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filosofia 11ºano ........, Resumos de Filosofia

resumos de filosofia 11ºano . )

Tipologia: Resumos

2021

Compartilhado em 18/04/2022

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vicente-pedro 🇵🇹

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II UNIDADE: A ação Humana e os valores
A dimensão ético-política análise e compreensão da experiência convivencial (Ética)
A dimensão pessoal e social da ética
O que são os valores?
• Os valores são aquilo que nos faz dar importância a certas coisas e não a outras, agir
desta ou daquela maneira, escolher isto ou aquilo, preferir e optar por umas coisas em vez
de outras. (Por ex: geralmente damos importância à honestidade, à justiça, à democracia,
à amizade ou ao conhecimento)
• Essas preferências são muitas vezes expressas através de juízos.
Mas o que são juízos?
Emitir juízos consiste em atribuir certas propriedades ou características àquilo com que
nos deparamos.
• Exemplos de juízos:
1 Beethoven compôs mais de oito sinfonias.
2 A Nona Sinfonia de Beethoven é sublime.
3 Alguns estados norte-americanos aboliram a pena de morte.
4 A pena de morte devia ser abolida.
Os juízos (1) e (3) são diferentes dos juízos (2) e (4).
• Quais são as diferenças?
Os juízos (1) e (3):
• São puramente descritivos (pretende-se que o juízo corresponda à realidade).
• Têm valor de verdade (se descreverem corretamente a realidade, então são
verdadeiros).
• São objetivos (independentes das diversas perspetivas das pessoas).
• Designam-se como juízos de facto.
• Os juízos (2) e (4):
• São, pelo menos em parte, normativos (pretende-se que a realidade corresponda ao
juízo).
• Dizem-nos como as coisas devem ser.
• Envolvem a pretensão de expressar uma determinada avaliação das coisas.
• Designam-se como juízos de valor.
INTRODUÇÃO AO PROBLEMA DA NATUREZA DOS JUÍZOS MORAIS
Um tipo particular de juízo de valor são os juízos morais (os quais dizem respeito aos
valores morais).
Exemplos de juízos morais:
• Matar pessoas inocentes é errado.
• A pena de morte é injusta.
• O aborto é moralmente errado.
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II UNIDADE: A ação Humana e os valores

A dimensão ético-política – análise e compreensão da experiência convivencial (Ética)

• A dimensão pessoal e social da ética

O que são os valores?

  • Os valores são aquilo que nos faz dar importância a certas coisas e não a outras, agir desta ou daquela maneira, escolher isto ou aquilo, preferir e optar por umas coisas em vez de outras. (Por ex: geralmente damos importância à honestidade, à justiça, à democracia, à amizade ou ao conhecimento)
  • Essas preferências são muitas vezes expressas através de juízos. Mas o que são juízos? Emitir juízos consiste em atribuir certas propriedades ou características àquilo com que nos deparamos.
  • Exemplos de juízos: 1 Beethoven compôs mais de oito sinfonias. 2 A Nona Sinfonia de Beethoven é sublime. 3 Alguns estados norte-americanos aboliram a pena de morte. 4 A pena de morte devia ser abolida. Os juízos (1) e (3) são diferentes dos juízos (2) e (4). - Quais são as diferenças? Os juízos (1) e (3):
  • São puramente descritivos (pretende-se que o juízo corresponda à realidade).
  • Têm valor de verdade (se descreverem corretamente a realidade, então são verdadeiros).
  • São objetivos (independentes das diversas perspetivas das pessoas).
  • Designam-se como juízos de facto.
  • Os juízos (2) e (4):
  • São, pelo menos em parte, normativos (pretende-se que a realidade corresponda ao juízo).
  • Dizem-nos como as coisas devem ser.
  • Envolvem a pretensão de expressar uma determinada avaliação das coisas.
  • Designam-se como juízos de valor. INTRODUÇÃO AO PROBLEMA DA NATUREZA DOS JUÍZOS MORAIS Um tipo particular de juízo de valor são os juízos morais (os quais dizem respeito aos valores morais).
  • Exemplos de juízos morais:
  • Matar pessoas inocentes é errado.
  • A pena de morte é injusta.
  • O aborto é moralmente errado.

- Mas qual é a natureza dos juízos morais?

  • O que significa dizer que “X é bom” ou “X é moralmente correto”? Existem verdades morais? Os valores morais estão diretamente ligados com aquilo que devemos/ não devemos fazer, o que significa que os juízos morais são juízos que envolvem as noções de certo e de errado, justo e injusto, louvável e censurável, etc. Problema da natureza dos juízos morais : 1 Os juízos morais têm valor de verdade? 2 Se têm valor de verdade, são verdadeiros ou falsos independentemente da perspetiva de quaisquer sujeitos?

Respostas ao problema da natureza dos juízos morais

TEORIAS

Duas famílias de teorias:

  • Não-cognitivismo: aqueles que respondem negativamente ao problema
  1. Os juízos morais não descrevem qualquer tipo de facto, não comunicam quaisquer verdades ou falsidades.
  • Cognitivismo: aqueles que respondem afirmativamente ao problema
    1. Os juízos morais descrevem algum tipo de facto, comunicam verdades ou falsidades.

Sub-teorias:

- Não-cognitivismo:

  • Emotivismo: os juízos morais são expressões de emoções: não têm valor de verdade.
    • **Cognitivismo:
  • Subjetivismo:** os juízos morais têm valor de verdade, mas o seu valor de verdade depende da perspetiva do sujeito que faz o juízo. - Relativismo: os juízos morais têm valor de verdade, mas o seu valor de verdade depende da perspetiva de cada cultura.
  • Objetivismo: os juízos morais têm valor de verdade, mas o seu valor de verdade é independente da perspetiva de quaisquer sujeitos. EMOTIVISMO O emotivista defende as seguintes teses:
  • (T1) Os juízos morais são expressões de emoções: não têm valor de verdade.
  • (T2) Não há factos morais.
  • (T3) «X é bom» ou «X é moralmente correto» significa «Viva X!»; «X é mau» ou «X é moralmente errado» significa «Abaixo X!».
  • O subjetivismo não nos dá informações sobre como usar a liberdade de forma responsável.
    • Seguindo o subjetivismo, nenhum ponto de vista, por muito monstruoso ou absurdo que seja, pode ser considerado realmente errado ou pelo menos pior do que pontos de vista alternativos. (O subjetivismo parece fazer da ética um domínio completamente arbitrário. P.e. se uma pessoa pensa que devemos torturar inocentes, então para essa pessoa é verdade que devemos torturar inocentes.)
  • A educação moral deixa de fazer sentido. ( P.e. se uma criança tiver um sentimento profundamente negativo em relação à escola, provavelmente pensará que não há mal algum em faltar às aulas. E o subjetivista terá de aceitar que, para ela, é verdade que não há mal algum em faltar às aulas.) Argumento do fomento da tolerância: 1 Se o valor de verdade dos juízos morais depende da perspetiva de cada sujeito, então cada um tem as suas preferências (não havendo uma preferência melhor ou pior). 2 Ora, se cada um tem as suas preferência (não havendo uma preferência melhor ou pior), então tornamo-nos mais tolerantes a respeito das pessoas com preferências diferentes. 3 ∴ Se o valor de verdade dos juízos morais depende da perspetiva de cada sujeito, então tornamo-nos mais tolerantes. [De 1 e 2, por silogismo hipotético 1ª premissa: P - > Q 2ª premissa: Q - > R Conclusão: P - > R.] Será este um bom argumento? Objeção ao argumento do fomento da tolerância :
    • Parece haver uma contradição neste argumento:
  • Por um lado, sustenta-se que o bem depende da perspetiva de cada sujeito.
  • Mas, por outro lado, está a pressupor que a tolerância é um bem objetivo e, por isso, há pelo menos um bem que não depende da perspetiva de cada sujeito.( Além disso, será que devemos ser tolerantes para com todos os juízos de valor incluindo os das pessoas intolerantes? Imagine-se alguém a sustentar que “É bom e justo matar quem não concorda connosco”.)
  • Para o subjetivista não há uma preferência ética melhor ou pior. Mas isto tem graves consequências:
  • Isso tira todo o sentido ao debate racional sobre questões morais.
  • Nunca é possível que alguém esteja enganado em questões morais.

RELATIVISMO

O relativista cultural defende as seguintes teses:

  • (T1) Um juízo moral é verdadeiro numa sociedade quando os seus membros acreditam que é verdadeiro; falso quando acreditam que é falso.
  • (T2) Os factos morais são relativos às sociedades, sendo diferentes consoante as diferentes culturas.
    • (T3) «X é bom» ou «X é moralmente correto» significa «A sociedade aprova X»; «X é mau» ou «X é moralmente errado» significa «A sociedade reprova X». Destas teses podemos concluir que:
  • O bem e o mal morais são convenções estabelecidas em cada sociedade.
  • Na ética não há verdades universais; o certo e o errado variam de sociedade para sociedade. Argumento da diversidade cultural: 1 Culturas diferentes têm códigos morais diferentes. (Em sociedades diferentes prevalecem convicções morais diferentes acerca de assuntos como o aborto, a eutanásia, a pena de morte, etc.) 2 Se culturas diferentes têm códigos morais diferentes, então não há uma verdade moral objetiva (pois, a verdade dos juízos morais é sempre relativa à cultura ou grupo social). 3 ∴ Não há uma verdade moral objetiva. [De 1 e 2, por modus ponens, Se P, então Q, P, Logo, Q] Será este um bom argumento? Objeção ao argumento da diversidade cultural:
  • Contra a premissa (1):
  • Há algumas regras morais que todas as sociedades têm em comum (p.e. regras contra o homicídio). ( As sociedades podem diferir relativamente ao que encaram como exceções legítimas às regras.)
    • Contra a premissa (2):
  • O facto de haver culturas com códigos morais diferentes não é uma condição suficiente para que não haja uma verdade moral objetiva. ( P.e. o facto de haver diferentes opiniões relativamente à existência de Deus não é uma condição suficiente para considerarmos que não há uma verdade objetiva acerca desse assunto.)
  • Pode suceder que haja culturas com códigos morais errados. Argumento da tolerância e coesão social: 1 O relativismo cultural promove a tolerância entre sociedades diferentes (pois, leva-nos a não ter uma atitude destrutiva em relação aos outros povos e culturas). 2 O relativismo cultural promove a coesão social fundamental para a sobrevivência da sociedade (pois, aceitamos como certo aquilo que a maioria determina). 3 Se o relativismo cultural promove a tolerância e a coesão social, então essa é uma teoria plausível. 4 ∴ O relativismo cultural é uma teoria plausível.

Será este um bom argumento? Objeção ao argumento contra a intolerância:

  • Contra a premissa (2):
    • Um relativista poderá dizer que ao condenarmos a intolerância do nazismo estamos apenas a exprimir os juízos morais da nossa própria sociedade.
  • Mas daí não se segue que a tolerância seja um valor objetivo.
  • Crítica mais geral:
  • O argumento não prova que os juízos morais são objetivos (mas que no máximo a tolerância não é relativa à sociedade ou cultura). Argumento da imparcialidade: 1 Se os juízos morais não são objetivamente verdadeiros (ou falsos), então não podemos justificar os nossos juízos morais de um ponto de vista imparcial. 2 Mas, podemos justificar os nossos juízos morais de um ponto de vista imparcial (p.e.: A escravatura é injusta). 3 ∴ Os juízos morais são objetivamente verdadeiros (ou falsos). [De 1 e 2, por modus tollens] Será este um bom argumento? Objeção ao argumento da imparcialidade:
    • Como seria a vida humana se formos todos rigorosamente imparciais?
    • Contra a premissa (2) - objeção dos "santos morais": (Argumento defendido pela filósofa Susan Wolf no artigo “Moral Saints”-1982).
    • Considere-se a vida de um santo moral, uma pessoa rigorosamente imparcial do ponto de vista moral.
  • Dificilmente esta pessoa poderia ter uma vida pessoal plenamente realizada , pois daria exatamente a mesma atenção a todas as pessoas, independentemente de serem seus familiares e amigas ou não.
    • Assim, as relações morais humanas perdem o sentido se não incluírem uma certa parcialidade.

FIM