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Gentil Lopes - ALGEBRA LINEAR (COMENTADO)
Tipologia: Notas de estudo
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Não perca as partes importantes!





























































































Insistimos: na matemática um vetor não possui módulo, não possui direção, não possui sentido.
Copyright ©c 2016 Gentil Lopes da Silva
Todos os direitos reservados ao autor
Site do autor → www.profgentil.com.br
email → [email protected]
Editora¸c˜ao eletrˆonica e Diagrama¸c˜ao: Gentil Lopes da Silva Capa: Adriano J. P. Nascimento
Ficha Catalogr´afica
S586a Silva, Gentil Lopes da ´Algebra linear: Comentado/Gentil Lopes da Silva. -Manaus; Boa Vista-RR: Editora Uirapuru, 2016 x, 443 p. il. 16x23 cm [Formato e-book] [Pseud^onimo: Gentil, o iconoclasta] ISBN 978-85-63979-09-
(Ficha catalogr´afica elaborada por Bibliotec´aria Zina Pinheiro CRB 11/611)
Pref´acio Via de regra o que se faz em um pref´acio ´e discorrer sobre o conte´udo da obra. Nos dispensamos deste of´ıcio em raz˜ao de que o leitor, se assim o desejar, pode apreciar o conte´udo deste livro a partir do (extenso) sum´ario, dado logo a seguir. Aproveito este pref´acio para fazer algumas elucubra¸c˜oes incluindo a Matem´atica em si, as quais julgo de alguma relevˆancia. Este livro n˜ao nasceu de notas de sala de aula; ´e um livro de “fundo de quintal”, escrito em minha pr´opria casa (a “uma m˜aos”, isto ´e, “eu e eu”), confesso que uma das motiva¸c˜oes para escrevˆe-lo foi meu v´ıcio em rela¸c˜ao ao processador de texto LATEX 2ε e, em especial, pelo ambiente de figuras pspicture o qual utilizo como uma verdadeira terapia − em raz˜ao disto existe neste livro um n´umero excessivo de figuras. Resumindo: pode-se dizer que tomei a decis˜ao de escrever este livro como um pretexto para desenhar figuras no LATEX 2ε. Por outro lado, existem dezenas e dezenas de livros de Algebra Linear´ em portuguˆes (sem falar nos estrangeiros) dispon´ıveis para alunos e inte- ressados nesse importante ramo da matem´atica, sendo assim uma pergunta pertinente seria: por que mais um?
Respondo invocando uma analogia com a impress˜ao digital. Assim como a impress˜ao digital ´e ´unica os in- div´ıduos s˜ao ´unicos, em particular os autores s˜ao ´unicos, o que implica dizer que suas obras s˜ao ´unicas; isto ´e, den- tre as centenas de livros de Algebra Linear n˜´ ao existem dois iguais − ou ainda: todos os livros s˜ao distintos dois a dois; portanto o presente livro ´e ´unico no sentido em que reflete minha individualidade.
Ademais, acreditamos − por v´arias raz˜oes − que o aluno de matem´atica deva ter `a sua disposi¸c˜ao mais que um livro da disciplina que esteja apren- dendo. E dentro deste contexto que situa-se esta obra, ou seja: nela o aluno´ ter´a mais uma op¸c˜ao para auxili´a-lo no seu aprendizado.
Por outro lado, acontece com as v´arias obras (livros) sobre um mesmo assunto o mesmo que acontece no universo da m´usica; para uma mesma can¸c˜ao podem existir dezenas de interpreta¸c˜oes diferentes executadas por m´usicos distintos, n˜ao vejo nenhum mal nisto, pelo contr´ario ´e at´e salutar no sentido de nos disponibilizar um maior n´umero de op¸c˜oes.
Um aspecto relevante a ser ressaltado ´e quanto as demonstra¸c˜oes matem´a- ticas. Existem autores que preferem as demonstra¸c˜oes mais curtas e ele- gantes; n˜ao ´e o meu caso, explico: para minha aprecia¸c˜ao particular prefiro as mais curtas e elegantes, n˜ao obstante, como autor, digo, quando estou transmitindo uma ideia ao estudante a´ı ´e diferente no sentido de que a demonstra¸c˜ao mais curta nem sempre ´e a mais did´atica e compreens´ıvel ao aluno.
