Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


floresta fitossocial, Notas de estudo de Cultura

agrofloresta

Tipologia: Notas de estudo

2012

Compartilhado em 01/08/2012

joedir-silva-da-cunha-11
joedir-silva-da-cunha-11 🇧🇷

2 documentos

1 / 9

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
1630 Longhi et al.
Ciência Rural, v.38, n.6, set, 2008.
Ciência Rural, Santa Maria, v.38, n.6, p.1630-1638, set, 2008
ISSN 0103-8478
Solon Jonas LonghiI* Doádi Antônio BrenaI Marcelo Callegari ScipioniII
Leonardo Zanella GiacomolliIII Gustavo DeliberaliIII Régis Villanova LonghiIII Tarso MastellaIII
Caracterização fitossociológica do estrato arbóreo em um remanescente de floresta
estacional semidecidual, em Montenegro, RS
Phytosociological characterization of arboreal stratum in a remainder of a semidecidual seasonal
forest in Montenegro, Rio Grande do Sul
RESUMO
O presente trabalho foi realizado em um
remanescente de Floresta Estacional Semidecidual antropizado,
localizada nas coordenadas 29º 49S e 52º 25W, nas
proximidades do pólo petroquímico no município de
Montenegro (RS), Brasil, com o objetivo de conhecer seus
aspectos florísticos e fitossociológicos. A amostragem foi
sistemática constituída de 21 faixas com 10m de largura e
comprimento variável de acordo com a extensão da floresta,
distantes entre si em 80m, onde foram distribuídas parcelas
contíguas de 10 x 10m (100m²). Foram avaliados indivíduos
que apresentavam circunferência à altura do peito
(CAP)>15cm, totalizando 3.854 indivíduos (1,83ha),
distribuídos em 81 espécies, 59 gêneros e 32 famílias. As famílias
botânicas mais representativas na formação foram Myrtaceae
(13 espécies), Fabaceae (7), Lauraceae (6), Meliaceae (5),
Moraceae e Euphorbiaceae (4). As espécies mais características
e importantes da floresta foram Sebastiania commersoniana,
Casearia sylvestris, Myrsine umbellata, Mimosa bimucronata,
Allophylus edulis e Syagrus romanzoffiana, representando 51,52
% do VI. A floresta apresentou média diversidade, com índice
de Shannon de 1,9948 (nats.), indicando antropismo.
Palavra-chave: composição florística, sucessão, espécies
florestais.
ABSTRACT
This research was developed in a Semideciduous
Seasonal Forest located at coordinates (29º 49'S; 52º 25'W) in
Montenegro Petrochemical pole, Rio Grande do Sul, Brazil,
aiming at studying the floristic and phytossociological aspects
of the forest. Sampling was systematic and composed of 21
strips (10m wide and variable length according to fragment
extension located 80m apart. In the strips the distribution was
in contiguous 10 X 10m plots (100m²). Individuals that
presented circumference at breast height (CBH)>15cm, totaling
3.854 individuals (1,83ha), distributed in 81 species, 59 geneus
and 32 families were appraised. The most representative botanic
families in the forest formation were Myrtaceae (13 species);
Fabaceae (7), Lauraceae (6); Meliaceae (5), Moraceae and
Euphorbiaceae (4). The most valuable species were Sebastiania
commersoniana, Casearia sylvestris, Myrsine umbellata,
Mimosa bimucronata, Allophylus edulis e Syagrus
romanzoffiana, representing 51.52 % of IV. The forest had
been presented low diversity with Shannon index of 1.9948
(nats/individuals), indicating human impact.
Key words: floristic composition, succession, forest species.
INTRODUÇÃO
O Rio Grande do Sul é um Estado que detém
uma grande diversidade biológica, encontrada nos
diversos ecossistemas existentes no seu território.
Grande parte das áreas naturais do Estado foi
substituída pelas culturas agrícolas, pela pecuária e
pela urbanização e com isso algumas espécies vegetais
estão em risco de extinção, estando descritas no
decreto estadual no 42.099/03 (RIO GRANDE DO SUL,
2003). No município de Montenegro, onde foi
efetuado o estudo, ocorre basicamente a vegetação natural
pertencente ao tipo fitogeográfico da Floresta Estacional
Semidecidual, a qual ocupa uma área de 2.102,75km²
IDepartamento de Ciência Florestal, Centro de Ciências Rurais (CCR), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), 97105-900,
Santa Maria, RS, Brasil. E-mail: [email protected]. *Autor para correspondência.
IIPrograma de Pós-graduação em Engenharia Florestal, CCR, UFSM, Santa Maria RS, Brasil.
IIICurso de Engenharia Florestal, CCR, UFSM, Santa Maria,RS, Brasil.
Recebido para publicação 04.07.07 Aprovado em 20.02.08
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9

Pré-visualização parcial do texto

Baixe floresta fitossocial e outras Notas de estudo em PDF para Cultura, somente na Docsity!

