variáveis relacionadas ao objeto de estudo. Ocorre a interferência direta do(s) pesquisador(es). Ela pode ser um tipo de estudo de caso, pesquisa-ação ou após o fato (ex post facto). A pesquisa experimental se aplica a qualquer área. (SANTOS, 2004, p. 29) A pesquisa de estudo de caso é muito comum nas áreas de Administração e Econo- mia, e se limita a um determinado caso, que pode ser uma empresa ou região. Este tipo de pesquisa exige muitas entrevistas e visitas frequentes aos locais de estudo e a elaboração de múltiplos questionários. É mais comum nos níveis de mestrado e doutorado. A pesquisa-ação, ou participativa, é essencialmente prática, atuando na realidade social e fazendo com que as comunidades (pessoas) ajam e interajam, especialmente suge- rindo soluções. Neste caso, o(s) pesquisador(es) atua(m) como motivador(es) ou facilitador(es). Este tipo de pesquisa é muito utilizado nas áreas das Ciências Sociais pura e aplicada (Sociologia, Antropologia e Administração de Empresas). Na pesquisa após o fato ou ex post facto, o pesquisador observa o fato, 0 fenômeno ou o processo, após a sua ocorrência, ou seja, sem o seu controle ou intervenção. O fato será explicado a posteriori. Etapas principais de uma pesquisa Independentemente da área de conhecimento, qualquer pesquisa deve seguir as se- guintes principais etapas (RAMPAZZO, 2004. p. 50-51): 1º Levantar problemas e questões, propondo soluções € hipóteses (especial- mente nos níveis de mestrado e doutorado). O pesquisador deve se dedicar ao que gosta e ao que o atrai. Os problemas e os temas não devem ser impostos. Faz-se me- lhor aquilo de que se gosta. 22 Observar e “medir”. Em fontes escritas e/ou com os objetos de estudo (no cam- po ou laboratório). São as fases: descritivas e/ou explicativas e/ou exploratórias e/ou documentais e/ou bibliográficas. 3º Levantar e registrar dados relacionados às questões e às hipóteses. É a fase prá- tica e objetiva da pesquisa. Aqui se revela a disciplina e a paciência do pesquisador. Depen- dendo do hível da pesquisa, esta etapa pode levar anos. 16 Josê Abrantes 4º Analisar e processar os dados levantados e registrados, comparando-os com as questões e as hipóteses. Nesta etapa, podem ocorrer grandes descobertas (ou frustrações). Dependendo das análises, pode-se até ter de mudar questões e hipóteses. Ocorre quando lite- raimente se “atira no que viu e acerta-se no que não viu”. Deve ser lembrado que informações advêm de dados processados. A ordem cronológica de uma pesquisa é definir dados relevantes, levantar dados, processar dados, obter informações e tomar ou propor decisões. 5º Propagar e generalizar as informações obtidas, de forma que as conclusões se apliquem a casos e condições similares, ou seja, é o conceito da repetitibilidade, ou melhor, são geradas informações que permitem que outros pesquisadores sigam o mesmo caminho e cheguem às mesmas conclusões. . 6º Deduzir e prever que, para certas condições, ocorram determinadas relações (ou não). É a etapa da extrapolação e da delimitação das conclusões obtidas. Aqui podem ser feitas sugestões e recomendações, para futuras pesquisas, que complementem e alarguem a área estudada. Fontes de pesquisa Além do objeto de estudo em si, principalmente os livros relacionados ao tema, exis- tem outras fontes de pesquisa. Jornais, revistas e sites na Internet também podem ser fontes de pesquisa. Mesmo jornais diários e revistas semanais, ou seja, não científicos, podem ser utiliza- dos como fonte de pesquisa, desde que sejam tomadas algumas precauções. Ao se ler uma notí- cia que possa ser utilizada na pesquisa, em um jornal ou revista popular (não científica), deve-se inicialmente descobrir o autor (repórter) e fazer um contato telefônico ou por correio eletrôni- co, para se descobrir a origem dos dados e das informações, bem como a profundidade investi- gativa da reportagem. Não se deve simplesmente transcrever o que foi publicado. Com relação à Intemnet, deve-se tomar o mesmo cuidado, ou seja, verificar a fonte e a seriedade da informação. Sabe-se que, além de qualquer pessoa poder fazer ou ter um site, pode-se escrever o que quiser (inclusive bobagens). Deve-se fazer um contato com o autor da informação e, principalmente, verificar se os nomes e as instituições citadas existem e se têm credibilidade. Por exemplo, não se deve aceitar simplesmente uma informação de um site qual- quer na Internet, tal como (exemplo fictício e absurdo): segundo pesquisas do professor Giusseppe Marzullo, do Departamento de Biologia Molecular, da Universidade do Es- tado do Rio de Janeiro, as pessoas que se alimentam de manga, concomitantemente com leite de vaca, podem desenvolver uma reação alérgica e até morrer. Quem é este profes- sor? Ele realmente existe e pertence a esta universidade? Estas perguntas podem ser respon- didas com uma simples consulta ao site deste departamento da universidade. Caso não se consiga esta informação, via Internet, faz-se um contato telefônico. 