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Franck Hertz
Tipologia: Notas de estudo
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Licenciatura em F´ısica a Distˆancia F´ısica Moderna Adhimar Fl´avio Oliveira
Em 1914, James Franck e Gustav Hertz fizeram um importante experimento sobre a estrutura atˆomica da mat´eria. O objetivo era determinar a intera¸c˜ao de el´etrons quando eles passavam atrav´es de uma g´as de ´atomos. O esquema do equipamento utilizado por Franck e Hertz ´e apresentado na Figura 1
Figura 1: Esquema do aparato utilizado por Franck-Hertz.
Franck e Hertz constru´ıram um tubo com trˆes eletrodos no qual eles inseriram merc´urio. A fonte de el´etrons era emiss˜ao t´ermica de um c´atodo aquecido. Os el´etrons eram ace- lerados por uma diferen¸ca de potencial (Va) entre o c´atodo e a grade, a qual era variada durante o experimento. A energia cin´etica dos el´etrons que chegam `a grade, supondo que eles n˜ao interagem com os ´atomos de merc´urio ´e qVa. Ap´os passarem pela grade os el´etrons eram desacelerados por uma pequena diferen¸ca de potencial (Vd) entre o ˆanodo e a grade, a qual ´e mantida constante durante o experimento. A energia cin´etica dos el´etrons que chegam ao ˆanodo, assumindo que n˜ao exista intera¸c˜ao com os ´atomos de merc´urio, ´e qVa − qVd. Se os el´etrons perdem alguma energia (∆E) atrav´es de intera¸c˜oes com ´atomos de merc´urio, ent˜ao, sua energia cin´etica no ˆanodo ser´a
EKanodo = qVa − qVd − ∆E. (1)
Ao realizar o experimento Frank e Hertz mediram a corrente do ˆanodo I como fun¸c˜ao de Va. Na Figura 2 ´e apresentado o resultado de uma medida semelhante.
Figura 2: Gr´afico da corrente do ˆanodo I como fun¸c˜ao de Va.
Como esperado, uma maior voltagem de acelera¸c˜ao produz uma maior energia cin´etica, ou seja, mais el´etrons atingem o ˆanodo. Entretanto ocorre uma redu¸c˜ao da corrente quando a direferen¸ca de potencial entre o c´atodo e a grade por volta de 4,9 V. Para esta diferen¸ca de potencial a energia cin´etica dos el´etrons ´e suficiente para mandar o el´etron de valˆencia do merc´urio para o primeiro n´ıvel excitado atrav´es de uma colis˜ao inel´astica. Como o el´etron perde energia, ele n˜ao consegue mais atravessar a regi˜ao entre a grade e o ˆanodo, devido `a diferen¸ca de potencial Vd. Isto faz com que a corrente I atinja um m´ınimo. Se a diferen¸ca de potencial Va ´e aumentada acima de 4,9 V, a energia cin´etica dos el´etrons ´e novamente suficiente para que eles consigam vencer a diferen¸ca de potencial Vd, fazendo com que a corrente I volte a aumentar. Quando Va ´e 2×4,9 V, a energia cin´etica e t˜ao alta que dois ´atomos em sucess˜ao podem ser excitados pelo mesmo el´etron. Isto produz um segundo m´ınimo na corrente I. E poss´´ ıvel observar 10 m´aximos sequenciais, todos com o mesmo espa¸camento de 4,9 V. Estes dados mostram um efeito quˆantico. Os el´etrons n˜ao perdem nenhuma energia ou perdem algum m´ultiplo inteiro de 4,9 V. O ´atomo de merc´urio retorna para o estado fundamental atrav´es da emiss˜ao de um f´oton com uma energia de 4,9 eV. O comprimento de onda de tal f´oton ´e de aproximadamente 253 nm.
1.2.1 Lista de materiais
Figura 3: Esquema de montagem do experimento.
Figura 4: Painel do Measure.
a escala de 0.1 μA. Se a curva obtida possuir muito ru´ıdo significa que a escala usada no amplificador de corrente n˜ao foi adequada.