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Física: Cinemática Angular, Resumos de Física para Ensino Médio

Resumo acerca do tratamento vetorial sobre a cinemática angular.

Tipologia: Resumos

2024

À venda por 25/04/2024

Lucas_Carriel
Lucas_Carriel 🇧🇷

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Cinem´atica Angular
Lucas Afonso Carriel
15 de dezembro de 2022
Estudo do movimento de corpos em uma trajet´oria circular, movendo-se uniformemente
1 Conceitos Iniciais
Afim de se entender o movimento dos corpos em uma ´orbita circular, ´e necess´aria algumas defini¸oes que diferem das adotadas
no movimento retil´ıneo, uma vez que a trajet´oria influencia na varia¸ao da velocidade ao longo do tempo, apesar de ao termos,
necessariamente, uma acelera¸ao imposta pelo corpo, mas sim pela trajet´oria. No Ensino edio, ´e somente abordado o movimento
circular uniforme (MCU), caracterizado por corpos com velocidades escalares constantes (acelera¸ao condizente nula). Os conceitos
necess´arios para a an´alise desse tipo de movimento ao:
Espa¸co (S) - o espa¸co percorrido por um corpo em uma trajet´oria circular
´e dada por meio do arco descrito pelo corpo em um determinado intervalo
de tempo. Assim, sendo
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OP o arco inicialmente descrito por um corpo, o
espa¸co ocupado por ele, ap´os um n ´umero nde voltas em uma ´orbita circular
de raio R ´e dado por:
S=
d
OP +n(2π·R) (1)
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Angulo de Fase (ϕ) - ˆangulo descrito pelo espa¸co percorrido por um
corpo em uma trajet´oria circular, sendo dado como a raz˜ao entre o espa¸co
percorrido e o raio da trajet´oria como um todo, ou seja:
ϕ=S
R(2)
Figura 1: Trajet´oria circular descrita
Frequˆencia (f) x Per´ıodo (T) - per´ıodo e frequˆencia ao dois conceitos de vital importˆancia na cinem´atica angular: per´ıodo
descreve o intervalo de tempo necess´ario para a realiza¸ao de um ciclo total da trajet´oria percorrida; a a frequˆencia, descreve o
umero de ciclos realizados por um corpo em um determinado intervalo de tempo. Ambos os conceitos ao generalistas e alidos
para qualquer movimento oscilat´orio, estando ligados por meio da seguinte rela¸ao:
f=T1T=f1(3)
2 Velocidades
Em um Movimento Circular Uniforme, a velocidade dita escalar ´e constante, por´em, al´em de ser um conceito novo quando comparado
com a cinem´atica retil´ınea, a velocidade escalar ao ´e a ´unica atuante neste tipo de trajet´oria. Assim, as velocidades que descrevem
esse tipo de movimento ao:
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Cinem´atica Angular

Lucas Afonso Carriel

15 de dezembro de 2022

Estudo do movimento de corpos em uma trajet´oria circular, movendo-se uniformemente

1 Conceitos Iniciais

Afim de se entender o movimento dos corpos em uma ´orbita circular, ´e necess´aria algumas defini¸c˜oes que diferem das adotadas no movimento retil´ıneo, uma vez que a trajet´oria influencia na varia¸c˜ao da velocidade ao longo do tempo, apesar de n˜ao termos, necessariamente, uma acelera¸c˜ao imposta pelo corpo, mas sim pela trajet´oria. No Ensino M´edio, ´e somente abordado o movimento circular uniforme (MCU), caracterizado por corpos com velocidades escalares constantes (acelera¸c˜ao condizente nula). Os conceitos necess´arios para a an´alise desse tipo de movimento s˜ao:

  • Espa¸co (S) - o espa¸co percorrido por um corpo em uma trajet´oria circular ´e dada por meio do arco descrito pelo corpo em um determinado intervalo de tempo. Assim, sendo OPd o arco inicialmente descrito por um corpo, o espa¸co ocupado por ele, ap´os um n´umero n de voltas em uma ´orbita circular de raio R ´e dado por:

