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Guias e Dicas
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Principais Correntes das Ciências Sociais no Século XX: Positivismo e Estruturalismo, Resumos de Pesquisa Qualitativa

Neste documento, são apresentadas as correntes filosóficas do positivismo e estruturalismo na ciência social do século xx. O positivismo propunha aplicar métodos científicos naturais às ciências sociais, enquanto o estruturalismo buscava compreender as estruturas mentais e históricas que determinam os fenômenos humanos. O texto aborda as ideias de spencer, comte, durkheim, piaget, lévi-strauss e outros teóricos relevantes.

Tipologia: Resumos

2021

Compartilhado em 22/04/2021

domitila-ramos
domitila-ramos 🇧🇷

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bg1
!A!estratégia!u,lizada!em!qualquer!pesquisa!!cien5fica!fundamenta-se!em!uma!rede!
de!pressupostos!ontológicos!e!da!natureza!humana!que!definem!o!ponto!de!vista!
que!o!pesquisador!tem!do!mundo!que!o!rodeia
Necessidade!de!identificar!a!perspectiva!epistemológica!do!pesquisador
Três!principais!correntes!das!ciências!sociais!no!século!XX:
Positivismo!lógico!
1.
Primeira!metade!do!século!XIX,!surgiu!na!esfera!das!ciências!naturais!e!“mostrou!a!fé!
absoluta!no!poder!experimental",!disto!surgiu!a!concepção!problemática!de!que!
todos!os!problemas!da!sociedade!e!da!ciência!poderiam!ser!resolvidos!através!da!
investigação!empírica.!
-
Aplicação!de!regras!das!ciências!naturais!nas!ciências!sociais
-
Spencer!- necessidade!de!uma!ciência!pratica!que!servisse!para!as!necessidades!da!
vida!humana
-
Auguste!Comte,!outro!fundador!do!posi,vismo,!insis,u!na!semelhança!entre!os!
pensamentos!teológico!e!metaRsico!(ficções!e!abstrações!espontâneas)!contrários!ao!
pensamento!cien5fico!(posi,vo)”
“Segundo!Comte,!o!espirito!posi,vo!estabelece!as!ciências!como!inves,gação!do!
real,!do!certo,!do!indubitável!e!do!determinado,!A!imaginação!e!a!argumentação!
ficaria!subordinadas!à!observação.!Considerando!que!essa!observação!é!limitada,!o!
conhecimento!apenas!pode!apreender!Casos!isolados.!Além!disso,!existe!urna!ordem!
natural!que!os!homens!não!poderia!alterar;!portanto,!os!cien,stas!apenas!poderia!
interpretar!a!natureza”
Ciência!e!método:!única!fonte!de!conhecimento,!forte!distinção!entre!fatos!e!
valores,!rejeição!a!metafísica,!inexistência!de!uma!ordem!natural!com!leis!para!a!
sociedade!seguir,!incapacidade!de!conhecer!a!realidade!em!sua!totalidade,!só!
poderia!ser!estudados!os!dados!individuais.
-
Positivismo!lógico:!década!de!20,!parte!das!investigações!do!Círculo!de!Viena
Os!posi,vistas!lógicos!defendiam!que!a!ciência!nos!proporciona!todo!o!
conhecimento!necessário,!e!que!a!metaRsica!era!literalmente!um!absurdo.
-
dispensar!a!metaRsica!e!subs,tuí-la!por!uma!filosofia!de!base!cien5fica.
-
consideravam!insignificantes!as!afirmações!da!metaRsica!tradicional!por!considerar!
impossível!verificá-las!empiricamente
-
o!principio!básico!do!posi,vismo!lógico!é!o!seguinte:!o!significado!de!uma!proposição!
é!seu!método!de!verificação.!Assim,!podemos!afirmar!que!urna!proposição!é!
empiricamente!significa,va!para!qualquer!pessoa!apenas!quando!se!conhece!a!
forma!de!verificá-la,!isto!é,!se!o!autor!da!proposição!conhece!as!observações!a!serem!
feitas!que!conduzem!a!aceitar!a!proposição!como!verdadeira!ou!rejeitá-la!como!falsa.
-
Em!termos!gerais,!os!argumentos!do!posi,vismo!lógico!são!os!seguintes:
1°)!Uma!proposição!é!significa,va!quando!é!verificada,!no!sen,do!de!que!a!
proposição!possa!ser!julgada!provável!a!par,r!da!experiência.
2)!Uma!proposição!é!verificável!se!é!uma!proposição!empírica!ou!uma!proposição!da!
qual!pode!ser!deduzida!uma!proposição!empírica.
3)!A!proposição!é!formalmente!significa,va!só!quando!é!verdadeira,!em!virtude!da!
definição!de!seus!termos!-!isto!é,!se!ela!for!tautológica.
4)!As!leis!da!lógica!e!da!matemá,ca!são!tautológicas.
5)!Uma!proposição!é!literalmente!significa,va!somente!se!for!verificável!ou!
tautológica.
6)!Considerando!que!as!proposições!da!metaRsica!não!!são!item!verificáveis,!nem!
tautológica,!logo!elas!são!insignificantes
7)!Considerando!que!as!proposições!teológicas,!é,cas!e!esté,cas!não!cumprem!as!
condições,!também!são!insignificantes!em!termos!de!conhecimento.
8)!Considerando!que!a!metaRsica,!a!é,ca,!a!filosofia!da!religião!e!a!esté,ca!são!
eliminadas,!a!única!tarefa!da!filosofia!é!a!clarificação!e!a!análise.
1.2.!Método!indutivo!
o!único!método!possível!de!ser!u,lizado!para!verificar!o!significado!de!urna!
proposição!é!o!método!indu,vo,!com!algumas!modificações!rela,vas!à!lógica!
indu,va!tradicional.!
-
O!obje,vo!do!método!indu,vo!conhecido!é!a!generalização!probabilís,ca!de!um!caso!
par,cular.!No!caso!do!posi,vismo!lógico,!o!obje,vo!é!chegar!a!urna!proposição!
universal.
-
Em!termos!gerais,!tanto!o!método!indu,vo!quanto!o!dedu,vo!fundamentaram-se!
em!premissas!-!fatos!observados!-,!que!servem!de!base!para!um!raciocínio
-
o!método!indu,vo!parte!de!premissas!dos!latos!observados!para!chegar!a!urna!
conclusão!que!contém!informações!sobre!latos!ou!situações!não!observadas.
-
As!premissas!que!formam!a!base!da!argumentação!(antecedentes)!apenas!se!
referem!a!alguns!casos.
-
1.!cer,ficar-se!de!que!é!essencial!a!relação!que!se!pretende!generalizar;
2.!assegurar-se!de!que!sejam!idên,cos!os!fenômenos!ou!fatos!dos!quais!se!pretende!
generalizar!urna!relação.
!3.!Não!perder!de!vista!o!aspecto!quan,ta,vo!dos!fatos!-!impõe-se!esta!regra,!já!que!!é!
essencialmente!quan,ta,va.
Um!dos!grandes!crí$cos'do'uso'da'indução!nas!ciências!e!à!posição!do!posi,vismo!lógico!
foi!Karl!Popper.
A!ciência!não!tem!o!poder!de!alcançar!a!verdade!ou!falsidade.!
-
Para!Popper,!a!única!maneira!de!testar!um!argumento!cien5fico!é!comprovar!sua!
refutabilidade!empírica.!
-
!Uma!teoria!pode!ser!reconhecida!como!cien5fica!à!medida!que!for!possível!deduzir!
dela!proposições!observacionais!singulares,!cuja!falsidade!seria!prova!conclusiva!da!
falsidade!da!teoria.!Por!tanto,!para!testar!uma!teoria,!devemos!u,lizar!o!método!
dedu,vo.
-
Críticas!ao!positivismo:
A!concepção!de!ciência!é!idealista!(império!das!idéias),!a-histórica!(o!indivíduo!não!é!
um!ser!histórico)!e!empirista!(preocupa-se!fundamentalmente!nas!manifestações!
imediatas!e!concretas!dos!fenómenos).
1.
Não!é!possível!aplicar!modelos!das!ciências!exatas!e!da!natureza!aos!fenómenos!
sociais.
2.
Contenta-se!com!o!estudo!das!aparências!de!um!fenômeno,!sem!descer!à!essência.
3.
Ao!insis,r!no!estudo!de!fatos!ou!dados!isolados,!esquece!a!relação!que!existe!entre!
os!elementos!de!um!fenómeno,!e!entre!fenômenos.
4.
Não!se!preocupa!com!os!processos!de!conhecimento,!interessam-lhe!os!resultados.
5.
Estruturalismo!
2.
-
O!homem!não!pode!viver!sem!urna!representação!do!mundo!-!sua!ideologia.!Essa!
representação!ideológica!está!na!base!do!estruturalismo.
-
Em!primeiro!lugar,!devemos!analisar!o!conceito!de!estrutura:
1)
!"urna!estrutura!oferece!um!caráter'de'sistema;!consiste!em!elementos!combinados!
de!tal!forma!que!qualquer!modificação!em!um!deles!implica!urna!modificação!de!
todos!os!outros"!(Lévi-Strauss,!1980).
2)
"falaremos!de!estrutura!quando!existem!elementos!reunidos!numa!totalidade!
apresentando!qualidades'específicas'de'totalidade,!e!quando!as!propriedades!dos!
elementos!dependem!inteira!ou!parcialmente,!dessas!caracterís,cas!da!totalidade"!
(Jean!Piaget,!1970).
3)
!"o!estruturalismo!consiste!em!procurar!as!relações!que!outorgam!aos!termos!que!
alas!unem!um!valor!de!posição!em!um!conjunto!organizado...!portanto,!o!
estruturalismo!implica!duas!idéias:!a!de!totalidade!e!de!interdependência"!(Jean!
Pouillon,!1966).
Podemos!considerar!a!existência!de!três!,po!de!estruturalismo:
!um!estruturalismo!fenomenológico!(Merleau-Ponty);
1.
um!estruturalismo!gené,co!(Piaget);
2.
um!estruturalismo!de!modelos!(Lévi-Strauss,!Althusser).
3.
A!estrutura!nunca'existe'na'realidade'concreta,!mas!é!ela!que!define!o!sistema!de!-!
relações!e!transformações!possíveis!dessa!realidade.
-
O!estruturalismo!trabalha!basicamente!com!estruturas'mentais!(representações)!e!
suas'invariantes'históricas.
-
!Para!o!estruturalismo,!os!fenómenos!fundamentais!da!vida!humana!são!
determinados!por!leis'de'a$vidades'inconscientes.!Portanto,!o!centro!não!é!o!
indivIduo,!mas!inconsciente'como'sistema'simbólico.
-
A!estrutura,!embora'seja'um'nível'da'realidade,'não'é'acessível'a'um'conhecimento'
imediato'e'direto'dessa'realidade!e!é!ela!própria!que!suscita!tal!inacessibilidade.!
-
o!estruturalismo!é!an$empírico.
-
Modelos!para!explicar!a!evolução!humana:
modelo!sincrónico!(ocorre!ao!mesmo!tempo)!ou!modelo!das!simultaneidades;!
(estruturalista)!
-
modelo!diacrônico!(através!do!tempo)!ou!modelo!da!sucessão!temporal.!(Historicista!
como!o!marxismo)!
-
O!objetivo!da!ciências!sociais!é!compreender!o!sistema!de!relações!entre!os!elementos!
constitutivos!da!sociedade.!
Levi-Strauss!
estado!imanente!das!conexões!fundamentais!das!estruturas,!independentemente!de!
sua!evolução
-
O!estado!imanente!implica!a!descrição!do!sistema!em!termos!estritamente!
