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Figuras e Vícios de Linguagem, Notas de aula de Língua Portuguesa

Descrição e exemplos das figuras de linguagem e vícios de linguagem mais utilizados na língua portuguesa.

Tipologia: Notas de aula

Antes de 2010

Compartilhado em 17/05/2010

jamille-santos-7
jamille-santos-7 🇧🇷

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Figuras de Linguagem
Figuras de Palavras
Substituição ou transposição do sentido real para o sentido gurado
da palavra.
- Comparação: estabelece uma relação de qualidade entre dois
termos da oração, a m de destacar a semelhança entre eles
(geralmente com o uso de expressões ou elementos: como, tal qual,
assim como, tão... quanto, tanto... quanto, etc.)
Ex.: A sombra das roças é macia e doce, como uma carícia.
Sua boca é como um cadeado e meu corpo é como uma
fogueira.
- Metáfora: é uma comparação mental e subjetiva, que consiste em
empregar um termo com signicado diferente do habitual, mas
estabelecendo relação entre o sentido habitual e o gurado.
Ex.: Meu pensamento é um rio subterrâneo.
A propaganda é a alma do negócio.
- Catacrese: consiste em utilizar um termo já existente e com
signicado próprio em outro sentido, por falta de palavras que
possam expressá-lo.
Ex.: O da mesa quebrou.
A perna do sofá está fraca.
- Metonímia: substituição de um termo por outro, por haver relação
externa entre eles. Essa relação pode ser:
1. O abstrato pelo concreto: Era difícil resistir aos encantos daquela
doçura. (pessoa agradável, meiga)
2. O autor pela obra: Achei difícil ler Camões. (a obra dele)
3. O efeito pela causa: Quantas primaveras já haviam passado
desde a última vez que a vi. (anos)
4. O continente pelo conteúdo: Pratos e pratos são devorados
pela colônia. (contêm a comida)
5. O instrumento pela pessoa: Ele é bom de garfo. (instrumento
utilizado para comer)
6. O sinal pela coisa signicada: O trono inglês está abalado. (o
governo exercido pela monarquia)
7. A parte pelo todo: Enormes chaminés dominam os bairros fabris
da cidade inglesa. (partes de um todo: fábrica)
8. O singular pelo plural: O brasileiro tenta encontrar uma saída
para suportar a crise. (um indivíduo representa todos)
9. A classe pelo indivíduo: Não acredito mais no Juizado brasileiro.
(juízes)
10. A matéria pelo objeto: O jantar foi servido à base de porcelanas
e cristais. (material de que é feito o objeto)
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Figuras de Linguagem

Figuras de Palavras

Substituição ou transposição do sentido real para o sentido figurado da palavra.

  • Comparação: estabelece uma relação de qualidade entre dois termos da oração, a fim de destacar a semelhança entre eles (geralmente com o uso de expressões ou elementos: como, tal qual, assim como, tão... quanto, tanto... quanto, etc.) Ex.: A sombra das roças é macia e doce, como uma carícia. Sua boca é como um cadeado e meu corpo é como uma fogueira.
  • Metáfora: é uma comparação mental e subjetiva, que consiste em empregar um termo com significado diferente do habitual, mas estabelecendo relação entre o sentido habitual e o figurado. Ex.: Meu pensamento é um rio subterrâneo. A propaganda é a alma do negócio.
  • Catacrese: consiste em utilizar um termo já existente e com significado próprio em outro sentido, por falta de palavras que possam expressá-lo. Ex.: O da mesa quebrou. A perna do sofá está fraca.
  • Metonímia: substituição de um termo por outro, por haver relação externa entre eles. Essa relação pode ser:
  1. O abstrato pelo concreto: Era difícil resistir aos encantos daquela doçura. (pessoa agradável, meiga)
  2. O autor pela obra: Achei difícil ler Camões. (a obra dele)
  3. O efeito pela causa: Quantas primaveras já haviam passado desde a última vez que a vi. (anos)
  4. O continente pelo conteúdo: Pratos e pratos são devorados pela colônia. (contêm a comida)
  5. O instrumento pela pessoa: Ele é bom de garfo. (instrumento utilizado para comer)
  6. O sinal pela coisa significada: O trono inglês está abalado. (o governo exercido pela monarquia)
  7. A parte pelo todo: Enormes chaminés dominam os bairros fabris da cidade inglesa. (partes de um todo: fábrica)
  8. O singular pelo plural: O brasileiro tenta encontrar uma saída para suportar a crise. (um indivíduo representa todos)
  9. A classe pelo indivíduo: Não acredito mais no Juizado brasileiro. (juízes)
  10. A matéria pelo objeto: O jantar foi servido à base de porcelanas e cristais. (material de que é feito o objeto)
  • Antonomásia: Figura que identifica alguém por uma qualidade marcante de si, um aspecto peculiar de sua obra, possibilitando sua identificação com facilidade. Ex.: A humanidade agradece ao gênio da lâmpada. (Thomas Edson) “... durante o reinado do rei-sol.” (Luís XIV)
  • Perífrase: É a figura que exprime, por meio de uma certa extensão, algo que poderia ser expresso pelo emprego de apenas uma palavra. Ex.: Sua infinita falta de alegria o tornava às vezes uma pessoa incômoda. (tristeza)
  • Sinestesia: Figura de linguagem que se consegue por meio do cruzamento de sensações (audição, visão, olfato, paladar, tato) ou de uma sensação com um sentido. Ex.: A felicidade se manifesta nas cores berrantes de suas roupas. (visão e audição) A luz crua da madrugada invadia meu quarto. (visão e paladar)

Figuras de Pensamento

  • Antítese: Consiste em realçar um conceito ou ideia por meio de palavras de sentido oposto. Ex.: Era o porvir – em frente do passado ; A liberdade – em face à Escravidão. Os jardins têm vida e morte.
  • Ironia: Figura por meio da qual se exprime uma ideia contrária ao que se quer dizer. Muitas vezes só pode ser entendida através do contexto. Ex.: Parabéns pela sua grande ideia : conseguiu estragar os meus planos! A excelente Dona Inácia era mestra na arte de judiar as crianças.
  • Eufemismo: Substituição de uma palavra ou expressão com sentido desagradável por outra, com a finalidade de amenizar seu significado. Ex.: Ele enriqueceu por meios ilícitos. (roubou) Bateu as botas. (morreu)
  • Hipérbole: Uso de expressão exagerada para dar maior ênfase à frase. Ex.: Estou morrendo de sede. Já li isto mil vezes.
  1. De número: quando o sujeito é um coletivo ou uma palavra que indica mais de um ser e o verbo fica no plural. Ex.: O pobre povo da terra vivia quase como índios.
  2. De pessoa: sujeito na 3ª pessoa e verbo na 1ª pessoa do plural: o narrador integra o sujeito (se inclui na ação). Ex.: Convoco todos para que reconstruamos ... Todos falamos futebol.
  • Elipse: consiste na omissão de uma ou mais palavras, sem prejudicar o sentido da frase. Ex.: Na terra, (há) tanta guerra, tanto engano, tanta necessidade aborrecida. Na sala, (havia) apenas quatro ou cinco convidados.
  • Zeugma: figura de sintaxe que consiste em suprimir ou ocultar palavras expressas anteriormente e que se encontram subentendidas. Ex.: Ele prefere cinema; eu, (prefiro) teatro. Ainda um outro mês e neste (mês) o mel mudado em fel, a alegria (mudada) em tristeza, a bonança (mudada) em tempestade.
  • Pleonasmo: figura de redundância ou repetição. Tem efeito estilístico quando o emissor quer realçar uma ideia. Ex.: E rir meu riso e derramar meu pranto. E quem sabe sonhavas meus sonhos por fim.
  • Polissíndeto: repetição constante de uma conjunção coordenativa entre orações ou termos coordenados entre si. Ex.: Penso com os olhos e com os ouvidos e com as mãos e os pés e com o nariz e a boca.
  • Anacoluto: consiste na quebra da estrutura normal da oração a fim de introduzir uma palavra ou expressão sem ligação sintática com as demais. Ex.: Meu filho , não admito que falem mal dele. O homem daqui , seu conceito de felicidade é muito mais subjetivo.
  • Hipérbato: inversão na ordem direta dos termos da oração, constituindo uma alteração mais forte do que a da anástrofe. Ex.: Dança, à noite, o casal de apaixonados no clube. “Do que a terra mais garrida/ Teus risonhos, lindos campos tem mais flores.”
  • Anáfora: repetição de uma ou mais palavras no início de versos seguidos. Difere da repetição por possuir a característica de localização determinada. Ex.: “ Vi os navios irem e voltarem. Vi os infelizes irem e voltarem.

Vi os homens obesos dentro do fogo. Vi ziguezagues na escuridão.”

  • Assíndeto: caracteriza-se pela ausência de conjunção coordenativa entre termos ou orações. (contrário ao polissíndeto) Ex.: “Se o estúpido negar – insisto, falo, (e) discuto...” “A vida não é antologia, não tem gramática, não tem adjetivos bonitos, (e) não tem pontuação.”

Figuras de Harmonia (ou recursos sonoros)

  • Aliteração: repetição de um mesmo fonema (consoante) para destacar determinado som ou para imprimir ritmo à frase. É um recurso bastante utilizado na poesia. Ex.: “ V elho v ento v agabundo! N o teu ros n ar so n ole n to L eva ao l onge este l amento.”
  • Assonância: uso do mesmo timbre vocálico em palavras distintas, em especial no final das frases que se sucedem Ex.: “Sou um mul a to n a to no sentido l a to Mul a to democr á tico do litor a l.”
  • Paronomásia: consiste na aproximação de palavras de sonoridade e/ ou formação morfológica semelhante, mas com sentidos diferentes. Ex.: “Eu que passo, penso e peço.”
  • Onomatopeia: Ocorre quando uma palavra ou conjunto de palavras imita um ruído ou som. Ex.: triiim , chuá , bué , pingue-pongue , miau , tique-taque , zunzum

Vícios de Linguagem

  • Ambiguidade (anfibologia): consiste em construir uma oração de modo que ela possa apresentar mais de um sentido. Ex.: O guarda deteve o suspeito em sua casa. O professor protestou contra a sua falta de atenção.
  • Barbarismo: ocorre quando se pronuncia ou se escreve de forma incorreta certas palavras ou, ainda, quando se dá à palavra ou expressão um significado errado. Ex.: mendingo – mendigo Rubrica – rubrica Misântropo – misantropo