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Neste documento, são apresentadas as correntes filosóficas do positivismo e estruturalismo na ciência social do século xx. O positivismo propunha aplicar métodos científicos naturais às ciências sociais, enquanto o estruturalismo buscava compreender as estruturas mentais e históricas que determinam os fenômenos humanos. O texto aborda as ideias de spencer, comte, durkheim, piaget, lévi-strauss e outros teóricos relevantes.
Tipologia: Resumos
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A estratégia u,lizada em qualquer pesquisa cien5fica fundamenta-se em uma rede
de pressupostos ontológicos e da natureza humana que definem o ponto de vista
que o pesquisador tem do mundo que o rodeia
Três principais correntes das ciências sociais no século XX:
Primeira metade do século XIX, surgiu na esfera das ciências naturais e “mostrou a fé
absoluta no poder experimental", disto surgiu a concepção problemática de que
todos os problemas da sociedade e da ciência poderiam ser resolvidos através da
investigação empírica.
Spencer - necessidade de uma ciência pratica que servisse para as necessidades da
vida humana
“Auguste Comte, outro fundador do posi,vismo, insis,u na semelhança entre os
pensamentos teológico e metaRsico (ficções e abstrações espontâneas) contrários ao
pensamento cien5fico (posi,vo)”
“Segundo Comte, o espirito posi,vo estabelece as ciências como inves,gação do
real, do certo, do indubitável e do determinado, A imaginação e a argumentação
ficaria subordinadas à observação. Considerando que essa observação é limitada, o
conhecimento apenas pode apreender Casos isolados. Além disso, existe urna ordem
natural que os homens não poderia alterar; portanto, os cien,stas apenas poderia
interpretar a natureza”
Ciência e método: única fonte de conhecimento, forte distinção entre fatos e
valores, rejeição a metafísica, inexistência de uma ordem natural com leis para a
sociedade seguir, incapacidade de conhecer a realidade em sua totalidade, só
poderia ser estudados os dados individuais.
Positivismo lógico: década de 20, parte das investigações do Círculo de Viena
Os posi,vistas lógicos defendiam que a ciência nos proporciona todo o
conhecimento necessário, e que a metaRsica era literalmente um absurdo.
dispensar a metaRsica e subs,tuí-la por uma filosofia de base cien5fica.
consideravam insignificantes as afirmações da metaRsica tradicional por considerar
impossível verificá-las empiricamente
o principio básico do posi,vismo lógico é o seguinte: o significado de uma proposição
é seu método de verificação. Assim, podemos afirmar que urna proposição é
empiricamente significa,va para qualquer pessoa apenas quando se conhece a
forma de verificá-la, isto é, se o autor da proposição conhece as observações a serem
feitas que conduzem a aceitar a proposição como verdadeira ou rejeitá-la como falsa.
Em termos gerais, os argumentos do posi,vismo lógico são os seguintes:
1°) Uma proposição é significa,va quando é verificada, no sen,do de que a
proposição possa ser julgada provável a par,r da experiência.
qual pode ser deduzida uma proposição empírica.
definição de seus termos - isto é, se ela for tautológica.
As leis da lógica e da matemá,ca são tautológicas.
Uma proposição é literalmente significa,va somente se for verificável ou
tautológica.
tautológica, logo elas são insignificantes
condições, também são insignificantes em termos de conhecimento.
eliminadas, a única tarefa da filosofia é a clarificação e a análise.
1.2. Método indutivo
o único método possível de ser u,lizado para verificar o significado de urna
proposição é o método indu,vo, com algumas modificações rela,vas à lógica
indu,va tradicional.
O obje,vo do método indu,vo conhecido é a generalização probabilís,ca de um caso
par,cular. No caso do posi,vismo lógico, o obje,vo é chegar a urna proposição
universal.
Em termos gerais, tanto o método indu,vo quanto o dedu,vo fundamentaram-se
em premissas - fatos observados - , que servem de base para um raciocínio
o método indu,vo parte de premissas dos latos observados para chegar a urna
conclusão que contém informações sobre latos ou situações não observadas.