1630 Longhi et al.

Ciência Rural, v.38, n.6, set, 2008.

Ciência Rural, Santa Maria, v.38, n.6, p.1630-1638, set, 2008

ISSN 0103-

Solon Jonas LonghiI*^ Doádi Antônio BrenaI^ Marcelo Callegari ScipioniII

Leonardo Zanella GiacomolliIII^ Gustavo DeliberaliIII^ Régis Villanova LonghiIII^ Tarso MastellaIII

Caracterização fitossociológica do estrato arbóreo em um remanescente de floresta

estacional semidecidual, em Montenegro, RS

Phytosociological characterization of arboreal stratum in a remainder of a semidecidual seasonal

forest in Montenegro, Rio Grande do Sul

RESUMO

O presente trabalho foi realizado em um remanescente de Floresta Estacional Semidecidual antropizado, localizada nas coordenadas 29º 49 ’^ S e 52º 25 ’^ W, nas proximidades do pólo petroquímico no município de Montenegro (RS), Brasil, com o objetivo de conhecer seus aspectos florísticos e fitossociológicos. A amostragem foi sistemática constituída de 21 faixas com 10m de largura e comprimento variável de acordo com a extensão da floresta, distantes entre si em 80m, onde foram distribuídas parcelas contíguas de 10 x 10m (100m²). Foram avaliados indivíduos que apresentavam circunferência à altura do peito (CAP)>15cm, totalizando 3.854 indivíduos (1,83ha), distribuídos em 81 espécies, 59 gêneros e 32 famílias. As famílias botânicas mais representativas na formação foram Myrtaceae (13 espécies), Fabaceae (7), Lauraceae (6), Meliaceae (5), Moraceae e Euphorbiaceae (4). As espécies mais características e importantes da floresta foram Sebastiania commersoniana , Casearia sylvestris , Myrsine umbellata , Mimosa bimucronata , Allophylus edulis e Syagrus romanzoffiana , representando 51, % do VI. A floresta apresentou média diversidade, com índice de Shannon de 1,9948 (nats.), indicando antropismo.

Palavra-chave : composição florística, sucessão, espécies florestais.

ABSTRACT

This research was developed in a Semideciduous Seasonal Forest located at coordinates (29º 49'S; 52º 25'W) in Montenegro Petrochemical pole, Rio Grande do Sul, Brazil, aiming at studying the floristic and phytossociological aspects of the forest. Sampling was systematic and composed of 21 strips (10m wide and variable length according to fragment extension located 80m apart. In the strips the distribution was

in contiguous 10 X 10m plots (100m²). Individuals that presented circumference at breast height (CBH)>15cm, totaling 3.854 individuals (1,83ha), distributed in 81 species, 59 geneus and 32 families were appraised. The most representative botanic families in the forest formation were Myrtaceae (13 species); Fabaceae (7), Lauraceae (6); Meliaceae (5), Moraceae and Euphorbiaceae (4). The most valuable species were Sebastiania commersoniana , Casearia sylvestris , Myrsine umbellata , Mimosa bimucronata , Allophylus edulis e Syagrus romanzoffiana , representing 51.52 % of IV. The forest had been presented low diversity with Shannon index of 1. (nats/individuals), indicating human impact.

Key words: floristic composition, succession, forest species.

INTRODUÇÃO

O Rio Grande do Sul é um Estado que detém

uma grande diversidade biológica, encontrada nos

diversos ecossistemas existentes no seu território.

Grande parte das áreas naturais do Estado foi

substituída pelas culturas agrícolas, pela pecuária e

pela urbanização e com isso algumas espécies vegetais

estão em risco de extinção, estando descritas no

decreto estadual no^ 42.099/03 (RIO GRANDE DO SUL,

No município de Montenegro, onde foi

efetuado o estudo, ocorre basicamente a vegetação natural

pertencente ao tipo fitogeográfico da Floresta Estacional

Semidecidual, a qual ocupa uma área de 2.102,75km²

IDepartamento de Ciência Florestal, Centro de Ciências Rurais (CCR), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), 97105-900, Santa Maria, RS, Brasil. E-mail: [email protected]. *Autor para correspondência. II (^) Programa de Pós-graduação em Engenharia Florestal, CCR, UFSM, Santa Maria RS, Brasil. IIICurso de Engenharia Florestal, CCR, UFSM, Santa Maria,RS, Brasil.

