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Apostilas de Pedagogia sobre Filosofia, ensino superior, a ciência filosófica, o homem, gnoseologia, lógica, a ciência, metodologia científica.
Tipologia: Notas de estudo
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Introdução à ciência filosófica; estudo dos problemas fundamentais que dizem respeito ao homem; análise da natureza, possibilidades e utilização do conhecimento humano.
PROGRAMA
1 CIÊNCIA FILOSÓFICA
1.1 O termo 1.2 Contextualização 1.3 Conceito 1.4 Objeto 1.5 Divisão 1.6 Preconceitos 1.7 Filosofia e Ideologia 1.8 Filosofia e Mito 1.9 Filosofia na Universidade
2 O HOMEM
2.1 Problemas fundamentais 2.2 Liberdade
2.3 Trabalho 2.4 Linguagem 2.5 Ética 2.6 Política
3 O CONHECIMENTO
3.1 Análise: Gnoseologia (Natureza do conhecimento humano, limites e problemas). 3.2 Instrumento: Lógica (Raciocínio: tipos e uso correto). 3.3 Filosofia das ciências: Epistemologia (A ciência e o trabalho científico). 3.3.1 O conhecimento científico stricto sensu 3.3.2 A Ciência 3.3.3 Estutura de um trabalho científico acadêmico (TCC) 3.3.4 Projeto de trabalho científico 3.3.5 Tópicos destacáveis de um trabalho científico
OBJETIVOS DA DISCIPLINA
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
ARANHA, Mária Lúcia; MARTINS, Ma. Helena. Filosofando: Introdução à Filosofia. 3 ed. São Paulo: Moderna, 2003. 439p.
CHAUÍ, Marilene. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 1995. 440p.
HESSEN, Johannes. Teoria do Conhecimento. São Paulo: Martins Fontes,
MÁTTAR NETO, João Augusto. Filosofia e Administração. São Paulo: Makron Books, 1997. 291p.
PEDROSA, Ivo; MACIEL FILHO, Adalberto; MONTEIRO, Antônio Luiz (orgs.). Ciências da Administração: leituras selecionadas. Recife: Bagaço, 2004. 460p.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
ALVES, Alaor Caffé. Pensamento Formal e Argumentação. São Paulo: Quartier Latin, 2002.
ALVIM, Décio Ferraz. Lógica. Rio de
POLITZER, Georges. Princípios elementares de Filosofia. Lisboa: Prelo,
POPPER, Karl. A Lógica da Pesquisa Científica. São Paulo: Cultrix, 1975.
STEGMULLER, Wolfgang. A Filosofia contemporânea. São Paulo: EDUSP, 1977.
ZILLES, Urbano. Filosofia da Religião. São Paulo: Paulinas, 1991.
O ensino superior, também conhecido por universitário, é uma das divisões básicas do sistema de ensino brasileiro. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), promulgada em 1996, estabelece que o ensino brasileiro é formado pelo ensino básico, composto pelo ensino infantil, o fundamental e o médio; e pelo ensino superior. Este último compreende a graduação e a pós-graduação. A pós-graduação, por sua vez, pode ser subdividida em lato sensu e stricto sensu. A pós-graduação lato sensu pode ser aperfeiçoamento e especialização. A stricto sensu inclui o mestrado e o doutorado. A chave abaixo mostra esta divisão:
infantil básico fundamental I e II médio
ENSINO graduação BRASI- aperfeiçoamento LEIRO lato sensu superior especialização (MBA) pós-graduação mestrado stricto sensu doutorado
1/ O MBA (Master in business administration) para o MEC tem o mesmo nível da especialização.
As pessoas que se matriculam no ensino superior são pessoas que, em geral, estão começando a idade adulta ou, para os retardatários, já estão nela há algum tempo. Assim, o que as caracteriza nesse nível de ensino, em contraste com os do ensino básico, é o fato de serem adultos. Como tais, as principais características que devem ter são: liberdade, responsabilidade, compreensão e espírito científico (leitura, comprovação e redação).
2 A CIÊNCIA FILOSÓFICA
1 2.1 Gênese e significado da palavra “filosofia”
a) origem: Pitágoras “amor à sabedoria” (fí??? s?fía) b) palavra polissêmica com, pelo menos, os seguintes significados: atitude, ação (pensamento profundo e organizado; filosofar); posicionamento (modo de ver; resultado do primeiro); ciência (conhecimento).
2 2.2 Contextualização: o conhecimento filosófico está dentro do contexto do conhecimento humano. Os outros niveis de conhecimento são:
a) Empírico: conhecimento que é obtido imediatamente por uma ou mais dos sentidos; b) Senso Comum: generalizações que são feitas a partir de conhecimentos empíricos. Sem preocupação com comprovação metodológica; c) Científico: generalizações feitas com base no conhecimento empírico e/ou no senso comum, com comprovação metodológica. Pode ser científico empírico (stricto sensu), filosófico ou revelado:
3 2.3 Definição de Filosofia (ciência)
Uma definição largamente aceita por ser concisa e completa é: “Filosofia é a ciência de todas as coisas por suas causas supremas, adquirida à luz da razão” (Tomás de Aquino).
4 2.4 Objeto da Filosofia
Geral: todas as coisas reais e possíveis; Específicos: os problemas considerados mais importantes, como:
5 2.5 Divisão da Filosofia
Segundo o objeto: Deus: teodicéia ou teologia racional O homem: antropologia filosófica gnoseologia, lógica, epistemologia, psicologia filosófica, ética, política, estética O universo: cosmologia e ontologia.
Segundo o nível de abstração: 1o. grau: política, ética, estética; 2o. grau: antropologia, lógica, epistemologia, psicologia e cosmologia; 3o. grau: gnoseologia, teodicéia e ontologia.
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coletivo, o sentido da sua vida atual, o sofrimento, o seu destino final como pessoa e como coletividade e o seu relacionamento com os outros seres do universo.
2 3.2 Principais teorias
1 a) Criacionismo ocidental
O homem é um ser essencialmente composto de alma e corpo.
O corpo origina-se segundo os processos biológicos naturais. A alma origina-se de um ato específico de Deus. O momento em que se dá a união da alma com o corpo ainda é um ponto controverso.
A humanidade origina-se de um casal único, criado direta e imediatamente por Deus.
O homem recebe a vida como um dom de Deus para que ele O glorifique e O sirva.
O sofrimento por que o homem passa não tem uma justificativa puramente racional. Essa doutrina apela para a revelação para explicar que o sofrimento é consequência de um erro (pecado) cometido pelo primeiro casal. Serve como provação, purificação e consequente aperfeiçoamento do homem.
Quando o homem morre, o seu componente corporal/material se destrói e o componente espiritual ( a alma) é julgada por Deus segundo o seu estado nesse momento. Recebe, então, a sentença de felicidade ou infelicidade, com validade eterna. Entre os primeiros, muitos precisam passar por uma depuração no “purgatório” antes de poderem entrar no “céu”.
Para esta teoria, haverá um “fim do mundo” em que a humanidade terá um fim. No “fim do mundo” há um novo julgamento, dessa vez coletivo, em que se confirma a sentença anterior. Nessa ocasião, o corpo material é ressuscitado e se une novamente à alma na felicidade ou infelicidade eternas.
O universo e os outros seres da natureza estão ao serviço do homem, que pode utilizá-los, com respeito, sabendo que também são criaturas de Deus.
2 b) Evolucionismo materialista
O universo se constitui apenas de matéria em evolução eterna.
O que se chama de espírito nada mais é do que matéria refinada, fruto dessa evolução.
O que chamamos de homem, portanto, é somente matéria. As emoções, os sentimentos e até os processos intelectivos são puramente emanações mais refinadas da matéria.
A vida humana é um estágio de evolução da matéria.
Quando uma organização material específica, que chamamos de homem, cumpre a sua função na escalada evolutiva, desfaz-se e os componentes voltam ao depósito universal da matéria para constituir outras organizações.
3 c) Evolucionismo espiritualista.
Deus criou o Universo na forma de princípio espiritual e princípio material, e lhe deu uma lei de evolução eterna: a Lei Natural.
Essa Lei determina que o princípio espiritual “administre” o material e evolua enquanto o faz evoluir.
O princípio espiritual tem evoluído através dos reinos matérias da criação, animando corpos materiais progressivamente complexos até que atingiu o estágio atual de homem, que não é ainda o estágio final, pois a sua evolução é eterna, na direção de Deus.
O homem é um princípio espiritual que já atingiu o estágio de evolução consciente. O corpo material é somente um instrumento de que o espírito se utiliza para poder atuar no mundo material.
Esta vida material sobre a terra é, portanto, uma das muitas experiências ou estágios pó que o espírito precisa passar, para a sua evolução.
Além do corpo material o espírito se utiliza de um corpo energético (chamado também de perispírito, corpo astral, duplo etérico, etc.) que o acompanha durante o seu processo evolutivo em que estiver ligado à matéria e que serve também para permitir a comunicação entre os encarnados (“vivos”) e os desencarnados (“mortos”). Quando não precisar mais de evoluir ligado à matéria, o espírito se liberta do corpo material, tendo a partir de então uma evolução puramente espiritual. É nesse corpo energético (perispírito) que ficam registrados os atos bons e maus praticados pelo homem. A esse registro dá-se o nome de Carma.
Os atos bons promovem a sua ascensão na romagem evolutiva. Os atos maus são-lhe fonte de sofrimento, mas servem também de aprendizado.
O homem não morre, no sentido judaico-cristão do termo. Quando o corpo que ele usa se torna impróprio para o seu desenvolvimento ele o deixa e volta para a espiritualidade, alternando assim esperiências evolutivas ora na matéria, ora fora dela.
A sua felicidade é crescente e consiste em se aproximar de Deus pela evolução, que ele consegue mediante a prática de atos bons, que em última análise se resume no amor.
A sua infelicidade é necessariamente finita e relativa, sendo conseqüência dos atos maus praticados no passado, na matéria ou fora dela, e proporcional à gravidade deles. Essas conseqüências podem passar para outras “vidas” na matéria ou não, e podem ser amenizadas ou até canceladas por atos de amor em sentido contrário ao das faltas cometidas.
O homem não é um ser à parte da “natureza” material. Ele faz parte dela e deve tratá-la como um irmão mais velho e mais evoluído. Ele deve se sentir participante dessa natureza e solidário com ela, uma vez que ela é também animada por outros princípios inteligentes em fase de evolução. Daí a sua obrigação de respeitá-la e ajudá-la na sua evolução.
4 Bibliografia: