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Este documento discute as cargas elétricas e suas contribuições para o campo elétrico em um ponto específico. A lei de gauss é aplicada para encontrar a magnitude do campo elétrico em diferentes situações, incluindo cargas dentro e fora de superfícies gaussianas. O texto também aborda a simetria cilindrica e esferica, e fornece exemplos práticos para ilustrar as aplicações da lei de gauss.
Tipologia: Notas de estudo
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Professor Titular de F´ısica Te´orica Doutor em F´ısica pela Universidade Ludwig Maximilian de Munique, Alemanha Universidade Federal do Rio Grande do Sul Instituto de F´ısica
Mat´eria para a PRIMEIRA prova. Numerac¸ ˜ao conforme a quarta edic¸ ˜ao do livro “Fundamentos de F´ısica”, Halliday, Resnick e Walker.
25 Lei de Gauss 2 25.1 Quest˜oes................. 2 25.2 Problemas e Exerc´ıcios......... 3 25.2.1 Fluxo do campo el´etrico.... 3
25.2.2 Lei de Gauss.......... 3 25.2.3 Um condutor carregado isolado 4 25.2.4 Lei de Gauss: simetria cil´ındrica 5 25.2.5 Lei de Gauss: simetria plana.. 6 25.2.6 Lei de Gauss: simetria esf´erica. 8
Coment´arios/Sugest˜oes e Erros: favor enviar para jgallas @ if.ufrgs.br (lista1.tex)
Considere uma superf´ıcie gaussiana envolvendo parte da distribuic¸˜ao de cargas mostrada na Fig. 25-22. (a) Qual das cargas contribui para o campo el´etrico no pon- to
? (b) O valor obtido para o fluxo atrav´es da su- perf´ıcie circulada, usando-se apenas os campos el´etricos
lor obtido usando-se o campo total?
(a) Todas as cargas contribuem para o campo. Ou se- ja, o campo ´e devido a todas as cargas. (b) O fluxo total ´e sempre o mesmo. Por estarem fora da gaussiana, as
xo total uma vez que todo fluxo individual a elas devido entra por´em tamb´em sai da superf´ıcie.
Uma carga puntiforme ´e colocada no centro de uma su- perf´ıcie gaussiana esf´erica. O valor do fluxo mudar´a se (a) a esfera for substitu´ıda por um cubo de mesmo volume? (b) a superf´ıcie for substituida por um cubo de volume dez vezes menor? (c) a carga for afastada do centro da esfera original, permanecendo, entretanto, no seu interior? (d) a carga for removida para fora da esfera original? (e) uma segunda carga for colocada pr´oxima, e fora, da esfera original? (f) uma segunda carga for colocada dentro da superf´ıcie gaussiana?
(a) N˜ao. O fluxo total s´o depende da carga total no interior da superf´ıcie gaussiana considerada. A forma da superf´ıcie gaussiana considerada n˜ao ´e relevante.
(b) N˜ao. O fluxo total s´o depende da carga total no in- terior da superf´ıcie gaussiana considerada. O volume englobado pela superf´ıcie gaussiana considerada n˜ao ´e relevante.
(c) N˜ao. O fluxo total s´o depende da carga total no in- terior da superf´ıcie gaussiana considerada. A posic¸˜ao das cargas n˜ao altera o valor do fluxo total atrav´es da superf´ıcie gaussiana considerada, desde que o o valor desta carga total n˜ao seja modificado. (d) Sim. Neste caso, como a carga total no interior da su- perf´ıcie gaussiana considerada ´e nula, o fluxo total ser´a igual a zero. (e) N˜ao. O fluxo total s´o depende da carga total no inte- rior da superf´ıcie gaussiana considerada. Colocando-se uma segunda carga fora da superf´ıcie gaussiana con- siderada, n˜ao ocorrer´a nenhuma variac¸˜ao do fluxo total (que ´e determinado apenas pelas cargas internas). As cargas externas produzem um fluxo nulo atrav´es da su- perf´ıcie gaussiana considerada. (f) Sim. Neste caso, como a carga total no interior da superf´ıcie gaussiana considerada passa a ser igual a
Suponha que a carga l´ıquida contida em uma superf´ıcie gaussiana seja nula. Podemos concluir da lei de Gauss
perf´ıcie? ´E verdadeira a rec´ıproca, ou seja, se o campo
lo, a lei de Gauss requer que a carga l´ıquida dentro da superf´ıcie seja nula?
Se a carga total for nula podemos conlcuir que o fluxo total sobre a gaussiana ´e zero mas n˜ao podemos concluir
perf´ıcie. Para convencer-se disto, estude o campo gera- do por um dipolo sobre uma gaussiana que o envolva. O
para a integral sobre a superf´ıcie dar zero. A rec´ıproca ´e verdadeira, pois neste caso a integral ser´a calculada sobre o produto de dois vetores, um dois quais ´e identicamente nulo sobre toda a gaussiana.
Q Extra – 25-8 da terceira edic¸ ˜ao do livro
Na lei de Gauss,
do excesso de carga (i.e. da carga n˜ao-balanceada) ne-
perf´ıcie gaussiana depende de todas as cargas existen-
Usando a lei de Gauss: O fluxo el´etrico sobre cada uma
ortogonais (i.e. seu produto escalar ´e nulo). Como se pode perceber da simetria do problema, o fluxo el´etrico sobre cada uma das trˆes faces restantes ´e exata- mente o mesmo. Portanto, para determinar o fluxo total, basta calcular o fluxo sobre uma qualquer destas trˆes fa- ces multiplicando-se tal resultado por trˆes. Para tanto, consideremos a face superior do cubo , paralela ao plano
qualquer ponto
sobre esta face o m´odulo do campo el´etrico ´e
el´etrico em
ainda, que
pela seguinte integral:
Observe que a integral ´e sobre uma superf´ıcie aberta, pois corresponde ao fluxo parcial , devido a uma das
no Apˆendice G, encontramos o fluxo el´etrico sobre a fa- ce em quest˜ao como sendo dado por
Portanto, o fluxo total sobre todo o cubo ´e
Usando argumentos de simetria: E a maneira mais´ simples de obter a resposta, pois prescinde da necessi- dade da calcular a integral dupla. Por´em, requer maior maturidade na mat´eria. Observando a figura do proble- ma, vemos que colocando-se 8 cubos idˆenticos ao redor
nar que o fluxo total atrav´es dos 8 cubos ´e dado por
Devido a simetria, percebemos que o fluxo sobre ca- da um dos 8 cubos ´e sempre o mesmo e que, portanto, o fluxo sobre um cubo vale
total
que, em particular, ´e o fluxo sobre o cubo do problema em quest˜ao. Simples e bonito, n˜ao?
25.2.3 Um condutor carregado isolado
m de diˆametro, possui uma densidade superficial de car-
(b) Qual ´e o valor do fluxo el´etrico total que est´a deixan- do a superf´ıcie da esfera?
(b) De acordo com a lei de Gauss, o fluxo ´e dado por
Um condutor isolado, de forma arbitr´aria, possui uma
te uma cavidade oca, no interior da qual h´a uma carga
a parede da cavidade e (b) sobre a superf´ıcie externa da condutor?
(a) O desenho abaixo ilustra a situac¸˜ao proposta no problema.
da cavidade do condutor. Lembre que o campo el´etrico
no interior da parte macic¸a de um condutor ´e sempre igual a zero. Aplicando a lei de Gauss, encontramos:
Como
que
dever´a ser de
25.2.4 Lei de Gauss: simetria cil´ındrica
linear de carga sobre a linha.
nha de cargas,
facilmente que
comprimento unit´ario, concˆentrica com o tubo met´alico. Ent˜ao, por simetria,
termos
Para podermos fixar a escala vertical da figura, precisa- mos determinar o valor num´erico do campo no ponto de
e comprimento unit´ario, concˆentrica com ambos cilin- dros. Ent˜ao, a lei de Gauss fornece-nos
de onde obtemos
dentro
A Fig. 25-32 mostra um contador de Geiger , dispositi- vo usado para detectar radiac¸˜ao ionizante (radiac¸˜ao que causa a ionizac¸˜ao de ´atomos). O contador consiste em um fio central, fino, carregado positivamente, circunda- do por um cilindro condutor circular concˆentrico, com uma carga igual negativa. Desse modo, um forte cam- po el´etrico radial ´e criado no interior do cilindro. O ci- lindro cont´em um g´as inerte a baixa press˜ao. Quando uma part´ıcula de radiac¸˜ao entra no dispositivo atrav´es da parede do cilindro, ioniza alguns ´atomos do g´as. Os el´etrons livres resultantes s˜ao atraidos para o fio positi- vo. Entretanto, o campo el´etrico ´e t˜ao intenso que, entre as colis˜oes com outros ´atomos do g´as, os el´etrons li- vres ganham energia suficiente para ioniz´a-los tamb´em.
lativamente grande, comparada ao tamanho da placa), supondo que a placa seja uma carga puntiforme.
perto do centro de uma placa condutora uniformemen- te carregada, ´e razo´avel substituirmos a placa finita por uma placa infinita contendo a mesma densidade superfi- cial de carga e considerar a magnitude do campo como sendo
perf´ıcie sob o ponto considerado. A carga est´a distribui- da uniformemente sobre ambas faces da placa original, metade dela estando perto do ponto considerado. Por- tanto
A magnitude do campo ´e
(b) Para uma distˆancia grande da placa o campo el´etrico ser´a aproximadamente o mesmo que o produzido por uma part´ıcula puntiforme com carga igual `a carga to- tal sobre a placa. A magnitude de tal campo ´e
Na Fig. 25-36, uma pequena bola, n˜ao-condutora, de
te distribuida, est´a suspensa por um fio isolante que faz
tical, uniformemente carregada. Considerando o peso da bola e supondo a chapa extensa, calcule a densidade
la, atua na vertical, de cima para baixo, (ii) uma forc¸a
atua perpendicularmente ao
atuando ao longo dele, apontando para cima, e fazen-
Como a bola est´a em equil´ıbrio, a forc¸a total resul- tante sobre ela deve ser nula, fornecendo-nos duas equac¸ ˜oes, soma das componentes verticais e horizontais das forc¸as, respectivamente:
O campo el´etrico por um plano grande e uniforme de cargas ´e dado por
superficial de carga. Portanto, temos
de onde se extrai facilmente que
Um el´etron ´e projetado diretamente sobre o centro de uma grande placa met´alica, carregada negativamente com uma densidade superficial de carga de m´odulo
eletrost´atica) imediatamente antes de alcanc¸ar a placa, a que distˆancia da placa ele foi lanc¸ado?
forc¸a de repuls˜ao sobre o el´etron, desacelerando-o e parando-o imediatamente antes dele tocar na superf´ıcie da placa. Primeiramente, vamos determinar uma express˜ao para a acelerac¸˜ao do el´etron, usando ent˜ao a cinem´atica pa- ra determinar a distˆancia de paragem. Consideremos a direc¸˜ao inicial do movimento do el´tron como sen-
a acelerac¸˜ao ´e
A forc¸a ´e constante, de modo que podemos usar as
encontramos
Antes de aplicar a f´ormula, ´e preciso converter o valor
volum´etrica de carga igual a
. Determine o m´odulo do campo el´etrico em todos os pontos do espac¸o tanto:
distˆancia medida a partir do plano central da chapa.
distribuida ao longo da chapa. Considerando uma ´area muito grande (ou melhor, para pontos pr´oximos do cen- tro da chapa), podemos imaginar que o campo el´etrico possua uma direc¸˜ao ortogonal ao plano da superf´ıcie ex- terna da placa; a simetria desta chapa uniformemente carregada indica que o m´odulo do campo varia com a
cujas bases s˜ao paralelas `as faces da chapa.
lembrando que o vetor E e ortogonal ao vetor d´ A na su-
clu´ımos que o fluxo total atrav´es da superf´ıcie gaussiana
onde
e o m´´ odulo do campo el´etrico a uma distˆancia
englobada no
la integral de
no volume situado no interior da
carga
´e constante, a carga total no interior da superf´ıcie
Portanto, aplicando a lei de Gauss para a superf´ıcie con- siderada, encontramos facilmente a seguinte resposta:
(b) Construa novamente uma superf´ıcie gaussiana cil´ın- drica contendo toda a chapa, isto ´e, construa novamente
cada na figura da soluc¸˜ao deste problema, onde, agora,
facilmente que, neste caso, temos:
Portanto, aplicando a lei de Gauss para a superf´ıcie gaussiana cil´ındrica considerada, encontramos facil- mente a seguinte resposta:
25.2.6 Lei de Gauss: simetria esf´erica
P 25-40.
ga de valor desconhecido. Sabendo-se que o campo
dentro, qual ´e carga l´ıquida sobre a esfera?
perf´ıcie da esfera e o campo el´etrico que ela produz em pontos fora da esfera ´e como o campo de uma part´ıcula puntiforme com carga igual `a carga total so-
ponto onde o campo ´e medido. Portanto, temos,
Como campo aponta para dentro, em direc¸˜ao `a esfera, a
campo el´etrico ´e o mesmo do item anterior. (c) N˜ao, pois n˜ao influi na deduc¸˜ao de
(d) Sim: como a casca fina ´e met´alica, na sua superf´ıcie
carga total da casca esf´erica ´e zero, sua superf´ıcie exter-
a soma de ambas cargas induzidas seja zero. (e) Claro que experimentar´a forc¸as pois estar´a imersa no campo
(f) N˜ao, pois o metal da casca blinda campos externos. (g) N˜ao.
P 25-48.
concˆentrica com uma casca esf´erica condutora de raio
as superf´ıcies interna e externa da casca?
el´etrico, ele aponta radialmente para fora. Em cada par- te do problema, escolheremos uma superf´ıcie Gaussiana
passe pelo ponto onde desejamos determinar o campo el´etrico. Como o campo ´e uniforme sobre toda a su- perf´ıcie das Gaussianas, temos sempre que, qualquer
donde tiramos que
diz que
de modo que
(c) Como a casca ´e condutora , ´e muito f´acil saber-se o campo el´etrico dentro dela:
superf´ıcie Gaussiana ´e zero e, conseq¨uentemente, neste caso a lei de Gauss nos diz que
(e) Tomemos uma superf´ıcie Gaussiana localizada den- tro da casca condutora. Como o campo el´etrico ´e zero sobre toda suprf´ıcie, temos que
e, de acordo com a lei de Gauss, a carga l´ıquida dentro da superf´ıcie ´e zero. Em outras palavras, chamando de
a carga sobre a superf´ıcie interna da casca, a lei de
casca e sabendo que a casca tem uma carga l´ıquida de
Um pr´oton descreve um movimento circular com velo-
valor da carga sobre a esfera.
tido pela forc¸a el´etrica da carga na esfera, que funciona como forc¸a centr´ıpeta. De acordo com a segunda lei de Newton para um movimento circular uniforme, sabe-
essencialmente o mesmo que o raio da esfera.
de modo que a carga procurada ser´a dada por
Na Fig. 25-41, uma casca esf´erica n˜ao-condutora, com
lum´etrica de carga dada por
da distˆancia ao centro da casca e, a seguir, determinar
distˆancia. Para comec¸ar, vamos escolher uma Gaussiana esf´erica
de Gauss podemos determinar a magnitude do campo
A carga contida somente sobre a casca dentro da Gaus-
calculada sobre a porc¸˜ao da casca carregada que est´a dentro da Gaussiana. Como a distribuic¸˜ao de carga tem simetria esf´erica, po-
como sendo o volume de uma casca
Assim, a carga total dentro da superf´ıcie Gaussiana ´e
O campo el´etrico ´e radial, de modo que o fluxo atrav´es
, onde
´e a mag- nitude do campo. Aplicando agora a lei de Gauss obte- mos
de onde tiramos
entre colchetes se cancelem. Isto ocorre se tivermos
quando ent˜ao teremos para a magnitude do campo
Mostre que o equil´ıbrio est´avel ´e imposs´ıvel se as ´unicas forc¸as atuantes forem forc¸as eletrost´aticas. Sugest˜ao:
ao ser colocada num certo ponto
num campo el´etrico
de
superf´ıcie, e aplique a lei de Gauss para mostrar que a suposic¸˜ao [de equil´ıbrio est´avel ] leva a uma contradic¸˜ao. Esse resultado ´e conhecido pelo nome de Teorema de Earnshaw.
vido `a resultante de forc¸as provenientes de cargas em outras posic¸ ˜oes. O campo el´etrico na posic¸˜ao
a afastar-se do ponto
. O que precisamos mostrar ´e que ´e imposs´ıvel construir-se em torno de
um cam- po el´etrico resultante que, em todas direc¸ ˜oes do espac¸o,
quando ela deste ponto afastar-se.
e envolva-a com uma su- perf´ıcie Gaussiana esf´erica extremamente pequena, cen- trada em
para algum ponto