Recebido para publicação 04.07.07 Aprovado em 20.02.

Caracterização fitossociológica do estrato arbóreo em um remanescente de floresta estacional semidecidual,... 1631

(210.275 ha), que representa 0,74% da superfície do Estado

e 4,26% da área total coberta com florestas naturais,

conforme o Inventário Florestal Contínuo do Rio Grande

do Sul (RIO GRANDE DO SUL, 2002). A área do estudo

encontra-se numa região de transição ecológica entre

Floresta Estacional Semidecídua e Savana (LEITE &

KLEIN, 1990), além de estar numa zona de influência de

duas formações florestais distintas, a Estacional do interior

(oeste) e a Higrófita atlântica (leste).

As florestas estacionais no Estado são

classificadas como: deciduais e semideciduais, sendo

que a primeira ocorre na região do Alto Uruguai

(noroeste do Estado), na região central do Estado, nas

encostas meridionais da Serra Geral e Depressão

Central. Já as florestas estacionais semideciduais

ocorrem nas proximidades de Porto Alegre, coincidindo

com a bacia do rio dos Sinos e nas encostas orientais

da Serra do Sudeste, conforme VELOSO & GÓES

FILHO (1982) e TEIXEIRA et al. (1986).

A Floresta Estacional Semidecidual é, em

geral, constituída por fanerógamas com gemas foliares

protegidas da seca por escamas. Ela tem folhas

esclerófilas deciduais e a perda de folhas do conjunto

florestal situa-se entre 20% e 50% (CARVALHO, 2003).

No Sul do Brasil, o que determina a perda das folhas

são as baixas temperaturas que precedem o inverno,

conforme LEITE & KLEIN (1990), e não o período de

escassez pluviométrica.

Para o levantamento fitossociológico do

conjunto de plantas em uma determinada área, se faz

necessário conhecer as medidas de densidade, freqüência

e dominância. Essas medidas hoje são empregadas e

consolidadas em todos os trabalhos de levantamento

fitossociológicos realizados por vários pesquisadores

da área florestal e biológica (LONGHI, 1997).

Estudos referentes à estrutura fitossociológica

de florestas estacionais semideciduais são muito

pouco realizados, quando comparados com estudos

sobre as florestas estacionais deciduais. Entre eles

destacam-se os trabalhos de JARENKOW &

WAECHTER (2001) e JURINITZ & JARENKOW

Devido a isso, o presente trabalho foi

realizado com o objetivo de analisar a composição

florística e a estrutura fitossociológica da vegetação

natural arbórea remanescente de um fragmento de

Floresta Estacional Semidecidual, em estágio

secundário de desenvolvimento. Estudos desta

natureza são de grande importância para o

conhecimento e a conservação da biodiversidade.

MATERIAL E MÉTODOS

Este estudo foi realizado em um

remanescente de Floresta Estacional Semidecidual,

localizado no município de Montenegro (RS), próximo

do trevo de acesso ao Pólo Petroquímico de Triunfo,

entre a BR 386, a RST 470 e a ferrovia EF 116 e entre as

coordenadas 29º 49’^ 6,5”^ de latitude sul e 51° 25’ 12,2”^ de

longitude oeste, com altitude média de 74m. A área total

do imóvel é de 74,92ha, sendo floresta nativa 22,12ha,

florestamento de Eucalyptus sp. 30,72ha, área campo

13,62ha, área de banhado 8,30ha e área de açude 0,16ha.

De acordo com as características do local, o

solo é classificado em argissolo vermelho (STRECK et

al ., 2002). Essas características compreendem solos

minerais, não-hidromórficos, caracterizados pela

presença de um horizonte B de coloração vermelho-

escura. Eles possuem argila de atividade baixa no

horizonte B, cuja fração argila tem quase o predomínio

da caulinita e óxidos. Na classe proposta admite-se a

ocorrência de perfis eutróficos, distróficos ou álicos.

O clima da região, conforme classificação

de Köppen, é do tipo Cfa, subtropical de clima

temperado chuvoso, cuja temperatura média do mês

mais quente é 24,8ºC em janeiro e a temperatura média

do mês mais frio, em julho, é 14,1ºC. A precipitação

média anual é de 1.769mm ano-1^ (MORENO, 1961).