relacionais.!O!próprio!objeto!e!suas!partes!aparecerão!como!interseções!de!feixes
-
de!relações
A!única!forma!de!captar!a!realidade!é!afastar-se!dela.!Para!Lévi-Strauss!e!outros!
estruturalistas,!o!obje,vo!do!trabalho!cien5fico!é!procurar!as!invariantes!da!
sociedade,!as!estruturas!sociais!invisíveis.!
-
Vé-se,!portanto,!que!entre!a!realidade!e!a!estrutura!se!intercala!o!modelo!elaborado!
pelo!cien,sta.!Essa!elaboração!não!é!arbitrária,!segue!um!conjunto!de
normas!e!regras!específicas!determinantes!para!a!validade!teórica!do!modelo.
Modelos:!consciente!e!inconsciente;!mecânico!e!estatístico!
-
Características!de!um!modelo!estruturalista:!
Deve!oferecer!caracterís,cas!de!sistema,!isto!é,!consis,r!em!elementos!tais!que!uma!
modificação!de!um!dos!elementos!produza!modificações!nos!outros.
1.
Todo!modelo!deve!pertencer!a!um!grupo!de!transformações.!Em!outras!palavras,!
como!os!elementos!de!um!modelo!estão!ligados!de!maneira!sistemá,ca,!a!
modificação!de!um!deles!arrasta!consigo!uma!variação!combinada!dos!outros,!e,!
como!conseqüência,!uma!transformação!do!modelo.!Um!modelo!dado,!porém,!
apenas!pode!sofrer!as!transformações!que!pro!vêm!de!urna!mesma!matriz.
2.
As!condições!anteriores!devem!permitir!prever!as!reações!do!modelo!a!modificações!
em!algum!de!seus!elementos.
3.
O!modelo!deve!dar!conta!de!todos!os!elementos,!Seu!funcionamento!deve!explicar!
todos!os!casos!observados.
4.
-
Em!primeiro!lugar,!devemos!perguntar!quais!são!os!fatos!observados,!Lembremos!
que!os!fatos!devem!ser!exatamente!observados!e!descritos.!Estudados!em!si!mesmos!
e!em!relação!com!o!conjunto.
-
Em!segundo!lugar,!devemos!procurar!a!per,nência!de!um!elemento!ao!modelo!em!
construção.!Lembremos!que!o!valor!de!um!elemento!depende!exclusivamente!da!
posição!que!ocupa!em!relação!aos!demais.!Portanto,!resulta!fundamental!a!
decomposição!do!fenômeno!estudado!procurando!elementos!cuja!variação,!por!
menor!que!seja,!produza!modificações!no!conjunto.!Os!elementos!não!per,nentes!
devem!ser!eliminados.!A!a,vidade!de!decomposição!proporciona!uma!primeira!
aproximação!â!estrutura.
-
Em!terceiro!lugar,!o!pesquisador!deve!construir!a!estrutura,!par,ndo!das!menores!
unidades!do!fenómeno!estudado,!descobrindo!ou!estabelecendo!regras!de!
associação!dos!elementos!per,nentes.
-
Em!quarto!e!úl,mo!lugar,!o!pesquisador!deve!compor!urna!estrutura!do!fenômeno,!
tendo!em!consideração!suas!manifestações!empíricas!visíveis!e!suas!relações!
teoricamente!estabelecidas.
Criticas!
No!momento!que!procura!as!estruturas!invariantes!de!uma!sociedade!ou!grupo!
social!esquece!a!possível!transformação!dos!fenómenos.
1.
Considerando!o!inconsciente!coletivo!igual!em!todas!as!pessoas,!isto!permite!que!
todos!tenhamos!as!mesmas!categorias!mentais,!e!a!consciência!!passa!a!um!segundo!
plano
2.
O!estudo!da!estrutura!precede!o!estudo!da!evolução!e!da!gênese.!Portanto,!relega!a!
História!a!um!segundo!plano.
3.
O!trabalho!estruturalista!não!procede!por!síntese!de!realidades!significa,vas,!senão!
por!empobrecimento!dessas!realidades,!simplificando!o!fenômeno!em!modelos!
estruturais.
4.
A!estrutura!caracteriza-se!por!uma!ausência!de!centro,!individual!ou!grupal.
5.
O!investigador!estruturalista!pode!cair!em!um!pré-determinismo!negativo!para!as!
transformações!sociais.!
6.
Materialismo!Dialético!
3.
mundo!exterior!existe!independentemente!da!consciência.
Os!objetos!dis,nguem-se!pelo!tamanho,!forma,!cor,!complexidade!estrutural!etc.!Nao!
obstante!isso,!todos!os!fenómenos!da!natureza!tém!algo!em!comum,!algo!que!os!une.!
Todos!têm!existência!própria.!Todos!têm!urna!propriedade!fundamental!,!a!existência!
independente!daquilo!que!deles!pensamos!e!se!neles!pensamos!ou!nao.!Por!isso,!sao!
unidos!em!um!conceito!geral!de!matéria.
a!dialé,ca!está!vinculada!ao!processo!dialógico!de!debate!entre!posições!contrárias,!e!
baseada!no!uso!de!refutações!a!ao!argumento!por!redução!ao!absurdo!ou!falso.!
inves,gação!das!contradições!da!realidade,!pois!são!essas!a!força!propulsora!do!
desenvolvimento!da!natureza.
Princípios:!
1)
principio!da!conexão!universal!dos!objetos!e!fenómenos.
Caracterís,ca!essencial!da!matéria!é!a!interconexão!entre!objetos!e!fenómenos.!Não!
pode!exis,r!um!objeto!isolado!de!outro.!Todos!os!fenómenos!da!natureza!estão!
interligados!e!determinados!mutuamente.
o!aparecimento,!a!mudança!ou!o!desenvolvimento!de!um!fenómeno!so!é!possivel!em!
interligação!com!outros!sistemas!materiais
-
-
Qual!é!a!diferença!com!o!sistema!posi,vista-funcionalista?!Para!o!materialismo!
