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Gestão de Produto: Fases, Profissionais e Funcionalidades, Notas de estudo de Cultura

Este documento explica a gestão de produto, abordando as fases, profissionais envolvidos e suas funcionalidades. Desde a pesquisa de mercado até a engenharia de produto e marketing, cada etapa é detalhadamente descrita.

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 29/07/2011

adriano-pereira-14
adriano-pereira-14 🇧🇷

4.4

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UNIJORGE – CENTRO UNIVERSITÁRIO JORGE AMADO
CENTRO POLITÉCNICO
ENGENHARIA DA PRODUÇÃO
ADELMO FRAGA
ADRIANO PEREIRA
CAMILLA PIMENTEL
EDGAR ARAÚJO
IGOR OLIVEIRA
LEANDRO PORTELA
SAMUEL COELHO
GESTÃO DO PRODUTO
SALVADOR
2010
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UNIJORGE – CENTRO UNIVERSITÁRIO JORGE AMADO

CENTRO POLITÉCNICO

ENGENHARIA DA PRODUÇÃO

ADELMO FRAGA

ADRIANO PEREIRA

CAMILLA PIMENTEL

EDGAR ARAÚJO

IGOR OLIVEIRA

LEANDRO PORTELA

SAMUEL COELHO

GESTÃO DO PRODUTO

SALVADOR

PAGE 4

NUMPAGES 15 PAGE 4

UNIJORGE – CENTRO UNIVERSITÁRIO JORGE AMADO

CENTRO POLITÉCNICO

ENGENHARIA DA PRODUÇÃO

GESTÃO DO PRODUTO

Relatório apresentado para aprovação do 5º semestre do curso de Engenharia de Produção, matutino, do Centro Universitário Jorge Amado, sob orientação do Prof. Cícero Fernando Prates Bastos.

SALVADOR

Phillip Kotler, reconhecido como a maior autoridade mundial em marketing ressalta a importância da pesquisa de mercado para as empresas. Para ele, informação é a palavra chave no mundo globalizado. Vale dizer que, quando realizada corretamente, a pesquisa de mercado oferece informações consistentes, que tornam o processo decisório mais rico e preciso. E estas informações não estão disponíveis apenas para as grandes empresas. Por não possuírem um departamento de pesquisa específico e não ter condições de contratar uma empresa especializada, as pequenas empresas muitas vezes perdem a oportunidade de estarem informados sobre o seu mercado- alvo por falta de criatividade, já que simples ações como visitar a concorrência para verificar os pontos fortes e fracos, ouvir reclamações de clientes ou mesmo observar como as pessoas caminham dentro de uma loja são importantes fontes de informações.

A pesquisa de mercado vem precedida por uma dúvida ou questão que deva ser respondida, sendo um meio de obtenção de informações que posteriormente servirão como base para melhorar as decisões relativas à empresa ou produto.

Normalmente, as empresas recorrem às pesquisas sempre que precisam tomar decisões de marketing importantes, como por exemplo: Entrar em novos segmentos de mercado ou canais de distribuição; Lançar ou aperfeiçoar produtos e serviços; Escolher um ponto comercial; Ajustar preços, entre outras.

Independente de sua complexidade, uma pesquisa de mercado deve ser bem planejada, evitando assim a tomada de decisões errôneas que resultariam em ações desastrosas. Segundo Kotler, a pesquisa de marketing eficaz envolve cinco etapas, são elas: 1º Definição do problema e objetivos de pesquisa; 2º Desenvolvimento do projeto de pesquisa; 3º Coleta de informações; 4º Análise de informações; 5º Apresentações dos resultados.