As coletas de dados do fragmento da

floresta nativa foram estruturadas tomando como base

a estrada de ferro no lado leste da área, a partir da qual

foram distribuídas 21 linhas perpendiculares à estrada,

com 80m de distância entre elas. As unidades amostrais

utilizadas foram faixas com 10m de largura e

comprimento variável de acordo com a extensão da

floresta, instaladas sobre as 21 linhas. As faixas foram

divididas em parcelas de 10 x 10m (100m²), totalizando

183 unidades amostrais, correspondendo a 1,83ha

amostrados.

Foram identificados todos os indivíduos

com cap (circunferência à altura do peito) maior ou

igual a 15cm (dap=4,77cm) e medidos os seus

respectivos cap e altura total. Para as espécies não

identificadas a campo, coletou-se material botânico para

posterior identificação junto ao Herbário do

Departamento de Ciências Florestais (HDCF) da

Caracterização fitossociológica do estrato arbóreo em um remanescente de floresta estacional semidecidual,... 1633

Tabela 1 - Relação das espécies amostradas no um fragmento da Floresta Estacional Semidecidual, estudada em Montenegro-RS.

Família Nomes científicos Nome comum Registro Lithraea brasiliensis Marchand Aroeira-bugre - Anacardiaceae Schinus molle L. Aroeira-piriquita - Schinus polygamus (Cav.) Cabrera Aroeira-de-espinho - Annonaceae Rollinia sylvatica (A. St.-Hil.) Mart. Ariticum-do-mato - Arecaceae Syagrus romanzoffiana (Cham.) Glassman Jerivá - Dasyphyllum spinescens (Less.) Cabrera Açucara HDCF 5560 Asteraceae Dasyphyllum tomentosum (Spreng.) Cabrera Açucará-piloso - Gochnatia polymorpha (Less.) Cabrera Cambará - Bignoniaceae Jacaranda micrantha Cham. Caroba - Cordia ecalyculata Vell. Louro-mole - Boraginaceae Cordia trichotoma (Vell.) Arráb. ex Steud. Louro - Boraginaceae C. americana (L.) Gottschling & J.E.Mill. Guajuvira - Cecropia glazioui Snethl. Embaúba - Cecropiaceae Coussapoa microcarpa (Schott) Rizzini Figueira-preta HDCF 5602 Cipós Cipó Cipó - Ebenaceae Diospyros inconstans Jacq. Fruta-de-jacú - Erythroxylaceae Erythroxylum argentinum A. St.-Hil. Cocón - Gymnanthes concolor Spreng. Laranjeira-do-mato - Sapium glandulatum (Vell.) Pax. Pau-leiteiro - Sebastiania brasiliensis Spreng. Branquilho-leiteiro -

Euphorbiaceae

Sebastiania commersoniana (Baill.) L. B. Sm. et Downs Branquilho-comum - Acacia bonariensis Gill. ex Hook. et Arn. Unha-de-gato - Acacia mearnsii De Wild. Acácia-negra - Enterolobium contortisiliquum (Vell.) Morong Timbaúva - Inga marginata Willd. Ingá-feijão - Mimosa bimucronata (DC.) Kuntze Marica HDCF 5552

Fabaceae

Erythrina crista-galli L. Corticeira-do-banhado - Machaerium stipitatum Vogel Canela-do-brejo HDCF 5586 Banara parviflora (A. Gray) Benth. Guaçatunga-preta - Flacourtiaceae Casearia decandra Jacq. Guaçatunga - Casearia sylvestris Sw. Chá-de-bugre - Aiouea saligna Meisn. Canela-vermelha - Nectandra grandiflora Nees Canela-fedida - Nectandra megapotamica (Spreng.) Mez Canela-preta - Nectandra mollis (Nees) Rohwer Canela-garuba HDCF 5559 Ocotea puberula (A. Rich.) Nees Canela-guaicá HDCF 5561

Lauraceae

Ocotea pulchella Mart. Canela-lageana - Melastomataceae Miconia cinerascens Miq. Pixiricão-branco HDCF 5555 Cabralea canjerana (Vell.) Mart. Canjerana - Meliaceae Cedrela fissilis Vell. Cedro - Guarea macrophylla Vahl Catiguá-morcego - Melia azedarach L. Cinamomo - Meliaceae Trichilia elegans A. Juss. Catiguá-de-ervilha - Ficus insipida Willd. Figueira - Ficus luschnathiana (Miq.) Miq. Figueira-do-mato - Ficus organensis (Miq.) Miq. Figueira-miúda - Ficus sp. Figueira -