dialé,co,!a!interligação!dos!fenómenos!está!determinada!por!leis!obje,vas.
2)
O!principio!de!movimento!permanente!e!do!desenvolvimento.
-
Tudo!está!em!movimento.!A!fonte!do!movimento!e!do!desenvolvimento!são!f!as!
contradições!internas!de!um!objeto!ou!fenómeno.!
-
A!causa!do!desenvolvimento!da!natureza!e!da!sociedade!estão!nelas!e!não!fora!
delas.!
-
O!desenvolvimento!é!resultado!da!acumulação!de!mu-!danças!quan,ta,vas!e!de!sua!
passagem!para!as!qualita,vas!-!transformação!qualita,va!dos!objetos.
Leis!do!materialismo!histórico:!
1)
A!lei!de!unidade!e!luta!dos!contrários,!ligada!ao!principio!da!conexão!universal.
Os!aspectos,!elementos!ou!forças!internas!de!um!fenômeno!ou!objeto!excluem-se!
mutuamente,!são!contrários.!Mas!não!podem!exis,r!uns!sem!os!outros.!O!
movimento!é!produzido!devido!a!essa!contradição.
-
-
Esses!elementos!estão!em!luta,!negam-se!e!excluem-se!mutuamente,!mas!não!
podem!exis,r!uns!sem!os!outros.
2)
A!lei!da!transformação!da!quantidade!em!qualidade!e!vice-versa.
-
Na!natureza,!as!mudanças!qualita,vas!só!podem!ocorrer!por!adição!ou!subtração!da!
matéria!ou!movimento!(energia).!Resulta!impossível!alterar!a!qualidade!de!um!
objeto!sem!sornar!ou!subtrair!quan,dade!do!objeto!ou!fenômeno,!isto!é,!sem!urna!
alteração!quan,ta,va!do!objeto.
3)
A!lei!da!negação!da!negação.
-
A!negação,!isto!é,!a!subs,tuição!do!velho!pelo!novo,!está!presente!em!tudo.
Categorias!do!materialismo!dialético:!
-
a!fonte!das!categorias!são!os!objetos!ou!fenómenos,!São!obje,vas.!
-
Cabe!destacar!que!todas!as!categorias!estão!relacionadas!umas!com!as!outras.!
Portanto,!a!análise!de!um!objeto!ou!fenómeno!nAo!precisa!ser!feita!com!todas,!basta!
escolher!uma!delas.
1)
Individual!- particular!- geral
-
Todo!objeto,!todo!fenómeno!do!mundo!que!nos!rodeia!tem!caracterís,cas
específicas,!próprias.!
-
Ao!mesmo!tempo,!não!há!no!mundo!objetos!ou!fenómenos!que!não!!possuam!tros!
comuns!com!outros!objetos!ou!fenómenos.
-
Por!mais!que!os!objetos!ou!fenómenos!se!dis,ngam!por!aspectos!par,culares,!todos!
o!matéria;!é!nisso!que!reside!o!geral!do!fenómeno,!nas!caracterís,cas!inerentes!a!
todos.
-
O!individual!e!geral!estão!interligados.!Não!existe!geral!sem!o!individual,!como!
também!não!existe!o!individual!sem!o!geral.!Assim,!a!noção!de!"homem"!é!o!geral,!
mas!não!pode!exis,r!sem!a!noção!de!"indivíduo".!As!categorias!de!individual,!
par,cular!e!geral!ajudam!a!compreender!a!unidade!do!mundo.
2)
Causa!- efeito
-
Causa!é!um!fenômeno!que!produz!outro!fenômeno.
Na!vida!real,!a!mesma!causa!pode!provocar!conseqüências!diferentes!em!função!das!
condições.!
-
Por!outro!lado,!um!ou!outro!fenômeno!podem!resultar!de!causas!diferentes:!o!
desemprego!é!resultado!da!anarquia!da!produção!capitalista,!da!intervenção!do!
Estado!capitalista!e!da!exploração!do!trabalhador.
-
Quando!falamos!de!causa-efeito,!não!devemos!confundir!causa!com!motivos.!Os!
motivos!precedem!imediatamente!o!efeito.
3)
Causalidade!- necessidade!
-
Necessidade!é!o!que!deve!ocorrer!em!determinadas!condições.
-
Casualidade!é!o!que!pode!ocorrer!ou!não,!em!determinadas!condições.!
-
A!história!da!humanidade!está!marcada!por!diversos!“acidentes”!que!cons,tuem!
urna!casualidade!e!formam!parte!do!desenvolvimento.!
4)
Essência!- aparência!
-
A!aparência!é!a!parte!superficial,!mutável!de!um!fenómeno!ou!da!realidade!obje,va.!
É!uma!forma!de!expressão!da!essência!e!depende!dela.
-
A!essência!é!a!parte!mais!profunda!e!rela,vamente!estável!do!fenómeno!ou!da!
realidade!obje,va.!Está!oculta!debaixo!da!superRcie!de!aparências.
-
Todo!objeto!ou!fenómeno!se!apresenta!como!um!conjunto!de!aspectos!exteriores!
que!possui!caracterís,cas!essenciais.
5)
Conteúdo!- forma!
-
O!conteúdo!é!o!conjunto!de!elementos,!interações!e!mudanças!caracterís,cas!de!um!
fenômeno
-
A!forma!é!o!sistema!estável!de!relações!entre!elementos!de!um!objeto!ou!fenómeno.
-
Qualquer!objeto!ou!fenómeno!consiste!em!diversos!elementos!e!nos!processos!que!
compõe!seu!conteúdo.
-
Devemos!lembrar!que!a!simples!soma!das!partes!não!constitui!o!objeto.
6)
Possibilidade!- realidade!!
-
Possibilidade!é!o!que!pode!surgir!pela!uniformidade!do!desenvolvimento,!mas!que!
ainda!não!aconteceu.!
Realidade!é!o!que!já!aconteceu.
-
-
Os!objetos!ou!fenómenos!não!!existem!eternamente.!Podem!surgir,!tornar-se!
realidade!só!quando!existem!as!respec,vas!condições.!O!conjunto!dessas!condições!
representa!a!possibilidade!de!surgimento!do!objeto!ou!fenômeno.
Epistemologia,do,trabalho,cientifico,- Durand,
domingo,!1!de!setembro!de!2019
19:08

