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Fis 3 - experimento 1, Provas de Química

RELATÓRIO DE EXPEIMENTO DE FÍSICA: MEDIDA DE CORRENTE E DIFERENÇA DE POTENCIAL

Tipologia: Provas

Antes de 2010

Compartilhado em 31/08/2010

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UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
INSTITUTO DE FÍSICA
DEPARTAMENTO DE FÍSICA DO
ESTADO SÓLIDO
EXPERIÊNCIA 1: MEDIDA DE CORRENTE E
DIFERENÇA DE POTENCIAL
Nome: Fabrício S. Vieira Oliveira
Meire Ane do Carmo Pitta
FIS123 – Física Geral e Experimental III-E
Prof.: Sérgio Floquet
1. Objetivo
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UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

INSTITUTO DE FÍSICA

DEPARTAMENTO DE FÍSICA DO

ESTADO SÓLIDO

EXPERIÊNCIA 1: MEDIDA DE CORRENTE E

DIFERENÇA DE POTENCIAL

Nome: Fabrício S. Vieira Oliveira

Meire Ane do Carmo Pitta

FIS123 – Física Geral e Experimental III-E

Prof.: Sérgio Floquet

1. Objetivo

Em eletricidade, têm-se três grandezas básicas que podem ser medidas: (a) tensão – através do voltímetro (b) corrente – através do amperímetro Trabalhamos com duas grandezas essenciais no estudo de eletricidade: corrente e diferença de potencial. Entender o significado delas é fundamental para o entendimento dessa parte da Física – esse foi o objetivo deste experimento. Fizemos isso através da manipulação de diversos instrumentos, observações, anotações e cálculos.

2. Introdução

Corrente elétrica é definida como a taxa de passagem de cargas através da área da seção reta de um condutor. Contudo, para existir um deslocamento de cargas é necessário que seja realizado um trabalho para vencer a força elétrica exercida pelo campo. O campo elétrico é um campo conservativo. Logo o trabalho realizado independe do caminho da corrente e sim dos pontos inicial e final. Este trabalho é igual ao produto da corrente pela diferença de potencial (ddp). A existência de uma diferença de potencial em um circuito tende a provocar o surgimento de uma corrente elétrica. Entretanto, os elétrons ao passar pelos condutores se chocam com os átomos destes liberando energia térmica. Quanto mais difícil essa passagem menor é a corrente. Essa dificuldade que um condutor oferece a passagem de corrente elétrica é chamada de resistência. A resistência depende basicamente das propriedades físicas do condutor mas em alguns casos depende também da corrente elétrica que o atravessa. V = R(I). I Sendo V a ddp, I a corrente elétrica e R(I) a resistência em função da corrente. Quando a resistência do condutor não depende da corrente que o atravessa,

dizemos que esse condutor é ôhmico, pois obedece a uma lei, chamada Lei de Ohm:

V = R. I

Analogamente, quando a resistência do material depende da corrente, dizemos

que este é não ôhmico.

O aparelho que é utilizado para medidas de corrente é o Amperímetro. Já para a

medida das ddps utiliza-se o Voltímetro. Ambos os instrumentos são derivados do

Galvanômetro, criado por Hans Christian Oersted.

O Galvanômetro é um instrumento que possui uma bobina envolta de uma

agulha. A corrente que passa na bobina provoca uma deflexão na corrente. Oersted

percebeu que o torque na agulha é proporcional a corrente.

Um voltímetro é um galvanômetro ou amperímetro utilizado para medir ddp. Um voltímetro ideal é aquele com uma resistência infinita. Como geralmente a resistência interna do voltímetro não é alta, liga-se em série a este voltímetro um resistor com resistência bastante elevada (da ordem de KΩ).

3. Procedimento Experimental

  • Materiais
  • Fonte de tensão
  • Década de resistores
  • Amperímetro
  • Chave liga-desliga
  • Fios
  • Placa de Ligação

Seção IV.

Primeiramente montou-se o circuito de acordo com a figura abaixo.

  • (^) Determinou-se utilizando, a lei de Ohm a resistência, mínima calculada. Esta resistência implica na maior corrente que pode ser lida pelo amperímetro (fundo de escala). A importância de calcular esta resistência também se deve ao fato de não ultrapassar o valor máximo de corrente que o amperímetro suporta sem danificá-lo.
  • Calcula-se também o valor da resistência máxima calculada (R (^) max ), utilizando no caso o menor valor indicado na escala do amperímetro (1 mA).
  • (^) Colocou-se o valor da resistência mínima calculada e anotou-se o valor da corrente medida.
  • Como o valor medido anteriormente foi menor que 10 mA, ajustou-se a década de resistores para uma resistência que desse uma leitura de 10 mA no amperímetro. Tal resistência é a mínima experimental (Rmin ).
  • A partir da resistência mínima experimental, inclusive, ajustou-se na década quinze valores entre esta e a resistência máxima calculada, medindo as correntes. Anotou-se os valores na tabela 1.

Seção IV.

  • Montou-se o circuito da figura abaixo. Nesse circuito o amperímetro é ligado em paralelo com a resistência R (^) p (shunt). Esta

resistência serve para evitar que excesso de corrente passe pelo amperímetro.

  • Ajustou-se na década de resistências R o valor da resistência mínima calculada. Na década de resistências Rp o valor zero, ligou-se a chave e observou-se que o amperímetro não indicou corrente.
  • Aumentou-se a resistência Rp de 1 em 1 Ω até obter uma corrente de 5 mA (Tabela 2).
  • Determinou-se então a resistência Ra do amperímetro.

Seção IV.

i) Duplicação do fundo de escala do amperímetro

  • Calculou-se o valor da resistência R para fazer a corrente I do circuito atingir 20 mA. Como já se conhecia todas as resistências envolvidas no circuito, calculou-se o valor exato da associação.
  • Ajustou-se na década os valores calculados, ligou-se a chave e anotou-se em uma tabela o valor de R e de I medido; sem modificar a resistência R (^) p, duplicou- se sucessivamente a resistência R até um total de cinco medidas (Tabela 3)

ii) Quadruplicação do fundo de escala do amperímetro.

  • Repetiu-se o procedimento anterior para obter um aparelho capaz de medir quatro vezes o fundo de escala do amperímetro original.
  • Ajustou-se as décadas para os valores calculados ligou-se a chave, construiu-se uma nova tabela com os valores (Tabela 4), mantendo-se o valor de R (^) p calculado para este item, constante. Duplicou-se sucessivamente a resistência R até um total de cinco medidas.

Seção IV.

Tabela 1: Valores da corrente “i” medidos entre a Resistência Mínima Experimental e a Resistência Máxima Calculada

R (Ω) 260 421 579 737 895 1053 1211 1369 1527 1685 1843 2001 2159 2317 2475 2630

I (^) m (mA) 10,0 6,1 4,4 1,7 1,4 1,2 1,1 0,9 0,8 0,7 0,7 0,6 0,6 0,5 0,5 0,

Tabela 1.1: Comparação entre valores teóricos e experimentais

R + ou - 5%(Ω) I (^) m (mA) I (^) c (mA) δI = I (^) c - I (^) m (mΑ) 260 + ou - 13 10,0 + ou – 0,1 10,0 0, 421 + ou - 21 6,1 + ou – 0,1 6,2 0, 579 + ou -29 4,4+ ou – 0,1 4,5 0, 737 + ou – 37 1,7 + ou – 0,1 3,6 1, 895 + ou – 45 1,4 + ou – 0,1 2,9 1, 1053 + ou – 53 1,2 + ou – 0,1 2,5 1, 1211 + ou - 61 1,1 + ou – 0,1 2,2 1, 1369 + ou - 68 0,9 + ou – 0,1 1,9 1, 1527 + ou – 76 0,8 + ou – 0,1 1,7 0, 1685 + ou – 84 0,7 + ou – 0,1 1,6 0, 1843 + ou - 92 0,7 + ou – 0,1 1,4 0, 2001 + ou – 100 0,6 + ou – 0,1 1,3 0, 2159 + ou – 108 0,6 + ou – 0,1 1,2 0, 2317 + ou - 116 0,5 + ou – 0,1 1,1 0, 2475 + ou – 124 0,5 + ou – 0,1 1,1 06 2630 + ou - 132 0,4 + ou – 0,1 1,0 0,

Os valores teóricos são maiores que os experimentais pois nos cálculos não foi levado em conta o valor da resistência interna do amperímetro e também a resistência dos fios foram desprezadas.Pela lei de Ohm a corrente é inversamente proporcional à resistência, como nos cálculos estávamos levando em conta uma resistência menor, os valores das correntes encontradas eram maiores que as correntes medidas experimentalmente. No cálculo da resistência mínima teórica levou-se em conta a corrente de fundo de escala do amperímetro (10mA). Porém ao realizar-se o experimento observou-se uma corrente menor do que o esperado lida no amperímetro. Tal diferença se deve ao fato da resistência calculada não levar em conta as outras resistências do circuito. Então o valor de R experimental deve ser menor para que quando associado com as outras resistências do circuito a corrente lida no amperímetro seja de 10mA.

