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Floresta Amazônica, Trabalhos de Cultura

Trabalho sobre todos os aspectos da Amazônia, enfatizando a sua biodiversidade

Tipologia: Trabalhos

2011

Compartilhado em 15/10/2011

luiz-fernando-gdb
luiz-fernando-gdb 🇧🇷

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CENTRO PAULA SOUZA
ETEC CUBATÃO
TÉCNICO EM MEIO AMBIENTE
A FLORESTA AMAZÔNICA
Luiz Fernando Santos de Moura
Raquel Fernanda de Jesus Pinho
Renan Maciel Alves
Sabrina dos Santos Lucena
Cubatão
2011
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CENTRO PAULA SOUZA

ETEC CUBATÃO

TÉCNICO EM MEIO AMBIENTE

A FLORESTA AMAZÔNICA

Luiz Fernando Santos de Moura Raquel Fernanda de Jesus Pinho Renan Maciel Alves Sabrina dos Santos Lucena

Cubatão 2011

Luiz Fernando Santos de Moura, 25 Raquel Fernanda de Jesus Pinho, 41 Renan Maciel Alves, 32 Sabrina dos Santos Lucena, 34

A FLORESTA AMAZÔNICA

Prof. André C. F. Vicente

Cubatão 2011

Resumo

A Amazônica está localizada na parte noroeste da América do Sul. É a maior floresta tropical do mundo com uma área total de aproximadamente 7 milhões de km², abri- gando a maior bacia hidrográfica do mundo, a Bacia do Rio Amazonas. O rio Ama- zonas é o maior rio do mundo em extensão e volume, possuindo a maior foz do mundo. Com um clima bastante variável, é um berço para inúmeras espécies de animais e plantas, sendo o local com maior biodiversidade do planeta. Porém, vem sofrendo uma grande devastação por parte do homem, como queimadas, a explora- ção extrativista excessiva, o trafico ilegal de animais e a caça predatória, podendo extinguir a floresta e toda essa biodiversidade que ela abriga.

Palavras-chave: Floresta Amazônica, Bacia do Rio Amazonas, biodiversidade, de- vastação, exploração extrativista.

Abstract

The Amazon forest is located in the northwestern part of South America is the largest rainforest in the world with a total area of approximately 7 million km ², housing the world's largest river, the Amazon Basin. The Amazon River is the longest river in the world in size and volume, having the largest estuary in the world. With a highly variable climate, is a cradle for many species of animals and plants, making it the largest biodiversity on the planet. However, has suffered a great destruction by hu- mans, such as fires, excessive extractive exploitation, illegal traffick- ing and poaching of animals, and can extinguish the forest and all the biodiversity within it.

Keywords: Amazon rainforest, Amazon Basin, biodiversity, deforestation, exploita- tion, extraction.

