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Fisiologia do Envelhecimento
Tipologia: Notas de estudo
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A velocidade, o tipo e o grau de modificações físicas, emocionais, psicológicas e sociais apresentadas durante a vida são muito individualizados. Essas modificações são influenciadas por fatores genéticos, ambientais, dietéticos. de saúde, de estresse e de inúmeros outros elementos. Modificações gerais o número de células é gradualmente reduzido, restando menos células funcionais no organismo; queda da massa corporal e aumento do tecido adiposo; até a sexta década de vida; queda da massa óssea; líquido extracelular permanece o mesmo, porém o intracelular diminui. Homens: diminuição dos cabelos embranqueci mento dos cabelos e rugas; Mulheres: embranque cimento dos cabelos e rugas; Efeitos mais notáveis do processo de envelhecimento.Ambos os sexos: atrofia da gordura corporal, os contornos do corpo apresentam uma aparencia óssea, aprofundamento dos espaços ocos intercostais e supraclaviculares, das órbitas e das axilas. As orelhas ficam prolongadas, queixo duplo e os olhos empapuçados representam a perda da elasticidade do tecido do corpo.
O tamanho do coração permanece o mesmo, onde o seu aumento esta associado com a doença cardíaca; Leve hipertrofia do ventrículo esquerdo; Aorta toma-se dilatada e alongada; As válvulas atrioventriculares tomam-se espessas e rígidas devido a esclerose e fibrose; Sistema cardiovascular O músculo cardíaco perde sua eficiência e sua força contrátil, resultando na diminuição do débito cardíaco; Maior irregularidade e dimensão no número de células marcapasso; Sistema cardiovascular Diminuição da elasticidade das artérias; Alteração nas camadas dos vasos: túnica íntima: fibrose, acúmulo de cálcio e lipídios; túnica média: afinamento e calcificação das fibras de elastina e aumento do colágeno resultando no enrijecimento dos vasos; túnica externa: sem alterações. Sistema respiratório Ocorrem várias modificações estruturais no tórax de um a pessoa idosa levando a redução na atividade respiIatória. A calcificação da cartilagem costal toma a traquéia e a cadeia de costelas mais rígidas; O diâmetro ântero-posterior do tórax aumenta (cifose); Os músculos torácicos estão mais fracos;
Queda do reflexo da tosse e reflexos laríngeos; Queda no número de alvéolos, mais distendidos devido a perda de elasticidade; Os pulmões tomam-se mais rígidos e menores; Essas modificações causam menor expansão pulmonar, dificuldade para expelir corpos estranhos ou acumular secreção.
Perda dos dentes devido aos maus tratos; As sensações do paladar tomam-se menor agudas;Queda na produção da saliva e maior viscosidade;Queda da motilidade esofágica, o esôfago tomase mais dilatado e o esvaziamento é mais lento.
Se olharmos para os pares cranianos, naturalmente, mesmo sem doença, um indivíduo idoso vai ter uma alteração da acuidade visual, alterações dos reflexos fotomotores e da acomodação, uma diminuição do olfacto e uma diminuição da audição.
Do ponto de vista motor vamos ter alguma rigidez ou eventualmente espasticidade. Do ponto de vista sensorial temos diminuição da sensibilidade, sobretudo vibratória e táctil, e da capacidade de discriminação e de estereognosia. Do ponto de vista da coordenação, há também alterações.
Quanto ao sistema nervoso autónomo, há um estudo que foi feito há relativamente pouco tempo, tanto em ambiente hospitalar como em ambiente de lares de idosos, em que se tentava avaliar a prevalência de hipotensão ortoestática no indivíduo idoso. Verificou-se que mais de 60% dos idosos têm efectivamente hipotensão ortostática sintomática. A hipotensão ortostática é extremamente prevalente no indivíduo idoso porque há degeneração associada. Há alterações na temperatura sendo muito frequente o indivíduo idoso doente não ter febre mesmo tendo uma infecção grave com compromisso de órgão associado.
Do ponto de vista cognitivo isto é do senso comum. Efectivamente, o indivíduo idoso tem uma alteração da memória, sobretudo de curto prazo, e uma alteração da performance do discurso. Por todas as características já referidas, o indivíduo idoso torna-se mais susceptível a todo um conjunto de doenças, como a demência. Existe deterioração cognitiva se tivermos, por exemplo, um acidente vascular cerebral, que pode ser o ponto fulcral para depois haver uma deterioração grave cognitiva e um consequente quadro demencial. Há também mais susceptibilidade ao delírio quando um idoso é colocado fora do seu espaço habitual, é mais natural que fique desorientado e agitado, porque deixa de se conseguir habituar a um ambiente externo novo. Isto para vos dizer que todas estas alterações fisiológicas que nós falámos agora, que no fundo são comuns a todos os idosos, não devem ser consideradas quase como patológicas.
Diminuição da massa muscular
Alterações na remodelação óssea
Perda de massa óssea
Atrofia muscular
Degeneração da cartilagem
Quase de forma universal, a osteoporose afecta a população idosa, embora a mulher seja mais susceptível à doença. Nesta patologia desenvolve-se uma perda gradual de massa óssea. A osteoporose susceptibiliza os indivíduos a terem eventos relacionados com a perda de massa óssea, que podem ser muito importantes na degradação da sua função. A ocorrência de fracturas associadas, por exemplo, condiciona uma degradação funcional muito marcada nos idosos.
Além da osteoporose, há que ter presente a osteoartrite, um processo degenerativo ao nível da cartilagem. Esta provoca dor, alteração funcional e deformidade, acabando por ser muito prevalente no idoso.
Alterações ao nível da vasculatura – arterial e venosa
Alterações na massa miocárdica
Alterações na condução
De um modo geral, o idoso é mais susceptível a problemas cardiovasculares. Por um lado, há uma diminuição da função cardíaca. Se existirem factores de risco de doença cardiovascular (hipertensão, diabetes ou a dislipidémia) o coração - que já sofre naturalmente um processo degenerativo com perda de função relacionado com o aumento da idade - será na presença destes factores de risco mais facilmente um coração insuficiente. Por outro lado, alterações comuns como o processo de aterosclerose (que começa próximo do nascimento e é progressivo ao longo da vida) são notoriamente agravadas na presença de factores de risco: formam-se mais facilmente placas de ateroma, aumenta o risco de doença coronária e de enfarte agudo do miocárdio. Por fim, há alterações da condução – encontram-se muitas vezes indivíduos idosos sem factores de risco relevantes mas com doença do nódulo sinusal. Efectivamente, há alterações do tecido da condução que são determinadas pela idade.
Diminuição da elasticidade do tecido pulmonar
Diminuição do diâmetro
Enfraquecimento dos músculos respiratórios
Diminuição da taxa de filtração glomerular
Hormona anti-diurética menos eficaz
Diminuição do tónus abdominal e da pélvis
Alargamento da próstata – à quem diga que, aos 100 anos, inevitavelmente todos os homens não terão só hipertrofia benigna da próstata mas também neoplasia da próstata
Diminuição da capacidade da bexiga
Por tudo isto, o idoso é mais susceptível a infecção e a hiponatrémia. De salientar que, quando se calcula a clearance (eliminação) de creatinina, utilizam-se fórmulas de ajuste à idade (que factor muito importante). Por sua vez, as doses são ajustadas de acordo com a clearance, adaptando-as à capacidade do rim em função da idade.
Quase universalmente haverá problemas de incontinência urinária e de noctúria (diurese nocturna) muito frequente.
Atrofia da mucosa oral e perda de dentes
Alteração do apetite causado por alterações ao nível dos corpúsculos gustativos (taste buds)
Diminuição da produção de saliva
Diminuição do tempo de enchimento gástrico
Alteração da citoprotecção
Diminuição da síntese de ácidos biliares
Diminuição da massa hepática
Consequentemente temos:
Diminuição do apetite (ocorre em indivíduos idosos com anorexia derivada de uma diminuição da ingesta, sem causa específica).
Maior susceptibilidade a úlceras pépticas
Maior susceptibilidade a litíase biliar - o mesmo que colelitíase – presença de cálculos na vesícula e nas vias biliares.
Alterações no metabolismo das drogas que são mais difíceis de ajustar do que no rim.
Reforça-se que é natural a perda de apetite no indivíduo idoso porque o gosto não está tão conservado.
Há alterações no metabolismo da insulina, com consequente intolerância à glicose, tornando os indivíduos idosos mais susceptiveis à Diabetes. Também há alterações ao nível das hormonas sexuais que levam a alterações da sexualidade dos indivíduos, desenvolvimento de osteoporose e arteriosclerose.
O sistema immune também vai estar alterado no indivíduo idoso. Existem alterações nas funções linfocitárias, produção de anticorpos, imunidade das mucosas o que faz com que haja maior susceptibilidade, reincidência e reativação de infecções (um dos casos mais frequentes é o
reaparecimento de herpes - zona em indivíduos mais idosos). Este reaparecimento de infecções está associado a neuropatias e o tratamento torna-se mais difícil. Esta alteração do sistema imunitário leva naturalmente ao aumento da susceptibilidade a infecções mas também leva ao aumento da susceptibilidade ao cancro. O cancro é uma doença que é modulada por interacção entre hospedeiro e a célula tumoral, e se este hospedeiro de alguma forma tem o sistema imune alterado vai ser mais susceptível à doença.
Do ponto de vista fisiológico o envelhecimento é um processo natural e contínuo do qual resultam diferenças entre um indivíduo idoso e um indivíduo adulto ou uma criança.Resumindo, o indivíduo idoso vai naturalmente ter alterações fisiológicas como:
Ver pior
avançar da idade (acima dos 80 anos), quando associado a outras doenças crônicas como o diabetes f, e ainda pela polifarmácia, comum na velhice. As vestibulopatias em idosos costumam estar associadas a outros sistemas responsáveis pelo controle postural, como a visão e as sensações proprioceptivas. Estas se caracterizam por sinais enviados ao SNC por receptores sensoriais presentes nos músculos, tendões e nas articulações, que aferem ao movimento e à estabilidade do corpo. Assim, a conduta terapêutica, normalmente centrada em exercícios de reabilitação vestibular, é significativamente abrangente.
Diversas modificações fisiológicas e estruturais ocorrem no cérebro ao longo da vida. São alterações multifatoriais, muitas das quais contribuem para a perda da força e desequilíbrio em pessoas idosas e são potencializadas quando associadas a processos patológicos. Desde o nascimento, a totalidade de neurônios necessários ao funcionamento do organismo já estão presentes. Aos dois anos de idade, o cérebro atinge 80% do seu tamanho adulto. O amadurecimento cerebral decorre da multiplicação de células da glia, gerando aumento no depósito de mielina nas fibras nervosas, assim como novas conexões. O volume e o peso do cérebro declinam com a idade, a uma taxa aproximada de 5% por década após os 40 anos, observando-se uma acentuação no declínio a partir da sétima década de vida. O córtex cerebral é uma complexa região formada por bilhões de células nervosas relacionadas a funções complexas como motricidade, sensibilidade e mecanismos cognitivos. Dessa forma, o córtex é uma das regiões mais importantes do SNC. O sistema nervoso periférico (SNP) também desempenha uma importante função sensóriomotora sobre o sistema mantenedor do equilíbrio por meio de impulsos nervosos para a periferia, especialmente para os músculos esqueléticos. As constituições histológicas, anatômicas e morfofuncionais dos SNC e SNP diferem de forma significativa. Porém, tais estruturas compartilham um processo fisiológico comum: o envelhecimento neuronal O comprometimento da regulação da homeostase do cálcio e do mecanismo de proteção antioxidante são duas causas importantes da degeneração neuronal observadas durante o envelhecimento normal e na neurodegeneração. Na verdade, qualquer alteração no transporte ou no armazenamento do cálcio, independentemente de seu grau, acarreta consequências significativas para o envelhecimento. E seu aumento excessivo causa lipólise, proteólise, mudanças na fosforilação proteica, perda da integridade citoesquelética e morte celular. Nos distúrbios neurodegenerativos progressivos, como nas doenças de Parkinson (DP) e Alzheimer (DA), a lesão neuronal pode ser causada por pequenas alterações da homeostase do cálcio mantidas durante longos períodos de tempo. Há alguns anos, surgiu uma "hipótese do cálcio" para explicar o avanço do envelhecimento cerebral, sugerindo que os mecanismos celulares responsáveis pela manutenção dos níveis de cálcio citoplasmático têm um papel fundamental no envelhecimento.
