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Professora: Jordana Costa
Observando a parte superficial da litosfera, isto é, o terreno sobre o qual vivemos, sobre o qual construímos cidades e estradas, vemos que ela apresenta formas variadas. Ao conjunto de formas variadas da superfície da Terra damos o nome de relevo. Podemos afirmar que o relevo é o modelado da superfície terrestre. Por quê? Porque ele é constituído de áreas mais altas, áreas mais baixas, terras planas, terras acidentadas, que modelam, isto é, dão forma à paisagem da superfície terrestre.
Agentes externos:
Agentes externos: Nas áreas de alta pluviosidade prevalece o intemperismo químico , que leva ao desgaste das rochas pela transformação dos minerais por oxidação e outras reações químicas com a água. Nas áreas de menor pluviosidade, como o sertão nordestino e o Centro-Oeste, prevalece o intemperismo físico , fenômeno de dilatação e contração das rochas pela oscilação de temperatura , o que provoca sua fragmentação. Intemperismo biológico : Os vegetais são os principais responsáveis, desintegrando as rochas a partir da pressão exercida pelas raízes das plantas. A esculturação do relevo é muitas vezes acelerada pela ação antrópica (humana), que pode alterar tanto o processo de erosão como o de sedimentação.
Erosão: Remoção física dos materiais pelos agentes de transporte. Rios – Erosão fluvial: Desgaste, transporte e deposição de materiais realizados pelos rios. Mar – Erosão marinha: Trabalho de destruição de um relevo ou de rochas realizado pelo mar, bem como, deposição de sedimentos na costa. Geleiras – Erosão glaciária: O deslocamento lento dos blocos de gelo arrastam grande quantidade de sedimentos, causando a destruição e a construção do relevo.
Planaltos: Áreas em que os processos de erosão superam os de sedimentação. São áreas de terras altas com topos relativamente planos e bordas nítidas. Planícies: Área mais ou menos plana em que os processos de sedimentação superam os de erosão, independentemente das cotas altimétricas. Geralmente ficam ao lado e abaixo dos planaltos e das montanhas, que são áreas onde predomina a erosão. Podem ter várias origens: vales fluviais (rios), sedimentos trazidos pelos ventos, geleiras, etc.
Montanhas: São as formas elevadas do relevo, que se destacam por apresentar altitudes superiores às regiões vizinhas. As mais elevadas são as que resultam de dobramentos. Podem ter também origem vulcânica. Depressões: São áreas onde também predominam os processos de erosão e são deprimidas ou rebaixadas em relação às regiões vizinhas. Circundam os planaltos.
Não devemos confundir bacia sedimentar, denominação que se refere à estrutura, com planície que se refere à forma. A estrutura geológica sedimentar indica a origem, a formação e a composição do terreno, ocorrida ao longo do tempo geológico. Durante sua formação, enquanto a sedimentação supera os processos erosivos, a bacia sedimentar é sempre uma planície.
Uma bacia sedimentar que no passado foi uma planície pode estar atualmente sofrendo um processo de desgaste, e, portanto, corresponder a um planalto ou a uma depressão, como as da Amazônia. Bacias sedimentares que hoje estão em processo de formação correspondem a planície. Ex: Planície do Pantanal.
Escarpa- declive acentuado que aparece em bordas de planalto. Pode ser gerada por um movimento tectônico, que forma escarpas de falha, ou ser modelada pelos agentes externos, que geram escarpas de erosão.
Cuesta – forma de relevo que possui um lado com escarpa abrupta e outro com declive suave. Essa diferença de inclinação ocorre porque os agentes externos atuaram sobre rochas com resistências diferentes.
Morro – em sua acepção mais comum é uma pequena elevação de terreno, uma colina.
Serra – esse nome é utilizado para designar um conjunto de formas variadas de relevo, como dobramentos antigos e recentes, escarpas de planalto e cuestas. Sua definição e uso não são rígidos.