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EXEMPLO DE FICHAMENTO LICENCIATURA EM GEOGRAFIA
Tipologia: Trabalhos
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João Santos de Santana Maisia Amorim Reis Mauro Dourado Castro Joko Mayara Alves Ferreira Thiago da Silva Machado FICHAMENTO: JEAN PIAGET Fichamento realizado como atividade avaliativa, do Curso Licenciatura em Geografia. Da disciplina do 3º semestre Psicologia da Educação e da Aprendizagem, sob a orientação do docente responsável Prof. Antônio Gouveia. IRECÊ – BA NOVEMBRO– 2018
inteligência dispostos no capítulo, aquele que corresponde às concepções em relação à gênese, às associações adquiridas, dos hábitos e das estruturas biológicas em si. Piaget distingue o conhecimento a partir da ação, no construtivismo, o processo de construção do conhecimento confunde-se com o próprio processo de constituição e de desenvolvimento do sujeito, na sua relação com o mundo, que é físico e ao mesmo tempo simbólico. Esse sujeito se define como tal a partir do momento em que se constitui junto com o objeto do conhecimento, que não é apenas, nem necessariamente, físico. Dessa forma, falar em construção do conhecimento significa falar ao mesmo tempo em construção do sujeito que conhece e do objeto a ser conhecido. Ambos aparecem como resultado de um processo permanente de construção. O conhecimento lógico-matemático segundo Piaget (1978) é uma construção que resulta da ação mental da criança sobre o mundo, construído a partir de relações que a criança elabora na sua atividade de pensar o mundo, e também das ações sobre os objetos. Portanto, ela não pode ser ensinada por repetição ou verbalização, a mente não é uma tábula rasa. Segundo Morgado (1986), a escola tradicional, baseada na transmissão oral dos conhecimentos, foi criticada por Piaget por considerar a criança como um ser passivo e vazio, onde se poderiam imprimir os conhecimentos que o docente quisesse. Piaget ainda afirma que o ensino deveria formar o raciocínio, conduzindo à compreensão e não è memorização, desenvolvendo um espírito criativo e não repetitivo. O professor deveria criar situações que levem o discente a encontrar a solução correta, de acordo com seu nível de desenvolvimento psicogenético, através de trabalhos práticos individuais ou em grupo, de diálogo entre colegas ou com o professor. Para Piaget o sujeito constrói os seus conhecimentos pelas suas próprias ações. A inteligência é, assim, produto de um processo de adaptação, no qual interagem as estruturas mentais e a influência do mundo exterior: as estruturas da inteligência são produtos de uma construção contínua do sujeito em interação com o meio. O trabalho em grupo desde seu início em 1900, principalmente depois de 1918 teve seu desenvolvimento em diferentes países através de diversas formas. A importância do trabalho em grupo é buscar sempre o fator coletivo, pelas diversas ideologias políticas, que levaram os educadores a desenvolver a vida social em classe. O método de trabalho em grupo está fundado na cooperação, com efeito, é um método característico da sociedade que se constrói pela reciprocidade dos trabalhadores e implica uma norma racional e moral indispensável para a função das personalidades. A cooperação é essencialmente uma fonte de regras para o pensamento, a lógica constitui um conjunto de regras ou de normas. Por volta de 1935 a 1965, em quase todas as disciplinas designadas pelos termos ciências naturais, sociais ou humanas, existiram nomes de grandes autores, possuidores de reputação mundial, que de alguma forma renovaram estes ramos do saber, o mesmo não ocorreu na lista dos homens eminentes que marcaram a história da pedagogia. Constata-se assim que os inovadores em pedagogia que não eram educadores profissionais. Os métodos intuitivos se equivalem de precedentes e fornecem aos alunos apenas representações de objetos ou acontecimentos, sem conduzi-los a uma realização efetiva de determinada situação/problema. Não sendo suficiente para desenvolver a atividade operatória, impedindo de ser inteiramente ‘‘ativo’’, no sentido de uma redescoberta pessoal das verdades a serem conquistadas, fazendo com que essa atividade incida sobre a reflexão interior e abstrata. Esse processo clássico renasce das próprias cinzas e constitui, na verdade, um progresso puramente verbal e formal, em relação ao processo de ensino. Há décadas discute-se qual a formação ideal e necessária ao professor do ensino básico (primário e secundário). Sendo indispensável uma preparação psicológica para os mesmo compreenderem a psique das funções mentais do adolescente e dominar a totalidade do desenvolvimento da criança, a idade adulta. A escola moderna apela para atividade real, para o trabalho espontâneo baseado no interesse e na necessidade pessoal, incentivando as crianças a quererem tudo quanto fizerem, ou seja, que ajam segundo seus próprios interesses e suas intensidades, que não sejam manipulados, mas aprendam desde cedo a terem opinião própria. O jogo quando trabalhado na sala deve despertar nas crianças o desejo de aprender, através de um meio diferenciado do convencional, que possibilite divertimento e também aprendizado. Visando aprimorar na criança suas percepções, sua inteligência, suas tendências à experimentação e seus instintos sociais. O jogo é, portanto, sob suas duas formas essenciais de exercício sensório-motor e de simbolismo, uma assimilação do real à atividade própria, fornecendo a esta seu alimento necessário e transformando o real em função das necessidades múltiplas do “eu”. A psicologia experimental reconhece a existência de uma inteligência que ultrapassa as associações e os hábitos e atribui a essa inteligência uma atividade verdadeira e não somente a “faculdade do saber”, defendida pela psicologia clássica. Toda inteligência é uma adaptação, toda adaptação comporta-se como uma assimilação
