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Febre Aftosa - Resumo, Notas de estudo de Doença Infecciosa

Resumo sobre a etiologia, sinais clínicos, diagnostico e tratamento da Febre Aftosa da matéria de Doenças Infectocontagiosas

Tipologia: Notas de estudo

2016

À venda por 27/01/2023

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rayssa-trentin-12 🇧🇷

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AYSSA YARED TRENTIN
FEBRE AFTOSA – resumo
“Enfermidade aguda, infectocontagiosa, de origem viral, extremamente contagiosa que afeta, principalmente, animais
biungulados e que se caracteriza por febre e formação de vesículas na cavidade bucal, focinho, espaço interdigital,
região coronária das patas, úbere e tetos”.
- O vírus tem um grande poder de disseminação e causa elevados prejuízos econômicos pois países importadores
estabelecem sanções contra o país exportador que foi confirmada a enfermidade.
- Há proibição de comercialização de produtos e subprodutos (grãos).
Etiologia
- Família: Picornaviridae
- Gênero: Aphtovirus
- Apesar de envelopado, apresenta alta resistência.
- Apresenta 7 sorotipos. Na América do Sul existem os sorotipos O, A, C.
- Cada sorotipo apresenta muitos sorovares e com grande tendência a mutações, o que dificulta o controle e
erradicação da doença.
- A vacina é feita com os sorotipos que ocorrem na região. No Brasil é uma vacina polivalente com os tipos O, C, A.
- As espécies acometidas são animais biungulados domésticos (bovinos, ovinos, caprinos, bubalinos, suínos) e
silvestres e em humanos.
Transmissão
Qualquer secreção ou excreção de um animal infectado pode contaminar outros animais. A transmissão é feita
principalmente pela inalação de aerossóis, e também pela ingestão de alimento e água contaminados, inoculação de
vacas contaminadas, inseminação com sêmen contaminado, contato com roupas e objetos, material veterinário
contaminado.
O vírus se replica na mucosa e em tecidos linfoides (faringe, tonsilas ou pulmões), o período de incubação varia de 2 a
8 dias após o primeiro contato e é nas primeiras 72 horas que ocorre a grande replicação do vírus de forma que os
animais são grandes disseminadores, o vírus estará presente em todas as secreções e excreções.
A viremia persiste por 3 a 5 dias, com disseminação e replicação do vírus em células epiteliais. O fluido das vesículas
possui grande quantidade e vírus que permanece no local das lesões por 3 a oito dias. Os animais sentem dor e
dificuldade para se alimentar quando essas vesículas estão na cavidade bucal, fazendo com que ele tenha uma
salivação excessiva (sialorréia) o que aumenta mais ainda a disseminação do agente.
Epidemiologia
As espécies susceptíveis são ruminantes domésticos, ruminantes selvagens, suínos domésticos e selvagens. Tem
distribuição mundial, mas está principalmente presente na América do Sul, Ásia, África e Oriente Médio. As áreas livres
da doença são a América do Norte, América Central, Caribe, Europa Ocidental, Japão, Austrália, Nova Zelândia. No
Brasil, o estado de Santa Catarina é livre da enfermidade sem vacinação.
Na década de 80 criou-se o Plano Hemisférico da Erradicação da FA (PHFA), através de estudo epidemiológico, controle
de transito, vacinação maciça de todo o rebanho com vacinas de qualidade, realização de testes diagnósticos com alta
sensibilidade e especificidade buscou-se diminuir a prevalência da enfermidade. Contava também com um sistema de
vigilância epidemiológica eficiente.
Nessa época, a situação era endêmica no Brasil, e com esse plano, em um período de 10 a 20 anos, conseguiu diminuir
drasticamente o número de casos. No Chile, na Argentina e no Uruguai há áreas livres sem vacinação como é caso do
estado de SC.
Sintomas
Como ocorre nas outras doenças do Complexo de Enfermidades Vesiculares, os principais sintomas são febre alta e
formação de vesículas principalmente na cavidade oral, narinas, espaço interdigital das patas e, no caso das fêmeas,
nos tetos. Os sinais clínicos são de salivação excessiva (presença de vesículas na cavidade oral) e claudicação (em
suínos são relatadas a posição de reza). A morte é rara e as perdas econômicas estão relacionadas a necessidade de
sacrifício obrigatório em um raio de 3km do aparecimento do foco, como é uma doença de fácil disseminação, vários
focos podem ocorrer em uma região. A morte é mais comum em suínos e ovinos por ser uma enfermidade mais aguda.
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RAYSSA YARED TRENTIN 1

FEBRE AFTOSA – resumo “Enfermidade aguda, infectocontagiosa, de origem viral, extremamente contagiosa que afeta, principalmente, animais biungulados e que se caracteriza por febre e formação de vesículas na cavidade bucal, focinho, espaço interdigital, região coronária das patas, úbere e tetos”.

  • O vírus tem um grande poder de disseminação e causa elevados prejuízos econômicos pois países importadores estabelecem sanções contra o país exportador que foi confirmada a enfermidade.
  • Há proibição de comercialização de produtos e subprodutos (grãos). Etiologia
  • Família: Picornaviridae
  • Gênero: Aphtovirus
  • Apesar de envelopado, apresenta alta resistência.
  • Apresenta 7 sorotipos. Na América do Sul existem os sorotipos O, A, C.
  • Cada sorotipo apresenta muitos sorovares e com grande tendência a mutações, o que dificulta o controle e erradicação da doença.
  • A vacina é feita com os sorotipos que ocorrem na região. No Brasil é uma vacina polivalente com os tipos O, C, A.
  • As espécies acometidas são animais biungulados domésticos (bovinos, ovinos, caprinos, bubalinos, suínos) e silvestres e em humanos. Transmissão Qualquer secreção ou excreção de um animal infectado pode contaminar outros animais. A transmissão é feita principalmente pela inalação de aerossóis, e também pela ingestão de alimento e água contaminados, inoculação de vacas contaminadas, inseminação com sêmen contaminado, contato com roupas e objetos, material veterinário contaminado. O vírus se replica na mucosa e em tecidos linfoides (faringe, tonsilas ou pulmões), o período de incubação varia de 2 a 8 dias após o primeiro contato e é nas primeiras 72 horas que ocorre a grande replicação do vírus de forma que os animais são grandes disseminadores, o vírus estará presente em todas as secreções e excreções. A viremia persiste por 3 a 5 dias, com disseminação e replicação do vírus em células epiteliais. O fluido das vesículas possui grande quantidade e vírus que permanece no local das lesões por 3 a oito dias. Os animais sentem dor e dificuldade para se alimentar quando essas vesículas estão na cavidade bucal, fazendo com que ele tenha uma salivação excessiva (sialorréia) o que aumenta mais ainda a disseminação do agente. Epidemiologia As espécies susceptíveis são ruminantes domésticos, ruminantes selvagens, suínos domésticos e selvagens. Tem distribuição mundial, mas está principalmente presente na América do Sul, Ásia, África e Oriente Médio. As áreas livres da doença são a América do Norte, América Central, Caribe, Europa Ocidental, Japão, Austrália, Nova Zelândia. No Brasil, o estado de Santa Catarina é livre da enfermidade sem vacinação. Na década de 80 criou-se o Plano Hemisférico da Erradicação da FA (PHFA), através de estudo epidemiológico, controle de transito, vacinação maciça de todo o rebanho com vacinas de qualidade, realização de testes diagnósticos com alta sensibilidade e especificidade buscou-se diminuir a prevalência da enfermidade. Contava também com um sistema de vigilância epidemiológica eficiente. Nessa época, a situação era endêmica no Brasil, e com esse plano, em um período de 10 a 20 anos, conseguiu diminuir drasticamente o número de casos. No Chile, na Argentina e no Uruguai há áreas livres sem vacinação como é caso do estado de SC. Sintomas Como ocorre nas outras doenças do Complexo de Enfermidades Vesiculares, os principais sintomas são febre alta e formação de vesículas principalmente na cavidade oral, narinas, espaço interdigital das patas e, no caso das fêmeas, nos tetos. Os sinais clínicos são de salivação excessiva (presença de vesículas na cavidade oral) e claudicação (em suínos são relatadas a posição de reza). A morte é rara e as perdas econômicas estão relacionadas a necessidade de sacrifício obrigatório em um raio de 3km do aparecimento do foco, como é uma doença de fácil disseminação, vários focos podem ocorrer em uma região. A morte é mais comum em suínos e ovinos por ser uma enfermidade mais aguda.

RAYSSA YARED TRENTIN 2

Diagnóstico A suspeita de FA é de notificação obrigatória. O diagnóstico clinico presuntivo se dá pelas características epidemiológicas e pelos sintomas clínicos. O diagnóstico definitivo é principalmente o ELISA, vírus neutralização, PCR. O material de coleta são as vesículas/aftas, epitélio lingual, gengiva, espaço interdigital e úbere. Faz a coleta com material específico de aço inoxidável. As amostras são acondicionadas em frasco próprio, sob refrigeração e com solução tampão especifica, liquido de Vallée (tampão fosfato com glicerina). Profilaxia O governo realiza a indenização dos animais sacrificados. Na ocorrência de um foco, cria-se uma zona infectada de 3km, onde se sacrifica todos os animais, uma zona de vigilância de 10km e uma zona tampão de 25km. Realiza-se a vacinação em massa da população bovina, com vacina de qualidade, e vacinação de outras espécies apenas quando há episódios da doença com vacinação estratégica e perifocal. Em áreas endêmicas utiliza-se vacinas polivalentes, em áreas livres de focos pode ser uma vacina específica (monovalente). Na região pantaneira realiza-se a vacinação anual, em grande parte do país a vacinação é semestral em animais de até 24 meses e os animais acima de 24 meses recebem a vacina uma vez ao ano. No Norte e Nordeste, realiza-se a vacina duas vezes ao ano em todos os animais. A vacina é oleosa o que ocasiona na formação de abcessos vacinais. Em primovacinados o título de anticorpos vai durar entre 6 a 8 meses, por isso é obrigatório a vacinação semestral desses animais, que se mantém dessa forma até os 24 meses. Após 2 anos de vida, os animais apresentam titulação em torno de 12 meses, de forma que a vacinação se torna anual. O transporte de bovinos deve ser controlado pela emissão de GTA. A comprovação de vacinação se dá pela apresentação da nota fiscal da compra da vacina. A quarentena é obrigatória em animais introduzidos nos rebanhos. Então, para que se busque países/áreas livres da febre aftosa, deve-se haver um rígido controle de transito animal, quarentena em animais introduzidos nos rebanhos e, se ocorrer algum foco, sacrifício dos animais positivos e indenização. Para uma área ser considerada livre de FA sem vacinação, devem ter dois anos sem casos da doença (demonstração de ausência de atividade viral), associada a várias medidas de vigilância epidemiológica por conta dos órgãos de defesa animal.