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Baixe Principais Correntes das Ciências Sociais no Século XX: Positivismo e Estruturalismo e outras Resumos em PDF para Pesquisa Qualitativa, somente na Docsity!

A estratégia u,lizada em qualquer pesquisa cien5fica fundamenta-se em uma rede

de pressupostos ontológicos e da natureza humana que definem o ponto de vista

que o pesquisador tem do mundo que o rodeia

  • Necessidade de identificar a perspectiva epistemológica do pesquisador

Três principais correntes das ciências sociais no século XX:

  1. Positivismo lógico

Primeira metade do século XIX, surgiu na esfera das ciências naturais e “mostrou a fé

absoluta no poder experimental", disto surgiu a concepção problemática de que

todos os problemas da sociedade e da ciência poderiam ser resolvidos através da

investigação empírica.

  • Aplicação de regras das ciências naturais nas ciências sociais

Spencer - necessidade de uma ciência pratica que servisse para as necessidades da

vida humana

“Auguste Comte, outro fundador do posi,vismo, insis,u na semelhança entre os

pensamentos teológico e metaRsico (ficções e abstrações espontâneas) contrários ao

pensamento cien5fico (posi,vo)”

“Segundo Comte, o espirito posi,vo estabelece as ciências como inves,gação do

real, do certo, do indubitável e do determinado, A imaginação e a argumentação

ficaria subordinadas à observação. Considerando que essa observação é limitada, o

conhecimento apenas pode apreender Casos isolados. Além disso, existe urna ordem

natural que os homens não poderia alterar; portanto, os cien,stas apenas poderia

interpretar a natureza”

Ciência e método: única fonte de conhecimento, forte distinção entre fatos e

valores, rejeição a metafísica, inexistência de uma ordem natural com leis para a

sociedade seguir, incapacidade de conhecer a realidade em sua totalidade, só

poderia ser estudados os dados individuais.

Positivismo lógico: década de 20, parte das investigações do Círculo de Viena

Os posi,vistas lógicos defendiam que a ciência nos proporciona todo o

conhecimento necessário, e que a metaRsica era literalmente um absurdo.

dispensar a metaRsica e subs,tuí-la por uma filosofia de base cien5fica.

consideravam insignificantes as afirmações da metaRsica tradicional por considerar

impossível verificá-las empiricamente

o principio básico do posi,vismo lógico é o seguinte: o significado de uma proposição

é seu método de verificação. Assim, podemos afirmar que urna proposição é

empiricamente significa,va para qualquer pessoa apenas quando se conhece a

forma de verificá-la, isto é, se o autor da proposição conhece as observações a serem

feitas que conduzem a aceitar a proposição como verdadeira ou rejeitá-la como falsa.

