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Ferramentas da qualidade, Notas de estudo de Ciências da Educação

Apostila que aborda ferramentas específicas da Qualidade, e que possibilitam entender os processos, bem como, auxilia no estabelecimento de rotinas adequadas no ambiente de trabalho.

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 26/04/2009

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jairo-brasil-vieira-7 🇧🇷

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CURSO FERRAMENTAS DA QUALIDADE
Prof. Jairo Brasil
(*) Este conteúdo somente pode ser reproduzido mediante autorização do autor
FERRAMENTAS DA
QUALIDADE
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CURSO FERRAMENTAS DA QUALIDADE Prof. Jairo Brasil

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FERRAMENTAS DA

QUALIDADE

Prof. Jairo Brasil

 - (*) Este conteúdo somente pode ser reproduzido mediante autorização do autor 
  • 1 SENSIBILIZAÇÃO PARA A QUALIDADE................................... SUMÁRIO
  • 2 FLUXOGRAMA
  • 3 ESTRATIFICAÇÃO
  • 4 BRAINSTORMING
  • 5 LISTA DE VERIFICAÇÃO SIMPLES
  • 6 LISTA DE VERIFICAÇÃO DE FREQUENCIA
  • 7 HISTOGRAMA
  • 8 5W1H
  • 9 DIAGRAMA DE PARETO
  • 10 DIAGRAMA DE CAUSA E EFEITO - PROBLEMAS 11 MASP – MÉTODO DE ANÁLISE E SOLUÇÃO DE
  • 12 CICLO PDCA - REFERÊNCIAS

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HISTÓRICO DA QUALIDADE

1) Qualidade no sistema Artesanal:

  • artesão fazia tudo.
  • produção era pequena,
  • qualidade era boa.
  • um produto diferente do outro.

2) Qualidade com ênfase no produto :

  • Forte inspeção : inspeção volante , inspeção 100 % , inspeção por amostragem.
  • Iniciou com a Revolução Industrial :
  • Problemas do tipo :
  • Produção x Qualidade: Libera peça? Satisfação cliente?
  • Qualidade era impedir que produtos defeituosos chegassem no consumidor . 3) Qualidade com ênfase no processo:
  • Iniciou após 2a^ Guerra Mundial: pelo Japão
  • Filosofia : garantir processo → qualidade do produto.
  • Qualidade como sinônimo da ausência de defeitos.

4) Garantia da Qualidade :

  • Sistematização de normas , padrões e requisitos em cada etapa do processo produtivo.
  • Manuais de Qualidade

5) Qualidade Total :

A qualidade do produto inicia deste a sua concepção (baseado nas necessidades dos clientes), passa pela fabricação , venda , instalação , atendimento e vai até os serviços de assistência técnica e pós venda.

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INDICADORES DA QUALIDADE

Gerais da organização :

  • Lucro
  • Vendas
  • Faturamento

Específicos ou departamentais :

  • Desperdícios : sucata , retrabalho
  • Eficiência das máquinas
  • Manutenção : custos , interrupções.
  • Cifras de Qualidade : número de defeitos / produto produzido , certificação.
  • Capacidade de processos e máquinas
  • Reclamação de clientes
  • Tempo de desenvolvimento de novos produtos

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SIMBOLOGIA – FLUXOGRAMA DE SERVIÇOS

O fluxograma de Serviços utiliza um conjunto de símbolos para representar as etapas do processo, as pessoas ou os setores envolvidos, a seqüência das operações e a circulação dos dados e dos documentos. Os símbolos mais comumente utilizados são os seguintes: Operação: Indica uma etapa do processo. A etapa e quem a executa são registrados no interior do retângulo.

Decisão: Indica o ponto em que a decisão deve ser tomada. A questão é escrita dentro do losango, duas setas, saindo do losango mostram a direção do processo em função da resposta (geralmente as respostas são SIM e NÃO).

Sentido do fluxo: Indica o sentido e a seqüência das etapas do processo.

SIMBOLOGIA – FLUXOGRAMA DE OPERAÇÕES

Operação: Indica uma etapa onde ocorre a agregação de valor, com transformação da matéria prima, modificando a forma de apresentação do produto final.

Transporte: É a etapa onde ocorre uma movimentação da matéria prima em transformação ou do produto ainda em sua fase de elaboração.

Limites: Indica o início e o fim do processo.

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Verificação ou Controle: Simboliza a etapa operacional onde o produto passa por uma inspeção ou verificação de suas dimensões ou especificações.

Estocagem: Esta etapa define a armazenagem de um produto de pois de transitar pelas demais etapas de processamento.Geralmente é a parte final do fluxograma.

