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FMEA (Failure Model and Effect Analysis), Notas de estudo de Gestão Industrial

FMEA (Failure Model and Effect Analysis)

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 13/06/2011

andril-serotnik-10
andril-serotnik-10 🇧🇷

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FMEA (Failure Model and Effect
Analysis)
[Conceitos Básicos] [Informações Adicionais]
Responsável: Daniel Capaldo, Vander Guerrero, Prof. Henrique
Rozenfeld
Envie comentários ou sugestões para o(s) responsável(is)
Conceitos Básicos
Fontes: Manuais da QS 9000, CLAUSING, D. (vide informações adicionais)
Definição
A metodologia de Análise do Tipo e Efeito de Falha, conhecida como FMEA (do
inglês Failure Mode and Effect Analysis), é uma ferramenta que busca, em
princípio, evitar, por meio da análise das falhas potenciais e propostas de ações
de melhoria, que ocorram falhas no projeto do produto ou do processo. Este é
o objetivo básico desta técnica, ou seja, detectar falhas antes que se produza
uma peça e/ou produto. Pode-se dizer que, com sua utilização, se está
diminuindo as chances do produto ou processo falhar, ou seja, estamos
buscando aumentar sua confiabilidade.
Esta dimensão da qualidade, a confiabilidade, tem se tornado cada vez mais
importante para os consumidores, pois, a falha de um produto, mesmo que
prontamente reparada pelo serviço de assistência técnica e totalmente coberta
por termos de garantia, causa, no mínimo, uma insatisfação ao consumidor ao
privá-lo do uso do produto por determinado tempo. Além disso, cada vez mais
são lançados produtos em que determinados tipos de falhas podem ter
consequências drásticas para o consumidor, tais como aviões e equipamentos
hospitalares nos quais o mal funcionamento pode significar até mesmo um
risco de vida ao usuário.
Apesar de ter sido desenvolvida com um enfoque no projeto de novos produtos
e processos, a metodologia FMEA, pela sua grande utilidade, passou a ser
aplicada de diversas maneiras. Assim, ela atualmente é utilizada para diminuir
as falhas de produtos e processos existentes e para diminuir a probabilidade de
falha em processos administrativos. Tem sido empregada também em
aplicações específicas tais como análises de fontes de risco em engenharia de
segurança e na indústria de alimentos.
A norma QS 9000 especifica o FMEA como um dos documentos necessários
para um fornecedor submeter uma peça/produto à aprovação da montadora.
Este é um dos principais motivos pela divulgação desta técnica. Deve-se no
entanto implantar o FMEA em um empresa, visando-se os seus resultados
(vide importância) e não simplesmente para atender a uma exigência da
montadora.
Tipos de FMEA
Esta metodologia pode ser aplicada tanto no desenvolvimento do projeto do
produto como do processo. As etapas e a maneira de realização da análise são
as mesmas, ambas diferenciando-se somente quanto ao objetivo. Assim as
análises FMEA´s são classificadas em dois tipos:
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FMEA (Failure Model and Effect

Analysis)

[Conceitos Básicos] [Informações Adicionais]

Responsável: Daniel Capaldo, Vander Guerrero, Prof. Henrique Rozenfeld Envie comentários ou sugestões para o(s) responsável(is)

Conceitos Básicos

Fontes: Manuais da QS 9000, CLAUSING, D. (vide informações adicionais) Definição A metodologia de Análise do Tipo e Efeito de Falha, conhecida como FMEA (do inglês Failure Mode and Effect Analysis), é uma ferramenta que busca, em princípio, evitar, por meio da análise das falhas potenciais e propostas de ações de melhoria, que ocorram falhas no projeto do produto ou do processo. Este é o objetivo básico desta técnica, ou seja, detectar falhas antes que se produza uma peça e/ou produto. Pode-se dizer que, com sua utilização, se está diminuindo as chances do produto ou processo falhar, ou seja, estamos buscando aumentar sua confiabilidade. Esta dimensão da qualidade, a confiabilidade, tem se tornado cada vez mais importante para os consumidores, pois, a falha de um produto, mesmo que prontamente reparada pelo serviço de assistência técnica e totalmente coberta por termos de garantia, causa, no mínimo, uma insatisfação ao consumidor ao privá-lo do uso do produto por determinado tempo. Além disso, cada vez mais são lançados produtos em que determinados tipos de falhas podem ter consequências drásticas para o consumidor, tais como aviões e equipamentos hospitalares nos quais o mal funcionamento pode significar até mesmo um risco de vida ao usuário. Apesar de ter sido desenvolvida com um enfoque no projeto de novos produtos e processos, a metodologia FMEA, pela sua grande utilidade, passou a ser aplicada de diversas maneiras. Assim, ela atualmente é utilizada para diminuir as falhas de produtos e processos existentes e para diminuir a probabilidade de falha em processos administrativos. Tem sido empregada também em aplicações específicas tais como análises de fontes de risco em engenharia de segurança e na indústria de alimentos. A norma QS 9000 especifica o FMEA como um dos documentos necessários para um fornecedor submeter uma peça/produto à aprovação da montadora. Este é um dos principais motivos pela divulgação desta técnica. Deve-se no entanto implantar o FMEA em um empresa, visando-se os seus resultados (vide importância) e não simplesmente para atender a uma exigência da montadora. Tipos de FMEA Esta metodologia pode ser aplicada tanto no desenvolvimento do projeto do produto como do processo. As etapas e a maneira de realização da análise são as mesmas, ambas diferenciando-se somente quanto ao objetivo. Assim as análises FMEA´s são classificadas em dois tipos:

  • FMEA DE PRODUTO: na qual são consideradas as falhas que poderão ocorrer com o produto dentro das especificações do projeto. O objetivo desta análise é evitar falhas no produto ou no processo decorrentes do projeto. É comumente denominada também de FMEA de projeto.
  • FMEA DE PROCESSO: são consideradas as falhas no planejamento e execução do processo, ou seja, o objetivo desta análise é evitar falhas do processo, tendo como base as não conformidades do produto com as especificações do projeto.

Há ainda um terceiro tipo, menos comum, que é o FMEA de procedimentos administrativos. Nele analisa-se as falhas potenciais de cada etapa do processo com o mesmo objetivo que as análises anteriores, ou seja, diminuir os riscos de falha.

Aplicação da FMEA

Pode-se aplicar a análise FMEA nas seguintes situações:

  • para diminuir a probabilidade da ocorrência de falhas em projetos de novos produtos ou processos;
  • para diminuir a probabilidade de falhas potenciais (ou seja, que ainda não tenham ocorrido) em produtos/processos já em operação;
  • para aumentar a confiabilidade de produtos ou processos já em operação por meio da análise das falhas que já ocorreram;
  • (^) para diminuir os riscos de erros e aumentar a qualidade em procedimentos administrativos.

Funcionamento Básico

O princípio da metodologia é o mesmo independente do tipo de FMEA e a aplicação, ou seja, se é FMEA de produto, processo ou procedimento e se é aplicado para produtos/processos novos ou já em operação. A análise consiste basicamente na formação de um grupo de pessoas que identificam para o produto/processo em questão suas funções, os tipos de falhas que podem ocorrer, os efeitos e as possíveis causas desta falha. Em seguida são avaliados os riscos de cada causa de falha por meio de índices e, com base nesta avaliação, são tomadas as ações necessárias para diminuir estes riscos, aumentando a confiabilidade do produto/processo.

Para aplicar-se a análise FMEA em um determinado produto/processo, portanto, forma-se um grupo de trabalho que irá definir a função ou característica daquele produto/processo, irá relacionar todos os tipos de falhas que possam ocorrer, descrever, para cada tipo de falha suas possíveis causas e efeitos, relacionar as medidas de detecção e preveção de falhas que estão sendo, ou já foram tomadas, e, para cada causa de falha, atribuir índices para avaliar os riscos e, por meio destes riscos, discutir medidas de melhoria.

Etapas para a Aplicação

Planejamento Esta fase é realizada pelo responsável pela pela aplicação da metodologia e compreende:

  • descrição dos objetivos e abrangência da análise: em que identifica-se qual(ais) produto(s)/processo(s) será(ão) analisado(s);

Índice Ocorrência Proporção Cpk 1 Remota 1:1.000.000 Cpk > 1, 2 3

Pequena 1:20. 1:4.

