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Fundaçoes e Obras da Terra, Exercícios de Engenharia Civil

Caderno de questões sobre fundações

Tipologia: Exercícios

2019

Compartilhado em 03/09/2019

denise-almeida
denise-almeida 🇧🇷

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Aula 00
Engenharia Civil p/ FUNAI - (Cargo: Engenheiro Civil) - com videoaulas
Professor: Marcus Campiteli
93220103200 - Engenheira Suziane Tavares
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Engenharia Civil p/ FUNAI - (Cargo: Engenheiro Civil) - com videoaulas

Professor: Marcus Campiteli

Vídeo, Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 0

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ENGENHARIA CIVIL P/ FUNAI

Olá, Pessoal

Estão abertas as inscrições para o cargo de Engenheiro Civil da Funai (Área 2). A banca é a ESAF.

São 3 vagas imediatas. Serão convocados 30 candidatos para a prova discursiva.

A prova objetiva está marcada para o dia 7 de agosto de 2016. Portanto, dá tempo de se preparar, desde que de forma objetiva e focada. E esse é o objetivo deste curso, ao apresentar a vocês a teoria das normas e livros de forma consolidada e amigável, juntamente com as questões comentadas da ESAF relativas aos assuntos tratados. Considerando a pequena quantidade de questões anteriores da ESAF, apresento também questões da FCC, por apresentarem o mesmo estilo de questões.

Este curso de Edificações abrangerá as seguintes matérias do edital, com as respectivas datas das aulas:

Aula Assunto Data 0 Fundações Imediato 1 Questões de Fundações Comentadas 2/ 2 Sondagens 6/ 3 Concreto Armado 9/ 4 Estruturas Metálicas 13/ 5 Alvenaria 16/ 6 Impermeabilização 20/ 7 Pisos 23/ 8 Revestimentos 30/ 9 Pinturas 6/ 10 Cobertura 13/ 11 Esquadrias 15/ 12 Madeira, Materiais Cerâmicos e Vidro 17/

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e Auditor Federal de Controle Externo do TCU na área de obras públicas, em 2005. Hoje trabalho neste último.

Trabalhei durante seis anos como engenheiro militar e estou a seis no TCU, sempre participando de auditorias em obras públicas.

Na área de aulas, ministrei cursos de engenharia civil, presenciais e à distância, para o concurso do TCU de 2009 e 2011, TCM/RJ de 2011, TC/DF de 2012, TC/ES 2012, Câmara dos Deputados de 2012, CGU de 2012, Perito da Polícia Federal 2013, INPI 2013, CNJ 2013, DNIT 2013, CEF 2013, ANTT 2013, Bacen 2013, MPU 2013, TRT/15 2013, TRT/17 2013, TRF/3 2013, PF Adm 2014, Suframa 2014, CEF 2014, CBTU 2014, TJ-PA/2014, TCE- RS/2014, TCE-GO/2014, Pref. Florianópolis/2014, Petrobras/2014, TCM-GO/2015, CGE-PI/2015, TCE-CE/2015, TCM-SP/2015, TRT- MG/2015, MPOG/2015, CGM-SP/2015, TCE-RN/2015 e MP-SP/2016.

Agora que vocês me conheceram um pouco, retornemos ao nosso curso.

Sabemos que as bancas cobram detalhes da bibliografia disponível nos livros e nas normas acerca do abrangente campo da engenharia civil previsto no edital. Por isso, apresento a teoria dos assuntos de forma detalhada e com base primordial nas normas da ABNT, por serem a fonte mais confiável. Com isso, vocês já estarão habituados aos textos passíveis de serem fontes das questões. Subsidiariamente recorro a livros consagrados de engenharia civil.

Busco mesclar figuras e fotos didáticas aos textos na busca de tornar a matéria o mais amigável possível, de forma a facilitar ao máximo o entendimento das informações truncadas das normas.

O desafio do estudo dessa especialidade é conseguir objetividade diante da sua vasta abrangência. E pretendo alcançar

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esse objetivo neste curso por meio da apresentação das questões. Afinal, não temos tempo a perder.

Primeiramente apresento a vocês a teoria e as questões relacionadas aos conteúdos teóricos, sem gabarito. Posteriormente, apresento as mesmas questões comentadas e, na parte final, reapresento as questões tratadas na aula, com o gabarito na última folha, para que vocês possam treinar.

Em muitas das questões, os comentários complementam a teoria trazendo mais informações.

Costumo destacar em negrito informações que acho com cara de questão.