Na primeira etapa define-se o objetivo da pesquisa, ou seja quais perguntas a pesquisa vai responder. Na segunda etapa desenvolve-se o plano da pesquisa, onde é discriminado o método de pesquisa que será usado, o instrumento pelo qual será coletada as informações e a amostragem. Estando o plano de pesquisa definido, vamos à coleta de informações (3º etapa). Essa etapa é a mais suscetível a erros, pois depende quase que totalmente dos entrevistados e da sua honestidade e vontade de cooperação. Além disso, em determinados casos, ainda existe entrevistadores que não são confiáveis e fraudam os resultados. A quarta etapa constitui a análise quantitativa, qualitativa e comparativa dos resultados. E finalmente a 5º etapa é a elaboração do relatório contendo as informações relevantes que serão a base para a tomada de decisões.

As pesquisas podem ser classificadas, segundo a fonte dos dados, em secundários e primários; conforme o método, em qualitativas e quantitativas; e pela freqüência de aplicação em contínuas e esporádicas (ad hoc).

Segundo a fonte de dados, temos:

  • As pesquisas primárias, que são aquelas realizadas especificamente por uma empresa com finalidades restritas a seu escopo;
  • As secundárias, muito mais abrangentes e feitas por setor de atividade econômica, geralmente pelo governo (IBGE) ou por entidades de classe (SEBRAE).

Conforme o método, temos:

  • A qualitativa, que é de natureza exploratória e possui menor ou nenhum rigor estatístico;
  • A quantitativa, que é em sua essência um processo de medição, por isso segue critérios matemáticos bastante rígidos.

Com relação à freqüência temos:

  • As pesquisas contínuas, que monitoram continuamente indicadores de mercado;
  • (^) As pesquisas “ad hoc”, usadas quando surgem questões específicas a responder;
  • As cíclicas, realizadas repetidas vezes a cada determinado período de tempo.

A pesquisa qualitativa é usada para conhecer a percepção dos clientes sem quantificá-los. Nesse caso, o interesse está nas avaliações subjetivas e normalmente visa identificar as percepções humanas sobre produtos, serviços e empresas, a fim de apontar comportamentos e tendências.

Os principais métodos de pesquisa qualitativa são:

  • Grupos de enfoque (focus group): estudo exploratório em que os consumidores de um produto são convidados a participar de um grupo para discutir sobre determinado assunto com o acompanhamento de um moderador. Eles são observados através de um espelho falso. Dessa maneira é possível observar os sentimentos e as reações individuais dos consumidores e tirar conclusões sobre questões mais profundas e subjetivas. Esse tipo de pesquisa é usado principalmente para: avaliar peças publicitárias, apontar tendências, simular

mais exigentes. E para saber se um produto vai dar certo, ou seja, se vale a pena investir – é necessário planejar.

As diversas técnicas de apoio são de grande valia para um processo eficaz. Contudo, a parte dos esforços deve ser direcionada para a fase de planejamento. Com vistas a reduzir a fase de execução e principalmente os re-trabalhos. Para que um produto atinja os objetivos esperados deve-se primeiramente desenvolver um plano de marketing. Os planos de marketing oferecem vários benefícios. E sendo bem elaborados ajuda os membros do departamento de marketing a reconhecer onde seus esforços devem estar concentrados e a observar e tirar o melhor proveito das oportunidades no mercado.

Um plano de marketing deve conter: 1. Um sumário executivo – composto de poucas folhas onde terá as principais metas e recomendações, podendo ser lido e entendido rapidamente.