Livros Publicados (Enderˆe¸cos de acesso)
1- Novas Seq¨u^encias Aritm´eticas e Geom´etricas Bras´ılia-DF: Thesaurus, 2000; 448 p. ISBN: 85-7062-200-X Nota: N˜ao temos o arquivo eletrˆonico deste livro, apenas impresso. Visite nosso site: www.profgentil.com.br
2- O TAO DA MATEM´ATICA (Uma Constru¸c~ao Matem´atica de Deus) Rio de Janeiro: LetraCapital, 2011; 500 p. ISBN: 978-85-7785-096- ebah https://goo.gl/2nRS8x
slideshare https://goo.gl/FbuJHV
scribd https://goo.gl/0HDswb
3- Exuma¸c~ao e Julgamento de Deus Taguatinga-DF: Editora Kiron, 2012; 197 p. ISBN: 978-85-8113-054- ebah https://goo.gl/sTLFvv
slideshare https://goo.gl/ppNBaE
scribd https://goo.gl/JbUw6h
4- Espa¸cos M´etricos (com aplica¸c~oes) Taguatinga-DF: Editora Kiron, 2013; 628 p. ISBN: 978-85-8113-125- ebah https://goo.gl/OOaBBk
slideshare https://goo.gl/R6MfVj
scribd https://goo.gl/yfqclG
5- O DEUS QU^ANTICO (Um Deus pra homem nenhum botar defeito, mesmo que esse homem seja um ateu) Manaus-AM: Grafisa, 2014; 235 p. ISBN: 978-85-99122-40- ebah https://goo.gl/Gj36Wj
slideshare https://goo.gl/JoPzzX
scribd https://goo.gl/A0Pnbc
6- Programando a HP 50 g (Com Programa¸c~ao Simb´olica) 2 .a^ Edi¸c˜ao Manaus-AM: Grafisa, 2015; 364 p. ISBN: 978-85-99122-41- ebah https://goo.gl/M9zz9u
slideshare https://goo.gl/lr8k0a
scribd https://goo.gl/nUCVW
7- Fundamentos dos N´umeros (Tudo o que voc^e gostaria de saber sobre os n´umeros mas n~ao tinha a quem perguntar) Publica¸c˜ao Eletrˆonica, 2016; 514 p. ISBN: 978-85-63979-08- ebah https://goo.gl/8YVCPB
slideshare https://goo.gl/Ah5m0g
scribd https://goo.gl/mkl0PG
Quando o esp´ırito se apresenta a cul- tura cient´ıfica, nunca ´e jovem. Ali´as ´e bem velho, porque tem a idade de seus preconceitos. Acedera ciˆencia ´e reju- venescer espiritualmente, ´e aceitar uma brusca muta¸c˜ao que contradiz o passado. (Gaston Bachelard)
1.1 Introdu¸c˜ao:
Pelo que tenho constatado n˜ao ´e dif´ıcil encontrar alunos que tenham cursado a disciplina ´algebra linear e que, ao t´ermino, n˜ao sabem o que ´e um vetor. Dentre algumas poss´ıveis explica¸c˜oes para este paradoxo gostaria de destacar uma em especial: o condicionamento∗^. Com efeito, muitos alunos chegam nesta disciplina condicionados, por seus estudos anteriores, a imagi- nar que um vetor ´e um ente que possui m´odulo, dire¸c˜ao e sentido. Se isto ´e verdade na f´ısica na matem´atica ´e integralmente falso. Reitero: na matem´atica um vetor n˜ao possui m´odulo, n˜ao possui dire¸c˜ao, n˜ao possui sentido. Isto se deve a que as defini¸c˜oes deste ente (vetor) s˜ao distintas nestas duas disciplinas. Embora, atrav´es de um malabarismo os vetores da f´ısica possam ser incluidos entre os vetores da matem´atica (como um caso especial), os vetores desta ´ultima v˜ao muito mais al´em. A princ´ıpio s˜ao “pontos” em um espa¸co abstrato; e pontos n˜ao possuem nem m´odulo (comprimento), nem dire¸c˜ao e nem sentido.
∗Ou os preconceitos, da cita¸c˜ao em ep´ıgrafe.
Um outro aspecto relevante que o aluno deve se dar conta ´e o de que, em matem´atica, processar s´ımbolos n˜ao ´e o mesmo que processar significados. E o que se d´´ a com um n´umero significativo de estudantes: processam (manipulam) s´ımbolos, mas n˜ao os significados por tr´as dos s´ımbolos.
Uma analogia: o fato de algu´em usar (operar) um controle remoto ou um celular n˜ao significa que este algu´em compreenda como estes objetos funcionam, entre operar e compreender existe uma enorme distˆancia.
Apenas para contextualizar, sinceramente creio que nenhum engenheiro, ou f´ısico, ´e capaz de resolver a seguinte equa¸c˜ao do primeiro grau:
2 x + 1 = 7 (1.1)
tomando-se como conjunto universo os naturais, isto ´e, N = { 0 , 1 , 2 , 3 ,... }. Claro, at´e por inspe¸c˜ao chega-se `a solu¸c˜ao correta: x = 3. Entretanto, quando digo resolver significa que, partindo-se da equa¸c˜ao, deve-se chegar ao resultado x = 3.
2 x + 1 = 7 ⇒ · · · ⇒ x = 3 (?)
E n˜ao apenas isto, mas tamb´em justificar (provar) todos os passos inter- medi´arios. Neste conjunto n˜ao contamos com oposto aditivo e inverso multiplicativo. Os iniciantes n˜ao est˜ao preparados para o verdadeiro rigor matem´atico; s´o veriam nisso v˜as e fastidiosas sutilezas, perder´ıamos nosso tempo se quis´essemos, cedo demais, torn´a-los mais exigentes. (Poincar´e/A Ciˆencia e a Hip´otese)
2 x+1= A calculadora HP50g resolve a equa¸c˜ao 2 x + 1 = 7 em x = 3 fra¸c˜oes de segundos − Por sinal, equa¸c˜oes muito mais com- plexas que esta. Um computador processa s´ımbolos mas n˜ao significado. O c´erebro da maioria de indiv´ıduos que lida com a matem´atica apenas processa (manusea) s´ımbolos − tal como a HP50g.
Quando, no ensino fundamental, o professor afirma, por exemplo, que “mais vezes menos d´a menos” e que “sinais diferentes, subtrai e d´a-se o sinal do maior ” ele est´a simplesmente dando um comando de programa¸c˜ao aos alunos; programando-os, tal qual um engenheiro programou a calculadora HP.
1.2 Espa¸cos Vetoriais
A abstra¸c˜ao desobstrui o esp´ırito, o torna mais leve e dinˆamico. (Gaston Bachelard)
Assim como um engenheiro, ou um arquiteto, constr´oi suas estruturas, igualmente os matem´aticos constroem as suas. Daremos in´ıcio agora ao estudo de uma das estruturas mais importantes da matem´atica: Espa¸co Vetorial. Os espa¸cos vetoriais constituem os objetos de estudo da ´algebra linear. Um espa¸co vetorial n˜ao ´e um conjunto mas sim uma estrutura (p. 19), e, para construirmos uma de tais estruturas, iremos necessitar de algumas ferramentas; mais precisamente de quatro ferramentas, quais sejam:
1 a^ ) Um conjunto V ; 2 a^ ) Um corpo K; (p. 420) 3 a^ ) Uma opera¸c˜ao sobre os elementos de V , a qual chamaremos de adi¸c˜ao e denotaremos por + ; assim:
4 a^ ) Uma opera¸c˜ao entre um n´umero de K e um elemento de V , a qual chamaremos de multiplica¸c˜ao por escalar e denotaremos por · ; assim:
· : K × V −→ V (λ, u) 7 −→ λ · u
Este ´e apenas o primeiro passo para a constru¸c˜ao da nossa estrutura. Um segundo passo ´e que estas opera¸c˜oes satisfa¸cam alguns requisitos, a saber:
− Exigˆencias (axiomas) para a adi¸c˜ao:
Para quaisquer u, v e w, elementos de V , devemos ter: A1) u + v = v + u (Comutativa) A2) (u + v) + w = u + (v + w) (Associativa) A3) Existe em V um elemento, denotado por 0 , detentor da seguinte propriedade: ∗ u + 0 = u; ∀ u ∈ V. (Elemento neutro)
(Elemento oposto)
A4) Para todo elemento u de V existe um outro elemento de V , denotado por −u, detentor da seguinte propriedade:
u + (−u) = 0
∗Importante: Escolhemos o “zero em negrito” para representar o vetor nulo (que est´a em V ), com o objetivo de distingui-lo do n´umero 0 (que est´a em K).