UTILIDADE Serve para entender um processo e identificar oportunidades de melhoria (situação atual). Serve também para desenhar um novo processo, já incorporando as melhorias (situação desejada). Facilita a comunicação entre as pessoas envolvidas num mesmo processo, além de possibilitar a disseminação de informações sobre o processo.

ETAPAS DA ELABORAÇÃO a) Defina o processo a ser desenhado. b) Escolha um processo que crie o produto ou o serviço mais importante. c) Elabore um macrofluxo do processo, identificando os seus grandes blocos de atividades. d) Monte, para a elaboração do fluxograma, um grupo, composto pelas pessoas envolvidas nas atividades do processo. e) Detalhe as etapas do processo e descreva as atividades e os produtos ou os serviços que compõem cada uma delas. f) Identifique os responsáveis pela realização de cada atividade identificada. g) Cheque se o fluxograma desenhado corresponde à forma como o processo é executado e faça correções, se necessário.

Espera ou Demora: É a etapa onde o produto em transformação aguarda a chegada de algum item a ser agregado ou necessita de uma espera para se adequar.

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3. ESTRATIFICAÇÃO

Separar um conjunto de dados com objetivo de verificar

alguma diferença, identificando problemas ou

possibilidades de melhoria

Tipos de coleta de dados: turno, máquina, operador,

defeitos, reclamações, dias, semanas, mês, ano etc.

Exemplos: a) Apresentação de dados de pesquisas eleitorais estratificadas por região de origem, sexo, faixa etária ou classe sócio-econômica do eleitor. O exemplo a seguir é o resultado geral:

PESQUISA ELEITORAL

46%

32%

22%

Candidato A Candidato B Candidato C

b) Interrupções por manutenção: supondo que as interrupções por manutenção têm sido muito elevadas nos últimos meses e o gerente da área solicitou uma coleta de dados com finalidade de descobrir as causas:

Coletas de dados:

Tipos de interrupções por manutenção

horas

Manutenção corretiva mecânica

Manutenção corretiva elétrica

Manutenção preventiva 15

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Resultado do último mês:

Interrupções por manutenção mecânica:

horas

Máquina A 20 Máquina B 14 Máquina C 6

c) Defeitos geradores de sucata: supondo que no setor onde você está trabalhando estão aparecendo muitas falhas, gerando muita sucata. Você resolve coletar dados e estratificá-los por peças para verificar em qual delas estão ocorrendo os defeitos:

Coleta de dados referente aos últimos seis meses:

Tipos de peças que estão provocando sucata

Quantidade A 157 B 68 C 119 D 48

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  1. a direção a seguir ou opções para a solução do problema não são aparentes.

MODALIDADES

  • estruturado: Nessa forma, todas as pessoas do grupo devem dar uma idéia a cada rodada ou “passar” até que chegue sua próxima vez. Isso geralmente obriga até mesmo o tímido a participar, mas pode também criar certa pressão sobre a pessoa.
  • não-estruturado: Nessa forma, os membros do grupo simplesmente dão as idéias conforme elas surgem em suas mentes. Isso tende a criar uma atmosfera mais relaxada, mas também há o risco de dominação pelos participantes mais extrovertidos.

PONTOS ESSENCIAIS

  1. Enfatizar a quantidade e não a qualidade das idéias;
  2. Evitar críticas, avaliações ou julgamentos sobre as idéias;
  3. Apresentar as idéias tais como elas surgem na cabeça, sem rodeios, elaborações ou maiores considerações. Não deve haver medo de “dizer bobagem”. As idéias consideradas “loucas” podem oferecer conexões para outras mais criativas;
  4. Estimular todas as idéias, por mais “malucas” que possam parecer;
  5. “Pegar carona” nas idéias dos outros, criando a partir delas;
  6. Escrever as palavras do participante. Não interpretá-las.

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APLICABILIDADE

Etapa Método Dicas para a condução

1) Introdução

- Inicie a sessão esclarecendo os seus objetivos, a questão ou o problema a ser discutido. - Crie um clima descontraído e agradável. - Esteja certo de que todos entenderam a questão a ser tratada. - Redefina o problema, se necessário.

2) Geração de idéias

- Dê um tempo para que pensem no problema. - Solicite, em seqüência, uma idéia a cada participante, registrando-a no flip chart. - Caso um participante não tenha nada a contribuir, deverá dizer simplesmente "passo". Na próxima rodada, essa pessoa poderá dar uma idéia. São feitas rodadas consecutivas até que ninguém tenha mais nada a acrescentar. - Não se esqueça de que todas as idéias são importantes, evite avaliações. - Incentive o grupo a dar o maior número de idéias. - Mantenha um ritmo rápido na coleta e no registro das idéias. - Registre as idéias da forma como forem ditas.