Críticas e sugestões poderão ser feitas no próprio sistema do Estrategia assim como encaminhadas ao seguinte endereço de e- mail: [email protected].

Estarei no fórum de dúvidas para respondê-los. Espero que caia na prova somente o que vocês estudem !!! Bons estudos e boa sorte !!!

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FUNDAÇÕES

Olá pessoal, esta aula de fundações está focada na norma mais atualizada, que é a NBR 6122/2010. Considero que o texto da norma é o mais confiável para servir de base de estudo para esta prova. Ainda mais porque ela é bem atual, de 2010.

O conteúdo é complementado com livros consagrados na área, em especial os livros Fundações: Teoria e Prática, da editora PINI, Técnica de Edificar, do autor Walid Yazigi, e Exercícios de Fundações, do autor Urbano Rodriguez Alonso. Demais fontes são mencionadas no texto.

1 - INTRODUÇÃO

As fundações são responsáveis pela transmissão das cargas das edificações, pontes, viadutos etc. ao solo, seja de forma direta, por fundações superficiais, seja de forma indireta, por fundações profundas.

As fundações superficiais, diretas ou rasas são representadas pelas sapatas, blocos, radier, sapatas associadas, vigas de fundação e sapatas corridas.

Já as fundações profundas são representadas, basicamente, pelas estacas e tubulões.

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Fonte:<www.revistatechne.com.br>

As estacas podem ser divididas em estacas moldadas in loco e estacas pré-moldadas.

As estacas moldadas in loco são representadas pelas estacas broca, Strauss, Franki, Raiz, Hélice Contínua entre outras, e as estacas pré-moldadas podem ser de concreto, metálicas ou de madeira.

Os tubulões dividem-se, basicamente, entre os tubulões a céu aberto e os tubulões a ar comprimido.

Mas antes de estudarmos os diferentes tipos de fundações, vamos ver alguns conceitos importantes para o entendimento da teoria e que são cobrados em questões de concurso.

1) (43 – Metrô/2009 – FCC) Tubulões; Estacas Strauss, Franki, Raiz, Barrete/Estação; e Sapatas, são, respectivamente, exemplos de fundações

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3) (69 – TCE/MG – 2007 – FCC) Uma edificação é apoiada sobre sapatas em solo argiloso normalmente adensado. Com o carregamento proveniente do peso da estrutura iniciou-se um processo de recalque por adensamento da argila. Como as sapatas têm dimensões e tensões de trabalho uniformes, espera-se que

(A) as sapatas periféricas apresentem recalques maiores que as centrais.

(B) as sapatas centrais não sofram nenhum recalque.

(C) os recalques sofridos pelas sapatas sejam uniformes.

(D) não ocorram recalques.

(E) as sapatas periféricas apresentem recalques menores que as centrais.

c) Cota de arrasamento

Nível em que deve ser deixado o topo da estaca ou tubulão , demolindo-se o excesso ou completando-o, se for o caso. Deve ser definido de modo a deixar que a estaca e sua armadura penetrem no bloco com um comprimento que garanta a transferência de esforços do bloco à estaca.

d) Nega

A nega corresponde à penetração permanente de uma estaca , causada pela aplicação de um golpe do pilão. Em geral é medida por uma série de dez golpes. Ao ser fixada ou fornecida, deve ser sempre acompanhada do peso do pilão e da altura de queda ou da energia de cravação (martelos automáticos).

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Pode-se dizer que a nega é uma medida indireta e dinâmica da capacidade de carga da estaca.

e) Repique

O repique corresponde à parcela elástica do deslocamento máximo de uma seção da estaca, decorrente da aplicação de um golpe do pilão.

Também pode-se dizer que o repique é uma medida indireta e dinâmica da capacidade de carga da estaca, contudo é pelo deslocamento elástico do topo da estaca.

2 - FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS

As fundações superficiais são elementos cuja carga é transmitida ao terreno, predominantemente pelas pressões distribuídas sob a base da fundação , e em que a profundidade de assentamento em relação ao terreno adjacente é inferior a duas vezes a menor dimensão da fundação.

A base da fundação deve ser assente a uma profundidade tal que garanta que o solo de apoio não seja influenciado pelos agentes atmosféricos e fluxos d’água. Nas divisas com terrenos vizinhos, salvo quando a fundação for assente sobre rocha, tal profundidade não deve ser inferior a 1,5 m.

Em planta, as sapatas ou os blocos não devem ter dimensão inferior a 60 cm.

Todas as partes da fundação superficial em contato com o solo (sapatas, vigas de equilíbrio etc.) devem ser concretadas sobre um lastro de concreto não estrutural com no mínimo 5 cm de espessura, a ser lançado sobre toda a superfície de contato solo-fundação.

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Fonte: <www.revistatechne.com.br>

Fonte: <www.revistatechne.com.br>

2.1.1 – Execução

a) Escavação das Cavas

Na escavação em solo, caso se utilizem equipamentos mecânicos, a profundidade de escavação deve ser paralisada no

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mínimo a 30 cm acima da cota de assentamento prevista, sendo a parcela final removida manualmente.

b) Preparação para a Concretagem

Antes da concretagem o solo ou rocha de apoio das sapatas deve ser vistoriado pelo engenheiro, que confirmará in loco a capacidade de suporte do material. Esta inspeção pode ser feita com penetrômetro de barra manual ou outros ensaios expeditos de campo.

Caso haja necessidade de aprofundar a cava da sapata, pode-se preencher a diferença de cota de assentamento com concreto (fck ≥ 10 MPa) ou aumentar o comprimento do pilar. Nesse caso deve-se consultar o projetista estrutural.

O preenchimento com concreto deve ocupar todo o fundo da cava e não só a área de projeção da sapata.

4) (41 – Assembleia Legislativa/SP – 2010 – FCC) Considere a seguinte figura:

No dimensionamento da fundação direta para o pilar P2 de dimensões 30 cm × 30 cm, com carga de 2000 kN, a sapata mais indicada, distanciada de 2,5 cm da divisa, é

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Após a realização de prova de carga sobre placa chegou-se aos valores de 750 kN e 1100 kN para 15 mm de recalque e 47,5 mm (ruptura), respectivamente. Sabendo-se que, o recalque estrutural admissível é de 15 mm, pode-se afirmar que o projeto de estaqueamento do pilar está

(A) correto, pois a carga admissível é igual a 750 kN.

(B) correto, pois a carga admissível será de 550 kN.

(C) errado, pois a carga admissível será de 500 kN.

(D) errado, pois a carga admissível é de 750 kN.

(E) errado, pois a carga admissível é de 1 100 kN.

7) (46 – Defensoria/SP – 2009 – FCC) Considere as seguintes etapas executivas de uma fundação:

I. escavação;

II. colocação de um lastro de concreto magro de 5 a 10 cm de espessura;

III. posicionamento das fôrmas, quando o solo assim o exigir;

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IV. colocação das armaduras;

V. concretagem;

VI. execução de cinta de concreto armado;

VII. aplicação de camada impermeabilizante.

A sequência apresentada refere-se às etapas de execução de uma fundação do tipo:

(A) blocos e alicerces.

(B) sapata isolada.

(C) tubulão a céu aberto.

(D) sapata corrida.

(E) radier.

8) (45 – TRE/BA – 2003 – FCC) Na figura abaixo:

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(C) -9 e -

(D) -12 e -

(E) -12 e -

9) (38 – TRE/MS – 2007 – FCC) Sabendo-se que o solo de apoio das sapatas é constituído de argila rija, a pressão básica a ser adotada (NBR 6122) é, em MPa, de

(A) 0,

(B) 0,

(C) 0,

(D) 0,

(E) 0,

10) (43 – Sabesp/2012 – FCC) Na utilização da fórmula de Terzaghi, que permite avaliar a tensão de ruptura do solo sob uma sapata, deve-se empregar

(A) pressões totais ou efetivas, desde que o solo seja arenoso.

(B) pressões totais ou efetivas, desde que o solo seja argiloso.

(C) somente pressões efetivas.

(D) somente pressões totais.

(E) pressões totais ou efetivas, independente da condição do solo.

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11) (63 – TCE-GO/2014 – FCC) No projeto de fundações de uma edificação, no dimensionamento de uma sapata para um pilar de dimensões 40 cm ×40 cm, com carga de 7200 kN e tensão admissível do solo igual a 200 kPa, a sapata mais econômica terá forma quadrada de lado, em metros, igual a

(A) 2. (B) 3. (C) 4. (D) 5. (E) 6.

2.2 Bloco

Os blocos são elementos de grande rigidez executados com concreto simples ou ciclópicos, dimensionados de modo que as tensões de tração nele produzidas possam ser resistidas pelo concreto , sem necessidade de armadura.

Pode ter suas faces verticais, inclinadas ou escalonadas e apresentar normalmente em planta seção quadrada ou retangular.

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