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Filosofia Helenística: O Império Macedônico e a Polis, Resumos de Filosofia

Filosofia Helenística - Estoicismo, Epicurismo e Ceticismo

Tipologia: Resumos

2023

Compartilhado em 28/05/2023

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FILOSOFIA
HELENÍSTICA
Prof. Railton Souza
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FILOSOFIA

HELENÍSTICA

Prof. Railton Souza

O IMPÉRIO MACEDÔNICO E A

POLIS

Com a dominação Macedônica protagonizada por Alexandre Magno, filho de Felipe II, com a conquista da Grécia, Pérsia, Egito e Ásia Menor, começa uma processo de fusão da cultura grega com as culturas dos povos conquistados, o que passou a ser conhecido como helenismo. A polis perde importância, se desagrega e se perde no universo do grande Império.

ÉTICAS

 A ética ocupa, portanto, um lugar central nas reflexões dos filósofos desse período. São tratadas questões tais: Como devo viver? Como devo agir? O que é a virtude? Como encarar as dores e sofrimentos da vida? Como conquistar a felicidade? Como deve viver e agir o sábio?  Sendo assim, as grande teorizações políticas, comuns em Platão e Aristóteles, perdem importância na época helenísticas. Filósofos desse período, como Epicuro, inclusive desaconselham seus discípulos a se dedicarem à política.

FILOSOFIAS HELENÍSTICAS  EPICURISMO  ESTOICISMO  CETICISMO  CINISMO

EPICURO

 Segundo Diógenes Laércius, Epicuro comprou uma bela casa, cheia de jardins, com a ajuda de discípulos. Lá ele vivia com eles e ensinava.  Por isso, sua filosofia é conhecida como a filosofia do jardim, da amizade.  Vejamos os princípios filosóficos defendidos pelo epicurismo:

ATOMISMO

Influenciado por Demócrito e Leucipo, Epicuro afirmava que tudo era constituído de átomos invisíveis, inclusive a alma. Com a morte do corpo, morria também a alma, o que provocava a desagregação dos átomos que a constituíam.

A MORTE

 Dizia Epicuro que a morte não era nada para os epicuristas. Quando a morte passa a ser, já não somos mais. A morte é o fim das sensações. Depois dela não há mais consciência, dor ou prazer. Portanto, não devemos temê-la.

O PRAZER E A DOR

Para Epicuro as dores da vida podem ser em

muitos casos evitada se agimos racionalmente

e com prudência. E os prazeres podem maiores

que essas dores.

A dor é mal e o prazer é um bem. Mas quando

raciocinamos percebemos que o mal pode

algumas vezes tornar-se um bem e esse tornar-

se um mal. Ou seja, há prazeres que trazem

sofrimento (devem ser evitados) e há

sofrimentos que trazem prazeres (devem ser

suportados).

HEDONISMO RACIONAL E ÉTICO

O epicurismo, configura-se assim como um hedonismo racional e ético.

Hedonismo vem de “hedoné” (prazer). Existem hedonismo que não são racionais e nem tão pouco éticos quando buscam o prazer a qualquer preço, sem levar em conta a justiça.

ESTOICISMO

O fundador do estoicismo é Zenão de Cício. Sua filosofia ficou conhecida como estoicismo porque ele ensinava próximo ao “stoá” (pórtico da cidade).

Oposta ao epicurismo, na metodologia ética, o estoicismo defende os seguintes princípios:

APATHEIA

 O grande ideal de vida do sábio é a conquista da “apatheia”, controle das paixões, indiferença diante das paixões prazerosas ou dolorosas.  O sábio deve desenvolver, através do exercício da filosofia, uma fortaleza interior para não se abalar com as dores e sofrimentos (suportando-as) e nem se iludir com os prazeres (vivendo de forma moderada).

CINISMO

O fundador do cinismo foi Antístenes, mas o cínico mais famoso foi Diógenes de Sínope.  Diógenes considerava que a vida dos gregos era extremamente superficial, excessivamente apegada aos bens e burocrática, viviam de aparência, sem autenticidade, presos a convenções.