S = OPd + n (2π · R) (1)

  • Angulo de Faseˆ (ϕ) - ˆangulo descrito pelo espa¸co percorrido por um corpo em uma trajet´oria circular, sendo dado como a raz˜ao entre o espa¸co percorrido e o raio da trajet´oria como um todo, ou seja:

ϕ = (^) RS (2)

Figura 1: Trajet´oria circular descrita

  • Frequˆencia (f ) x Per´ıodo (T) - per´ıodo e frequˆencia s˜ao dois conceitos de vital importˆancia na cinem´atica angular: per´ıodo descreve o intervalo de tempo necess´ario para a realiza¸c˜ao de um ciclo total da trajet´oria percorrida; j´a a frequˆencia, descreve o n´umero de ciclos realizados por um corpo em um determinado intervalo de tempo. Ambos os conceitos s˜ao generalistas e v´alidos para qualquer movimento oscilat´orio, estando ligados por meio da seguinte rela¸c˜ao:

f = T −^1 ∴ T = f −^1 (3)

2 Velocidades

Em um Movimento Circular Uniforme, a velocidade dita escalar ´e constante, por´em, al´em de ser um conceito novo quando comparado com a cinem´atica retil´ınea, a velocidade escalar n˜ao ´e a ´unica atuante neste tipo de trajet´oria. Assim, as velocidades que descrevem esse tipo de movimento s˜ao:

  • Velocidade Escalar (v) - velocidade do corpo se consider´assemos uma trajet´oria tangencial `a real circular, sendo essa a velocidade constante em um MCU; ela apresenta a mesma defini¸c˜ao da velocidade adotada no movimento retil´ıneo, sendo sua formula¸c˜ao dada em fun¸c˜ao do espa¸co total da trajet´oria (ou seja, o comprimento de uma circunferˆencia de raio R) e o intervalo de tempo necess´ario para percorrer essa trajet´oria (o per´ıodo), de modo que:

v = ∆ ∆St =^2 πRT = 2πRf (4)

  • Velocidade Angular (ω) - velocidade que indica a varia¸c˜ao do ˆangulo de fase do movimento em um determinado intervalo de tempo; como se trata de um MCU, podemos pegar a raz˜ao entre a varia¸c˜ao total angular (condizente ao ˆangulo descrito por uma circunferˆencia) e o intervalo de tempo necess´ario para percorrˆe-la (per´ıodo), de modo que:

ω = ∆ ∆ϕt =^2 Tπ = 2πf (5)

3 Acoplamento de Mecanismos

Um tema comum ao se tratar de movimento circular uniforme ´e o acoplamento entre distintos mecanismos que operaram por meio de um movimento circular, como ´e o caso de polias e engrenagens. A depender do tipo de acoplamento entre os mecanismos, temos propriedades caracter´ısticas distintas not´aveis, sendo as principais:

  • Liga¸c˜ao por Superf´ıcie - a velocidade de deslize de uma por¸c˜ao do mecanismo com o outro implicar´a que as suas velocidades escalares sejam iguais, como acontece com duas polias ligadas por uma correia ou com engrenagens tangentes. Assim, sendo Ri e fi o raio e a frequˆencia da por¸c˜ao i do mecanismo:

vA = vB ∴ RA · fA = RB · fB (6)

Figura 2: Duas polias ligadas por uma correia, exemplo de liga¸c˜ao por superf´ıcie

  • Liga¸c˜ao Central - nesse caso, teremos que o ˆangulo de fase percorrido por cada por¸c˜ao do mecanismo ser´a o mesmo para um determinado intervalo de tempo, ou seja, as suas velocidades angulares s˜ao iguais; isso ocorre com duas polias ligadas por um eixo ou por engrenagens/polias intr´ınsecas. Assim, sendo vi e Ri a velocidade escalar e o raio da por¸c˜ao i do mecanismo:

ωA = ωB ∴ (^) RvA A

= (^) RvB B