  1. A situação atual de marketing – aqui serão abordados todos os dados relevantes sobre o produto, o mercado, a concorrência, a distribuição e os fatores ambientais. 3. Análise de oportunidades/ ameaças e forças/fraquezas – neste tópico serão identificados as variáveis externas que possam afetar o produto e também as suas forças e fraquezas. É nessa etapa que os administradores conseguem ver nitidamente o que deve ser combatido e o que deve ser potencializado no negócio. 4. Objetivos – Esse tópico deve definir as metas financeira e de marketing, como por exemplo, a taxa de retorno do investimento, o lucro líquido, o volume de vendas, a participação de mercado, o posicionamento da marca etc. 5. Estratégia de Marketing – nesse tópico o gerente define a estratégia geral de marketing que será utilizada para atingir os objetivos expostos no plano. Isso inclui o tipo de mercado- alvo que será escolhido, como será posicionado o produto no mercado, se existirá mais de uma linha de produtos, qual o preço que vai ser adotado, quais serão os pontos de distribuição deste produto, como será desenvolvida a campanha de propaganda e outros. Salientando que, os tópicos acima devem estar em plena harmonia e concordância, pois disso depende o sucesso do negócio. 6. Demonstração de resultado esperado – neste tópico será exposto o resultado financeiro esperado do plano. Discriminando a receita prevista, as despesas previstas e o lucro projetado. 7. Controles Esta etapa indica como o plano será monitorado, este controle pode ser feito mensalmente ou trimestralmente, e será verificado se tudo está saindo como o esperado.

4.Metodologia do projeto do produto

Essa área tem como foco na engenharia específica os itens e matéria- prima que compõe o produto, definição dos desenhos de engenharia, detalhes do processo, preparo das fichas de processo, montagem e custo. Na engenharia a preocupação maior é com o custo industrial, projetos para redução de custo com foco no desempenho e qualidade.

Dessa forma a metodologia de projeto do produto se dá em oito fases:

  • (^) Primeiro relatório

No 1º relatório vê a necessidade do usuário ou consumidor, faz uma analise entre custos, oportunidade, substituição de um produto. O foco é na funcionalidade e custo do produto;

  • Segundo relatório

É avaliado o preço de venda, pesquisa-se os valores de vários produtos já existente fazendo comparações entres eles dessa forma saberemos o que o usuário estaria disposto a pagar, considerando sempre produtos similares analisando a matérias-prima , forma , tecnologia e preço;

  • Terceiro relatório

Nessa fase o projetista deve desenvolver o produto. O desenvolvimento do produto é um conjunto de tarefas de cunho técnico, nessa parte o produto cresce em detalhamento, funcionalidade e resolução de pontos critico de apresentação e manufaturabilidade;

  • Quarto relatório

O Desenvolvimento dos desenhos de engenharia , essa parte do relatório conta com os desenhos preliminares. Nessa fase deve se passar a limpo todos os desenhos desenvolvidos nos relatórios anteriores, eliminando assim qualquer dúvida na realização do produto. Os desenhos devem ter uma listagem detalhada de todas as matérias- prima ou componentes externos necessários à fabricação do produto. Cada matéria-prima deve conter informações especificas parta facilitar a aquisição e o controle dos materiais no recebimento das empresas, tais informações devem conter peso liquido, peso bruto, porcentagem de perda de processo, dimensões de compra, especificações técnicas e normas de recebimento de materiais;

  • Quinto relatório No quinto relatório o engenheiro de produto entra como peça chave para a resolução do processo. Nas fichas o projetista deve esquematizar o conjunto de ferramentas de fabricação , direcionando claramente como a peça deve ser fabricada. Pode haver