Observe que no axioma M4) 1 ´e o elemento neutro da multiplica¸c˜ao no corpo, a multiplica¸c˜ao de espa¸co vetorial ´e uma outra multiplica¸c˜ao − no mais das vezes n˜ao tem nada a ver com a primeira −, portanto este elemento n˜ao teria a obriga¸c˜ao de continuar sendo o elemento neutro de uma outra opera¸c˜ao, se isto acontece deve ser por decreto (axioma).
Quando K = R (resp.: K = Q, K = C), o espa¸co vetorial diz-se real (resp.: racional, complexo).
O quadro amarelo a seguir resume o essencial da defini¸c˜ao de espa¸co vetorial.
A1) u + v = v + u
A2) (u + v) + w = u + (v + w) A3) u + 0 = u; ∀ u ∈ V. A4) ∀ u ∈ V, ∃ − u ∈ V : u + (−u) = 0
M1) λ · ( μ · u ) = (λ · μ) · u M2) ( λ + μ ) · u = λ · u + μ · u M3) λ · ( u + v ) = λ · u + λ · v M4) 1 · u = u V = (V, +, ·)
Uma observa¸c˜ao importante ´e a de que n˜ao devemos colocar o “carro na frente dos bois ” e chamar os elementos de um conjunto de vetores antes de construirmos − sobre este conjunto − a estrutura de espa¸co vetorial. Oportunamente estaremos exemplificando este aspecto. Adendo: Podemos dizer que um espa¸co vetorial ´e uma obra (estrutura) de “engenharia matem´atica” cuja planta esbo¸camos assim:
V V^ ×V^ V
V K K×V V
(u, v) r ru+v
(λ, u) r · rλu
V = (V, +, ·)
Adendo: Antes de prosseguir em nossos estudos, uma observa¸c˜ao que jul- gamos de alguma relevˆancia: Em matem´atica existe uma conven¸c˜ao t´acita de que s´o devemos criar novos s´ımbolos em casos estritamente necess´arios. Em consequˆencia deste acordo ´e que em muitos contextos matem´aticos um mesmo s´ımbolo pode ter significados distintos. Por exemplo, na exigˆencia M1), isto ´e:
M1) λ · ( μ · u ) = (λ · μ) · u Estes trˆes s´ımbolos dizem respeito `a mesma multiplica¸c˜ao (escalar por vetor).
Este s´ımbolo diz respeito a uma outra multiplica¸c˜ao (entre escalares e d´a-se no corpo K) Na exigˆencia,
M2) ( λ + μ ) · u = λ · u + μ · u Estes dois s´ımbolos dizem respeito a adi¸c˜oes distintas. A primeira adi¸c˜ao se d´a entre nu- meros, a segunda se d´a entre vetores.
Uma das contribui¸c˜oes definitivas do s´eculo dezenove foi o recon- hecimento de que a matem´atica n˜ao ´e uma ciˆencia natural, mas uma cria¸c˜ao intelectual do homem. Bertrand Russel escreveu no Interna- tional Monthly em 1901 : ‘O s´eculo dezenove, que se orgulha da inven¸c˜ao do vapor e da evolu¸c˜ao, poderia derivar um t´ıtulo mais leg´ıtimo `a fama da descoberta da matem´atica pura.’ Pelo fim do s´eculo era geralmente reconhecido mesmo por n˜ao- matem´aticos que a matem´atica ´e pensamento postulacional, em que de premissas arbitr´arias s˜ao tiradas conclus˜oes v´alidas. Que os postulados sejam ou n˜ao verdadeiros num sentido cient´ıfico ´e indiferente. (Curso Moderno de Filosofia/Denis Huisman e Andr´e Vergez)
Nem vocˆe nem eu nem ningu´em sabemos o que faz um matem´atico vingar. N˜ao ´e uma quest˜ao de inteligˆencia. Conhe¸co matem´aticos mais h´abeis que eu, mas que n˜ao tiveram sorte. Considere dois mineiros: um talvez seja perito em geologia, mas ´e o mineiro ignorante quem acha as pepitas douradas. (Louis J. Mordell/matem´atico britˆanico)
Esta ´e a primeira etapa em nossa constru¸c˜ao. A segunda etapa con- siste em mostrar que estas opera¸c˜oes, assim definidas, satisfazem a todas as exigˆencias listadas na defini¸c˜ao de espa¸co vetorial. Sen˜ao, vejamos:
A1) u + v = (a, b) + (c, d) = (a + c, b + d) (defini¸c˜ao de adi¸c˜ao) = (c + a, d + b) (comutatividade nos reais) = (c, d) + (a, b) (defini¸c˜ao de adi¸c˜ao) = v + u
A2) (u + v) + w =
(a, b) + (c, d)
(a + c, b + d)
(a + c) + e, (b + d) + f
a + (c + e), b + (d + f )
(associatividade nos reais) = (a, b) +
(c + e, d + f )
(defini¸c˜ao de adi¸c˜ao) = (a, b) +
(c, d) + (e, f )
(defini¸c˜ao de adi¸c˜ao) = u + (v + w)
A3) ∃ 0 = (0, 0) ∈ R^2 : ∀ u = (a, b) ∈ R^2 , se verifica, u + 0 = (a, b) + (0, 0) = (a + 0, b + 0) (adi¸c˜ao) = (a, b) (elemento neutro nos reais) = u
A4) ∀ u = (a, b) ∈ R^2 , ∃ − u = (−a, −b) ∈ R^2 : u + (−u) = (a, b) + (−a, −b) =
a + (−a), b + (−b)
(adi¸c˜ao) = (0, 0) (oposto aditivo nos reais) = 0
M1) λ ( μ u ) = λ ( μ (a, b) ) = λ
( μa, μb )
(defini¸c˜ao de multiplica¸c˜ao) = λ ( μa, μb ) =
λ(μa), λ(μb)
(λμ)a, (λμ)b
(associatividade nos reais) = (λμ) (a, b ) (defini¸c˜ao de multiplica¸c˜ao) = (λμ) u
M2) (λ + μ) u = (λ + μ) (a, b)
=
(λ + μ) a, (λ + μ) b
(defini¸c˜ao de multiplica¸c˜ao) = ( λa + μa, λb + μb ) (distributividade nos reais) = (λa, λb) + (μa, μb) (defini¸c˜ao de adi¸c˜ao) = λ (a, b) + μ (a, b) (defini¸c˜ao de multiplica¸c˜ao) = λ u + μ u
M3) λ(u + v) = λ
(a, b) + (c, d)
= λ
(a + c, b + d)
(defini¸c˜ao de adi¸c˜ao) = λ (a + c, b + d) =
λ(a + c), λ(b + d)
(defini¸c˜ao de multiplica¸c˜ao) = ( λa + λc, λb + λd ) (distributividade nos reais) = ( λa, λb ) + ( λc, λd ) (defini¸c˜ao de adi¸c˜ao) = λ(a, b) + λ(c, d) (defini¸c˜ao de multiplica¸c˜ao) = λu + λv
M4) 1 u = 1 (a, b)
= ( 1 a, 1 b ) (defini¸c˜ao de multiplica¸c˜ao) = (a, b) (elemento neutro nos reais) = u
Nota¸c˜ao: ( R^2 , +, · ) = R^2 ´e o espa¸co vetorial R^2.
Nota: Somente agora, ap´os termos provado que a adi¸c˜ao definida em (1.2) satisfaz as exigˆencias A1),... , A4), e que a multiplica¸c˜ao, definida em (1.3) satisfaz as exigˆencias M1),... , M4) ´e que podemos chamar os pontos (a, b), do plano, de vetores. De outro modo: somente agora os pontos (a, b) do plano cartesiano fazem parte de uma estrutura de espa¸co vetorial, isto ´e, deixaram de ser “meros pontos” e adquiriram o status de vetores.