3) Revisão da lista

- Pergunte se alguém tem alguma dúvida e, se for o caso, peça à pessoa que a gerou para esclarecê- la. - O objetivo dessa etapa é esclarecer e não julgar.

4) Análise e seleção

- Leve o grupo a discutir as idéias e a escolher aquelas que vale a pena considerar. - Utilize o consenso nessa seleção preliminar do problema ou da solução. - Idéias semelhantes devem ser agrupadas; idéias sem importância ou impossíveis devem ser descartadas. - Cuide para que não haja monopolização ou imposição de algum participante.

5) Ordenação das idéias

- Solicite que sejam analisadas as idéias que permaneceram na lista. - Promova a priorização das idéias, solicitando, a cada participante, que escolha as três mais importantes. - A votação deve ser usada apenas quando o consenso não for possível.

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EXEMPLO DE LISTA DE VERIFICAÇÃO SIMPLES

Objetivo: Avaliar a “Ordem Mantida” na implantação do programa 5S na empresa.

Marque com um “X” na resposta correspondente ao item.

Observações Nunca Na maioria das vezes Sempre

As tarefas estão sendo executadas conforme o determinado? Todos deixam o local de trabalho em ordem? Todos observam e cumprem as normas da empresa? Todos usam corretamente os uniformes, as ferramentas, as máquinas e os demais equipamentos? Todos colaboram para a manutenção da “Ordem Mantida”? Os prazos estão sendo cumpridos? Os horários são obedecidos? Nossos produtos e serviços respeitam as normas e as exigências legais? Os materiais estão sendo guardados corretamente? O que é combinado em reunião é cumprido? Os planos de trabalho são cumpridos? As pessoas têm demonstrado interesse em aprender coisas novas? As pessoas respeitam as normas de segurança? Existe respeito entre os colegas?

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6. LISTA DE VERIFICAÇÃO DE FREQÜENCIA

CONCEITO

A Lista de Verificação de Freqüência é usada para determinar quantas vezes ocorre um evento ao longo de um período de tempo determinado. Neste instrumento, podem ser colhidas informações dos eventos que estão acontecendo ou daqueles que já aconteceram. Embora a finalidade da Lista de Verificação de Freqüência seja o acompanhamento de dados e não a sua análise, ela normalmente indica qual é o problema e permite observar, entre outros, os seguintes aspectos:

  • número de vezes em que alguma coisa acontece;
  • tempo necessário para que alguma coisa seja feita;
  • custo de uma determinada operação ao longo de um certo período de tempo;
  • impacto de uma ação ao longo de um dado período de tempo.

UTILIDADE Registrar informações sobre o desempenho de um processo e acompanhar defeitos em itens ou processos.

ETAPAS DE ELABORAÇÃO a) Determine exatamente o que deve ser observado. b) Defina o período durante o qual os dados serão coletados. c) Construa um formulário simples e de fácil manuseio para anotar os dados. d) Faça a coleta de dados, registrando a freqüência de cada item que é observado. e) Some a freqüência de cada item e registre na coluna Total.

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7. HISTOGRAMA

CONCEITO

O histograma é formado por retângulos justapostos, sendo o número de retângulos igual ao número de intervalos de classe. A largura de cada retângulo é igual à amplitude do intervalo de classe, enquanto sua altura representa a freqüência do intervalo de classe. A área do histograma é proporcional à soma das freqüências.

UTILIDADE:

  • Apresentar um padrão de variação;
  • Comunicar visualmente a informação sobre o comportamento do processo;
  • Possibilitar a tomada de decisão onde devem ser concentrados os esforços para uma melhoria. MODELO DE HISTOGRAMA

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ETAPAS DE ELABORAÇÃO
  1. Coletar os valores dos dados;
  2. Determinar a faixa de valores dos dados, subtraindo o dado de valor mais baixo do de valor mais alto;
  3. Determinar o número de intervalos no histograma (geralmente entre 6 e 12) e dividir a faixa pelo número de intervalos para determinar a largura de cada intervalo;
  4. Marcar o eixo horizontal com a escala de valores dos dados;
  5. Marcar o eixo vertical com a escala de freqüência (número ou percentagem de observações);
  6. Traçar a altura de cada intervalo correspondendo ao número de valores dos dados incluídos neste intervalo.