As premissas que formam a base da argumentação (antecedentes) apenas se
referem a alguns casos.
Segundo Lakatos e Marconi (1982:48), para não cometer equívocos, impõem-se três etapas
que orientará a processo indu,vo
generalizar urna relação.
essencialmente quan,ta,va.
Um dos grandes crí$cos do uso da indução nas ciências e à posição do posi,vismo lógico
foi Karl Popper.
Segundo esse pensador: “... de um ponto de vista lógico, está longe der ser óbvio que
estejamos jus,ficados ao inferir enunciados universais a par,r dos singulares, por mais
elevado que seja o número destes úl,mos; pois qualquer conclusão ob,da desta maneira
pode sempre acabar sendo falsa: não importa quantas instâncias de cisnes brancos
possamos ter observado, (isto não jus,fica a conclusão de que todos os cisnes são francos"
(Popper, 1980:5).
A ciência não tem o poder de alcançar a verdade ou falsidade.
Para Popper, a única maneira de testar um argumento cien5fico é comprovar sua
refutabilidade empírica.
Uma teoria pode ser reconhecida como cien5fica à medida que for possível deduzir
dela proposições observacionais singulares, cuja falsidade seria prova conclusiva da
falsidade da teoria. Por tanto, para testar uma teoria, devemos u,lizar o método
dedu,vo.
Críticas ao positivismo:
A concepção de ciência é idealista (império das idéias), a-histórica (o indivíduo não é
um ser histórico) e empirista (preocupa-se fundamentalmente nas manifestações
imediatas e concretas dos fenómenos).
Não é possível aplicar modelos das ciências exatas e da natureza aos fenómenos
sociais.
Ao insis,r no estudo de fatos ou dados isolados, esquece a relação que existe entre
os elementos de um fenómeno, e entre fenômenos.
representação ideológica está na base do estruturalismo.
Em primeiro lugar, devemos analisar o conceito de estrutura:
de tal forma que qualquer modificação em um deles implica urna modificação de
todos os outros" (Lévi-Strauss, 1980).
apresentando qualidades específicas de totalidade , e quando as propriedades dos
elementos dependem inteira ou parcialmente, dessas caracterís,cas da totalidade"
(Jean Piaget, 1970).
alas unem um valor de posição em um conjunto organizado... portanto, o
estruturalismo implica duas idéias: a de totalidade e de interdependência" (Jean
Pouillon, 1966).
Podemos considerar a existência de três ,po de estruturalismo:
A estrutura nunca existe na realidade concreta , mas é ela que define o sistema de -
relações e transformações possíveis dessa realidade.
O estruturalismo trabalha basicamente com estruturas mentais (representações) e
suas invariantes históricas.
Para o estruturalismo, os fenómenos fundamentais da vida humana são
determinados por leis de a$vidades inconscientes. Portanto, o centro não é o
indivIduo, mas inconsciente como sistema simbólico.
A estrutura, embora seja um nível da realidade, não é acessível a um conhecimento
imediato e direto dessa realidade e é ela própria que suscita tal inacessibilidade.
o estruturalismo é an$empírico.
Modelos para explicar a evolução humana:
modelo sincrónico (ocorre ao mesmo tempo) ou modelo das simultaneidades;
(estruturalista)
modelo diacrônico (através do tempo) ou modelo da sucessão temporal. (Historicista
como o marxismo)
O objetivo da ciências sociais é compreender o sistema de relações entre os elementos
constitutivos da sociedade.
Levi-Strauss
estado imanente das conexões fundamentais das estruturas, independentemente de
sua evolução
O estado imanente implica a descrição do sistema em termos estritamente
relacionais. O próprio objeto e suas partes aparecerão como interseções de feixes
de relações
A única forma de captar a realidade é afastar-se dela. Para Lévi-Strauss e outros
estruturalistas, o obje,vo do trabalho cien5fico é procurar as invariantes da
sociedade, as estruturas sociais invisíveis.
