Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Ferro, zinco e carnitina, Trabalhos de Nutrição

Trabalho Científico apresentado à disciplina Nutrição no Esporte

Tipologia: Trabalhos

2014

Compartilhado em 27/01/2014

francieli-aline-conte-7
francieli-aline-conte-7 🇧🇷

1 documento

1 / 9

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
UNIJUI
EFEITO DA SUPLEMENTAÇÃO DO FERRO, ZINCO E CARNITINA NO
DESEMPENHO ESPORTIVO.
GRADUANDA: Franciéli Aline Conte
Nutrição Esportiva
Ijuí
2013
EFEITO DA SUPLEMENTAÇÃO DO FERRO, ZINCO E CARNITINA NO
DESEMPENHO ESPORTIVO.
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Ferro, zinco e carnitina e outras Trabalhos em PDF para Nutrição, somente na Docsity!

UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

UNIJUI

EFEITO DA SUPLEMENTAÇÃO DO FERRO, ZINCO E CARNITINA NO

DESEMPENHO ESPORTIVO.

GRADUANDA: Franciéli Aline Conte

Nutrição Esportiva

Ijuí 2013 EFEITO DA SUPLEMENTAÇÃO DO FERRO, ZINCO E CARNITINA NO DESEMPENHO ESPORTIVO.

Resumo: o meio esportivo possui muitas particularidades alimentares e individuais que não dependem apenas da modalidade esportiva, mas também do tipo de esforço, da temperatura, tempo e frequência. Trata-se de um estudo de revisão bibliográfica entre os anos de 2000 a 2013 em periódicos publicados em meios eletrônicos como: Scielo, google acadêmico, e livros. A suplementação de ferro, zinco e carnitina podem ser bons aliados no aumento do desempenho esportivo, quando identificada carências ou perdas destes minerais e aminoácido. A suplementação destes deve ser realizada sob prescrição e apenas quando identificada sua real necessidade, a qual depende da modalidade esportiva.

Palavras-Chave: suplementos dietéticos; ferro, zinco, carnitina, esporte.

INTRODUÇÃO:

O bom desempenho físico em modalidades de esporte é uma condição necessária para vencer uma competição. Para tal, é necessário muita dedicação, força de vontade, boa alimentação, hidratação e descanso. A alimentação é a melhor forma de contribuir na oferta energética, bem como de vitaminas, minerais e aminoácido (aa) para a homeostasia do corpo e alto desempenho. Dependendo da modalidade esportiva, ou mesmo da escolha alimentar do atleta o suprimento energético e de micronutrientes torna-se insuficiente, necessitando-se então de complem nutricionais, como os suplementos, os quais possuem o papel de auxiliar no aumento da performance e suprimento das necessidades energéticas e nutricionais que não podem ser alcançadas apenas com a alimentação. O presente trabalho tem como objetivo fornecer as principais funções dos minerais ferro e zinco e ainda do aminoácido L-Carnitina e sua relação com o desempenho esportivo.

FERRO

O Ferro (Fe) é um mineral essencial para a manutenção da vida, visto que está envolvido no processo de oxigenação de todo o organismo. As funções do ferro resultam de suas propriedades físicas e químicas pela sua capacidade de participar das reações de oxidação e redução. A concentração de Fe é de aproximadamente 40 mg/Kg em mulheres e 50 mg/Kg em homens distribuídos em dois compartimentos, um de estoque e outro funcional.

O ferro precisa estar firmemente ligado às proteínas para prevenir efeitos destrutivos. A suplementação é recomendada para atletas vegetarianos identificados com baixa de ferro e ferritina, ou em anemias, e outros distúrbios que diminuem a sua captação.

Agapito, d’Avila e Silva (2008) retratam que o deficiência de ferro ocorre em cerca de 15 % da população mundial, e é causa de fadiga e anemia, principalmente, afetando a performance e o sistema imunológico. Para tal, recomenda-se atenção especial ao consumo de alimentos com ferro de elevada biodisponibilidade, e a recomendação de suplementação é 15 mg/dia para a população feminina e 10 mg/dia para a masculina, porém deve-se levar em consideração que as necessidades são contempladas pela manipulação dietética, não sendo necessária a suplementação.