de montagem do produto e qualidade no projeto de desenho das peças e definições dos componentes para que a utilização de matéria-prima seja mínima e sem prejuízo de desempenho. Considerar também a redução da utilização de máquinas nas montagens, reduzindo assim, os custos. Participa do comitê de produtos os superintendes da operação, gerente de desenvolvimento de produto, diretoria financeira, chefe de fabricação e chefia mercadológica, onde tais profissionais tomará decisões referentes a política da linha de produto, licenciamento de produto, atendimento a outros mercados, aprovação e investimentos em ferramentas e dispositivos, decisões referentes a capacidade produtiva para atender ao lançamento de novos produtos, soluções de eventuais problemas com os produtos no mercado. A engenharia reversa tem como foco coletar dados sobre a tecnologia utilizada nos produtos concorrentes. O método envolve inicialmente os procedimentos para o desmonte do produto com o auxílio dos seguintes complementos: análise funcional, análise química, mesa de metrologia e bancada de pesagem. Um produto bem conceituado, com boa forma, ergonomia e funcionalidade cria a empatia dos usuários, facilitando assim as vendas. A cor e a textura são bem favoráveis à venda do produto e tem um custo baixo e é fácil de ser incorporado. No projeto em parceria, a equipe de desenvolvimento tem como característica marcante a busca obstinada da qualidade, manufatura inovadora, coordenação das equipes internas e externas, clientes e fornecedores forte financeiramente, ambiente propício para facilitar e estimular a criatividade de cada um. Quando em algum momento é evidenciado algum problema, surge então as ações corretivas, tais ações se da por indagações básicas para detectar onde estar o problema e suas causas. As experiências adquiridas pelo desenvolvimento na análise crítica de falhas ocorridas , previstas e potenciais devem reforçar a experiência dos responsáveis pelo desenvolvimento para realizarem análise crítica proveitosa. (GURGEL,2001,p. 269 ). Algumas empresas podem adotar um formulário básico com informações detalhadas para realização da analise das falhas potencias, no quadro 1 é demonstrado a figura de um possível modelo do formulário e requer adaptação ás necessidades de cada empresa. Quadro 1 Formulário para execução de ação corretiva. ( GURGEL,2007, p.270)

Formulário para aplicação da AFP ( Análise de Falhas Potenciais)

Perguntas Explicações

O que falha?

Qual é a falha?

Onde a falha está ocorrendo?

Como a falha está ocorrendo?

Qual é a magnitude da falha?

O que existe de diferente entre:

A peça que falhou?

A peça que não falhou?

Causas prováveis da falha:

Causas prováveis futuras da falha:

Resultado dos ensaios:

Ações corretivas planejadas:

Data e resultado da efetiva correção da falha:

Data: Ações corretivas:

Emissor: Documentação:

Equipe de análise: Aprovação:

6.Marketing do produto Segundo Kotler, o composto de marketing é o conjunto de ferramentas que a empresa usa para atingir seus objetivos de marketing no mercado-alvo. Existem diversas dessas ferramentas, porém Jerome MCCarthy popularizou uma classificação chamada de 4 P's. Elas são: Produto, Preço, Praça (ponto de venda/distribuição) e Promoção. Os quatro fatores do mix de marketing estão inter-relacionados, decisões em uma área afetam ações em outra. Por isso, vale ressaltar que as decisões do composto de marketing devem ser tomadas considerando os canais de distribuição e os consumidores. O marketing do produto em geral se dá em cima de diversas características inerentes ao produto, preço, praça e promoção. O primeiro “P “ do composto de marketing é o produto – sobre este item o gerente de produto pode desenvolver diversas estratégias de marketing, que inclui : variedade do produto, qualidade, design, características, nome de marca, embalagem, tamanho,

processos é uma característica marcante da engenharia de produção. É assim que essa profissão vem se destacando no mundo competitivo e com tantos aparatos tecnológicos, onde as empresas necessitam do conhecimento de engenheiros especializados voltados para a criação de projetos inovadores, permitindo à empresa uma vantagem competitiva frente aos seus concorrentes. Findada a criação, fica a cargo do marketing através de suas estratégias, comunicar e promover o produto frente a seu mercado-alvo.

Referências

GURGEL, Floriano do Amaral. Administração do Produto : 2. ed. São Paulo: ed. Atlas,

KOTLER, Philip. Administração de marketing: analise,planejamento, implementação e controle. 5.ed. São Paulo:ed. Atlas,1998.

Gestão de Produto. Disponível em : < www.abepro.com.br >

Disponível em:

http://www.uniara.com.br/graduacao/engproducao/historico_da_profissao.php?q=

Disponível em:

http://www.umtoquedemotivacao.com/administracao/historia-da-engenharia

Disponível em: http://www.epr.unifei.edu.br/Historico.htm

Disponível em: http://vestferas.blogspot.com/2007/05/de-olho-no-futuro.html