Lista de Tabelas

  • TABELA 1 - TIPOS DE VEGETAÇÃO DA AMAZÔNIA
  • FIGURA 1 - DIAGRAMA DA RECICLAGEM DA ÁGUA NA AMAZÔNIA Lista de Ilustração
  • FIGURA 2 - BACIA HIDROGRÁFICA AMAZÔNICA....................................................................................
  • FIGURA 3 - V ITÓRIA RÉGIA
  • FIGURA 4 – S ERINGUEIRA
  • FIGURA 5 - CASTANHEIRA-DO-PARÁ
  • FIGURA 6 - MOGNO
  • FIGURA 7 - CERAMBICÍDEO-GIGANTE
  • FIGURA 8 - P IRARUCU
  • FIGURA 9 - P EIXE-SERRA
  • FIGURA 10 - SUCURI-V ERDE
  • FIGURA 11 - JACARÉ-AÇU
  • FIGURA 12 - TARTARUGA-DO-AMAZONAS
  • FIGURA 13 - GAVIÃO-REAL
  • FIGURA 14 - PEIXE-BOI-DA-A MAZÔNIA...............................................................................................
  • FIGURA 15 - ONÇA-PINTADA
  • FIGURA 16 - ARIRANHA...................................................................................................................
  • FIGURA 17 - ARARA-AZUL-GRANDE
  • FIGURA 18 - GATO-DO-MATO
  • FIGURA 19 - MACACO-ARANHA-PRETO
  • FIGURA 20 - DESMATAMENTO DA AMAZÔNIA BRASILEIRA
  • Introdução................................................................................................................................ Sumário
    1. O Nascimento da Amazônia........................................................................................
    1. Aspectos Físicos e Geográficos
  • 2.1. Clima
  • 2.2. Vegetação
  • 2.2.1. Os tipos de vegetação da Amazônia no Brasil
  • 2.2.1.1. As Matas de Várzea
  • 2.2.1.2. As Matas de Igapó
  • 2.2.1.3. As Matas de Terra Firme
  • 2.2.1.4. As Áreas de Transição
  • 2.2.1.5. As Florestas Secundárias
  • 2.3. Solo
  • 2.4. Relevo.....................................................................................................................
    1. A Bacia Hidrográfica do rio Amazonas.................................................................
    1. A Flora............................................................................................................................
  • 4.1. Plantas Aquáticas da Amazônia
  • 4.1.1. Victoria amazônica............................................................................................
  • 4.2. Plantas Terrestres da Amazônia
  • 4.2.1. Hevea brasiliensis
  • 4.3. Ameaças a Flora Amazônica
  • 4.3.1. Bertholletia excelsa...........................................................................................
  • 4.3.2. Swietenia macrophylla
    1. A Fauna..........................................................................................................................
  • 5.1. A diversidade dos invertebrados
  • 5.1.1. Titanusgiganteus
  • 5.2. A diversidade dos ambientes aquáticos............................................................
  • 5.2.1. Arapaima gigas..................................................................................................
  • 5.2.2. Pristis pectinata
  • 5.3. A diversidade de anfíbios e répteis
  • 5.3.1. Eunectes murinus
  • 5.3.2. Melanosuchus niger..........................................................................................
  • 5.3.3. Podocnemis expansa
  • 5.4. A diversidade das Aves........................................................................................
  • 5.4.1. Harpia harpyja
  • 5.5. A diversidade dos Mamíferos..............................................................................
  • 5.5.1. Trichechus inunguis
  • 5.5.2. Panthera onca
  • 5.5.3. Pteronura brasiliensis
  • 5.6. Animais Ameaçados de Extinção
  • 5.6.1. Anodorhynchus hyacinthinus
  • 5.6.2. Leopardus tigrinus
  • 5.6.3. Ateles paniscus
    1. Ameaças à Floresta
  • 6.1. Desmatamento
  • 6.1.1. A extensão e o Índice de Desmatamento
  • 6.1.2. Causas de Desmatamento
  • 6.2. Queimadas.............................................................................................................
  • 6.3. Construção de Hidrelétricas
  • 6.4. O Comércio Ilegal de Animais Silvestres e a Biopirataria
  • 6.5. A Pesca Predatória
  • Conclusão.............................................................................................................................
  • Bibliografia
  • Apêndices
  • Apêndice A - Animais Ameaçados de Extinção na Amazônia
  • Apêndice B - Peixes e invertebrados aquáticos ameaçados de extinção
  • Apêndice C - Plantas Ameaçadas de Extinção............................................................

Introdução

A Floresta Amazônica se situa na América do Sul, fazendo parte dos territórios de Peru, Colômbia, Bolívia, Equador, Suriname, Guiana, Guiana Francesa, Venezuela e Brasil. Sendo a maior floresta tropical do mundo e contendo a maior biodiversidade do mundo, Sua formação precisou de vários processos geográficos e climáticos, que possibilitaram a existência de seres vivos no local. Com uma grande variação de clima e de vegetação, Possui a maior Bacia Hidrográfica do mundo, a bacia do Rio Amazonas, que também é a maior reserva de água doce do mundo. Com uma gran- de biodiversidade em sua fauna e sua flora, sofre muito com as ameaças que o ho- mem causa à floresta, como o desmatamento excessivo, a caça ilegal aos animais, que causou em extinções precoces de animais e deixou vários animais quase exti n- tos.

2. Aspectos Físicos e Geográficos

A Floresta Amazônica é a maior floresta tropical do mundo, com aproximadamente milhões de km². No Brasil se encontram 3,64 milhões de km² dessa floresta sem contar as zonas de transição; se somado às zonas de transição, seu total será de 4,24 milhões de km², correspondendo assim a 49% de todo o território brasileiro. Porém, vale lembrar que o homem degradou 650 mil km² -- mais de 20% da área total amazônica.

2.1. Clima

O clima da Amazônia não é uniforme, apresentando grandes variações. Em algumas regiões é típico de savana (cerrado), com uma estação seca longa e bem definida, e baixa umidade relativa do ar, como na transição entre Amazônia e semiárido; em outras é super-úmido e praticamente sem estação seca, como nas encostas dos Andes. Até as imagens de satélite são capazes de detectar mudanças na vegetação das florestas, com menos folhas na época da seca. A floresta amazônica encontra-se em estado que os ecólogos denominam “clímax”. Nele, a energia é reciclada localmente, ou seja, a complexa cadeia alimentar envol- vendo vegetais e animais reaproveita tudo. Esse estado se caracteriza pela absor- ção de energia pelas cadeias alimentares no reino vegetal e animal, e nele, o ciclo da água, vinda do mar pelos ares à terra coberta de floresta e voltando da floresta pela superfície fluvial ao mar eterno (ver Figura 1). A grande quantidade de chuvas transforma a Amazônia na maior bacia hidrográfica do planeta. Sua distribuição, porém, não é uniforme, nem em termos de áreas geo- gráficas, nem de períodos definidos de seca e cheia, não sendo difícil que num mês chova até o dobro do que no mesmo período do ano anterior. Na Amazônia estão os maiores índices médios de chuvas do continente americano: 8 mil mm/ano ( uma coluna de 8 m de chuva por ano) nos sopés dos Andes, no Peru e no equador. Ali se diz que há a estação de chuva e a de diluvio. No Brasil, os mai- ores índices estão no noroeste do Amazonas, na região conhecida como “Cabeça do Cachorro” (3600 mm/ano) e na costa do Amapá (3200 mm/ano).

Figura 1 - Diagrama da reciclagem da água na Amazônia

Fonte: Meirelles, 2006, O livro de ouro da Amazônia:. Rio de Janeiro: Ediouro.

Cerca de 20% das chuvas caem em forma de aguaceiros (tempestades). Uma única chuva, de algumas horas, pode representar 200 mm. Um aguaceiro significa cerca de 1 mm/minuto. O impacto decorrente de uma tempestade desse tipo é 40 vezes superior ao de uma chuva forte em uma zona temperada. Isso demonstra o potencial para a erosão do solo se ele estiver exposto diretamente às chuvas. A Amazônia é cortada pela linha do Equador que passa praticamente onde está o rio Amazonas, com isso a região acima do tropico apresenta as estações do ano opos- tas às da região abaixo deste, enquanto na Venezuela, Colômbia e Guianas e nos estados de Roraima, Amapá e na parte norte do Amazonas é ‘inverno’ (período chu- voso), em parte do Peru, Bolívia e nos estados brasileiros ao sul do Amazonas, é ‘verão’ (período seco). Uma das principais características da Amazônia é a constância das temperaturas. A umidade alta é um dos principais responsáveis por isso, pois, ao absorver os raios infravermelhos emitidos pela superfície, a umidade não permite grandes e drásticas variações. A média anula está entre 26°C na estação chuvosa e 27,5°C na estação seca, uma variação média anual inferior a 2°C. Ao longo do dia a diferença entre a temperatura mais alta e a mais baixa chega a 10°C. Em zonas secas como os de- sertos e regiões semiáridas, em função da baixa umidade, as diferenças entre as

ção apresentam- se de varias maneiras, dependendo do clima, da formação geoló- gica, do relevo, do solo, da hidrografia, e de outros fatores naturais.