A recomendação de ferro para indivíduos varia conforme a fase da vida e o sexo. Segundo a recomendação estabelecida pelas RDA (Recommended Dietary Allowance) homens de 19 a 70 anos de idade necessitam de 8 mg/dia, enquanto mulheres de 19 a 50 anos precisam de 18 mg/dia, e após esta idade, a recomendação decai para 8 mg/dia. Na gravidez a necessidade dobra o valor para 27 mg/dia. UL (Limite Superior Seguro de Ingestão): homens e mulheres adultos e idosos; 45 mg/dia.

ZINCO :

O organismo humano adulto contém cerca de 2 a 3 g de Zinco (Zn) distribuído nos músculos esqueléticos (57%) e osso, (29%). Além disso, cerca de 60 a 80% estão no citosol de células do intestino, fígado, baço, rins, pele, cabelos, saliva e cerca de 80% do Zn sérico está contido nos eritrócitos (ROSA et al. , 2003).

O Zn desempenha grandes funções no organismo, entre eles funções bioquímicas e estruturais. Para os já referidos autores, Rosado e Lima Rosado, mineral em questão é constituinte de muitas enzimas envolvidas na síntese e degradação dos macronutrientes e ácidos nucléicos como o DNA e RNA, bem como para a síntese de enzimas envolvidas na produção de proteínas (crescimento celular). Ele desempenha papel na liberação e ligação de hormônios como a insulina, testosterona, hormônio do crescimento (GH), hormônios tireoidianos, hormônios sexuais. Além estas funções, o zinco possui ainda um grande poder antioxidativo, e produção de células linfoides, como linfócitos T, ou seja: atua na resposta imunológica. (ROSADO e LIMA ROSADO, 2003)

A deficiência do mineral está relacionada ao retardo do crescimento, hipogonadismo masculino, redução na espermatogênese e esteroidogênese. Além disso, causa perda de apetite, lesões de pele, redução da sensibilidade gustativa, redução da imunidade. A sua toxicidade causa anemia (redução do cobre), vômitos, diarréia, mal estar, fadiga, ulcerações gástricas, lesões renais. Agapito, d’Avila e Silva (Op. Cit) descrevem que “a deficiência do mineral em atletas pode gerar anorexia, perda de peso significativa, fadiga, queda no rendimento em provas de endurance e risco de osteoporose, razão pela qual tem sido sugerida a utilização em suplementação alimentar”. E ainda, reforçam que evidências científicas não justificam o uso sistemático do zinco em suplementação nutricional, ou seja, a sua suplementação é indicada quando detectada a carência do mesmo.

Peres e Koury (2006) demonstram que os exercícios de grande intensidade e força associados á altas temperaturas são capazes de provocar a espoliação de zinco através do suor e da urina (hipozincemia) fazendo-se necessário aumentar a dose diária do mineral, porém a ingestão excessiva causa efeitos adversos alterando os indicadores de proteção antioxidante zinco-dependente dos eritrócitos.

Para atletas que treinam em modalidades de alto impacto ocorre a necessidade de aumento de zinco pelo fato de que as metaloproteínas, cobre-zinco superóxido dismutase e metalotioneína são sensíveis ao impacto gerado durante movimentos, como a corrida e triatlo. Estes podem apresentar maior necessidade de suplementação de zinco do que atletas de modalidades de baixo impacto, como natação, ciclismo, entre outras. A ingestão elevada de zinco (50 mg) leva á deficiência secundária de cobre causada pela competição entre esses elementos durante a absorção intestinal.

O consumo em longo prazo de suplementos de zinco superior a 150 mg.d-1 resultou em baixas concentrações séricas de HDL-colesterol, erosão gástrica e função imune deprimida demonstrou que a ingestão de 300 mg.d-1 de zinco suplementar por seis semanas causou resposta imunológica deprimida e um decréscimo significativo na concentração de HDL-colesterol, segundo os pesquisadors Peres e Koury (Op. Cit).