Seção IV.

O desvio avaliado é uma medida da limitação do aparelho. Ele pode ser encontrado pelo menor valor que se pode medir da escala do aparelho. O desvio avaliado é igual a ±0,1 mA.

Para cálculo de Ra, colocou-se na década de resistores o valor da resistência mínima calculada e em paralelo ao amperímetro uma resistência R (^) p. Fazendo-se Rp

igual a zero e ligando-se a chave do circuito o amperímetro não indicou passagem de corrente.Nesse momento um curto-circuito foi provocado entre os terminais de R (^) p e Ra. A resistência Rp tornou-se desprezível em relação a Ra .Logo, toda a corrente do circuito passou pela década Rp, por isso o amperímetro não indicou corrente. Depois variando-se

R (^) p conseguiu-se medir corrente e os valores medidos foram colocados numa tabela (Tabela 2).

Tabela 2: Valores da corrente “i” obtidos aumentando-se a resistência Rp de 1 em 1 Ω

Rp (Ω) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 I (^) m(mA) 1,1 1,7 2,1 2,5 2,9 3,2 3,6 3,9 4,2 4,4 4,7 5,

Como a resistência R (^) p está em paralelo com a resistência interna do amperímetro (R (^) a) a ddp é igual nos seus terminais. A corrente total do circuito se divide em duas, uma passa por Rp outra por Ra .Utilizando a lei de Ohm: I = I (^) a + Ip (1) I (^) a x R (^) a = I (^) p x R (^) p R (^) a = (I (^) p/ Ia ) x R (^) p (2) Substituindo 1 em 2, tem-se: R (^) a = (I – I (^) a / Ia ) ∙ R (^) p

Quando o amperímetro indica uma corrente de 5 mA isso quer dizer que a outra metade da corrente passa por R (^) p.Como a ddp é igual, pode-se afirmar que nesse momento, R (^) a é igual a R (^) p. O que pode ser constatado pela equação: Ra = (I – I (^) a / I (^) a) ∙ R (^) p Substituindo, tem-se: R (^) a = [(10 – 5)/5] ∙ 12 → Ra = 12Ω Cálculo do desvio da resistência interna do amperímetro:

R (^) a = │∂Ra /∂I│∆I + │∂Ra /∂Ia │∆Ia + │∂Ra /∂Rp│∆R (^) p Como, Ra = (I – I (^) a/I (^) a) x R (^) p: R (^) a = (Rp/I (^) a) ∙∆I + Rp∙{ [- I (^) a –( I – I (^) a)]/I (^) a^2 }∙∆Ia + [ ( I – I (^) a )/Ia ] ∙ ∆Rp R (^) a = (12/5x10-3^ ) ∙ 0,1x10 -3^ + 12∙ [-10x10 -3^ /(5x10-3^ ) 2 ] ∙ 0,1x10 -3^ + (5x10-3^ /5x10-3^ ) ∙ 12 ∙ 0, R (^) a = 0,24 – 0,48 + 0, R (^) a = 0,36 Ω Calculado o desvio agora pode-se escrever a resistência interna do amperímetro da seguinte maneira: R (^) a = (12 ± 0,36) Ω A resistência Rp está ligada em paralelo com Ra. Sendo assim, pode-se achar uma resistência equivalente para essa associação (R (^) eq). Tal resistência está ligada em série com a resistência R. As Equações utilizadas para o calculo são: 1/Req = 1/ Ra + 1/ R (^) p R (^) eq = Ra ∙ R (^) p /( Ra + Rp)

V = (R+ R (^) eq ) ∙ I

Substituindo os valores, tem-se:

Tabela 4:

R (Ω) I (^) m (mA) I (^) c (mA) δI (mΑ) 66 >40,0 38,1 -1, 132 24,0 19,5 -4, 264 12,0 9,8 -2, 528 6,0 4,9 -1, 1056 2,8 2,5 -0,

A resistência interna não mudou, pois depende apenas dos componentes do aparelho (amperímetro), e este continuou o mesmo. No caso da duplicação o desvio avaliado do amperímetro é dividido por dois, pois o fundo de escala do amperímetro agora é o dobro. Ou seja, o desvio é igual a ±0,05mA. Na quadruplicação o desvio avaliado do amperímetro é dividido por quatro, pois o fundo de escala agora é o quádruplo. Ou seja, o desvio é igual a ±0,025mA.