Tabela 1 - Tipos de Vegetação da Amazônia

Tipos de vegetação % s/ Amazônia Sinônimos

Campinaranas 4,

Florestas Estacionais Deciduais ou Semideciduais

4, 67 Mata Seca

Florestas Ombrófilas abertas 25,

Formações pioneiras com influencia fluvial e/ou marinha

1,

Florestas Ombrófilas densas 53,

Refúgios Montanos 0,029 Tepui

Savanas Amazônicas 6,07 Cerrado

Outras formas de vegetação 4, Fonte: Meirelles, 2006, O livro de ouro da Amazônia:. Rio de Janeiro: Ediouro.

A primeira conclusão é de que 83,78% da vegetação amazônica no Brasil é compos- ta por formações florestais. Outra visão importante é sobre as áreas inundadas. ‘’A terra firme’’ cobre a maioria da Amazônia – 96%. Menos de 4% da região é inundada de forma permanente ou temporária.

2.2.1.1. As Matas de Várzea

As várzeas da bacia amazônica representam mais de 180 mil km², área pouco me- nor do que a do Estado do Paraná ou o dobro da de Portugal. Elas resultam de de- zenas de milhares de anos de deposição de sedimentos que se acumularam nos fundos dos rios. Na Amazônia os ciclos são de chuva (inverno) e seca (verão). D u- rante as secas as várzeas são alagadas, e a água do rio carrega grande quantidade de matéria orgânica para as matas e os campos. A deposição é lenta e ocorre no

momento em que a água para de invadir os espaços inundáveis, e seu nível começa a baixar. A várzea forma-se em áreas planas e pode ser dividida em altas e baixas.

2.2.1.2. As Matas de Igapó

As matas de igapó: nos rios de água escura como o Negro, o Urubu e o Uatumã (no Amazonas), as áreas de florestas inundadas são chamadas de igapós, sua vegeta- ção permanece verde, com folhas largas, e as árvores maiores atingem 20 m. Há grande quantidade de cipós e epífitas, e diversas plantas apresentam raízes que as ajudam a respirar.

2.2.1.3. As Matas de Terra Firme

As matas de terra firme: as florestas que não estão sujeitas à inundação represen- tam no Brasil mais de quatro quintos da cobertura vegetal da região. A maior parte das árvores não perdem folhas na estação seca, algumas delas, no entanto o fazem, os estudos indicam que as espécies de árvores variam bastante de região pra regi- ão, poucas árvores são comuns a toda região amazônica.

2.2.1.4. As Áreas de Transição

No Brasil, a Amazônia faz divisa com o bioma do cerrado, ao sul, e do semiárido brasileiro (caatinga), a leste. O ecótono Cerrado-Amazônia representa 4,85% do pa- ís. No Brasil as áreas de transição são as que mais sofreram com a ação do homem. O Ibama aponta que foi desmatado mais de 60% desse bioma, que praticamente coin- cide com o “arco do desmatamento da Amazônia brasileira”. A grande preocupação se relaciona ao fato de nesse ecótono estar a maior concentração de matas secas do Brasil. A situação do ecótono Caatinga-Amazônia é também critica, pois também coincide com parte do arco do desmatamento, embora, esteja menos devastado. Este representa cerca de 1,7% do país. Fora do Brasil, a Amazônia faz divisa ao norte, na Venezuela, com a zona dos Lla- nos (formação savanica similar ao cerrado). A sudoeste, na Bolívia, também há for- mações savanicas, os Llanos da Bolívia. A oeste está a cordilheira dos Andes e a