das coisas de espírito. A inteligência infantil é na verdade uma adaptação daquilo que ela vê e ouve em seu convívio diário, sendo mais tarde reorganizada e transformada em uma inteligência propriamente dita. O meio muitas vezes influencia o desenvolvimento da criança, as reações características dos diferentes estágios ou processos enfrentados pelas crianças são relativas sim, a certo ambiente. A escola tradicional reconhece apenas um tipo de relação social: a ação do professor sobre o aluno. Sendo o professor revestido de autoridade moral e intelectual, e o aluno lhe devendo obediência, está relação social é reconhecida por muitos como “pressão”. A escola ativa, por sua vez torna diferente essa relação social, tornando complementar o cuidado e o tato: a pressão do adulto e cooperação da criança entre si. A pressão do adulto responde a tendências muito profundas da mentalidade infantil. O estruturalismo é um método com todas as implicações referentes à tecnicidade, as obrigações, a honestidade intelectual, e enfim, o progresso nas sucessivas aproximações. Jean Piaget combatia o estruturalismo como uma tendência “atomística”, que procura reduzir as totalidades e as associações entre elementos prévios, queixando-se do historicismo e do funcionalismo. A teoria piagetiana será mais bem compreendida através de dois conceitos por ele criados. Um é Assimilação: segundo Piaget trata-se da interpretação que a criança faz de eventos externos de acordo com os sistemas cognitivos já existentes; o outro é Acomodação: Piaget considera aqui a alteração dos esquemas cognitivos da criança de forma a melhor adequar-se ao mundo exterior. Para ele ambos os conceitos estão no centro do desenvolvimento infantil e consequentemente no desenvolvimento da capacidade de imitar. Assim o desenvolvimento da inteligência é marcado por uma constante busca de equilíbrio entre esses dois processos. Piaget considera que os processos imitativos evoluem de formas preparatórias até a imitação acompanhada de representação, nas três primeiras fases da infância constituídas pela Preparação Reflexa, Imitação Esporádica e a Imitação Sistemática. Fase I que vai de zero a um mês de idade chamada de Preparação Reflexa, a criança não é capaz da imitação propriamente dita, o que a deixa fora do processo no nível dos reflexos puros. O que ocorre nesta fase é a repetição de comportamentos por excitação externa ou por um estimulo de um reflexo. A consequência de um estímulo externo associada ao reflexo pode representar o início da capacidade imitativa. Um exemplo à situação dada pelo próprio Piaget quando o choro de um bebê desencadeia o choro dos demais. Fase II que ocorre entre um e quatro meses de idade a criança já realiza Imitação Esporádica. Para Piaget duas são as condições para que elas ocorram, a diferenciação pela criança do ato imitado aos demais por ela já conhecido e ação realizada deve ser percebida como semelhante a uma ação que a própria criança já tenha praticado. Nesta fase a criança só e capaz de imitar movimentos que sejam percebidos em seu próprio corpo, como sons, gestos, mas ainda não tem a noção de identidade individual nem de representação. Fase III entre quatro e oito meses a imitação passa a ser mais sistemática e menos esporádica, por conta da coordenação da visão. Para Piaget o surgimento das relações circulares secundárias, caracterizadas por um interesse maior da criança pelos eventos externos relaciona-se diretamente ao desenvolvimento. Nesta fase a criança desenvolve interesse pelas modificações percebidas por ela ao seu redor. Aqui como na segunda fase a criança ainda não e capaz de imitações se não as percebidas em seu próprio corpo. “Quanto à imitação das fases IV a VI , vimos em que é que ela acompanha os progressos da inteligência para que seja necessário reverter ao assunto. Em todos os níveis ela constitui, pois, o prolongamento da acomodação dos esquemas da inteligência sensório-motora, da percepção e do hábito às coordenações interiorizadas (p. 110).” Estágio Sensório Motor vai desde o nascimento até o surgimento da capacidade de representar coisas ausentes por volta dos 02 anos. É caracterizado pela inteligência prática. Estágio Pré-Operatório dos 02 aos 07 anos se caracteriza pelo egocentrismo e a capacidade de dominar a linguagem e a representação do mundo por meio de símbolos, aqui a criança começa a reconhecer o próprio reflexo diante do espelho. Estágio Operatório se subdivide em dois: ● Operatório Concreto ocorre entre 07 e 12 anos aproximadamente e é o momento em que a criança começa a criar relações mais lógicas, conceituar o mundo, discriminar objetos por similaridades ou diferenças. ● Operatório Formal se inicia por volta dos 11 ou 12 anos aproximadamente, o que significa a entrada na fase adulta em termos cognitivos. O adolescente passa a ter o domínio do pensamento lógico dedutivo, o que o habilita a experimentação mental, como relacionar conceitos abstratos e raciocinar sobre hipóteses.