Em termos gerais, os argumentos do posi,vismo lógico são os seguintes:

1°) Uma proposição é significa,va quando é verificada, no sen,do de que a

proposição possa ser julgada provável a par,r da experiência.

  1. Uma proposição é verificável se é uma proposição empírica ou uma proposição da

qual pode ser deduzida uma proposição empírica.

  1. A proposição é formalmente significa,va só quando é verdadeira, em virtude da

definição de seus termos - isto é, se ela for tautológica.

  1. As leis da lógica e da matemá,ca são tautológicas.

  2. Uma proposição é literalmente significa,va somente se for verificável ou

tautológica.

  1. Considerando que as proposições da metaRsica não são item verificáveis, nem

tautológica, logo elas são insignificantes

  1. Considerando que as proposições teológicas, é,cas e esté,cas não cumprem as

condições, também são insignificantes em termos de conhecimento.

  1. Considerando que a metaRsica, a é,ca, a filosofia da religião e a esté,ca são

eliminadas, a única tarefa da filosofia é a clarificação e a análise.

1.2. Método indutivo

o único método possível de ser u,lizado para verificar o significado de urna

proposição é o método indu,vo, com algumas modificações rela,vas à lógica

indu,va tradicional.

O obje,vo do método indu,vo conhecido é a generalização probabilís,ca de um caso

par,cular. No caso do posi,vismo lógico, o obje,vo é chegar a urna proposição

universal.

Em termos gerais, tanto o método indu,vo quanto o dedu,vo fundamentaram-se

em premissas - fatos observados - , que servem de base para um raciocínio

o método indu,vo parte de premissas dos latos observados para chegar a urna

conclusão que contém informações sobre latos ou situações não observadas.

As premissas que formam a base da argumentação (antecedentes) apenas se

referem a alguns casos.

Segundo Lakatos e Marconi (1982:48), para não cometer equívocos, impõem-se três etapas

que orientará a processo indu,vo

  1. cer,ficar-se de que é essencial a relação que se pretende generalizar;
  2. assegurar-se de que sejam idên,cos os fenômenos ou fatos dos quais se pretende

generalizar urna relação.

  1. Não perder de vista o aspecto quan,ta,vo dos fatos - impõe-se esta regra, já que é

essencialmente quan,ta,va.

Um dos grandes crí$cos do uso da indução nas ciências e à posição do posi,vismo lógico

foi Karl Popper.

Segundo esse pensador: “... de um ponto de vista lógico, está longe der ser óbvio que

estejamos jus,ficados ao inferir enunciados universais a par,r dos singulares, por mais

elevado que seja o número destes úl,mos; pois qualquer conclusão ob,da desta maneira

pode sempre acabar sendo falsa: não importa quantas instâncias de cisnes brancos

possamos ter observado, (isto não jus,fica a conclusão de que todos os cisnes são francos"

(Popper, 1980:5).

A ciência não tem o poder de alcançar a verdade ou falsidade.

Para Popper, a única maneira de testar um argumento cien5fico é comprovar sua

refutabilidade empírica.

Uma teoria pode ser reconhecida como cien5fica à medida que for possível deduzir

dela proposições observacionais singulares, cuja falsidade seria prova conclusiva da

falsidade da teoria. Por tanto, para testar uma teoria, devemos u,lizar o método

dedu,vo.

Críticas ao positivismo:

A concepção de ciência é idealista (império das idéias), a-histórica (o indivíduo não é

um ser histórico) e empirista (preocupa-se fundamentalmente nas manifestações

imediatas e concretas dos fenómenos).

Não é possível aplicar modelos das ciências exatas e da natureza aos fenómenos

sociais.

  1. Contenta-se com o estudo das aparências de um fenômeno, sem descer à essência.

Ao insis,r no estudo de fatos ou dados isolados, esquece a relação que existe entre

os elementos de um fenómeno, e entre fenômenos.

  1. Não se preocupa com os processos de conhecimento, interessam-lhe os resultados.
  2. Estruturalismo
    • O homem não pode viver sem urna representação do mundo - sua ideologia. Essa

representação ideológica está na base do estruturalismo.

Em primeiro lugar, devemos analisar o conceito de estrutura:

  1. "urna estrutura oferece um caráter de sistema ; consiste em elementos combinados

de tal forma que qualquer modificação em um deles implica urna modificação de

todos os outros" (Lévi-Strauss, 1980).

  1. "falaremos de estrutura quando existem elementos reunidos numa totalidade

apresentando qualidades específicas de totalidade , e quando as propriedades dos

elementos dependem inteira ou parcialmente, dessas caracterís,cas da totalidade"

(Jean Piaget, 1970).

  1. "o estruturalismo consiste em procurar as relações que outorgam aos termos que

alas unem um valor de posição em um conjunto organizado... portanto, o

estruturalismo implica duas idéias: a de totalidade e de interdependência" (Jean

Pouillon, 1966).

Podemos considerar a existência de três ,po de estruturalismo:

  1. um estruturalismo fenomenológico (Merleau-Ponty);
  2. um estruturalismo gené,co (Piaget);
  3. um estruturalismo de modelos (Lévi-Strauss, Althusser).

A estrutura nunca existe na realidade concreta , mas é ela que define o sistema de -

relações e transformações possíveis dessa realidade.

O estruturalismo trabalha basicamente com estruturas mentais (representações) e

suas invariantes históricas.

Para o estruturalismo, os fenómenos fundamentais da vida humana são

determinados por leis de a$vidades inconscientes. Portanto, o centro não é o

indivIduo, mas inconsciente como sistema simbólico.

A estrutura, embora seja um nível da realidade, não é acessível a um conhecimento

imediato e direto dessa realidade e é ela própria que suscita tal inacessibilidade.

o estruturalismo é an$empírico.

Modelos para explicar a evolução humana:

modelo sincrónico (ocorre ao mesmo tempo) ou modelo das simultaneidades;

(estruturalista)

modelo diacrônico (através do tempo) ou modelo da sucessão temporal. (Historicista

como o marxismo)

O objetivo da ciências sociais é compreender o sistema de relações entre os elementos

constitutivos da sociedade.

Levi-Strauss

estado imanente das conexões fundamentais das estruturas, independentemente de

sua evolução

O estado imanente implica a descrição do sistema em termos estritamente

relacionais. O próprio objeto e suas partes aparecerão como interseções de feixes

de relações

A única forma de captar a realidade é afastar-se dela. Para Lévi-Strauss e outros

estruturalistas, o obje,vo do trabalho cien5fico é procurar as invariantes da

sociedade, as estruturas sociais invisíveis.

Vé-se, portanto, que entre a realidade e a estrutura se intercala o modelo elaborado

pelo cien,sta. Essa elaboração não é arbitrária, segue um conjunto de

normas e regras específicas determinantes para a validade teórica do modelo.

  • Modelos: consciente e inconsciente; mecânico e estatístico

Características de um modelo estruturalista:

Deve oferecer caracterís,cas de sistema, isto é, consis,r em elementos tais que uma

modificação de um dos elementos produza modificações nos outros.

Todo modelo deve pertencer a um grupo de transformações. Em outras palavras,

como os elementos de um modelo estão ligados de maneira sistemá,ca, a

modificação de um deles arrasta consigo uma variação combinada dos outros, e,

como conseqüência, uma transformação do modelo. Um modelo dado, porém,

apenas pode sofrer as transformações que pro vêm de urna mesma matriz.

As condições anteriores devem permitir prever as reações do modelo a modificações

em algum de seus elementos.

O modelo deve dar conta de todos os elementos, Seu funcionamento deve explicar

todos os casos observados.

Em primeiro lugar, devemos perguntar quais são os fatos observados, Lembremos

que os fatos devem ser exatamente observados e descritos. Estudados em si mesmos

e em relação com o conjunto.

Em segundo lugar, devemos procurar a per,nência de um elemento ao modelo em

construção. Lembremos que o valor de um elemento depende exclusivamente da

posição que ocupa em relação aos demais. Portanto, resulta fundamental a

decomposição do fenômeno estudado procurando elementos cuja variação, por

menor que seja, produza modificações no conjunto. Os elementos não per,nentes

devem ser eliminados. A a,vidade de decomposição proporciona uma primeira

aproximação â estrutura.

  • Em terceiro lugar, o pesquisador deve construir a estrutura, par,ndo das menores

unidades do fenómeno estudado, descobrindo ou estabelecendo regras de

associação dos elementos per,nentes.

  • Em quarto e úl,mo lugar, o pesquisador deve compor urna estrutura do fenômeno,

tendo em consideração suas manifestações empíricas visíveis e suas relações

teoricamente estabelecidas.

Criticas

No momento que procura as estruturas invariantes de uma sociedade ou grupo

social esquece a possível transformação dos fenómenos.

Considerando o inconsciente coletivo igual em todas as pessoas, isto permite que

todos tenhamos as mesmas categorias mentais, e a consciência passa a um segundo

plano

O estudo da estrutura precede o estudo da evolução e da gênese. Portanto, relega a

História a um segundo plano.

O trabalho estruturalista não procede por síntese de realidades significa,vas, senão

por empobrecimento dessas realidades, simplificando o fenômeno em modelos

estruturais.

  1. A estrutura caracteriza-se por uma ausência de centro, individual ou grupal.

O investigador estruturalista pode cair em um pré-determinismo negativo para as

transformações sociais.

  1. Materialismo Dialético

Oposição clara a toda forma de posi,vismo e estruturalismo. Considera-se materialismo,

porque sua interpretação da natureza, concepção dos fenômenos naturais e sua teoria são

materialistas. Considera-se dia- lé,co, porque sua aproximação (método e estudo) dos

fenómenos naturais é dialé,ca.

mundo exterior existe independentemente da consciência.

Os objetos dis,nguem-se pelo tamanho, forma, cor, complexidade estrutural etc. Nao

obstante isso, todos os fenómenos da natureza tém algo em comum, algo que os une.

Todos têm existência própria. Todos têm urna propriedade fundamental , a existência

independente daquilo que deles pensamos e se neles pensamos ou nao. Por isso, sao

unidos em um conceito geral de matéria.

Assim, para o materialismo, a matéria é uma categoria que indica a realidade obje,va daria

ao homem por meio de suas sensações e que existe independente dele.

a dialé,ca está vinculada ao processo dialógico de debate entre posições contrárias, e

baseada no uso de refutações a ao argumento por redução ao absurdo ou falso.