toda no complexo sistema de folhas e raízes, obrigando as folhas, os galhos e as raízes cobrirem a maior superfície possível, garantindo-lhes dimensões gigantescas. E por quê o solo da floresta tropical sofre muito mais com a retirada de grandes ár- vores do que o solo da floresta de zonas temperadas e subtropicais?. Isso ocorre porquê boa parte do potássio, magnésio e fosforo necessários às plantas em cres- cimento é recuperada das águas que caem sobre as folhas. Quando ocorre o desmatamento, o solo fica exposto às chuvas e às altas temperatu- ras. A chuva endurece o solo, diminuindo sua capacidade de absorver a água, ou seja, o solo esta tão “duro” fazendo com que ao invés de dissolver a água acaba por fazer com que ela se escorra aumentando sua erosão. Segundo o Centro Internacional de Agricultura Tropical, da Colômbia, há grande va- riação de tipos de solo, segundo pesquisas 81% têm pH abaixo de 5,3 (alta acidez), e alto teor de toxidez de alumínio, 90% apresentam pouco fosforo (dentro de menos de 7ppm), e 56% possuem baixas reservas de potássio. A Amazônia é o reino das “carências minerais”. Isso explica a forma tradicional de utilização de seu solo, de- senvolvida ao longo de mais de cinco mil anos, a cultura da floresta tropical.

2.4. Relevo

Afirma-se que apenas de 3 a 5% do espaço amazônico é de planícies aluviais. Mas isso não significa que as áreas sejam tolamente planas. Segundo que Aziz Ab’Saber pode se afirmar que 95% da Amazônia são de “terras baixas, ora semiplanas, ora semionduladas”. Formando assim um conjunto de colinas. Avalia-se que a Amazônia esteja dividida entre metade. Uma metade da Amazônia esteja a menos de altitude e outra metade estaria entre 100 a 500 metros. Acima de 500m há áreas representativas apenas na encosta andina, e menos de 2% da região está acima de 500 metros. Entre o Amazonas e a Venezuela, há o Pico da Neblina, no qual é o ponto culminan- te do Brasil, que fica na Serra do Imeri, com 2993,8 metros. E seu segundo ponto mais alto é o Pico 31 de Março, que também faz parte do Parque Nacional do Pico da Neblina.

3. A Bacia Hidrográfica do rio Amazonas

A Bacia Hidrográfica do rio Amazonas é a maior bacia hidrográfica do mundo com 6,925 milhões de km², ocupando cerca de 1/3 da superfície da América do Sul em seis países (Brasil, Peru, Bolívia, Equador, Colômbia e Venezuela) (Figura 2). São mais de mil rios e afluentes que juntos correspondem por 15% das águas doces su- perficiais em forma líquida da Terra, sendo assim, a maior reserva mundial. Sendo os rios Solimões (Amazonas), Negro, Tapajós, Madeira e Xingu, os maiores e mais importantes rios dessa bacia.

Fonte: http://wapedia.mobi/pt/Ficheiro:Amazonriverbasin_basemap.png

Há na Bacia Amazônica três tipos de águas, que variam conforme o ambiente geo- lógico e a cobertura vegetal por onde passam. A idade geológica da calha do rio de- termina sua coloração. As de formação geológicas mais recentes, como os Andes,

