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Anatomia e Fisiologia do Intestino Grosso: Colons, Reto e Canal Anal, Notas de aula de Gastroenterologia

resumo digitalizado de gastroenterologia

Tipologia: Notas de aula

2021

Compartilhado em 11/05/2021

anna-laura-toledo-11
anna-laura-toledo-11 🇧🇷

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CIRGICA
GASTROENTEROLÓGICA III
CO LÓN S, RETO E CANA L A NAL
Principal função do
intestino grosso →
absorção de água
ingerida e aquela
proveniente de
secreções digestivas
Intestino grosso
responsável pelo
armazenamento e
pela eliminação da
massa fecal
Mucosa (epitélio) grandular reveste intestino
grosso, delgado, reto e colóns
Flexura hepatocólica (direita)
Flexura esplenocólica (esquerda)
Fáscias são cheias de linfonodos localizados que
disseminam (ex. diverticulite, câncer,etc)
Colon ascendente
A partir do ceco em direção ao lobo direito
do fígado
O cólon ascendente é mais estreito que o ceco
retroperitoneal
Ao longo do lado direito da parede
abdominal.
Colon descendente
Desce a partir da flexura esquerda do cólon
para a fossa ilíaca esquerda
É contínuo com o sigmoide
Colon sigmoide
Forma de “S”
Comprimento variável
Fossa ilíaca esquerda até s3
Une-se ao reto
Meso longo com liberdade de Movimento
A 18 cm da borda anal tem um estreitamento
(junção retosigmoidea)
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CIRÚRGICA

GASTROENTEROLÓGICA III

COLÓNS, RETO E CANAL ANAL Principal função do intestino grosso → absorção de água ingerida e aquela proveniente de secreções digestivas Intestino grosso → responsável pelo armazenamento e pela eliminação da massa fecal

  • Mucosa (epitélio) grandular reveste intestino grosso, delgado, reto e colóns Flexura hepatocólica (direita) Flexura esplenocólica (esquerda) Fáscias são cheias de linfonodos localizados que disseminam (ex. diverticulite, câncer,etc) Colon ascendente - A partir do ceco em direção ao lobo direito do fígado - O cólon ascendente é mais estreito que o ceco retroperitoneal - Ao longo do lado direito da parede abdominal. Colon descendente - Desce a partir da flexura esquerda do cólon para a fossa ilíaca esquerda - É contínuo com o sigmoide Colon sigmoide - Forma de “S” - Comprimento variável - Fossa ilíaca esquerda até s - Une-se ao reto - Meso longo com liberdade de Movimento - A 18 cm da borda anal tem um estreitamento (junção retosigmoidea)

Reto e canal anal

  • Porção terminal do intestino
  • A partir s
  • Revestido por epitélio estratificado colunar - pavimentoso
  • Segue a curva do sacro e cóccix
  • Curvando acentuada póstero- inferior quando entra no diafragma pélvico
  • Flexura anorretal – continência
  • Ampola retal – parte dilatada
  • Canal anal – face superior do diafragma pélvico ate o ânus *** linha pectínea - colunas anais ***carcinoma espinocelular - boca, faringe, esôfago e canal anal *** adenocarcinoma - estômago, intestino delgado, colons e reto ******* o câncer que dá no reto é diferente dos demais devido ao epitélio Propedêutica colorretal
  • Pode-se caracterizar a dor relacionada ao intestino grosso como de origem abdominal ou perineal
  • A dor perineal é mais facilmente investigada por inspeção perineal (trombose hemorroidária, abscessos e fissura anal)
  • O tenesmo (ou puxo) refere-se à dor intensa relacionada à evacuação, mas com saída de pequena quantidade de fezes, muco ou apenas gases
  • A dor abdominal relacionada ao intestino grosso pode ocorrer: No quadrante superior direito, raramente, como em casos de obstipação intestinal severa No quadrante inferior esquerdo, mais frequente, pela localização do cólon sigmoide e incidência de diverticulite, podendo ocorrer também na síndrome do intestino irritável e neoplasia de cólon;
  • No quadrante inferior direito atinge ceco e parte do cólon ascendente, presente em casos de apendicite, Doença de Crohn e neoplasia de ceco - Difusa, como classicamente descrita em casos de apendicite complicada, após perfuração e disseminação peritoneal. - Diarreia → definida como o aumento do número de evacuações (mais de 3 diárias), com aumento de volume e líquido. - Quando tem origem em intestino grosso, é geralmente em maior número e menos volume quando comparada à do intestino delgado - Usa-se o termo disenteria referindo- se à diarreia com dor abdominal, muco e sangue, presente por exemplo na Shiguelose e Amebíase - Diarreia aguda→ Quando se inicia investigação de diarreia aguda (menos de 30 dias), exemplos que devem ser considerados são retocolite ulcerativa, Doença de Crohn e Amebíase. - Diarreia crônica (mais de 30 dias) inclui causas como neoplasia de cólon, hipertireoidismo e síndrome do intestino irritável. - Obstirpação → sintoma associado à frequência menor que uma evacuação a cada dois dias, na presença de fezes ressecadas e endurecidas, pode ter causa funcional (normal para o indivíduo), inércia colônica ou por obstrução no trato de saída. - Importante a diferenciação de termos referentes a hemorragias digestivas: - Hematêmese → definida como vômitos com sangue (quando do delgado, pode ser originária do duodeno, como úlcera). - Melena (sangue digerido nas fezes, escurecidas e malcheirosas) → pode ser originária de úlcera no estômago, duodeno ou neoplasias altas - Enterorragia → sangue misturado às fezes, em grande quantidade. São causas de enterorragia em crianças: divertículo de Meckel, pólipos juvenis e doença inflamatória intestinal. Em adultos, doença diverticular dos cólons, neoplasias e angiodisplasias. - Hematoquezia – sangue em pequena quantidade junto das fezes. Sangramento de origem anal, como o causado por hemorroidas

Ânus e reto Toque Retal

  • avaliar a tonicidade do esfíncter anal, a elasticidade, a motricidade e a dor
  • reto apresenta consistência amolecida e é pouco móvel
  • Fissura anal
  • Fístula anorretal
  • Cisto e fístula pilonida)
  • Hemorroidas internas (externas, em geral, não precisa)
  • Relaxamento esfincteriano (sensibilidade, tabes dorsalis, lesões medulares)
  • Neoplasias benignas e malignas (bem como extensão das malignas)
  • Estenoses retais (congênita, senil)
  • Abscesso anorretal
  • Dedo indicador da mão direita, introduzido após lubrificação, com leve movimento de rotação
  • Normalmente alcança-se 10 cm da borda anal
    • Verificar tônus esfincteriano, tumorações, sensibilidade a dor e elasticidade do canal anal
    • Parede anterior do reto no homem apresenta a próstata, o espaço retovesical e a válvula de Houston
    • Na mulher, na parede retovaginal, fundo de saco de Douglas (espaço reto-uterino), colo uterino, corpo do útero e válvula de Houston Dor abdominal
    • Início
    • Localização
    • Caráter (tipo) da dor
    • Irradiação
    • Periodicidade
    • Intensidade (1-10)
    • Fatores desencadeantes
    • Fatores que melhoram (medicação/posição antálgica)
    • Fatores que pioram
    • Fatores que acompanham a dor Evolução, tipo e intensidade: Aguda – Crônica Conceitos importantes
    • Esteatorréia - Aumento da quantidade de gordura nas fezes
    • Fezes volumosas, amareladas e fétidas (manteiga rançosa) que flutuam no vaso sanitário (conteúdo gasoso)
  • Frequentemente associada a diarréia
  • Gordura pode ser detectada pela presença de líquido oleoso misturado as fezes ou gotas de gordura na água do vaso
  • Hábito intestinal → é o termo usado para no de evacuações/dia. Não há “melhor” número de evacuações diárias ou semanais. Algumas pessoas têm uma evacuação três vezes por dia e outras três vezes por semana. Mais importante do que ter evacuações frequentes é ter movimentos intestinais regulares e fezes macias.
  • Como anda o seu intestino?
  • Com que frequência evacua?
  • Tem alguma dificuldade?
  • Notou alguma mudança nos seus hábitos intestinais?
  • Coloração da fezes? ACOLIA FECAL? ENEGRECIDA?
  • Mudança de volume das fezes?
  • Caracterizar mudança do habito intestinal
  • Perguntas caracterizando diagnóstico de hemorragia Neoplasias do colon e reto Semiologia da neoplasias dos colons
    • Neoplasias do colon esquerdo → convivem com luz de menor tamanho e fezes mais pastosas ou sólidas, sendo mais frequentes a obstipação alternada com períodos de diarreia, sangramento (hematoquezia ou enterorragia), podendo ocorrer tenesmo, alteração do calibre das fezes (podendo ser em fita) e o tumor pode ser palpável ou mesmo passível de diagnóstico ao toque retal, em que geralmente se observa sangue em dedo de luva
    • Neoplasias do colon esquerdo → A alça de sigmoide é o segmento de mais fácil percepção ao exame palpatório do tubo digestivo, no quadrante inferior esquerdo, e com a sensação de uma corda firme, elástica e pouco móvel.
    • Neoplasias do colon direito - são silenciosos, com luz intestinal maior e fezes liquidas passando por ele; a neoplasia tem tempo de crescer ate começar a dar sintomas.
    • Classicamente, o tumor de colon direito causa anemia (há sangue oculto, dificilmente enterorragia), perda de peso, alteração do hábito intestinal (diarreia ou obstipação mudando o hábito) e, finalmente, massa palpável em flanco direito (nesse ponto o colon e fixo) Propedêutica endoscópica Anuscopia Retosigmoidoscopia