18 José Abrantes embora muitas instituições privadas financiem pesquisas, especialmente aquelas ligadas às áreas sociais relacionadas às comunidades próximas às instituições. Também são possíveis bolsas de estudos para pesquisas nos níveis de mestrado, doutorado e pós-doutorado. Normalmente estas bolsas são concedidas por meio do Conse- lho Nacional de Pesquisa — CNPq ou pelos órgãos de apoio à pesquisa nos estados, como, por exemplo, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro — FAPERI ou da FAPESP em São Paulo. Estas bolsas são concedidas por estes órgãos, mas via instituição onde a pesquisa será desenvolvida, e sob a supervisão e controle de um orientador cadastra- do nestes órgãos. Para mais informações, podem ser acessados os sites desses órgãos: www.enpa.br, www. faper;.br , www.fapesp.br . Publicação de pesquisas Existem diversos meios para se publicar uma pesquisa, embora não seja muito fácil. Por exemplo, podem ser publicadas na forma de artigo, paper, informe e ensaio científico. Também podem ser publicadas em anais de reuniões acadêmicas e científi- cas, como congressos e simpósios. Uma outra maneira é na forma de livro, que não é tão difícil de publicar quanto parece. Existem dois caminhos básicos para a publicação de um livro: por meio de uma editora comercial ou de forma independente. Como as edi- toras têm muito custos, só publicam aqueles livros que, após minuciosa análise, são de- finidos como de bom potencial comercial. Qualquer pessoa pode publicar um livro (especialmente aquele fruto de uma pesquisa acadêmica) de forma independente. Inici- almente deve-se entrar em contato com o escritório do ISBN da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. Deve ser esclarecido que existem muitas editoras pequenas que trabalham em sistemas de parcerias, onde o autor paga uma determinada quantia e a editora imprime poucos exemplares. Hoje em dia, é perfeitamente possível uma pessoa publicar apenas um exemplar de um livro. O grande problema destas editoras pequenas é a distribuição do livro que, às vezes, fica restrita a uma pequena região geográfica, dificultando a di- vulgação e a venda do livro. Fazer Monografia é moleza | 19 Capítulo 2 Descrição dos tipos de trabalhos científicos e acadêmicos Trabalho científico é todo aquele fruto de pesquisa, com critérios e metodologias e com fundamentações teóricas reconhecidas pela comunidade científica. Cabe aqui um alerta sobre o termo “pesquisa”, muito comum na atualidade, principalmente em escolas do ensino fundamental e médio. Por exemplo, quando a professora de História pede para os alunos da 7º série fazerem uma “pesquisa” sobre quais fatos permitiram a proclamação da República, na verdade, ela está pedindo que os alunos façam um estudo ou uma análise bibli- ográfica, e não uma pesquisa cientifica. Os principais trabalhos científicos e acadêmicos são fichamento, resumo, resenha, artigo científico (paper), monografia, dissertação e tese. Existe um tipo de trabalho, o Pro- jeto de Pesquisa, que normalmente precede monografias, dissertações e teses, que é consi- derado também como um trabalho acadêmico (PATACO, 2004, p. 23). Em verdade, este trabalho é um planejamento ou guia de uma pesquisa. Além destes trabalhos, existem as revistas acadêmicas e científicas e os livros (científicos). A seguir, são feitas descrições e comentários sobre cada um destes tipos de trabalhos. Fichamento O termo vem de ficha (é só lembrar daquelas fichas amareladas, de nossos antigos e saudosos professores) e tem uma função importantíssima, auxiliando muito o trabalho de pesquisa e a elaboração do relatório final. Toda pesquisa envolve a coleta de dados biblio- gráficos, principalmente de fontes escritas, como livros, revistas, jornais, monografias, dissertações, teses e artigos. Fazer um fichamento significa fazer um resumo com comen- tários da fonte consultada, com todas as referências. Normalmente os fichamentos são feitos à mão e em folhas, no formato A6 (10,5em x 14,8cm), mas nada impede que sejam feitos em formato A4 e/ou em meio magnético. É um excelente recurso de pesquisa quando se está, por exemplo, em uma biblioteca sem acesso a um computador para escrever e gravar em meio magnético. Deve ficar claro que, durante uma pesquisa, a pessoa não é obrigada a fazer o ficha- mento, exatamente como aqui descrito. O importante é que o tenha como se fosse um ar- quivo ou memória escrita de todas as fontes consultadas. Este arquivo, além dos dados