Além disso, as alterações sustentadas da homeostase do cálcio podem fornecer uma via comum para as alterações patológicas observadas nas doenças neurodegenerativas.
Ao lado das alterações da homeostase do cálcio, a disfunção mitocondrial tem estreita relação com a morte neuronal. As mitocôndrias são de suma importância na geração de adenosina-5'-trifosfato (ATP), no sequestro do excesso de cálcio citoplasmático e na "desintoxicação" dos neurônios causadas por espécies reativas de oxigênio. Sabe-se que fatores genéticos controlam a susceptibilidade à desregulação do cálcio e do estresse oxidativo, e a falha desses mecanismos pode causar morte neuronal. Mutações gênicas provocam alterações nas proteínas e enzimas que deveriam sequestrar os radicais livres (superóxido dismutase, glutato peroxidase) e regular a homeostase do cálcio (calmodulina). A degradação proteica intracelular daí decorrente parece ser realizada por várias vias, desde a via dependente dos lisossomos até a via dependente do cálcio. Além disso, cada via "trata" as proteínas de maneira diferente, dependendo de sua sequência de aminoácidos. Ainda, a disfunção mitocondrial dependente de cálcio provoca defeitos morfológicos e no tráfego dos neurônios, sendo crítica para a degeneração neuronal observada na DP, na DA e na doença de Huntington. Tomados em conjunto, podemos afirmar que alterações fisiopatológicas características de algumas doenças neurodegenerativas como a DP, também são responsáveis por quedas na população idosa. Esses pacientes apresentam distúrbios motores frequentes, como tremor e rigidez, levando a
dificuldades no equilíbrio. Diferente da DP, que consiste em um distúrbio, sobretudo motor, a DA é caracterizada por alterações cognitivas inerentes à atrofia cerebral e à formação de placas amiloides e emaranhados neurofibrilares. Alterações nas reações de equilíbrio e mesmo a ocorrência de quedas são comuns nos estágios avançados da doença, embora em menor frequência do que nos indivíduos parkinsonianos
Durante o processo de envelhecimento, as mudanças associadas ao avanço da idade são altamente específicas para cada pessoa, começando em diferentes partes do corpo, em momentos diferentes e, com um ritmo e alterações também diferentes nas células, tecidos e órgãos. Com relação a fatores externos, os mais conhecidos por agredirem organismo e acelerarem o processo de envelhecimento são: poluição ambiental, fumo, álcool, exposição exagerado às radiações solares, etc. Independente da causa sabe-se que o envelhecimento não está vinculado unicamente à quantidade de anos que o indivíduo viveu, mas também a perda de suas funções. A maior parte dessas alterações está relacionada ao modo de como este tempo foi vivido.
O envelhecimento é um processo natural, não é doença, porque a doença implica um desencadeante etiológico que aqui desconhecemos. Enquanto que a doença precisa de um desencadeante etiológico, o envelhecimento precisa de um desencadeante temporal. E portanto envelhecer acaba por ser uma deterioração de função que interliga genética, ambiente e esgotamento de recursos. Tudo isto determina alterações que são universais a partir de uma certa altura, por órgão e por sistema. O indivíduo idoso (o indivíduo que já tem o processo de envelhecimento com vários anos de evolução) é um indivíduo que vai ser necessariamente diferente de um indivíduo jovem e portanto vai ter, a nível dos vários órgãos e sistemas, idiossincrasias que são determinadas pelo tal processo de envelhecimento. Propõe-se agora percebermos o efeito do envelhecimento nos diversos sistemas:
https://gerontounivali.wordpress.com/fisiologia-do-envelhecimento/ (Gerontogeriatria) http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAbWMAK/fisiologia-envelhecimento ( Ebah) http://revista.hupe.uerj.br/detalhe_artigo.asp?id=467 (Revista hospital universitario) http://www.portaleducacao.com.br/fonoaudiologia/artigos/36933/fatores-que-influenciam-no- processo-de-envelhecimento (Portal Educação)