Moraceae

Sorocea bonplandii (Baill.) W. C. Burger et al. Cincho - Myrsine coriacea (Sw.) R. Br. Capororoquinha HDCF 5557 Myrsinaceae^ Myrsine lorentziana^ (Mez) Arechav.^ Capororoca-d'agua^ - Myrsine umbellata Mart. Capororocão -

1634 Longhi et al.

famílias, com destaque para a família Myrtaceae, com

maior diversidade de espécies.

Diversidade

O remanescente florestal estudado

apresentou uma diversidade média de 1,995, calculada

pelo Índice de Diversidade de Shannon, o qual

apresentou variação nas linhas amostrais entre 0,606 e

2,733. Isso se deve aos diferentes estados de alteração

antrópica existente na floresta.

O valor de diversidade médio encontrado

nesse estudo está abaixo dos valores encontrados por

VACCARO et al.(1999) em diferentes formações

florestais de Floresta Estacional Decidual em Santa

Teresa - RS, sendo estes 2,91 para o Capeirão, 2,75 para

a Floresta Secundária e 2,72 para a Floresta Madura.

Além disso, estão abaixo dos valores encontrados em

Floresta Estacional Semidecidual por JARENKOW &

Tabela 2 - Relação das espécies amostradas no um fragmento da Floresta Estacional Semidecidual, estudada em Montenegro-RS.

Família Nomes científicos Nome comum Registro Calyptranthes grandifolia O. Berg Guamirim-chorão - Campomanesia rhombea O. Berg Guabiroba-miúda - Campomanesia xanthocarpa O. Berg Guabiroba - Eugenia hyemalis Cambess. Guamirim-miúdo HDCF 5558 Eugenia involucrata DC. Cerejeira-do-mato - Eugenia schuechiana O. Berg Guamirim - Eugenia speciosa Cambess. Araçá - Eugenia uniflora L. Pitangueira - Eugenia uruguayensis Cambess. Batinga-vermelha - Myrceugenia myrcioides (Cambess.) O. Berg Guamirim - Myrcia glabra (O. Berg) D. Legrand Guamirim-araçá HDCF 5585 Myrcia multiflora (Lam.) DC. Araçá-pelado - Myrcia palustris DC. Guamirim - Myrcianthes gigantea (D. Legrand) D. Legrand Araçá-do-mato - Psidium catteyanum Sabine Araçá-amarelo - Psidium guajava L. Goiabeira -

Myrtaceae

Psidium incanum (O. Berg) Burret Guamirim - Nyctaginaceae Guapira opposita (Vell.) Reitz Pau-cebola HDCF 5584 Piperaceae Piper gaudichaudianum Kunth Pariparoba-comum Eriobotrya japonica Lindl. Ameixeira - Rosaceae Prunus myrtifolia (L.) Urb. Pessegueiro-do-mato - Guettarda uruguensis Cham. et Schltd. Veludinho - Psychotria brachyceras Müll. Arg. Juruvarana - Rubiaceae Psychotria suterella Müll. Arg. Grandiúva - Zanthoxylum caribaeum Lam. Mamica-de-cadela - Rutaceae Zanthoxylum rhoifolium L. Mamica-de-cadela - Allophylus edulis (A. St.-Hill. et al.) Radlk. Chal-chal - Sapindaceae Cupania vernalis Cambess. Camboatá-vermelho HDCF 5553 Matayba elaeagnoides Radlk. Camboatá-branco - Chrysophyllum gonocarpum (Mart. & Eichler)Engl. Aguaí-da-serra - Sapotaceae Chrysophyllum marginatum (Hook. et Arn.) Radlk. Aguaí-leiteiro - Solanaceae Solanum sp. Fuminho - Sterculiaceae Byttneria urticifolia Schum. Raspa-canela - Styracaceae Styrax leprosus Hook. et Arn. Carne-de-vaca - Symplocaceae Symplocos uniflora (Pohl) Benth. Sete-sangrias HDCF 5556 Thymelaecea Daphnopsis racemosa Griseb. Embira - Tiliaceae Luehea divaricata Mart. et Zucc. Açoita-cavalo - Ulmaceae Celtis spinosa Spreng. Taleira - Trema micrantha (L.) Blume Grandiúva - Citharexylum solanaceum Cham. Tarumã HDCF 5583 Verbenaceae Vitex megapotamica (Spreng.) Moldenke Tarumã -

1636 Longhi et al.

foram as mais características e importantes da

comunidade analisada, representando 38,53 % do valor

de importância total e 41,7% da área basal total das

espécies da floresta. Sebastiania comersoniana foi a

espécie mais representativa da floresta, com 24,91%

dos indivíduos amostrados. A vegetação do fragmento

estudado encontra-se em estágio médio de sucessão

natural, fato que é comprovado pelo grande número de

indivíduos encontrados, além do grande número de

indivíduos mortos (8,17%).