Koury e Donangelo (2003) defendem que a suplementação de zinco por atletas tem sido associada com maior força muscular isométrica e maior resistência muscular. Além

principalmente a carne vermelha. Sua maior concentração endógena está nos músculos esqueléticos. Sua forma ativa é a L-carnitina. Segundo os mesmos autores, a carnitina: “... aumenta a disponibilidade de coenzima A garantindo a funcionalidade do ciclo de Krebs. Uma redução na relação de acetil-coA:coA pode estimular a enzima piruvato desidrogenase aumentando a conversão de piruvato em acetil- coA, o que resultaria numa redução da produção de ácido láctico. A trajetória da carnitina no metabolismo oxidativo levanta a hipótese de que esta promova um possível efeito ergogênico durante o exercício principalmente os de longa duração aumentando a taxa de oxidação de ácidos graxos de cadeia longa e poupando glicogênio. A lipólise começa a se tornar realmente importante quando o exercício ultrapassa 4 horas de duração com uma intensidade abaixo de 70% do VO2 máx, logo a suplementação de carnitina seria indicada para esportes de ultra-endurance” (pg. 307). A biodisponibilidade da carnitina proveniente da alimentação é de 10 a 15% e os estoques corporais são de aproximadamente 128 mmol ou 20 g em indivíduo de 70 kg. Alguns estudos demostraram ocorre o aumento do VO 2 máx com dosagens de carnitina de 2 g uma hora antes do exercício, 3 g por 3 semanas e 4 g por 2 semanas, sendo os dois últimos realizados com atletas competitivos de endurance. Assim como foram encontrados estudos que não encontraram qualquer efeito sob a captação máxima de oxigênio durante o exercício com a suplementação do aminoácido (GOMES e TIRAPEGUI, 2000). Pereira (2006) relata que muitos estudos falharam em demonstrar o efeito ergogênicos da L-Carnitina, mas há a necessidade de mais pesquisas para definir uma conduta. Enquanto a L-Carnitina se mostra um suplemento seguro, há uma preocupação com suplementos que contêm a D-Carnitina. Essa substância pode ser tóxica, depletar as reservas orgânicas de L-Carnitina e causar uma deficiência do aminoácido. Havendo o excesso de carnitina provoca o excesso de ácido graxo no organismo. Os autores já citados, Gomes e Tirapegui, afirmam ainda que a suplementação de carnitina pode influenciar positivamente na capacidade aeróbia, visto que esta utiliza um maior consumo de triglicerídios, e diminuição da necessidade de glicogênio, poupando os estoques e retardando a fadiga. Entretanto outros estudos demonstraram que o efeito poupador de glicogênio em ratos submetidos a treinamento de corrida por 3 semanas e suplementados com 100 mg/kg/dia de carnitina nos últimos três dias de experimento não foram eficazes.

Coelho et al ., (2010) afirmam ser contraditória o efeito do aumento de Vo 2 max, pois, segundo estudos, a suplementação de L-carnitina eleva os seus níveis musculares, aumenta a liberação de CoA livre e reduzi a razão acetil-CoA/CoA livre nas mitocôndrias. Esta relação acetil-CoA/CoA estimula a atividade da piruvato desidrogenase e aumenta o fluxo de substratos através do ciclo de Krebs e, como consequentemente o VO 2 máx. Em seu estudo com 30 pessoas de ambos os sexos, idade superior a 40 anos (46 ± 5 anos) e diagnóstico de excesso de peso e obesidade, os indivíduos seguiram um tratamento de exercícios determinados ao longo de 12 semanas, posterior a esse período, dividiu-se o grupo, sendo que um grupo recebeu suplementação de L-Carnitina diária de 1,8g por 4 semanas e o outro com cápsulas de amido (placebo). Ao final do experimento constatou-se que não tiveram mudanças significativas na composição corporal, no quociente respiratório, na TMR e nas AGLs, sugerindo entre ambos os grupos que a taxa metabólica e a oxidação de gorduras não foram influenciadas pela suplementação de L-carnitina. Houve um pequeno aumento nas concentrações de AGL no grupo suplementado, o que poderia estar relacionado ao discreto aumento do VO 2 máx apesar de não ser significante, mesmo quando comparado ao GS.

CONCLUSÕES

A suplementação vem a contribuir no desempenho esportivo e nos problemas nutricionais ocasionados pela carência destes minerais e da Carnitina, porém, assim como todos os suplementos, os seus excessos ocasionam efeitos adversos ao organismo e ao próprio desempenho esportivo.

Deve-se levar em consideração que nem todas as modalidades esportivas necessitam de suplementação, bem como, nem todos os esportes ocasionam perdas de minerais. Desta forma, investigar as reais necessidades através de exames bioquímicos torna-se imprescindível para ter real certeza de sua necessidade.

Verificou-se que a carnitina pode aumentar o desempenho esportivo, porém, ainda há controvérsias em relação à sua real eficácia em relação ao aumento do volume de Vo (^2) máximo e do aumento da performace pós treino.