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Fossa e Sumidouro, Notas de estudo de Engenharia Civil

Fossa e Sumidouro

Tipologia: Notas de estudo

2016

Compartilhado em 30/10/2016

ramiro-lopes-andrade-2
ramiro-lopes-andrade-2 🇧🇷

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Orientações para
Instalação Domiliciar
do Sistema de
Fossa e Sumidouro.
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Orientações para

Instalação Domiliciar

do Sistema de

Fossa e Sumidouro.

Este manual destina a fornecer informações sobre a construção e

dimensionamento do sistema individual de tratamento de esgotos,

especialmente voltados para uso doméstico.

De acordo com a Legislação do GDF, esse sistema será utilizado

somente em lugares desprovidos de Rede Pública de Coleta

de Esgotos.

INTRODUÇÃO

CONSTRUÇÃO

OBSERVAÇÕES GERAIS

A fossa deve ter volume que permita a lenta passagem dos líquidos

e a acumulação do volume de lodo. As fossas sépticas deverão ser

construídas em concreto, alvenaria ou outro material que atenda as

condições de segurança, durabilidade e resistência.

Existem modelos pré-moldados que podem ser comprados em

lojas de materiais de construção. É importante que possuam

retentores de escuma na entrada e na saída. O volume da fossa deve

ser adotado em função do número de pessoas que irão utilizá-la.

Recomenda-se que na tubulação de entrada da fossa seja colocada

uma caixa de passagem (caixa construída antes da fossa).

É vedado o lançamento das águas pluviais na fossa séptica.

O volume de fossa séptica não deve ser inferior a 1.250 litros.

A face inferior da laje de cobertura deve ter 30cm de altura

em relação ao nível da água no interior da fossa séptica (volume

destinado à escuma).

O esgoto das pias de cozinha deve passar por caixa de gordura

antes de entrar na fossa séptica ou sumidouro.

A fossa séptica deve ter pelo menos uma tampa para inspeção e

limpeza. Essa tampa deve ficar próxima à entrada.

Para ventilar a fossa séptica, utiliza-se a própria tubulação de

entrada e o sistema de ventilação da instalação predial.

Recomenda-se que somente devem ser direcionadas a fossa

séptica, as águas imundas (com excrementos). As águas servidas

(lavatório, chuveiro, pia da cozinha, tanque e etc.) devem ser

desviadas da fossa, pois, os detergentes e sabões contidos nestas

águas servidas eliminam parte das bactérias dificultando o

processo de digestão que ocorre no interior das fossas.

ESQUEMA DEMONSTRATIVO DE UM ESGOTAMENTO

DOMICILIAR PROVIDO POR FOSSA E SUMIDORO

CI CI

CI CI

CAIXA DE INSPEÇÃO

TUBULAÇÃO DE ÁGUAS IMUNDAS

TUBULAÇÃO DE ÁGUAS SERVIDAS

FOSSA SÉPTICA

CAIXA DE INSPEÇÃO

SUMIDOURO

FOSSA SÉPTICA REDONDA E RETANGULAR

EXEMPLOS DE DIMENSÕES DE FOSSAS

O tamanho da fossa séptica depende do número de pessoas do

imóvel. É dimensionada em função de uma contribuição de 250 litros

de esgotos por pessoa, por dia. Porém a capacidade nunca deve ser

inferior a 1.250 litros. É importante que tenham tampões de inspeção

com a menor dimensão, igual ou maior que 60cm para eventual

remoção do lodo e vistoria do sistema.

Quando o diâmetro (fossa redonda) ou o comprimento (fossa

retangular) forem iguais ou maiores que 2 metros, recomenda-se

construir 02 tampões de inspeção, um sobre a entrada e outro sobre

a saída da fossa.

As paredes das fossas devem ter 10cm de espessura se construídas

em concreto, ou 20cm no caso de alvenaria, com o fundo devendo

ser de concreto com 15cm de espessura.

Quando construídas em alvenaria as paredes devem ser revestidas

com argamassa de cimento-areia com aplicação de material

impermeabilizante.

A saída da fossa deve situar-se no mínimo a 5cm abaixo da tubulação

de entrada, devendo esta ter diâmetro mínimo de 100m.

É recomendado o uso de ventilação em qualquer tipo de fossa séptica.

NUMERO

DE

PESSOAS

FOSSA REDONDA FOSSA RETANGULAR

Altura (H)

Diâmetro ( )

Altura (H)

Comprimento (L)

Largura (B)

Volume Útil (litros)

Até 5 1.30 1.10 1.10 1.20 0.95 1250 l

Até 7 1.85 1.10 1.20 1.30 1.15 1750 l

Até 9 1.70 1.30 1.20 1.45 1.30 2250 l

Até 12 2.30 1.30 1.30 1.65 1.40 3000 l

Até 15 2.45 1.40 1.40 1.80 1.50 3750 l

Até 20 2.50 1.60 1.60 2.00 1.60 5000 l

H

H = altura efetiva do nível do esgoto inte- rior da fossa séptica.

Entrada inclinação de 2% (^) Saída inclinação de 1%

Cano de Saída

Entrada Saída

Cano de Entrada TÊ sanitário (100mm)

Projeção do cano de entrada (100mm) e TÊ sanitário

Projeção do cano de saída (100mm) e TÊ sanitário

Parede de tijolos impermeabilizada

TÊ sanitário (100mm)

Terra Compactada

Concreto

40 cm 30 cm

30 cm

20 cm

20 cm

10 cm

Diâmetro - D

PLANTA BAIXA DE UMA FOSSA SÉPTICA REDONDA

CORTE EXPLICATIVO DE UMA FOSSA SÉPTICA

H = altura efetiva do nível do esgoto no interior da fossa séptica.

Obs.: medidas em metros

SUMIDOURO

O sumidouro tem a função de permitir a infiltração da parte líquida dos esgotos

no solo. Para tanto, as paredes devem ser vazadas e o fundo permeável. O

tamanho do sumidouro vai depender do número de pessoas que utilizam

o sistema e da capacidade de infiltração

do terreno. Terrenos arenosos têm boa

capacidade de infiltração e o sumidouro

tende a ser pequeno. Terrenos argilosos ao

contrário necessitam de sumidouros grandes.

Nos casos que o lençol d´água esteja em

profundidade conveniente, de modo a

não haver risco de contaminação, e o solo

sendo permeável, é recomendável adotar o

sumidouro.

Os sumidouros podem ser construídos em

alvenaria de tijolo comum, furado ou anéis

de concreto. Para o uso do tijolo comum,

estes devem ser colocados afastados entre

si, com argamassa só na horizontal. Existem

no mercado anéis de concreto furados, que

facilitam a construção de sumidouros.

A laje de cobertura deve ser de concreto

armado dotado de abertura de inspeção. As

paredes não devem ser revestidas e o fundo

será na própria terra batida, tendo apenas

uma camada de brita n°. 04 variando entre

50 e 70 centímetros de altura (vide corte

explicativo ao lado).

Conforme necessidade deve ser construída

mais de um sumidouro em local afastado um

do outro, com distância “D” entre sumidouros

equivalente a três vezes o diâmetro interno do

sumidouro, não sendo permitido ser inferior a

distância mínima de 6 metros.

CI

FOSSA SÉPTICA

CAIXA DE INSPEÇÃO

SUMIDOURO

D (mín. 6 metros)

Esquema mostrando às ligações entre

edificação, fossa e sumidouros

PLANTA BAIXA DE UM SUMIDORO

CORTE EXPLICATIVO DE UM SUMIDORO

Em muitos locais, o tipo de terreno não é favorável à infiltração no solo,

acontecendo o extravasamento do sumidouro. Nesse caso, o dimensionamento

do sumidouro não foi adequadamente ou pode ter ocorrido perda da

capacidade de infiltração (colmatação) do solo. Recomenda-se construir um

maior número de sumidouros ou optar por vala de infiltração com a finalidade

de melhorar a área de absorção para o esgotamento.

Em locais onde o lençol

freático atinge no

período chuvoso o seu

nível máximo, próximo

a superfície do terreno,

torna-se inviável a

execução de sumidouro.

Nestes casos, é indicado

o sistema de valas de

infiltração.

Entrada

Tampa móvel para inspeção

Parede de tijolos vazada

Diâmetro - D

Tubulação de Entrada

Lençol Freático

Nível máx. do Lençol Freático

Distância mín. 1,5m

Entre 0,5 a 0,7m

H útil

Tampa móvel para inspeção

Parede de tijolos vazada

Terra Compactada

Brita nº 4

VALAS DE INFILTRAÇÃO

PLANTA BAIXA ESQUEMÁTICA DE VALAS DE INFILTRAÇÃO

Nos casos em que o lençol d`água esteja próximo da superfície do

solo, é recomendável adotar as valas de infiltração. Este processo

diminui o risco de contaminação do lençol d´água (freático).

Para construção das valas de infiltração, poderão ser usados tubos de

PVC rígido, corrugados e perfurados. É usualmente utilizado um tubo

de 100m.

RECOMENDA-SE

Largura da vala............................................................................................... 0,50m

Profundidade da vala................................................................ 0,50m a 0,60m

Declividade (I) ...........................................................................0,25% ≥ | ≤ 0,5%

Afastamento mínimo entre os tubos......................................................1,0m

Comprimento máximo das valas ..........................................................30,0m

Caixas de inspeção

Tubo liso branco Caixa de distribuição

Vem da fossa

Luva corrugada

mín. 1m

Corte transversal (ampliado)

Declividade 0,25 a 0,5%

máx. 30m

Tubo-dreno corrugado

Tubo liso branco

Caixas de inspeção

Caixas de inspeção

Tubo liso branco Caixa de distribuição

Vem da fossa

Luva corrugada

mín. 1m

Declividade 0,25 a 0,3%

máx. 30m

Tubos de PVC rígido corrugados e perfurados para drenagem TIGRE

Tubo liso branco

Caixas de inspeção

Tubo PVC rígido p/ esgoto primário (DN 100)

CORTE TRANSVERSAL

DA VALA

DETALHE DOS TUBOS

DRENOS CORRUGADOS

Papel asfáltico

Brita

10 cm

5 a 10 cm

10 a 30 cm

50 cm

VALAS FILTRANTES

RECOMENDA-SE

PLANTA BAIXA ESQUEMÁTICA DAS VALAS FILTRANTES

Nos casos em que o lençol d’água esteja próximo da superfície do solo, é

recomendável adotar as valas de infiltração. Este processo diminui o risco de

contaminação do lençol d’água (freático).

Para construção das valas de infiltração, poderão ser usados tubos de PVC

rígido, corrugados e perfurados. É usualmente utilizado um tubo de 100m.

Largura da vala 0,50m Profundidade da vala 0,50m a 0,60m

Declividade (I) 0,25% ≥ | ≤ 0,5%

Afastamento mínimo entre os tubos 1,0m

Comprimento máximo das valas 30,0m

Areia g

Pa asfá

Atendimento e informações, ligue 115. www.caesb.df.gov.br