Tabela 3 - Parâmetro fitossociológicos das espécies arbóreas amostradas com CAP? 15 cm, em ordem decrescente de valor de importância (VI), Montenegro, RS.

Espécies N DA FA DoA DR FR DoR VI VC VI% VC% Sebastiania commersoniana 960 524,6 66,67 4,54 24,9 9 16,5 50 33,9 16,8 16, Casearia sylvestris 459 250,8 60,11 1,72 11,9 8,1 6,25 26 20,1 8,77 10, Morta 315 172,1 66,12 1,96 8,17 9 7,12 24 17,1 8,08 8, Myrsine umbellata 257 140,4 44,26 2,4 6,67 6 8,71 21 12,7 7,13 6, Mimosa bimucronata 264 144,3 41,53 1,37 6,85 5,6 4,99 17 12,5 5,82 6, Allophylus edulis 100 54,6 20,22 0,25 2,59 2,7 2,25 7,6 5,33 2,53 2, Syagrus romanzoffiana 56 30,6 17,49 0,42 1,45 2,4 3,31 7,1 3,82 2,38 1, Myrsine lorentziana^95 51,9^ 21,86^ 0,62^ 2,46^3 1,51^ 6,9^ 5,42^ 2,31^ 2, Eugenia uruguayensis 98 53,6 21,31 0,31 2,54 2,9 0,89 6,3 5,43 2,11 2, Aiouea saligna 61 33,3 16,39 0,54 1,58 2,2 2,4 6,2 3,8 2,07 1, Cabralea canjerana 41 22,4 12,57 0,91 1,06 1,7 3,4 6,2 2,76 2,05 1, Sapium glandulatum 55 30,1 18,03 0,66 1,43 2,4 1,96 5,8 3,87 1,94 1, Ficus insípida^8 4,4^ 3,28^ 0,15^ 0,21^ 0,4^ 4,74^ 5,4^ 0,65^ 1,8^ 0, Luehea divaricata^37 20,2^ 12,02^ 0,16^ 0,96^ 1,6^ 2,77^ 5,4^ 2,59^ 1,79^ 1, Zanthoxylum rhoifolium 59 32,2 17,49 0,14 1,53 2,4 1,11 5 3,9 1,67 1, Casearia decandra 49 26,8 18,03 0,3 1,27 2,4 0,54 4,3 3,71 1,42 1, Nectandra oppositifolia 57 31,1 12,02 0,94 1,48 1,6 1,08 4,2 3,11 1,4 1, Chrysophyllum marginatum^37 20,2^ 12,02^ 0,35^ 0,96^ 1,6^ 1,57^ 4,2^ 2,59^ 1,39^ 1, Myrcia glabra 42 23 16,94 0,22 1,09 2,3 0,59 4 3,38 1,33 1, Cupania vernalis 46 25,1 10,93 0,15 1,19 1,5 1,26 3,9 2,67 1,31 1, Prunus myrtifolia 38 20,8 9,84 0,76 0,99 1,3 1,59 3,9 2,32 1,3 1, Guarea macrophylla 51 27,9 14,75 0,43 1,32 2 0,52 3,9 3,32 1,28 1, Matayba elaeagnoides^14 7,7^ 6,56^ 0,36^ 0,36^ 0,9^ 2,58^ 3,8^ 1,25^ 1,28^ 0, Solanum sp,^33 18 11,48^ 0,44^ 0,86^ 1,6^ 1,32^ 3,7^ 2,41^ 1,24^ 1, Dasyphyllum spinescens 27 14,8 9,29 0,46 0,7 1,3 1,66 3,6 1,96 1,21 0, Gymnanthes concolor 63 34,4 7,65 0,06 1,63 1 0,79 3,5 2,67 1,15 1, Ocotea pulchella 39 21,3 12,02 0,06 1,01 1,6 0,55 3,2 2,64 1,06 1, Ficus sp, 28 15,3 6,01 0,23 0,73 0,8 0,85 2,4 1,54 0,8 0, Coussapoa microcarpa^15 8,2^ 2,73^ 0,1^ 0,39^ 0,4^ 1,52^ 2,3^ 0,76^ 0,76^ 0, Jacaranda micrantha 10 5,5 4,37 0,04 0,26 0,6 1,26 2,1 0,85 0,7 0, Enterolobium contortisiliquum 10 5,5 4,37 0,13 0,26 0,6 1,22 2,1 0,85 0,69 0, Patagonula americana 11 6 3,28 0,71 0,29 0,4 1,29 2 0,73 0,67 0, Eugenia schuechiana 34 18,6 6,56 0,18 0,88 0,9 0,21 2 1,77 0,66 0, Psychotria brachyceras^31 16,9^ 7,1^ 0,05^ 0,8^1 0,21^2 1,76^ 0,66^ 0, Nectandra grandiflora 19 10,4 5,46 0,07 0,49 0,7 0,64 1,9 1,23 0,62 0, Myrcianthes gigantea 16 8,7 7,1 0,2 0,42 1 0,49 1,9 1,38 0,62 0, Zanthoxylum caribaeum 19 10,4 7,1 0,04 0,49 1 0,36 1,8 1,45 0,6 0, Guapira opposita 13 7,1 5,46 0,17 0,34 0,7 0,72 1,8 1,08 0,6 0, Cecropia glazioui^12 6,6^ 4,92^ 0,35^ 0,31^ 0,7^ 0,61^ 1,6^ 0,98^ 0,53^ 0, Cipós 17 9,3 7,1 0,34 0,44 1 0,14 1,6 1,4 0,52 0, Campomanesia rhombea 14 7,7 2,73 0,17 0,36 0,4 0,69 1,4 0,73 0,48 0, Sorocea bonplandii 19 10,4 4,92 0,1 0,49 0,7 0,24 1,4 1,16 0,47 0,

