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Física Experimental - Relatório 4, Trabalhos de Física Experimental

Física Experimental - Relatório 4

Tipologia: Trabalhos

2021

Compartilhado em 20/08/2021

joao-paulo-vidal
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
CENTRO DE CIÊNCIAS
DEPARTAMENTO DE FÍSICA
LABORATÓRIO DE FÍSICA EXPERIMENTAL PARA ENGENHARIA
SEMESTRE 2021.1
PRÁTICA 04 Equilíbrio
ALUNO: João Paulo Xavier Vidal
MATRÍCULA: 507820
CURSO: Engenharia Mecânica
TURMA: 37A
PROFESSOR: Sarah Gomes
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ

CENTRO DE CIÊNCIAS

DEPARTAMENTO DE FÍSICA

LABORATÓRIO DE FÍSICA EXPERIMENTAL PARA ENGENHARIA

SEMESTRE 2021.

PRÁTICA 04 – Equilíbrio

ALUNO: João Paulo Xavier Vidal

MATRÍCULA: 507820

CURSO: Engenharia Mecânica

TURMA: 37A

PROFESSOR: Sarah Gomes

1.0 Objetivos

  • Verificar as condições de equilíbrio sobre uma partícula.
  • Determinar o peso de um corpo através da resolução de um sistema de forças.
  • Medir as reações nos apoios de uma viga bi-apoiada, quando uma carga móvel é deslocada

sobre a mesma.

  • Verificar as condições de equilíbrio para um corpo rígido.
  • Determinar o centro de gravidade de um sistema.

2.0 Material

  • Link para uma aula sobre Torque ou Momento de uma Força:

https://www.youtube.com/watch?v=xyySleaIQk0&ab_channel=F%C3%ADsicacomDoug

lasGomes

  • Link para a simulação a ser usada na Parte 1:

https://www.vascak.cz/data/android/physicsatschool/template.php?s=mech_rovnobeznik&

l=t

  • Link para a simulação a ser usada na Parte 2:

https://www.laboratoriovirtual.fisica.ufc.br/equilibrio-de-um-corpo-extenso

3.0 Fundamentos (1ª Parte)

3.1 Introdução

- O estudo da Estática é extremamente importante para a contemporaneidade, visto que por

estudar o equilíbrio de corpos estáticos ela está presente na produção de, praticamente, todos

os objetos e edifícios existentes, visto que sem o conhecimento desse princípio o risco de

quedas de todos os edifícios seriam completamente mais altos.

3.2 Condições de Equilíbrio

- De acordo com Young e Freedman (2015), existem duas condições para uma partícula se

apresentar em estado de equilíbrio.

- A primeira: É necessário que a Força resultante sobre a partícula seja nula, isto é, o

somatório de todas as Forças atuantes no corpo seja igual a 0.

Exemplo)

Observe o objeto que está parado em um sistema ideal, sem nenhuma força externa.

Figura 1:Corpo com Força resultante nula; Fonte: Autor

  • Como a partícula está em repouso, isto é, com a velocidade e aceleração iguais a zero, e

as Forças Normal e Peso, que tem o mesmo módulo, estão em sentidos oposto obtêm-se

uma Força Resultante igual a zero.

Com isso, podemos comprovar o que foi dito anteriormente sobre se a Força perpendicular

o Torque será ainda maior pois o seno de α seria o maior possível.

  • No entanto, segundo Halliday, Resnick e Walker (2016), a componente tangencial da força

F não é a única agente que causa influência no Torque, visto que a distância entre a força e

o ponto fixo, ou de forma simples um vetor posição ( r ) da Força, causa um aumento

proporcional no módulo do Torque.

  • Com base nisso, podemos formular que:

𝜏 = 𝐹𝑠𝑒𝑛α x r

5.2 Segunda condição de Equilíbrio

  • De acordo com, Young e Freedman (2015), a segunda condição para o equilíbrio é que

para um corpo de massa distribuída, sendo assim formado por mais de uma partícula,

permanecer em equilíbrio, além da primeira condição estar satisfeita, é necessário que ele

não esteja na iminência de girar. Para isso a soma dos Torques deve ser igual a zero.

Exemplo)

Figura 4:Corpo com torque resultante igual a zero; Fonte: Autor

Como os torques estão em sentidos opostos, τ1 (sentido horário) ,τ2 (sentido anti-horário),

o Torque resultante será igual a zero.

5.3) Centro de Gravidade (Cg)

  • Com base no que foi exposto anteriormente sobre o torque percebemos que os corpos tem

massa distribuída em todas as suas partes, então como seria possível determinar o equilíbrio

de um objeto, visto que existem inúmeros pontos com Força Peso. Para isso serve o estudo

do Centro de Gravidade que, segundo Young e Freedman (2015), é um ponto que concentra

toda o peso de um determinado corpo e, segundo os mesmos autores, desprezando a

variação da aceleração da gravidade correspondente a diferentes altitudes o Centro de

Gravidade coincidirá com o Centro de Massa. Formulando esses conceitos, termos:

Figura 5: Posição do Centro de Massa e de Gravidade; Fonte: Física Mecânica de Young e Freedman.

6.0 Procedimento (2ª Parte)

6.1 Determine os pesos de cada barra e de cada “peso” e anote na Tabela 4.2. Anote

os pesos em Newtons e em grama-força. Use g = 9,81 m/s2. Use notação científica

para expressar os pesos com um número correto de algarismos significativos.

Tabela 2 - Pesos dos elementos disponíveis na simulação.

Fonte: Autoria Própria.