Cpk > 1,

Moderada 1: 1: 1:

Cpk <1,

Alta 1: 1: 9 10

Muito Alta 1: 1:

DETECÇÃO

Índice Detecção Critério 1 2

Muito grande Certamente será detectado

Grande Grande probabilidade de ser detectado

Moderada Provavelmente será detectado

Pequena Provavelmente não será detectado

Muito pequena Certamente não será detectado

Observações Importantes:

  • quando o grupo estiver avaliando um índice, os demais não podem ser levados em conta, ou seja, a avaliação de cada índice é independente. Por exemplo, se estamos avaliando o índice de severidade de uma determinada causa cujo efeito é significativo, não podemos colocar um valor mais baixo para este índice somente porque a probabilidade de detecção seja alta.
  • No caso de FMEA de processo pode-se utilizar os índices de capabidade da máquina, (Cpk) para se determinar o índice de ocorrência. Melhoria Nesta fase o grupo, utilizando os conhecimentos, criatividade e até mesmo outras técnicas como brainstorming, lista todas as ações que podem ser realizadas para diminuir os riscos. Estas medidas podem ser:
  • medidas de prevenção total ao tipo de falha;
  • medidas de prevenção total de uma causa de falha;
  • medidas que dificultam a ocorrência de falhas;
  • medidas que limitem o efeito do tipo de falha;
  • medidas que aumentam a probabilidade de detecção do tipo ou da causa de falha; Estas medidas são analisadas quanto a sua viabilidade, sendo então definidas as que serão implantadas. Uma forma de se fazer o controle do resultado destas medidas é pelo próprio formulário FMEA por meio de colunas que onde ficam registradas as medidas recomendadas pelo grupo, nome do responsável e prazo, medidas que doram realmente tomadas e a nova avaliação dos riscos. Continuidade O formulário FMEA é um documento “vivo”, ou seja, uma vez realizada uma análise para um produto/processo qualquer, esta deve ser revisada sempre que ocorrerem alterações neste produto/processo específico. Além disso, mesmo que não haja alterações deve-se regularmente revisar a análise confrontando as falhas potenciais imaginadas pelo grupo com as que realmente vem ocorrendo no dia-a-dia do processo e uso do produto, de forma a permitir a incorporação de falhas não previstas, bem como a reavaliação, com base em dados objetivos, das falhas já previstas pelo grupo. Importância A metodologia FMEA é importante porque pode proporcionar para a empresa:
  • uma forma sistemática de se catalogar informações sobre as falhas dos produtos/processos;
  • melhor conhecimento dos problemas nos produtos/processos;
  • ações de melhoria no projeto do produto/processo, baseado em dados e devidamente monitoradas (melhoria contínua);
  • diminuição de custos por meio da prevenção de ocorrência de falhas;
  • o benefício de incorporar dentro da organização a atitude de prevenção de falhas, a atitude de cooperação e trabalho em equipe e a preocupação com a satisfação dos clientes; Integração FMEA de Processo com CAPP

Na confecção do FMEA de processo deve-se primeiramente levantar e registras todas as características do processo. Se a empresa estiver trabalhando com um sistema CAPP, que possua operações padrão, todas as operações deveriam ser interfaceadas automaticamente para o FMEA. Assim, o tempo de obtenção do FMEA seria menor e seira garantida a consistência com os processos/operações definidas.

Informações Adicionais - última verificação 11/11/1999 (voltar para

início da página) Manuais da QS 9000. Análise de Modo e Efeitos de Falha Potencial (FMEA): Manual de Referência. 1997. CLAUSING, D. (1994). Better decisions. In:Total quality development: a step-by- step guide to worldclass concurrent engineering. 2.ed., Nova Iorque, The American Society of Mechanical Engineers. Cap. 3, p.60-73. (t: 322). ( Disponível na biblioteca da EESC - USP ). CLAUSING, D. (1994). The design. In:Total quality development : a setp-by-step guide to worldclass concurrent engineering. 2. ed., Nova Iorque, The American