Em que: N=número total de espécie; DA=densidade absoluta; FA=freqüência absoluta; DR=densidade relativa; FR=freqüência relativa; DoR=dominância relativa; VI=valor de importância; VC=valor de cobertura; VI%=valor de cobertura e VC%=valor de cobertura %.

REFERÊNCIAS

ARAUJO, M.M. et al. Análise de agrupamento da vegetação de um fragmento de floresta estacional decidual aluvial, Cachoeira do Sul, RS, Brasil. Ciência Florestal , Santa Maria, v.14, n.1, p.133-147, 2004. BUDKE, J.B. et al. Florística e fitossociologia do componente arbóreo de uma floresta ribeirinha, arroio Passo das Tropas, Tabela 4 - Parâmetro fitossociológicos das espécies arbóreas amostradas com CAP? 15 cm, em ordem decrescente de valor de importância (VI), Montenegro, RS. Em que: N=número total de espécie; DA=densidade absoluta; FA=freqüência absoluta; DR=densidade relativa; FR=freqüência relativa;

 - Caracterização fitossociológica do estrato arbóreo em um remanescente de floresta estacional semidecidual,... 
  • Symplocos uniflora 16 8,7 6,01 0,02 0,42 0,8 0,17 1,4 1,23 0,47 0, Espécies N DA FA DoA DR FR DoR VI VC VI% VC%
  • Acacia bonariensis 13 7,1 3,28 0,42 0,34 0,4 0,61 1,4 0,78 0,46 0,
  • Cedrela fissilis^6 3,3 2,19 0,08 0,16 0,3 0,94 1,4 0,46 0,46 0,
  • Rollinia sylvatica^19 10,4 4,37 0,36 0,49 0,6 0,16 1,3 1,08 0,42 0,
  • Gochnatia polymorpha 10 5,5 3,83 0,19 0,26 0,5 0,38 1,2 0,78 0,38 0,
  • Ficus organensis 5 2,7 1,64 0,02 0,13 0,2 0,74 1,1 0,35 0,36 0,
  • Lithraea brasiliensis 12 6,6 3,28 1,31 0,31 0,4 0,3 1,1 0,75 0,35 0,
  • Cordia trichotoma 8 4,4 2,19 0,01 0,21 0,3 0,48 1,0 0,51 0,33 0,
  • Ocotea puberula^6 3,3 2,73 0,08 0,16 0,4 0,37 0,9 0,53 0,3 0,
  • Não identificada 9 4,9 2,73 0,06 0,23 0,4 0,28 0,9 0,6 0,3 0,
  • Myrcia multiflora 13 7,1 3,28 0,10 0,34 0,4 0,08 0,9 0,78 0,29 0,
  • Vitex megapotamica 9 4,9 2,73 0,04 0,23 0,4 0,21 0,8 0,6 0,27 0,
  • Celtis spinosa 9 4,9 3,28 0,13 0,23 0,4 0,07 0,8 0,67 0,25 0,
  • Citharexylum solanaceum^7 3,8 2,19 0,06 0,18 0,3 0,26 0,7 0,48 0,24 0,
  • Acacia mearnsii 4 2,2 2,19 0,07 0,1 0,3 0,31 0,7 0,4 0,24 0,
  • Diospyros inconstans 5 2,7 2,73 0,26 0,13 0,4 0,20 0,7 0,5 0,23 0,
  • Trema micrantha 6 3,3 2,73 0,04 0,16 0,4 0,14 0,7 0,53 0,22 0,
  • Miconia cinerascens 10 5,5 2,73 0,09 0,26 0,4 0,04 0,7 0,63 0,22 0,
  • Campomanesia xanthocarpa^4 2,2 2,19 0,07 0,1 0,3 0,25 0,7 0,4 0,22 0,
  • Styrax leprosus 5 2,7 2,19 0,02 0,13 0,3 0,13 0,6 0,43 0,18 0,
  • Machaerium stipitatum 4 2,2 2,19 0,2 0,1 0,3 0,08 0,5 0,4 0,16 0,
  • Eugenia involucrata 5 2,7 1,64 0,04 0,13 0,2 0,13 0,5 0,35 0,16 0,
  • Chrysophyllum gonocarpum 4 2,2 1,64 0,04 0,1 0,2 0,16 0,5 0,32 0,16 0,
  • Erythrina cristagalli^2 1,1 1,09 0,01 0,05 0,2 0,16 0,4 0,2 0,12 0,
  • Melia azedarach 3 1,6 1,09 0,02 0,08 0,2 0,07 0,3 0,23 0,1 0,
  • Psidium guajava 4 2,2 1,09 0,04 0,1 0,2 0,04 0,3 0,25 0,1 0,
  • Myrceugenia myrcioides 3 1,6 0,55 0,02 0,08 0,1 0,13 0,3 0,15 0,09 0,
  • Myrsine coriacea 2 1,1 1,09 0,02 0,05 0,2 0,07 0,3 0,2 0,09 0,
  • Inga marginata^2 1,1 1,09 0,02 0,05 0,2 0,06 0,3 0,2 0,09 0,
  • Schinus polygamus^2 1,1 1,09 0,01 0,05 0,2 0,06 0,3 0,2 0,09 0,
  • Dasyphyllum tomentosum 2 1,1 0,55 0,01 0,05 0,1 0,13 0,3 0,12 0,08 0,
  • Banara parviflora 1 0,5 0,55 0,01 0,03 0,1 0,15 0,3 0,1 0,08 0,
  • Sebastiania brasiliensis 2 1,1 1,09 0,04 0,05 0,2 0,03 0,2 0,2 0,08 0,
  • Eugenia speciosa^3 1,6 0,55 0,04 0,08 0,1 0,05 0,2 0,16 0,07 0,
  • Piper gaudichaudianum 1 0,5 0,55 0,02 0,04 0,1 0,07 0,2 0,12 0,06 0,
  • Erythroxylum argentinum 3 1,6 0,55 0,01 0,08 0,1 0,02 0,2 0,16 0,06 0,
  • Schinus molle 1 0,5 0,55 0,04 0,03 0,1 0,05 0,2 0,11 0,05 0,
  • Myrcia palustris 1 0,5 0,55 0,01 0,03 0,1 0,01 0,1 0,1 0,04 0,
  • Eriobotrya japonica 1 0,5 0,55 0,01 0,03 0,1 0,01 0,1 0,1 0,04 0,
  • Trichilia elegans^1 0,5 0,55 0,01 0,03 0,1 0,01 0,1 0,1 0,03 0,
  • Eugenia hyemalis 1 0,5 0,55 0,01 0,03 0,1 0,01 0,1 0,1 0,03 0,
  • Nectandra megapotamica 1 0,5 0,55 0,01 0,03 0,1 0,01 0,1 0,1 0,03 0,
    • Total 3854 2106 737,7 27,6