6.2 Escolha a Barra 3 e o “Peso” 1. Posicione a Balança 1, na posição 20 cm sob a

barra e a Balança 2 na posição 80 cm. Utilize os botões (<) e (>) para um ajuste

fino na posição de cada balança. Pode acontecer de não ser possível posicionar

as balanças exatamente onde está indicado; neste caso posicione o mais próximo

do valor desejado. A diferença pode ser considerada como um erro

experimental inerente ao procedimento prático (o usuário não será penalizado

por isso).

6.3 Faça o “peso” 1 percorrer a Barra 3 de acordo com as posições x(cm) indicadas

na Tabela 4.3, a partir do zero (extremidade), anotando os valores das reações

RA e RB (leituras das Balanças 1 e 2 respectivamente). Anote também os valores

de RA+ RB em função de x. Use g = 9,81 m/s2. Use notação científica para

expressar as reações, RA, RB e RA + RB com um número correto de algarismos

significativos.

Tabela 3- Leitura das balanças para a configuração do procedimento 2.1.

x (cm) RA (N) RB (N) RA + RB (N)

Fonte: Autoria Própria.

Número da Barra

ou do "Peso"

Peso da Barra (N) Peso da Barra (gf) “Peso” (N) “Peso” (gf)

Tabela 4 - Leitura das balanças. Para a configuração do procedimento 2.6.

x (cm) RA (gf) RB (gf) RA+ RB (gf)

0 800 ,0 700 ,0 1500 ,

10 700 ,0 800 ,0 1500 ,

20 600 ,0 900 ,0 1500 ,

30 500 ,0 1000 ,0 1500 ,

40 400 ,0 1100 ,0 1500 ,

50 300 ,0 1200 ,0 1500 ,

60 200 ,0 1300 ,0 1500 ,

70 100 ,0 1400 ,0 1500 ,

80 0 ,00 1500 ,0 1500 ,

90 xxxx xxxx Impossível

100 xxxx xxxx Impossível

Fonte: Autoria Própria.

6.7 Trace em um mesmo gráfico, a reação RA em função da posição x(cm), RB em

função da posição x(cm) e RA+ RB em função da posição x(cm).

Gráfico 2: Reação x Posição

Figura 7; Fonte: Autor

6.8 Calcule a posição do Centro de Gravidade do sistema formado pelo “Peso” 1 e

pela Barra 1, para cada uma das posições do “Peso” 1 indicadas na Tabela 4.5.

Todas as barras da simulação têm L = 100cm.

Tabela 5 - Posição do Centro de Gravidade.

x (cm) 0 20 50 90 100

XCG (cm) 3 .10¹ 40 50 63 66 , 7

Fonte: Autoria Própria.

7 .0 Questionário

1 – Com relação aos valores encontrados na Tabela 4.1, compare os resultados da

coluna 6 com os da coluna 7. Compare também os resultados da coluna 8 com os

valores da coluna 3. Comente.

Resposta-

  • Colunas (6-7): Elas são iguais, já que, como o sistema está em equilíbrio estático e

elas são as componentes da horizontal, devem se anular para o estado do sistema se

manter.

  • Colunas (8-3): Elas são iguais, visto que, ainda seguindo o raciocínio da resposta

anterior, o sistema deve estar em equilíbrio, então qualquer componente, no caso

das colunas (8-3) a vertical, devem ser anuladas para manter o sistema em equilíbrio.

2 - Determinação de um peso desconhecido (objetivo 2). Considere que na simulação

da Parte 1, P1 =5,0 N, P2 = 10,0 N e P3 seja um peso desconhecido. Que nessas

condições o sistema fique em equilíbrio com α = 80,8º e β = 29,6º. Determine o peso

desconhecido em Newtons, com uma casa decimal. Considere que diferentemente da

simulação, o peso desconhecido calculado pode ser ou não um número inteiro.

Resposta-

α

  • P2. cos(β)

P3 = 9,5N

3 - Considere que na simulação da Parte 1, P1 e P2 são desconhecidos e que P3 = 10,

N. Considere também que o sistema fique em equilíbrio com α = 86,2º e β = 43,7º.

Calcule os pesos desconhecidos em Newtons. Reproduza na simulação os resultados

encontrados. Comente.

Resposta-

𝑃 1. 𝑠𝑒𝑛α = P2. senβ

𝑃 3 = 𝑃 1. 𝑐𝑜𝑠(α) + P2. cos(β)

10 = (𝑃 2. 0 , 69 ). 𝑐𝑜𝑠(α) + P2. cos(β)

P2 = 13N

Ra + Rb = 150gf

Ra + 77gf = 150gf

Ra = 73gf

8.0) Conclusão

Com base no que foi exposto anteriormente, é possível observar a extrema importância do

Equilíbrio para a construção de praticamente tudo na sociedade e através dos conhecimentos

adquiridos nas pesquisas feitas para construir os Fundamentos foi possível observar a

complexidade dessa matéria. A partir dos procedimentos, eu pude ter uma visão realmente

prática da teoria de algumas coisas que apesar de ter entendido a Teoria não conseguia

imaginar isso na realidade, como o fato da soma do produto das Trações, expostas na tabela

1, por seus respectivos cossenos resultariam no peso 3. Além disso, tive um dos meus

primeiros contatos com a unidade de medida Grama Força e descobri um método mais

rápido para a criação das tabelas através de algumas funções do Excel.

9 .0) Referências

  • Young e Freedman. Dinâmica do movimento de Rotação: Torque. In : FÍSICA: Mecânica.

[ S. l. : s. n. ], 2015. cap. 10, p. 335-363.

  • Halliday, Resnick e Walker. Rotação: Torque. In : FUNDAMENTOS de Física. [ S. l. : s.

n. ], 2016. cap. 10-6, p. 925

  • Young e Freedman. Equilíbrio e elasticidade: Centro De gravidade. In : FÍSICA:

Mecânica. [ S. l. : s. n. ], 2015. cap. 1 1 , p. 3 75 - 394.