Figura 2 - Bacia Hidrográfica Amazônica

mm/ano. A nascente do riacho Huarco com cerca de 15 cm perto do Cerro Huagra, a 5 mil metros de altitude, é uma descoberta recente, da década de 1950. Nas terras altas bolivianas e peruanas há uma grande quantidade de matéria orgânica erodida, dos depósitos dos períodos glaciais que caracterizam o rio Amazonas e seus forma- dores. Nessa zona os deslizamentos de terras são muito frequentes. O Amazonas troca sete vezes de nome em seu curso. De Huarco, transforma-se em rio Toto, depois Santiago, e Apurimac, e então rio Ene, rio Tambo, depois Ucayali, recebe o Urubamba e, quando entra no Brasil, recebe o nome de Solimões até a confluência com o Negro. Como Amazonas, percorre 1.600 km do rio Negro à foz. No total, segundo recentes medições do INPA são 6.627 (por um critério) ou 6. km se considerados certos contornos do rio, antes de encontrar o Oceano Atlântico (o IBGE ainda o considera com 6.570 km). Recentemente ficou comprovado que o rio Amazonas supera o Nilo, sendo o mais longo rio do mundo. Sua profundidade média está entre 40 e 50 m. Em frente à Óbidos (Pará), apresenta sua menor largura, cerca de 1.500 m e a maior profundidade, estimada em 100 m, e a sua velocidade aumenta para 7 km/h. O local é conhecido como o “cotovelo do Amazonas”. A bacia Amazônica representa 16% do que todos os rios do planeta despejam de água nos oceanos (120 mil m³/s). O volume de água na foz do Amazonas varia entre 100mil m³/s (100 milhões de l/s) no período de seca e 300 mil m³/s no período das cheias. As águas barrentas do Amazonas chegam a ser lançadas até 330 km no Oceano Atlântico. A vazão do Amazonas é cinco vezes superior à do segundo rio com maior vazão do planeta, o Zaire, 12 vezes a do Mississipi, o maior da América do Norte. Se conside- rarmos em média 120 mil m³/s, isso significa que o consumo diário de uma cidade de dois mil habitantes seria suprido por pouco mais de um segundo da vazão de água do rio. O que o rio Tâmisa, que banha Londres, lança de água em um ano no ocea- no, o Amazonas faz em 24 horas.

4. A Flora

A flora amazônica ainda é praticamente desconhecida. Com um fantástico potencial de plantas utilizáveis para o paisagismo, é constituída principalmente de plantas herbáceas de rara beleza, pertencentes às famílias das Arácea, Heliconiaceæ, Ma- rantácea, Rubiácea, entre outras. Essa flora herbácea, além do aspecto ornamental, seja pela forma ou pelo colorido da inflorescência, desempenha vital função no equi- líbrio do ecossistema. Como exemplo, temos as helicônias, com uma grande variedade de espécies com coloridas inflorescências. São de presença marcante nas nossas matas úmidas e tem uma importante função no equilíbrio ecológico. No continente americano, as he- licônias são polinizadas exclusivamente pelos beija-flores que, por sua vez, são os maiores controladores biológicos do mosquito palha Phletbotomus, transmissor da leishmânia, muito abundante na Amazônia desmatada. A alimentação dos beija-flores chega a ser de até 80% de néctar das helicônias na época da floração das espécies. Com poucas espécies herbáceas e a grande maioria com espécies de grande porte, as palmeiras têm uma exuberante presença nas matas ribeirinhas, alagadas e nas serras, formando um destaque especial na paisagem amazônica. Muitas palmeiras amazônicas, como tucumã, inajá, buritirana, pupunha, caioué e outras espécies de classificação desconhecida foram muito pouco ou nada utilizadas para o paisagismo. Quanto às árvores, o vastíssimo mar verde amazônico tem um número incalculável de espécies. Algumas delas, endêmicas em determinadas regiões da floresta, foram ou estão sendo indiscriminadamente destruídas, sem que suas propriedades sejam conhecidas. Dentre as árvores mais conhecidas utilizáveis para o paisagismo, estão o visgueiro, os ingás, a sumaúma, muitas espécies de figueiras, os taxizeiros, a moela de mutum, a seringueira e o bálsamo. Crescendo sob as árvores amazônicas, encontram-se plantas epífitas, como: bromé- lias, orquídeas, imbés e cactos. Essas plantas são importantes para a fauna que vi- ve exclusivamente nos galhos e copas das árvores. Dentre os animais que se inte- gram na comunidade epífita, temos os macacos, os saguis, as jaguatiricas, os gatos- do-mato, lagartos, araras, papagaios, tucanos e muitos outros que se especializaram nesse habitat acima do solo. Com o corte das árvores, as epífitas desaparecem e, com elas, toda a fauna associada.