Vé-se, portanto, que entre a realidade e a estrutura se intercala o modelo elaborado
pelo cien,sta. Essa elaboração não é arbitrária, segue um conjunto de
normas e regras específicas determinantes para a validade teórica do modelo.
Características de um modelo estruturalista:
Deve oferecer caracterís,cas de sistema, isto é, consis,r em elementos tais que uma
modificação de um dos elementos produza modificações nos outros.
Todo modelo deve pertencer a um grupo de transformações. Em outras palavras,
como os elementos de um modelo estão ligados de maneira sistemá,ca, a
modificação de um deles arrasta consigo uma variação combinada dos outros, e,
como conseqüência, uma transformação do modelo. Um modelo dado, porém,
apenas pode sofrer as transformações que pro vêm de urna mesma matriz.
As condições anteriores devem permitir prever as reações do modelo a modificações
em algum de seus elementos.
O modelo deve dar conta de todos os elementos, Seu funcionamento deve explicar
todos os casos observados.
Em primeiro lugar, devemos perguntar quais são os fatos observados, Lembremos
que os fatos devem ser exatamente observados e descritos. Estudados em si mesmos
e em relação com o conjunto.
Em segundo lugar, devemos procurar a per,nência de um elemento ao modelo em
construção. Lembremos que o valor de um elemento depende exclusivamente da
posição que ocupa em relação aos demais. Portanto, resulta fundamental a
decomposição do fenômeno estudado procurando elementos cuja variação, por
menor que seja, produza modificações no conjunto. Os elementos não per,nentes
devem ser eliminados. A a,vidade de decomposição proporciona uma primeira
aproximação â estrutura.
unidades do fenómeno estudado, descobrindo ou estabelecendo regras de
associação dos elementos per,nentes.
tendo em consideração suas manifestações empíricas visíveis e suas relações
teoricamente estabelecidas.
Criticas
No momento que procura as estruturas invariantes de uma sociedade ou grupo
social esquece a possível transformação dos fenómenos.
Considerando o inconsciente coletivo igual em todas as pessoas, isto permite que
todos tenhamos as mesmas categorias mentais, e a consciência passa a um segundo
plano
O estudo da estrutura precede o estudo da evolução e da gênese. Portanto, relega a
História a um segundo plano.
O trabalho estruturalista não procede por síntese de realidades significa,vas, senão
por empobrecimento dessas realidades, simplificando o fenômeno em modelos
estruturais.
O investigador estruturalista pode cair em um pré-determinismo negativo para as
transformações sociais.
Oposição clara a toda forma de posi,vismo e estruturalismo. Considera-se materialismo,
porque sua interpretação da natureza, concepção dos fenômenos naturais e sua teoria são
materialistas. Considera-se dia- lé,co, porque sua aproximação (método e estudo) dos
fenómenos naturais é dialé,ca.
mundo exterior existe independentemente da consciência.
Os objetos dis,nguem-se pelo tamanho, forma, cor, complexidade estrutural etc. Nao
obstante isso, todos os fenómenos da natureza tém algo em comum, algo que os une.
Todos têm existência própria. Todos têm urna propriedade fundamental , a existência
independente daquilo que deles pensamos e se neles pensamos ou nao. Por isso, sao
unidos em um conceito geral de matéria.
Assim, para o materialismo, a matéria é uma categoria que indica a realidade obje,va daria
ao homem por meio de suas sensações e que existe independente dele.
a dialé,ca está vinculada ao processo dialógico de debate entre posições contrárias, e
baseada no uso de refutações a ao argumento por redução ao absurdo ou falso.
Os argumentos da dialé,ca dividem-se ew três partes: a tese, a an5tese e a síntese. A tese
refere-se a um argumento que se expõe para ser impugnado ou ques,onado; a an5tese é o
argumento oposto à proposição apresentada na tese e a síntese é uma fusão das duas
proposições anteriores que retêm os aspectos verdadeiros de ambas as proposições,
introduzindo um ponto de vista superior.
inves,gação das contradições da realidade, pois são essas a força propulsora do
desenvolvimento da natureza.