Os argumentos da dialé,ca dividem-se ew três partes: a tese, a an5tese e a síntese. A tese

refere-se a um argumento que se expõe para ser impugnado ou ques,onado; a an5tese é o

argumento oposto à proposição apresentada na tese e a síntese é uma fusão das duas

proposições anteriores que retêm os aspectos verdadeiros de ambas as proposições,

introduzindo um ponto de vista superior.

inves,gação das contradições da realidade, pois são essas a força propulsora do

desenvolvimento da natureza.

Princípios:

  1. principio da conexão universal dos objetos e fenómenos.

Caracterís,ca essencial da matéria é a interconexão entre objetos e fenómenos. Não

pode exis,r um objeto isolado de outro. Todos os fenómenos da natureza estão

interligados e determinados mutuamente.

o aparecimento, a mudança ou o desenvolvimento de um fenómeno so é possivel em

interligação com outros sistemas materiais

  • Qual é a diferença com o sistema posi,vista-funcionalista? Para o materialismo

dialé,co, a interligação dos fenómenos está determinada por leis obje,vas.

  1. O principio de movimento permanente e do desenvolvimento.
  • Tudo está em movimento. A fonte do movimento e do desenvolvimento são f as

contradições internas de um objeto ou fenómeno.

  • A causa do desenvolvimento da natureza e da sociedade estão nelas e não fora

delas.

O desenvolvimento é resultado da acumulação de mu- danças quan,ta,vas e de sua

passagem para as qualita,vas - transformação qualita,va dos objetos.

Leis do materialismo histórico:

  1. A lei de unidade e luta dos contrários, ligada ao principio da conexão universal.

Os aspectos, elementos ou forças internas de um fenômeno ou objeto excluem-se

mutuamente, são contrários. Mas não podem exis,r uns sem os outros. O

movimento é produzido devido a essa contradição.

Esses elementos estão em luta, negam-se e excluem-se mutuamente, mas não

podem exis,r uns sem os outros.

  1. A lei da transformação da quantidade em qualidade e vice-versa.

Na natureza, as mudanças qualita,vas só podem ocorrer por adição ou subtração da

matéria ou movimento (energia). Resulta impossível alterar a qualidade de um

objeto sem sornar ou subtrair quan,dade do objeto ou fenômeno, isto é, sem urna

alteração quan,ta,va do objeto.

  1. A lei da negação da negação.

A negação, isto é, a subs,tuição do velho pelo novo, está presente em tudo.

Categorias do materialismo dialético:

a fonte das categorias são os objetos ou fenómenos, São obje,vas.

Cabe destacar que todas as categorias estão relacionadas umas com as outras.

Portanto, a análise de um objeto ou fenómeno nAo precisa ser feita com todas, basta

escolher uma delas.

  1. Individual - particular - geral
  • Todo objeto, todo fenómeno do mundo que nos rodeia tem caracterís,cas

específicas, próprias.

  • Ao mesmo tempo, não há no mundo objetos ou fenómenos que não possuam traços

comuns com outros objetos ou fenómenos.

Por mais que os objetos ou fenómenos se dis,ngam por aspectos par,culares, todos

são matéria; é nisso que reside o geral do fenómeno, nas caracterís,cas inerentes a

todos.

  • O individual e geral estão interligados. Não existe geral sem o individual, como

também não existe o individual sem o geral. Assim, a noção de "homem" é o geral,

mas não pode exis,r sem a noção de "indivíduo". As categorias de individual,

par,cular e geral ajudam a compreender a unidade do mundo.

  1. Causa - efeito

Causa é um fenômeno que produz outro fenômeno.

Na vida real, a mesma causa pode provocar conseqüências diferentes em função das

condições.

Por outro lado, um ou outro fenômeno podem resultar de causas diferentes: o

desemprego é resultado da anarquia da produção capitalista, da intervenção do

Estado capitalista e da exploração do trabalhador.

Quando falamos de causa-efeito, não devemos confundir causa com motivos. Os

motivos precedem imediatamente o efeito.

  1. Causalidade - necessidade
  • Necessidade é o que deve ocorrer em determinadas condições.

Casualidade é o que pode ocorrer ou não, em determinadas condições.

A história da humanidade está marcada por diversos “acidentes” que cons,tuem

urna casualidade e formam parte do desenvolvimento.

  1. Essência - aparência
  • A aparência é a parte superficial, mutável de um fenómeno ou da realidade obje,va.

É uma forma de expressão da essência e depende dela.

  • A essência é a parte mais profunda e rela,vamente estável do fenómeno ou da

realidade obje,va. Está oculta debaixo da superRcie de aparências.

  • Todo objeto ou fenómeno se apresenta como um conjunto de aspectos exteriores

que possui caracterís,cas essenciais.

  1. Conteúdo - forma

O conteúdo é o conjunto de elementos, interações e mudanças caracterís,cas de um

fenômeno

A forma é o sistema estável de relações entre elementos de um objeto ou fenómeno.

Qualquer objeto ou fenómeno consiste em diversos elementos e nos processos que

compõe seu conteúdo.

Devemos lembrar que a simples soma das partes não constitui o objeto.

  1. Possibilidade - realidade

Possibilidade é o que pode surgir pela uniformidade do desenvolvimento, mas que

ainda não aconteceu.

Realidade é o que já aconteceu.

Os objetos ou fenómenos não existem eternamente. Podem surgir, tornar-se

realidade só quando existem as respec,vas condições. O conjunto dessas condições

representa a possibilidade de surgimento do objeto ou fenômeno.

Epistemologia do trabalho cientifico - Durand

domingo, 1 de setembro de 2019 19: