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A germinação precisa de eventos fundamentais para seu crescimento como os fatores externos: luz, temperatura, disponibilidade de água e de oxigênio e os internos: inibidores e promotores da germinação. Resumindo a germinação como o processo de transformação da semente em uma nova planta. Verificar as fases de crescimento do processo de germinação das sementes de Feijão e Milho como forma de entender a reativação das sementes.
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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Disciplina: Fisiologia Vegetal Prof. Gonçalo Mendes da Conceição Discente: Ana Clara de Sousa Braga AULA PRÁTICA REMOTA GERMINAÇÃO DE SEMENTES INTRODUÇÃO Germinação pode ser encarada como uma sucessão de etapas que determina, em uma semente quiescente e com baixo teor de água, a retomada das atividades metabólicas e o início da formação de uma plântula, a partir do embrião (Mayer & Poljakoff-Mayber, 1975). A germinação precisa de eventos fundamentais para seu crescimento como os fatores externos: luz, temperatura, disponibilidade de água e de oxigênio e os internos: inibidores e promotores da germinação. Resumindo a germinação como o processo de transformação da semente em uma nova planta. Fig. 1: Emissão da radícula do feijão Fig. 2: Emissão da plântula de feijão OBJETIVO Verificar as fases de crescimento do processo de germinação das sementes de Feijão e Milho como forma de entender a reativação das sementes. MATERIAL 60 sementes de feijão em perfeito estado de maturação; 60 sementes de milho em perfeito estado de maturação; 2 cartelas de material prensado de 30 células (reutilização de cartelas de ovos). As cartelas serão as bandejas de germinação.
Fig. 3: Bandeja 1. Fig. 4: Bandeja 2 PROCEDIMENTOS: Após a aquisição dos materiais indicados, os três experimentos foram montados; As 3 bandejas de germinação foram colocadas sobre uma mesa de estrutura plana; E foram preenchidas com o substrato para germinação figuras 5 Fig. 5: Experimento 1 e 2 Após colocar do substrato de terra vegetal dentro das células da bandeja de germinação, foi adicionado em cada célula 2 sementes deitadas de cada cultura (feijão e milhoo), deixando com um espaço entre elas, como mostra a figura 6 e 7. Feito isso, todas as sementes de cada célula foram cobertas com o substrato usado. As sementes foram regadas (molhadas) duas vezes ao dia (manhã e noite) para que o processo
O primeiro experimento foi realizado com a semente Phaseolus vulgaris L. (feijão), foi utilizado 60 grãos em ótimas qualidade, conseguintes estas foram semeadas no dia 28 de março/2022, entre área lavada (Tabela 1). A germinação do feijão é Epígea, ou seja, os cotilédones e a gema apical são elevados acima do solo pelo alongamento do hipocótilo, e a plântula é do tipo Fanerocotiledonar carnoso. O feijão é fotoblásticas positivas, germinam na presença de maior quantidade de luz, necessita de raios solares para se desenvolver por isso são plantados em solo raso. Os cotilédones armazenam nutrientes que serão utilizadas na germinação, no experimento realizado com os passar dos dias estas foram murchando, pois a plântula extrai seus nutrientes deles, e os mesmos começam a cair a partir do oitavo dia. Tabela 1. Germinação de Phaseolus vulgaris L. (feijão). QUANTIDADE TOTAL DE SEMENTES UTILIZADA
TIPO DE GERMINAÇÃO Epígea SUBSTRATO UTILIZADO Terra Vegetal QUANTIDADE DE REGAS (por dia) 2 vezes Ao analisar as fases da germinação do feijão, observou-se o rápido crescimento destas sementes, a partir de dois dias já era possível enxergar o surgimento da radícula
(tabela1.2), onde a porcentagem era de 45% (27 sementes), a porcentagem final foi de 85% (58 sementes). Entretanto, alguns feijões não se desenvolveram ao decorrer do processo pela falta de luminosidade ocorrendo a morte de plântulas, portanto ao final do experimento foi de 78,3% (47 sementes). Ademais ao decorrer do processo analisou-se que os feijões tiveram crescimento desordenados e desenvolvimento lento das folhas simples, conseguinte não ocorreu o aparecimento das folhas trifoliadas, isto deve-se também pela falta de luminosidade e oxigênio onde foram colocados, isto é, teve grande crescimento da raiz a procura de luz para seu desenvolvimento, portanto, percebe-se a importância da luminosidade para a germinação das sementes de feijão. Tabela 1.2. Quantidade de sementes germinadas por dia. QUANTIDADE DE SEMENTES GERMINADAS A PARTIR DO TERCEIRO DIA APÓS A SEMEADURA DIA 01-03-2022 27 DIA 02-03-2022 39 DIA 03-03-2022 54 DIA 04-03-2022 58 DIA 05-03-2022 58 DIA 06-03-2022 47 DIA 07-03-2022 47 DIA 08-03-2022 47 Na figura 1 é mostrada a sequência registrada da germinação de P. vulgaris. Na letra A é mostrado uma semente de boa qualidade escolhida para a semeadura. Na letra B é possível visualizar a emergência da radícula a partir do 2° dia. Na letra C e D percebe-se a ruptura do tegumento e alongamento do hipocótilo, assim como os cotilédones com os primeiros sinais das folhas. E por último na letra E observa-se as primeiras folhas expandidas e claramente o epicótilo e hipocótilo mais estendido. Percebe-se o demasiado crescimento na letra E, causado pela falta de luminosidade.
Tabela 2. Germinação de Zea mays L. (milho). QUANTIDADE TOTAL DE SEMENTES UTILIZADA
TIPO DE GERMINAÇÃO Hipógea SUBSTRATO UTILIZADO Terra Vegetal QUANTIDADE DE REGAS (por dia) 2 vezes No experimento do milho a germinação foi mais tardia comparada ao do feijão, o milho teve a protusão da radícula cinco dias após a semeadura (Tabela 2.2), onde a porcentagem era de 45% (27 sementes), a porcentagem final foi de 80% (48 sementes). Ao longo do processo de germinação do milho, observou-se que as sementes que não germinaram, posteriormente criaram fungos, portanto, impossibilitando seu crescimento. O desenvolvimento das sementes do milho foi lento, isto, deve-se também pela falta de luminosidade e notou-se a necessidade de consumir mais água que o feijão para acontecer sua germinação. Tabela 2.2. Quantidade de sementes germinadas por dia. QUANTIDADE DE SEMENTES GERMINADAS A PARTIR DO TERCEIRO DIA APÓS A SEMEADURA DIA 01-03-2022 0 DIA 02-03-2022 0 DIA 03-03-2022 27 DIA 04-03-2022 38 DIA 05-03-2022 38 DIA 06-03-2022 48
Na figura 2 , é mostrado a sequência registrada da germinação de Z. mays , na letra A ilustração da semente de milho escolhida para a semeadura, na letra B é possível visualizar a emergência da radícula a partir do 5° dia, assim como outras estruturas, tais como, coleóptilo e mesocótilo. Na letra C e D nota-se o alongamento do coleóptilo e emergência a 1° folha e raízes seminais. Na letra E verifica-se a primeira folha expandida e a emergência da 2° folha, nota- se o mesocótilo na imagem e as raízes fasciculadas. Figura 2. Etapas da germinação de Zea mays L. Fonte: BRAGA (2022).