Princípios:
Caracterís,ca essencial da matéria é a interconexão entre objetos e fenómenos. Não
pode exis,r um objeto isolado de outro. Todos os fenómenos da natureza estão
interligados e determinados mutuamente.
o aparecimento, a mudança ou o desenvolvimento de um fenómeno so é possivel em
interligação com outros sistemas materiais
dialé,co, a interligação dos fenómenos está determinada por leis obje,vas.
contradições internas de um objeto ou fenómeno.
delas.
O desenvolvimento é resultado da acumulação de mu- danças quan,ta,vas e de sua
passagem para as qualita,vas - transformação qualita,va dos objetos.
Leis do materialismo histórico:
Os aspectos, elementos ou forças internas de um fenômeno ou objeto excluem-se
mutuamente, são contrários. Mas não podem exis,r uns sem os outros. O
movimento é produzido devido a essa contradição.
Esses elementos estão em luta, negam-se e excluem-se mutuamente, mas não
podem exis,r uns sem os outros.
Na natureza, as mudanças qualita,vas só podem ocorrer por adição ou subtração da
matéria ou movimento (energia). Resulta impossível alterar a qualidade de um
objeto sem sornar ou subtrair quan,dade do objeto ou fenômeno, isto é, sem urna
alteração quan,ta,va do objeto.
A negação, isto é, a subs,tuição do velho pelo novo, está presente em tudo.
Categorias do materialismo dialético:
a fonte das categorias são os objetos ou fenómenos, São obje,vas.
Cabe destacar que todas as categorias estão relacionadas umas com as outras.
Portanto, a análise de um objeto ou fenómeno nAo precisa ser feita com todas, basta
escolher uma delas.
específicas, próprias.
comuns com outros objetos ou fenómenos.
Por mais que os objetos ou fenómenos se dis,ngam por aspectos par,culares, todos
são matéria; é nisso que reside o geral do fenómeno, nas caracterís,cas inerentes a
todos.
também não existe o individual sem o geral. Assim, a noção de "homem" é o geral,
mas não pode exis,r sem a noção de "indivíduo". As categorias de individual,
par,cular e geral ajudam a compreender a unidade do mundo.
Causa é um fenômeno que produz outro fenômeno.
Na vida real, a mesma causa pode provocar conseqüências diferentes em função das
condições.
Por outro lado, um ou outro fenômeno podem resultar de causas diferentes: o
desemprego é resultado da anarquia da produção capitalista, da intervenção do
Estado capitalista e da exploração do trabalhador.
Quando falamos de causa-efeito, não devemos confundir causa com motivos. Os
motivos precedem imediatamente o efeito.
Casualidade é o que pode ocorrer ou não, em determinadas condições.
A história da humanidade está marcada por diversos “acidentes” que cons,tuem
urna casualidade e formam parte do desenvolvimento.
É uma forma de expressão da essência e depende dela.
realidade obje,va. Está oculta debaixo da superRcie de aparências.
que possui caracterís,cas essenciais.
O conteúdo é o conjunto de elementos, interações e mudanças caracterís,cas de um
fenômeno
A forma é o sistema estável de relações entre elementos de um objeto ou fenómeno.
Qualquer objeto ou fenómeno consiste em diversos elementos e nos processos que
compõe seu conteúdo.
Devemos lembrar que a simples soma das partes não constitui o objeto.
Possibilidade é o que pode surgir pela uniformidade do desenvolvimento, mas que
ainda não aconteceu.
Realidade é o que já aconteceu.
Os objetos ou fenómenos não existem eternamente. Podem surgir, tornar-se
realidade só quando existem as respec,vas condições. O conjunto dessas condições
representa a possibilidade de surgimento do objeto ou fenômeno.
domingo, 1 de setembro de 2019 19: